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Pois é, mudei o resumo... Achei que não fez sentindo centrar a história na Saori, mesmo por que ela as aparições dela vão sumir do capítulo três para frente. Festa vai ser toda do Shun! Pensando bem eu achei esse resumo novo bem kawaii...
Oh, essa parte começa assim que o Shun olha pra a Boneca... XD Aff... Por que eu fiz 'XD"?
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Boneca
By Menina Maru
June de brinquedo
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Shun teve de tocar levemente o braço dela, a fim de convencer os seus olhos da realidade. O plástico frio o fez estremecer levemente, levando a mão de volta para dentro do bolso do jeans.
As mãos, diferentemente das bonecas comuns, não eram retas e os dedos desta estavam levemente dobrados, respeitando a posição das articulações, assim como eram mãos humanas. Eram graciosos e delicados os dedos da boneca.
Afastou-se um pouco, observando a boneca num todo. Estava vestida com um elegante vestido branco, típico das Sinhás donas de fazendas cafeeiras, com alguns detalhes em bordado azul. Ele se aproximou um pouco e viu que eles formavam florezinhas. Kawaii...
- BOA NOITE! – gritou uma afobada atendente – Quero dizer desculpe pelo grito, mas boa noite mesmo assim!
- Não... Não foi nada.
- O senhor é colecionador?
- Não, eu só...
- Ela é linda, né? Um modelo único, a obra prima de Sasaki Endou...
Sasaki Endou... Pelas minhas fontes, um maluco que abandonou a faculdade de direito para dedicar-se a arte e por acidente e sorte descobriu uma técnica de pintura em plástico imitava a tonalidade da pele humana, dando um aspecto real a esculturas que fossem pintadas com a mesma. Ele começou com esculturas, mas depois se voltou para produzir bonecas, onde teve bem mais sucesso. Graças a isso tem o seu nome gravado no 'book da arte', junto com Picasso, Da Vinci e outros...
- A roupa foi produzida pela Jaquelinne, que está trabalhando em conjunto com o Endou-san para fazer as roupas das bonecas. Eu daria tudo pra tê-la... – ela falou olhando para a boneca – mas, como eu não tenho nada, né...?
- ... – Shun olhava um tanto surpreso para a atendente.
- Ah, não... – ela calou-se, percebendo que havia falado demais – Não ligue para o que eu disse. Bem, se você estiver interessado infelizmente não vi conseguir levá-la... Ela está reservadíssima para a senhorita Saori Kido-sama... – ela tapou a boca.
- Tudo bem, eu já sei que ela vem aqui e não pretendo seqüestrar ninguém, se é isso o que quer saber.
- Ufa, ainda bem... Sabe, aqui tem escutas e se tivesse um seqüestro e eles descobrissem que eu contei isso eu seria demitida!
- Como é boba! Eu poderia realmente ser um seqüestrador. – pensou Shun.
- Noooossa!
Saori pôs as mãozinhas no rosto surpresa de felicidade. Depois foi correndo e parou em frente a boneca, que era bem mais alta do que ela.
- June-san! – ela olhava deslumbrada para a boneca – Uma June de brinquedo... Só pra mim!
- Aham... – Marin colocou-se do lado da garota – A Jaquelinne disse que fez o vestido inspirada em você, princesinha.
- Ai, ai, que legal!... Coloquem logo ela numa caixa, quero levá-la para casa agora mesmo!
Ela deu a ordem e foi obedecida. Em poucos segundos a boneca estava empacotada e na frente da garotinha, pronta para seguir o seu destino: a mansão de Saori!
- Nheeeeay! – Saori segurou a mão de Shun, que ficou surpreso com o ato – Vamos logo, Amamya-san! Você se lembra de onde a gente se encontrou, né?
- Claro...
- Ei! – Saori chamou por Marin – Tem um carrinho para poder levar? Eu acho que vi ser meio difícil Amamya-san carregar minha boneca...
