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Designer J
Author of 8 Stories

Rated: M - Portuguese - Angst/Romance - Harry P. & Ron W. - Reviews: 3 - Updated: 09-03-06 - Published: 08-31-06 - Complete - id:3133644

Cruéis Intenções

Por Designer J

Série: Harry Potter (J. K. Rowling)

Classificação: Yaoi, Yuri, Lemon, Dark-Lemon, E-Hot, Romance, Angst (+18)

Advertências: Homossexualismo, Incesto, Referências a Álcool

Escrito Em: 20 de Março de 2003

Final – Reais Intenções

No dia seguinte, a interjeição “ai” foi a mais ouvida em toda Hogwarts, ao que pareceu a Dumbledore, os alunos exageraram por demais no vinho e na champagne, porque cerveja amanteigada decerto não teria gerado aquele efeito! Somente no final da noite, os gemidos cessaram alguns por terem ido dormir, outros devido a dor de cabeça já ter passado. Um destes que já estavam sem dor era Rony, que seguia resoluto para o quarto de Hermione, ela havia se tornado prêmio da aposta, nada mais justo que lhe contar e dar a ela a decisão final. Não diria nada a Harry. Ele parecia ter se tornado maquiavélico por demais, contaria-lhe depois.

Bateu na porta de modo calmo, porém severo, precisava emitir urgência para Hermione, para que lhe atendesse mais rápido. Como monitora, agora tinha um quarto pessoal, logo ele teria mais liberdade de contar-lhe o ocorrido. Ela abriu a porta delicadamente e seu roupão era fino e transparente. Rony a quis.

“O que houve, Rony?” Hermione não parecia estar a caminho de dormir, ou com dor de cabeça. Achou estranha aquela vivacidade em alguém em trajes de dormir a altas horas da noite.

“Preciso falar sobre algo sério com você. Posso entrar?”

“Claro” ela deu passagem a ele. Enquanto que este se lembrava amargamente da noite anterior, a cena se repetia, como se fosse um déjà vu bizarro.

“Sei que você pode me odiar, mas... – ele descontrolou-se e narrou com lágrimas nos olhos toda a história das últimas semanas. Em certas horas sufocava e tossia, mais palavras do que ar propriamente. Em tenro desespero, permitiu-se cair sobre o colo de Mione, que permanecera sentada numa cadeira, e molhara o joelho desta com lágrimas que não pôde mais segurar. Estranhara o fato dela permanecer tão calada e serena enquanto contava coisas que diziam respeito a ela, a Harry e a Gina, mas não pudera calar, há muito quisera desabafar e, no entanto, ao terminar, não sentiu um alívio, um alívio sequer, talvez porque esperasse a resposta dela, a qual logo chegou – e foi isso... eu sou um covarde... eu não consegui...”

“Não diga...! – ele notou a zombaria da voz dela – Roniquinho... é tão tolinho mesmo...” ele a olhou como se tivesse duas cabeças, enquanto ouviu dois bateres de palmas, um vindo da cama de dossel de Hermione, que durante toda a conversa manteve-se com as cortinas fechadas e um outro vindo da porta.

Logo reconheceu a figura presente na porta, os mesmos olhos verdes, o mesmo cabelo arrepiado, a mesma cicatriz em forma de raio; reconheceu também a figura que saiu de trás das cortinas, os mesmos cabelos vermelhos ardendo em fogo, os mesmos olhos escuros.

“Harry? Gina? O que vocês...?”

“Rony, Rony, Rony... não acredito que você possa pensar que eu e Gina somos tão estúpidas... – Hermione respondera a muda pergunta – acreditou mesmo que conseguiria levar Gina para a cama, assim...? Sem que ela desconfiasse de qualquer coisa? Nem que ela fosse tão boba quanto o Neville, que por sinal, também caiu muito bem nessa da pequena e inocente Gina... não é mesmo, amor?” ela dirigiu-se para Gina, esta se aproximou abraçando-a, postando a mão sobre um seio de Hermione, sob o olhar confuso e inquisidor de Rony, enquanto Harry aproximava-se do grupo.

“É... o Rony ainda acha que eu sou a Gina bobinha... pena ele não saber, que de boba, não tenho nada... – ela pôs a mão no rosto de Hermione e conduziu a face da outra a próximo da sua, beijaram-se. Rony perguntou-se, se ela sabia tão bem o que fazer, por que se fizera de inocente? A triste percepção de ser enganado assaltou-lhe em cheio. - mas devo dizer que ele beija muito bem... e sabe como tocar alguém... pena que não saiba enganar direito... só fico com pena do Nev, quando eu tiver que dar o fora nele!” juntas elas riram, Rony escutou também um leve riso vindo de Harry.

