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Author of 46 Stories |
N/A: °desvia das pedras° sorry! Eu sei que demorei nesse, mas queria caprichar. Afinal, é o ultimo capitulo. Ele está um pouco mais longo e bem mais meloso, mas eu não consegui evitar isso. Enjoy...e digam se gostaram do final.
Capitulo 6
Cinco minutos pro show pessoal!
O ajudante fechou a porta do camarim, todos se apressaram para os últimos retoques, maquiagem e afinação. Ruki estava calado desde que chegaram, respondia a todos com acenos de cabeça e resmungos monossílabos. Seguiu os outros até a entrada do palco, sem olhar pra ninguém e fingindo que não escutava quando o chamavam. Reita, produzido e com o baixo pendurado no pescoço, o puxou para um canto mais isolado, se é que isso era possível ali nos bastidores.
Ei Ruki, o que aconteceu ontem? Você saiu derrep...
Acabou.
...O que?
Ruki respirou fundo e tentou engolir o choro. E dizer tudo que tinha ensaiado dizer a noite toda.
Nós. Se é que existiu um nós alguma vez. Acabou Reita.
...Mas...o que...porque?
Eu te amo muito Reita, mas não sou o tipo de pessoa que é capaz de amar por dois...sinto muito.
Reita estava atônico de mais pra responder de imediato. Estava pálido por baixo da maquiagem, mas Ruki tinha os olhos embaçados de água e não podia ver claramente. Finalmente o baixista abriu a boca para falar, ainda muito hesitante, e alguém o empurrou para dentro do palco. Ruki esperou até ouvir seu nome e entrou também, sobre aplausos gerais.
Quase final do show, o melhor show que já tinham feito, provavelmente. Ruki sentia que nunca tinha cantado com tanta emoção, e embora evitasse deliberadamente olhar para o baixista também nunca ouvira-o tocar melhor. Era um ótimo fim de carreira, pensou Ruki, porque nunca mais iria cantar no The Gazette novamente. Seria insuportável viver com Reita sem poder toca-lo nem beija-lo nem estar com ele, depois de tudo. Iria sair, voltar pra casa, e fazer alguma coisa útil e certinha como seus pais sempre quiseram...
Pelo canto do olho viu que Reita tinha feito um sinal com a mão, o sinal de reunião de palco. Mesmo achando que essa era a pior idéia do mundo, Ruki desceu do seu palquinho e se juntou aos outros, sorrindo falsamente pro publico. Reita enfiou um papel na mão de Ruki sem olhar pra ele e falou para todos.
Me acompanhem nessa, não é difícil. Ruki, a letra é essa aí, cante ela por mim...por favor.
E então voltou ao seu lugar, ajeitando a faixinha e deixando todos com uma expressão de surpresa e terror no rosto. Tocar algo que nunca tinham ensaiado, num show? Mas assim que viu que todos tinham voltado aos seus lugares, Reita começou a dedilhar uma melodia lenta e sentida no baixo. Realmente, não era muito difícil, Uruha e Aoi logo pegaram os acordes principais, Kai improvisava. Ruki desdobrou a letra discretamente e a um aceno de Reita começou a cantar.
Night hours. The late hour... (Horas da Noite, Horas Tardias...)
The time stopped, they closed the curtains. (O tempo para, eles descem as cortinas)
An empty stage, a light fluttering. (Um palco vazio, uma luz tremeluzindo)
crawls the night in slow agony. (Rasteja a noite em lenta agonia)
Then you jump with your smile (Então você pula com seu sorriso)
And the things are so different! (E as coisas são tão diferentes!)
Because suddenly I know that thing (Porque de repente eu entendo aquela coisa)
that strange thing called love (Aquela estranha coisa chamada amor)
O som era de um rock melódico, a multidão parecia emocionada. Ruki sentia que não conseguia respirar. Aquilo...Reita tinha feito aquilo, era uma musica dele. E falava de amor! O amor que ele disse que era piegas, que tinha desdenhado tanto...tentou controlar-se, continuar a cantar.
