|
Author of 3 Stories |
Minhas explicações estão no final do capítulo.
Tatiana, muito obrigada por me mandar o arquivo para que eu pudesse continuar essa história!
Disclaimer: CCS não me pertence, ninguém está me pagando para escrever isso, e assim por diante.
Kokoro No Hon
Por KayJuli
Capítulo 01: Bem Longe da Ficção
Música-base: Book of Love - Peter Gabriel
Beijando-a apaixonadamente, Henry enlaçou a cintura de Annie com suas mãos e puxou-a para cima, colocando-a em cima da sela de Thor confortavelmente.
Henry afastou-se um pouco e sorrindo acariciou o rosto da jovem levemente.
“Este é o primeiro dia, Annie,” ele disse com aquele brilho no olhar que a havia feito reparar nele pela primeira vez todos aqueles anos atrás. Os olhos de Annie encheram de lágrimas. Poderia aquilo tudo mesmo ser verdade? Eles finalmente estavam livres! Henry, seu valente cavaleiro, estava de volta depois de tanto tempo, são e salvo. E ele a amava! Se os beijos dele não fossem o bastante para que ela soubesse que ela estava realmente acordada, Annie teria se beliscado para ter certeza.
“O primeiro dia do quê?” Ela perguntou com uma voz trêmula.
E ele respondeu com carinho: “O primeiro dia do resto de nossas vidas.”
Sem tirar os olhos dela, Henry meteu as esporas em Thor, que pela primeira vez resolveu não reclamar do peso adicionado em suas costas e começou um galope rápido em direção das montanhas, em direção do pôr-do-sol, em direção do belo castelo onde Annie sabia que ela seria feliz para sempre.
Fim
A editora fechou o capítulo e olhou para as trezentas folhas A4 encadernadas que compunham o livro em sua mão. Tirou seus óculos de leitura e secou uma lágrima, sorrindo.
“Ela conseguiu de novo, não foi?” Perguntou a sua jovem secretária, entrando no escritório. Ela já estava com seu casaco e sua bolsa no ombro, pronta para ir embora. Ela já podia ter ido há muito tempo, já que eram sete da noite, mas decidiu esperar, caso sua chefe precisasse de algo.
“Se conseguiu?” A editora secou outra lágrima. “Antes de me tornar editora dela, nunca havia chorado por causa de um livro. Mas agora, toda vez que leio um livro dela, não consigo conter as lágrimas.”
“Como vai se chamar este?” A secretária perguntou, chegando perto da mesa e olhando as folhas brancas impressas.
"‘Em Direção Ao Horizonte.’"
“Eis um nome interessante. ‘Em Direção ao Horizonte’... Gostei.”
“É sobre essa jovem chamada Annie. Ela é uma simples camponesa. Seu país está em meio a uma guerra. Um dia quando ela está na floresta, caçando, ela acha um soldado ferido. O soldado é ninguém mais e ninguém menos do que o príncipe do país contra o qual eles estão lutando e...” A mulher se refreou de falar mais. “Olhe para mim. Estou tagarelando excitadamente por causa de um livro, que nem uma adolescente.”
A secretária riu baixinho.
“Ela faz isso com as pessoas. Eu amo as coisas que ela escreve. Tenho todos os livros dela. Mal posso esperar para ler este! Será mais um bestseller?”
“Sem sombra de dúvida.”
Nesse momento, o alarme do relógio de pulso da secretária disparou.
“Oh, meu Deus! Estou atrasada para o jantar! Meu namorado vai me apresentar à família dele hoje!”
“Então, vá. O que você ainda faz aqui?” Sua chefe sorriu. “E boa sorte.”
“Espero que gostem de mim.” Disse a secretária fechando a janela. Estava entrando um vento frio, trazendo com ele alguns flocos de neve que caíam lá fora. “Eu gosto muito do meu namorado. Ele é quase perfeito.”
“Quase?”
A secretária sorriu, seus olhos azuis brilhando.
“Perfeitos mesmo, só os personagens das histórias da Cherry.” A secretária disse, saindo pela porta. “Com as coisas maravilhosas que ela escreve... Ela deve ter uma vida tão romântica e cheia de aventura! Dá até inveja.”
Sua chefe olhou para baixo, para o livro em sua mão, com um olhar triste, mas a secretária estava de costas e não viu isso.
“Boa noite, senhorita Daidouji.” Disse a secretária, apertando o botão do elevador.