“Eu falei que não adiantaria você correr atrás de Hermione. Eu não queria que você soubesse de tudo, mas se foi o único jeito... por isso disse que após Hogwarts, eu e ela terminaríamos e ninguém sofreria... tanto a mim, quanto a você, Hermione nos tinha como amigos, só isso. E você insistiu, e insistiu, e tudo que eu pude fazer foi te levar a esse caminho, com essa aposta idiota, afinal, alguma coisa você tinha que sofrer... – era Harry que falava, num tom superior, porém levemente condoído, lhe era difícil ver Rony em percepção tão triste de tolice, entretanto decidira contar o que faltava ao outro saber e terminar, ali mesmo, tudo. Rony não o merecia –agora vê a realidade?”

“Vocês me fizeram de bobo... eu caí e...”

“Bem... agora que você sabe... o que há para se fazer? Se remoer por ser um idiota!” Gina ria cruelmente, enquanto mantinha-se abraçada a Hermione, que também ria, porém mais discretamente. Rony deixou o quarto e voltou ao próprio dormitório. Estava ciente, além de ter sido um verdadeiro idiota, tentara enganar Gina, nada mais justo do que ela tê-lo engando e merecia também o desprezo vindo dela, nunca fora um bom irmão... e fingira ser um para usá-la. Odiou-se. Enquanto que Harry, após despedir-se das garotas as quais tinham sorrisos marotos que indicaram que logo uma longa noite se daria, seguiu o ruivo. Era o momento de finalizar tudo.

No dormitório, o menino-que-sobreviveu encontrou um Rony derrotado, e sem convicção.

“Você sabia de tudo quando fez a aposta... enquanto que a Hermione também estava te usando como disfarce, não é?”

“É. Ela não queria que você soubesse, mas achou divertida a peça que preguei em você, deve ter pensado que você queria atrapalhar demais as coisas. E quanto a Gina, ela achou uma boa oportunidade de te mostrar que não era mais uma criança, inclusive, se divertiu muito se fazendo de “virgenzinha” para você, além de ter passado uma longa noite com Hermione para forjar aquele diário, a qual ela disse que foi muito divertida. No verdadeiro, é sobre outra pessoa que ela fala.”

Hermione?”

“Claro, a namorada dela. – o moreno sentou-se ao lado do ruivo, e acariciou-lhe os cabelos, ainda falando – Você perdeu a aposta, não é?”

“Sim, perdi e teria perdido, mesmo que levasse Gina para cama, eu nunca poderia ter tido Hermione de verdade, e ainda por cima, teria a dor na consciência de ter possuído minha própria irmã... mesmo vendo que não teria sido o primeiro dela, ainda sim é minha irmã. E talvez o pior. Teria me afastado de você.”

“Que bom que tem consciência. Ela também tinha medo de que você fosse até o fim. Ela queria brincar, mas não queria que fosse tão séria essa brincadeira... e quanto a mim...”

“De qualquer forma, ainda estamos juntos, né?”

“Não. Não mais.” Harry disse sério e em tom definitivo.

“Como assim! – o ruivo se sobressaltou – o que você quer dizer com isso! Se eu perdesse a aposta, eu ficaria com você. Não era esse o combinado?”

“Bem, você não me amou tanto quanto te amei, eu não quero ficar com os restos. Você está se oferecendo como os restos da Hermione, e não como algo especial para mim. Quer que eu soletre? N.ó.s t.e.r.m.i.n.a.m.o.s. Precisa de mais algo?” o ruivo reprovou a ironia na voz do outro, porém entendia a razão de tudo, ele não tinha tido coragem de ter mantido tudo como estava, não tinha moral para exigir que o outro voltasse para si.

“Acho... que entendo” doeu-lhe, e os olhos pesaram, e a respiração parou enquanto o outro deixava o dormitório com a capa da invisibilidade.

Em um dos terraços de Hogwarts, um jovem aguardava com uma garrafa de vinho e duas taças nas mãos, quando foi assaltado por um beijo no pescoço.

“Boa noite!” o loiro cumprimentou o recém-chegado alegremente.

“Boa noite, – o moreno aceitara a taça que lhe fora oferecida – ele deu a resposta que te favoreceria” - bebeu o vinho da taça e sorriu jovialmente.

“Então devo ficar feliz?” ouviu-se uma nota de felicidade e surpresa na pergunta.

“Se você parar de ser tão esnobe com os outros, por que não? Nunca é tarde para se reatar...”

“Que bom que você sabe...”

Beijaram-se e mais uma vez, o tempo voltou ao começo, os sentimentos se tornaram claros e definidos. A Harry só restava esperar que tudo desse certo dessa vez, a Draco só restava não perder Harry de novo.

No dormitório da Grifinória, alguém ainda chorava, enquanto sibilava:

“Estas eram suas reais intenções... suas cruéis intenções...” – e a noite engoliu as palavras de desespero e mágoa.

A seguir “Perversas Intenções”, a história paralela de Harry e Draco.


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