- Sim, temos sim! Leve-o e não se preocupe em trazê-lo!
Marin sumiu por alguns segundos, enquanto Shun olhava para a mimada menina patrícia.
- Você pretendia que eu fosse carregando a sua boneca? – perguntou.
- Mas é claro! Quem mais poderia fazer isso?
- Oh, sim, claaaaro...! Eu, apenas eu, Saori-chan. – falou com desdém, tom que não foi percebido por Saori.
- Aqui está o carrinho, Saori-chan! E obrigada pela visita! Volte sempre!
- Voltarei! Bye, bye! – falou acenando para Marin, depois se virando para Shun – Ela é um pouco pesada para levar, mesmo estando no carrinho... Mas o senhor consegue, né? – vendo que Shun não havia dito nada, ela prosseguiu – Por favor?
Eis o ponto fraco de Shun: os 'por favores' ditos daquela forma. Era assim que o seu admirável irmão mais velho conseguia que ele lhe fizesse tudo e nada.
- Tcs... Ok, vamos logo! – pegou a alça do carrinho na mão esquerda e a mão de Saori na direita, arrastando as duas "coisas" para a perto da praça de alimentação, onde tudo havia começado.
- Ai, ai, ai, aiiii! Assim vai acabar me machucando! – ela disse brincando, feliz em ver que o senhor fazia todas as suas vontades.
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- Pronto. Está entregue. – Shun falou dando as costas.
- Nããããão...! Pretende me deixar aqui? Eu... eu... – os olhos dela começaram a ficar avermelhados.
- Não... não chora, não... – ele falou voltando-se para Saori – Eu fico aqui até "Mú-chan" achar você.
- Mas eu não estou perdida! – ela retrucou – Foi ele quem se perdeu de mim!
Shun apenas sorriu, concordando com a cabeça, o que fez a pequena Saori corar. Olhou pra o relógio e viu que já passavam das oito.
- Esculte... – Shun quebrou o silêncio que se formara – Não quer um sorvete?
- Sim!
Seria a sua vingança. Usaria o dinheiro das passagens de ônibus de Ikki para comprar dois sorvetes. Ikki iria andando para casa.
- É isso aí! – ele falou vitorioso, mordendo o creme de baunilha.
- Hã?
- Não é nada, apenas coma o seu sorvete.
- Aff... – ela fez o mesmo que Shun, depois se voltando para ele – Não estou acostumada a comer casquinhas comuns. Geralmente como com marshmallow e com batatinhas.
- Sério? Se eu comprasse isso iria para casa a pé, também. – ele voltou atenção ao seu sorvete – Mas para mim, casquinhas comuns são ótimas.
- É... Até que são gostosas! – ela falou começando a comer a casquinha do sorvete.
- SAORI-CHAN!... – um homem de inconfundíveis mechas cor de lavanda praticamente jogou-se em frente a menina – Ainda bem que te achei...
- Mú-chan! – ela o abraçou, tomando cuidado par que o sorvete não derramasse em cima dele e começando a chorar – Ainda bem... Eu achava que nunca iria te ver...
- Não diga isso, Saori-chan... – ele falou com um sorriso e segurando o rosto da menina, limpando suas lágrimas.
- Eu... eu... Vou contar tudinho para a mamãe! Que você não preta atenção em nada e que me deixou sozinha e eu tive que ficar com ele! – falou apontando para Shun.
- Ele? – Mú finalmente notou Shun.
Mú não era japonês, mesmo por que nenhum japonês tinha os olhos numa tonalidade tão clara quando a dele. Quanto aos cabelos eles não eram naturais. Este "resultado" deu-se a partir de uma experiência da Saori com tintas e com ele. Um certo balde de tinta caiu por cima de sua cabeça e tingiu os cabelos daquela cor. Saori gostou tanto que quis que ele ficasse com o cabelo daquele jeito. E assim foi...
- Quem é ele?