“Boa noite, Yui. Até amanhã.” E ela ouviu o ‘pling’ do elevador alcançando o andar. Tomoyo respirou fundo, encostou em sua cadeira, olhou para o teto e disse em voz alta: “Quem dera ela tivesse uma vida assim. Quem dera ela tivesse uma vida social! "Cherry" ainda vai me matar de desgosto...”
“Contas. American Express, Visa, telefone fixo...” ela murmurava enquanto olhava os envelopes. Colocou as chaves e sua bolsa na mesinha do telefone e foi andando até a cozinha, ligando as luzes. Já era noite e lá fora a cidade de Tóquio estava agitada. As luzes dos postes cintilavam, letreiros coloridos piscavam ao longe e da janela do apartamento, no vigésimo primeiro andar de um edifício, a cidade lá fora parecia uma constelação, um mar de estrelas coloridas. E neve caía. Branca e pura. “Celular e... Hmm?” A letra de quem escreveu o destinatário no envelope era bonita, controlada... Certa vez, para escrever um livro, ela havia estudado grafologia e do que ela se lembrava, uma letra daquela maneira mostrava uma pessoa calma, segura de si e, principalmente, gosta de ter tudo do jeito dela. A jovem olhou o remetente e fez uma cara feia. “Akira.” Ela disse o nome como se fosse um palavrão. Resolutamente caminhou até a lata do lixo no canto da cozinha e jogou a carta dentro, do jeito que estava, fechada.
“Miau...”
“Ah, oi, Kero.” A mulher sorriu vendo um gato amarelo brilhante entrar na cozinha. Ele se enroscou nas pernas dela e olhou para ela com olhos que pediam algo. Ela riu.
“Sim, eu trouxe.” Ela disse, tirando do saco de papel uma lata de comida de gato. Ela abriu a lata, colocou a comida no pote do gato e o abaixou para que ele pudesse comer. Ele pulou em cima do pote. “Você ainda vai me levar à falência do jeito que você come. Talvez eu devesse mudar seu nome para Garfield.”
A mulher acariciou o gato e se levantou, olhando em volta. A cozinha estava limpa, como sempre. Tudo no seu devido lugar. Tudo na casa dela estava sempre no seu devido lugar, do jeito que ela gostava. Caminhou até o fogão e colocou água para ferver.
Sentou-se à mesa na cozinha enquanto a água esquentava, observando seu gato comer. Quando escutou a água começar a ferver, se levantou e calmamente preparou chá. Colocou alguns biscoitos numa pequena tigela e levou até a sala de estar, onde colocou a xícara e a tigela na mesa de centro. Caminhou até a porta de vidro da varanda e abriu as cortinas brancas para ver a cidade lá fora. Colocou um CD no estéreo e logo o cômodo silencioso se encheu com uma música suave.
Desligou a luz da sala, deixando só um abajur com a luz fraca iluminando um canto. Sentou-se numa poltrona, encostou para trás confortavelmente, e começou a assistir à neve caindo lá fora, tomando chá e comendo seus biscoitos.
Kero miou na porta da cozinha, preguiçosamente andando em direção de sua dona e se enroscando nas pernas dela. A mulher apenas sorriu para seu gatinho, que agora estando satisfeito, iria dormir por um bom tempo.
Como ela amava aquela época do ano! Na verdade, gostava de todas, mas havia algo no inverno que a fazia se sentir tão... Nem sabia como explicar. Era tão lindo. Talvez o motivo fosse sua infância. Uma de suas primeiras lembranças era de quando tinha apenas uns três anos. Conseguia se lembrar do rosto sorridente de sua mãe, numa manhã branca de inverno, usando um casaco branco, uma toca vermelha em sua cabeça e luvas vermelhas. Seus braços estavam abertos e a chamava. Era difícil andar na neve, para uma criança de apenas três anos, mas ela alcançou sua mãe, jogando-se em seus braços.
Mesmo depois da morte dela, o inverno sempre era uma época alegre. Quando ficou um pouco maior, seu irmão até a deixava andar com ele e seus amigos, fazendo bonecos de neve e guerra de bolas de neve.
E certa vez, quando ela tinha dez anos, seu pai a levou para esquiar. Como ela havia amado aquele inverno! Sentar na frente da lareira do quarto com seu pai antes de dormir... Seu pai era arqueólogo e desde pequena ela tomou gosto por povos da antiguidade. Achava fascinante como as pessoas viviam há muito tempo atrás. Enquanto tomava chocolate quente na frente da lareira, ele contava a ela sobre os povos incas, os maias, os celtas, os gregos, os persas... Mas o que ela mais achava fascinante era o povo egípcio e suas pirâmides. E ele contava para ela sobre esses povos e suas culturas até altas horas da noite, com o som do vento lá fora e os flocos de neve caindo suavemente.