Aishite iru, little baby (Eu te amo, amorzinho)
Your bad boy type and everything (Seu jeito de garoto mal e tudo o mais)
Because the stage is not emptier (Porque agora o palco não está vazio)
Anymore (mais)
I felt, I felt (Eu sentia, eu sentia)
My empty life to be flow out (Minha vida vazia escorrer)
But you is like you was (Mas é como se você fosse)
Hell and Heaven, for always yours (Inferno e céu, pra sempre seu)
Aishite iru, little baby (Eu te amo, amorzinho)
Your bad boy type and everything (Seu jeito de garoto mal e tudo o mais)
Because the stage is not emptier (Porque agora o palco não está vazio)
Anymore (mais)
The scenery disappeared, the audience get lost. (O cenário desapareceu, a platéia se perdeu)
Just you are there (E só você estava lá)
And just you was with me (E só você estava comigo)
The best feeling of all (O melhor sentimento de todos)
Aishite iru, little baby (Eu te amo, amorzinho)
Your bad boy type and everything (Seu jeito de garoto mal e tudo o mais)
Because the stage is not emptier (Porque agora o palco não está vazio)
Anymore (mais)
A ultima nota, somente o baixo e a voz de Ruki ainda ecoavam naquele estádio. O menor não conseguia mais conter as lagrimas, que corriam mesmo que silenciosas pelo rosto. Era a letra de Reita, era a declaração de Reita. Era a declaração de Reita para ele. Virou o rosto, olhando o baixista nos olhos. Aqueles olhos que achava que nunca olhariam pra ele daquele jeito, com todo aquele sentimento transbordando. Silenciaram, tudo era silencio. Mas Ruki não precisava de palavras naquele momento, ele entendia. Reita formou nos lábios as palavras "Eu te amo...sempre amei". Sua voz não chegou a sair, os fãns não chegaram a perceber, mas Ruki pulou do palco direto para os braços dele, no abraço mais apertado e necessário de toda a sua vida. Sorriu de verdade pela primeira vez, agradeceu a todos, disse as palavras que devia. Sentia-se em paz.
Por fim deixaram o palco, todos juntos. Mal entraram no camarim e Ruki pulou novamente nos braços de Reita e começou a beija-lo tão desesperadamente que podia sentir o outro sufocar. Soltou-o e começou a dar soquinhos no peito dele, chorando de emoção.
Porque não me disse de uma vez? Eu quase morri pensando que você não...que não...
Que eu não amava você? Ruki-chan, eu amo você mais que a minha própria vida! Como você é tão tapado pra não perceber?
Ele riu, mas chorava também. Puxou Ruki novamente e o beijou. Ruki ainda batia nele, mas não era de verdade, nunca foi de verdade. Por fim se separaram, e então se deram conta que não estavam sozinhos.
Kai olhava para os lados, constrangido. Aoi estava com o queixo tão caído que por pouco não chegava no chão, e balbuciava coisas pra si mesmo "mas...que?...como?". Uruha tentava expulsar a mocinha da água do camarim, estava branco da cabeça aos pés e com os olhos tão abertos que pareciam que iam saltar do rosto. Ruki de repente se sentiu muito, mas muito quente.
...ãhn...er...b-bem...
...R-ruki e eu estamos j-juntos. Uma hora vocês iam ter que saber mesmo... – falou Reita em voz baixa e grave, tão vermelho quanto o vocalista, encarando desafiadoramente cada um.
Ruki deu um risinho muito sem graça. Eles ainda estavam se recuperando do choque. Mas iriam aceitar, eram uma família afinal, uma família unida e feliz. E agora, mais que nunca Ruki podia dizer: Eu sou feliz, porque a pessoa que eu amo, também me ama...e sempre amou.
oOo
P.s: Tenho que dizer que o Reita podia ter feito uma letra romântica muito melhor, mas como fui eu que fiz e eu tenho tanto talento pra musica quanto a Carla Perez tem pra jogar xadrez...bom, imaginem que é bonita okay? ;-D Eu também tenho que agradecer a minha amiga, okaachan e seme preferida Taka, que ajudou com a letra e com idéias, mesmo que nem ela saiba disso. Snif snif, vou sentir saudade de escrever isso...mas logo tem mais uma, quem sabe Aoi x Uruha neh? - Até...o/