- Desculpa, não me apresentei... Me chamo Shun Amamya e...
- Ele cuidou de mim enquanto você estava perdido! Até me comprou um sorvete! Ele também levou a June até aqui! – ela falou apontando para a boneca.
Num instante a expressão de Mú mudou e ele agradeceu bastante ao rapaz a sua frente, colocando Saori nos braços e se despedindo do de Shun, arrastando o carrinho com a boneca.
- Tchau Shun... – Saori falou tristinha.
- Adeus, Saori-san... – retornou Shun sentindo um tanto triste por ter que se despedir dela.
Alguns minutos de silêncio passaram enquanto caminhavam para lados opostos.
- Espera Mú-chan! – ela começou a remexer-se indicando que queria ser posta no chão. Chamou o nome de Shun e este parou onde estava esperando por ela, que lhe estendeu um cartão – Não quer trabalhar lá em casa?
Shun ficou estático por alguns segundos, até que conseguiu processar a pergunta. Ele? Trabalhar na casa de Saori? Um emprego assim de repente, jogado bem n sua cara? Aquilo não estava acontecendo...
- Saori-chan! Acabou de conhecer Amamya-san não pode pedir para ele trabalhar...
- Ah, não se preocupe, ele é bem confiável. Fez tudo o que eu mandei, sem nem reclamar, feito o Spike. – ela falou rindo, logo depois sendo acompanhada por Mú.
- Não achei engraçado, Saori-san. – falou Shun – Mas, quanto a trabalhar na sua casa... Seria algo excelente para mim!... – ele pegou o cartão que lhe era estendido – O que devo fazer? De que horas a que horas?
- Bem, você deve se mudar pra minha casa.
- Mudar? – ele pensou um pouco – É... não tem problema! Eu me mudo! – disse com os olhos brilhando – Mas o que tenho que fazer?
- Ser minha babá.
- ...
- ...
- ...
- Shun? – Saori sacudiu um pouco o tecido do jeans dele, tentando fazê-lo "acordar" – Você está bem?
- E qual vai ser meu pagamento? – ele flou um tanto assustado.
- Bem... Mamãe com certeza não vai querer te pagar, já que você é um estranho... Mas você pode ter tudo o que quiser!
- Você tá brincando, não tá? - os olhos do rapaz começavam a produzir alguns litros d'agua - EU ACEEEEEEITOOO!
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- Então foi por isso que aceitou com tanta facilidade... – falou levando um pedaço do fillet a boca.
- Sim, eu realmente preciso de um emprego... A cada dia a nossa situação complica!... Se ao menos fosse formado...
- É... E sei o que é isso. – vendo a cara de interrogação de Shun, começou a contar – Eu fui um dos tipos rebeldes. Isso estava na moda há uns dez anos atrás.
- Heh... Eu sei... Quase, mas quase mesmo eu aderi a moda.
- Quantos anos você tem? – perguntou curioso.
- Eu acabei de fazer vinte.
- Eu tenho 25... - ele olhou pra o prato intocável de Shun - A propósito, acredite, esse fillet fica intragável quando está frio.
- Ah! É que estou tão nervoso que nem tenho fome...
- Pois não fique. Saori-chan só fica sapeca desse jeito - ele apontou pra ela, que estava em um dos brinquedos que havia dentro do parque do shopping, brincando sem dó e nem piedade do vestido que usava - Quando está entre muitas pessoas. Ela é bem quietinha em casa.
- Ainda bem. Não tenho muita experiência com crianças.
- Mas, como eu pude ver, leva jeito!
Depois disso começaram a tratar da contratação, dos documentos que Shun iria precisar e, principalmente da mudança. Shun ficou eufórico quando soube que os empregados tinham direito a um quarto totalmente personalizado e acesos a salas de música, cinema, jogos e videogames, campo de futebol, piscina...
É... Cuidar de Saori-chan seria um booooom negócio!...
Continua...
N/A: a preguiça matou a autora