Sorriu um pouco triste, com remorso. Não falava com seu pai há muito tempo. Desde que havia se mudado para Tóquio só havia ido visitá-lo duas vezes, e já morava em Tóquio há três anos.
Tão entretida com seus pensamentos, nem sequer ouviu a porta do apartamento abrir e fechar-se. Não ouviu os passos de alguém detrás dela e nem sequer ouviu a pessoa suspirar profundamente.
Mas pulou assustada da cadeira quando a pessoa disse:
“Você por acaso sabe que dia da semana é hoje?”
“Ah! Tomoyo!” Ela exclamou colocando a mão sobre o coração, sentindo-o pular. Tomoyo caminhou até o estéreo e o desligou. “Como você entrou?!”
“Eu tenho a chave, lembra?”
“Ah, é...” Ela suspirou. “E é claro que eu sei que dia é hoje. É sexta-feira.”
“Exato! Sexta-feira!”
“E...?” Sentou-se novamente na poltrona.
“Como assim ‘e...’? Será que eu sou a única que se lembra que você tem um compromisso hoje às nove da noite?!”
“Eu tenho?” Ela perguntou como se não tivesse a mínima idéia do que Tomoyo falava.
“Não se faça de desentendida. Você sabe muito bem que Hiroshi disse que vai estar esperando por você naquele restaurante hoje às nove. Você tem que dar a ele uma resposta!”
“Eu já dei, esqueceu? N.A.. Não.”
“Sakura, você é minha melhor amiga, uma escritora muito talentosa e eu te amo... Mas às vezes você me leva a beira da loucura! Hiroshi é louco por você! Por que você não aceita?”
“Por que você quer tanto me ver com alguém, Tomoyo?” Sakura perguntou, levantando-se da poltrona e levando a xícara para a cozinha.
“Porque estou cansada de vê-la sempre trancada dentro de casa! Você escreve essas histórias incríveis, mas... Você não acredita nelas! De romântica sua vida não tem nada! Imagine como suas fãs ficariam desapontadas se soubessem que tudo o que você faz na vida é escrever, passear sozinha no parque, almoçar sozinha, jantar sozinha e escrever mais. Todos os dias!”
“Eu gosto da minha vida do jeito que ela é.” Sakura respondeu, lavando sua xícara. “Não tem surpresas, não tem desapontamentos... Não estou pronta para me casar agora. Eu não acho que Hiroshi seja quem eu estou procurando.”
“Então por favor, Sakura, me diga quem você está procurando que eu coloco um anúncio no jornal, espalho panfletos pela cidade, ofereço recompensa!”
“Engraçadinha. Tomoyo, eu tenho 23 anos. Há muitas mulheres com a minha idade que ainda não se casaram, como você.”
“Sim, mas não fui eu que já recebi cinco propostas de casamento! Todos com uma vida estável, simpáticos, bonitos... E todos apaixonados por você mais do que tudo! Agora é o Hiroshi. Sakura, vista-se e vá encontrá-lo.”
“Ele disse que se eu fosse eu estaria aceitando o pedido. Eu não vou de jeito nenhum!” Sakura passou pela sala de estar e foi para seu escritório, Tomoyo bem atrás dela. “Eu ainda não entendo porque você insiste tanto nisso, Tomoyo.”
“Além do óbvio, que você é muito infeliz.”
“Não sou não.” Sakura respondeu fazendo uma cara feia, mas Tomoyo fingiu que não viu e não ouviu.
“Os figurões do andar acima do nosso estão começando a se preocupar. O que vai acontecer se vazar a informação de quem você é? Afinal, você escreve usando um pseudônimo. Você é uma dos melhores da nossa editora. Seus livros rendem muito dinheiro. Imagine o que aconteceria se seus leitores descobrissem que, bem diferente do que eles acreditam, sua vida é bem chata.”
“Tomoyo!”
“Talvez mais enfadonha do que a deles e...”
“Você realmente veio aqui para me animar, não é?” Sakura murmurou enquanto Tomoyo continuava a falar.
“...Que nem sequer um namorado você tem?!?!? As vendas dos livros vão cair!”
“Claro que não vão cair!”
“Você sabe o que tem sido espalhado pela internet sobre você?”
“Não...”
“Bem, alguns dizem que você é casada com um amor de infância. Outros dizem que você está noiva de um milionário europeu e que você vai morar em Paris quando se casar. Ah, mas eis meu preferido: Dizem que numa recente viagem sua à floresta amazônica, fazendo pesquisa para um novo livro, você conheceu um chinês que tem negócios na África e de férias, foi para a Amazônia. Vocês se perderam na floresta do resto do grupo e ficaram sozinhos durante dias. Você foi picada por uma cobra venenosa, mas ele conseguiu preparar um antídoto. Foi atacada por um leão, e sim, eu sei que não existem leões na América do Sul, mas é o que andam dizendo... Você foi atacada por um leão e ele a salvou. Depois de dias sozinhos, finalmente encontraram uma aldeia de índios e lá receberam ajuda para voltar à civilização. De volta à cidade, na manhã que você ia pegar seu vôo de volta para o Japão, você percebeu o quanto você amava esse chinês e saiu correndo pelos corredores do hotel, mas ao chegar no quarto dele, ele havia ido embora. Na recepção, havia te deixado um bilhete dizendo que sentia muito, mas havia tido que partir. Negócios importantes na África o chamavam. Você voltou para o Japão e um dia, enquanto caminhava pela rua, sem tem aonde ir, só pensando nele, bateu de frente com alguém. Quem era? Sim, o chinês. Ele sorriu para você e disse que havia tido que partir porque um parente distante dele queria roubar dele as minas de diamante que ele tinha na África! Daí ele confessou seu amor, se pôs de joelho... Os dois fugiram para Fidji para se casar, onde vocês agora vivem felizes. E é lá que você escreve seus livros.”
“Uau! Que história! Quem inventou isso tem uma imaginação...! Mesmo com todos os clichês... Acho que daria um belo livro...”
Sakura, concentre-se! O que eu estou querendo te mostrar é que: Se essas pessoas ficarem sabendo que a coisa mais excitante que você faz todos os dias é verificar o seu e-mail pela manhã, elas nunca mais compram seus livros! A magia vai ter acabado! A companhia vai perder milhões! E é por isso que você tem que fazer algo da sua vida, viver um grande amor!”
“Já passei por isso...” Sakura disse, indo ligar seu computador.
“Escute...” Tomoyo falou com uma voz mais calma. “Eu não sei o que você passou antes de vir para Tóquio para se recusar a amar novamente, mas você não pode desistir do amor. Não falo isso só como sua editora que está preocupada com os milhões que a empresa da minha família vai perder, mas falo isso como sua amiga, que se sente muito mal de vê-la sozinha, vivendo pelas coisas que escreve. Estas mulheres que você usa em seus livros: Annie, Natália, Hisa, Jun’ko... Elas são o que você gostaria de ser: forte, corajosa com sempre a resposta certa na ponta da língua. E os personagens masculinos, o que você espera daquele Um quem você anda procurando. Ou melhor, esperando, porque você não mexe nem um dedo. È muito triste vê-la assim, Sakura. Você merece mais do que isso. Eu sei que você quer amar alguém e...”
“Mas eu não acredito em amor, Tomoyo.” Sakura disse com uma voz baixa, sentando-se na frente do computador. “É só uma palavra sem sentido, uma idéia bonita, como "utopia". Impraticável. Existe carinho e respeito, mas amor...”
“Ainda bem que sou só eu que estou aqui para ouvir isso,” Tomoyo disse, balançando a cabeça. “Uma escritora de livros românticos que não acredita em amor. Estou cansada dessa sua atitude, Sakura. Você recebeu mais propostas de casamento do que muitas mulheres muito mais velhas do que você. Estou te dando um mês para dar um jeito em sua vida. Se você não fizer alguma coisa, eu vou... Eu vou...”
“Vai o quê?” Sakura levantou uma sobrancelha. “Colocar um anúncio no jornal? ‘Escritora bem sucedida procura sua cara metade...’”
“Eu não vou ser mais sua editora!” Tomoyo exclamou, cônscia de quão estúpido isso havia soado, mas ela não tinha mais nenhuma idéia para ameaçar Sakura... “Vou passar você para um outro editor!”
E com isso ela deixou Sakura sozinha, sentada na frente do computador.
“Acho que ela estava falando sério.” Ela disse para si mesma, mas deu de ombros depois de um tempo murmurando algo como "É a Tomoyo. Vai se esquecer disso em dez minutos", e olhou para a tela do computador. E começou a escrever.
“Hmm... Vamos ver... Como eu posso começar? Ah, já sei! A grande floresta Amazônica...”
O telefone começou a tocar, mas ela simplesmente o ignorou. Logo a secretária eletrônica atendeu.
“Você ligou para 555-5555. Deixe sua mensagem depois do bip. BIP!”
“Uau, Kaijuu! Essa é a mensagem de secretária eletrônica mais patética que eu já ouvi em toda minha vida! Não é á toa que você está encalhada.” A mulher rosnou profundamente em sua garganta e fez uma cara feia. Se ele estivesse em sua frente agora, teria-lhe dado um pisão no pé. “Você precisa mudar essa mensagem. Eu sei que você está em casa. Você não iria a lugar nenhum numa sexta a noite. Ou qualquer outro dia da semana... hehehe De qualquer forma, será que você poderia fazer um favor para mim? Essa garota com quem estou saindo... Eu disse a ela que você é minha irmã. Ela não acreditou muito. Será que você poderia aparecer lá no Il Palato amanhã, meio dia e almoçar com a gente? Eu agradeceria. Não se esqueça que você me deve, hein?! Fui eu quem dei seus primeiros escritos para a Daidouji. Não se esqueça que um pouco do seu sucesso se deve a mim! Tchau, Kaijuu.”
“Touya e seus romances.” Ela murmurou quando ele desligou. “Não duram mais de um mês. Todos os homens são assim. Não sabem o que querem... Num dia pensam algo de você, no outro mudam de idéia. E a Tomoyo quer que eu me comprometa. Vai esperar sentada...”
O telefone tocou novamente e Sakura deixou que a secretária eletrônica atendesse.
“Hmm... Sou eu, Sakura. Briguei com você e esqueci porque havia ido aí em primeiro lugar... Já encaminhei "Em Direção Ao Horizonte"para os leitores finais, que vão ler o livro o mais rápido possível. Ou seja, hoje à noite. Se eles aprovarem, o que certamente vão, direto para a impressão. O pessoal do marketing já está trabalhando na divulgação. Já temos dois artistas trabalhando na capa e amanhã de manhã minha secretária vai começar a marcar suas sessões de autógrafos. As expectativas são de que seu livro estará nas lojas em um mês. Rápido, não? É que depois do sucesso do último livro, os figurões estão te levando a sério e já tinham deixado tudo pronto para seu livro sair o mais rápido possível. Tudo o que faltava era o livro ficar pronto e assim eles terminariam os detalhes finais. Oops. Ei! Olha como você dirige! Tenho que ir, Sak-chan.”
Tomoyo sempre teve esse péssimo hábito de dirigir e falar no telefone ao mesmo tempo. O telefone tocou novamente e a secretária atendeu.
“Um mês, hein, Sakura?!” Veio a voz de Tomoyo no telefone novamente e Sakura balançou a cabeça. “Um mês para você dar um jeito em sua vida!” E ela desligou.
“Essa Tomoyo é insistente.”
A Ser Continuado...
Daí vocês me perguntam: KayJuli, cadê a música que tinha no capítulo?!
E eu respondo: Eu tive que tirar por causa daquela nova regra (é nova para mim) do FF que diz que não pode transcrever músicas inteiras no meio do capítulo. No entanto, eu escrevo sempre com uma música-tema na cabeça e eu gosto de acrescentar isso no capítulo, para criar um... ambiente, digamos assim. Por isso, de agora em diante, eu vou sempre colocar o nome da música que eu usei como inspiração para aquele capítulo debaixo do título. Tem gente que gosta. :)
Interessante isso... você pode usar personagens criados por outras pessoas - você não está ganhando nada por isso mesmo - mas não pode usar letras de música. Vai entender... Se bem que eu concordo parcialmente - tinha gente que enfiava músicas no capítulo sem pé nem cabeça. Só tá lá a letra, no meio do capítulo, ocupando metade dele. Oh, well. Assunto polêmico. Deixa pra lá.
Oh, e alguns de vocês certamente vão notar que a música-tema desse capítulo foi mudada. Achei melhor. Fez mais sentido.
De qualquer forma, eu estou de volta a escrever. Eu sou um tanto apressada demais. Tinha cansado tanto de escrever fan fics que decidi deletar todas as minhas histórias – inclusive do meu próprio computador, mas isso seria injusto com meus leitores, então aqui está KNH de volta. Eu quero terminar essa história logo para me concentrar nas minhas histórias originais. Tomara que dessa vez eu termine mesmo. Estou me dando um prazo de dois meses para terminar.
Oh, e para que o próximo capítulo saia logo, deixem reviews. Eu quero recuperar os... quantos que eu tinha? 500? Anyway, quero recuperar os reviews que eu perdi quando deletei a história. Só eu mesma...
Até o próximo capítulo!
...KayJuli.