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Author of 15 Stories |
N/A:Oi,gente! Desculpa a demora,mas estou realmente ocupada.
Acho,que,a esse ponto,já perceberam que odeio falar d´A Guerra nas minhas fics,mas nessa resolvi falar um pouco mais(usando flashbacks).
Bem,queria agradecer de novo à todos,e convidar todos á dar uma passadinha nas outras fics,todas com capa ás,estou animada para escrever mais na “Um novo começo”.
Passem lá e dêem sugestões,vou amar.
Chega de blábláblá e vamos ao capítulo, beijãão,Lety Snape.
A Toca, em um dia qualquer de Agosto. Amanhã nascia.
Nascia com um sol extremamente brilhante,entrando sorrateiramente pelas janelas e frestas descobertas do antigo prédio torto. Esses mesmos raios acordaram uma garota ruiva, que saiu do beliche,levantou a cabeça e observou sua colega de quarto. Sorriu ao perceber que dormia pesadamente. Havia notado qualquer olheira (quase muito bem escondida com um feitiço) e alterações rápidas de humor na amiga. Resolveu deixá-la dormir. Trocou-se e foi tomar café-da-manhã.
Alguns minutos depois,outra jovem acorda,abre os olhos castanhos (quase cor-de-mel ao sol exuberante),espreguiçou-se e levantou,sacudindo ligeiramente os vastos e volumosos cabelos castanho-claros.
O rosto dela seria magicamente perfeito, se tivesse a ausência de profundas olheiras. Hermione Granger há dias não dormia bem.
Gina Weasley,sua colega de quarto e melhor amiga,não suspeitava,mas Hermione tinha terríveis pesadelos todas as noites, e supunha que sua amiga tinha mesmo um sono muito,muito pesado,para não acordar-se com seus gemidos e,ocasionalmente,um grito estridente.
Hermione pegou frouxamente a varinha,que estava em cima da cômoda, e fez um gesto vago em direção das camas, murmurando com a voz ainda engrolada:
-Arrumar!
As duas camas do beliche ficaram com os lençóis impecavelmente limpos e esticados,e os travesseiros fofos,com as fronhas desamassadas.
Ela conduziu-se lentamente ao banheiro,despiu-se e entrou no banho frio.
Enquanto deixava a água conduzir-se lentamente pelo seu corpo,pensava...
Antigamente,todos os dias pensava nas mesmas coisas: em que comeria,o que faria á tarde,contava os dias que faltavam para irem finalmente de volta á tão adorada Hogwarts...
Mas hoje,não. Hoje,como em todos os dias que tinha passado,desde que A Guerra terminara, que estava n´A Toca (os pais de Hermione haviam morrido ‘misteriosamente’,diziam os trouxas. Hermione sabia que tinham sido mortos com o Avada Kedavra,que não deixa marcas.) , ela se lembrava,dolorosamente,
naquele dia. O fatídico dia que todos procuravam esquecer,e ela também.
Mas ao contrário dos outros,não conseguia.Há oito meses a guerra terminara,e nem sinal dele. Hermione chegava a ser inconveniente,ás vezes escutando através de portas,buscando desesperadamente pelo seu nome.
Havia ouvido,uma vez,McGonagall conversando com Dumbledore(que estava vivo, tinham recentemente descoberto que não passara de um plano dele e de Snape.),dizendo que ele estava estável,se recuperando em sua casa,
“Mas será que precisava de 8 meses ?” –perguntava-se ela,inconformada com a demora.
Desde aquele dia que não o via...e precisava perguntar á ele o que queria dizer com aquelas palavras.
FLASHBACK
Casa dos Gritos, a Ordem,todos, inclusive Snape,se preparavam para a batalha final. Os mais jovens integrantes da Ordem da Fênix, Harry,Rony e Hermione, se preparavam em diferentes(e deploráveis,digamos),quartos da casa, que emanava podridão e desespero. Mas todos estavam confiantes.
Hermione lançava,numa porta, diversos feitiços e azarações, quando Snape entrou,e uma azaração do Corpo Preso perpassou sua orelha esquerda.
Hermione apressou-se a dizer:
-Oh,me desculpe,senhor,não vi que...
Mas ele fez um gesto vago com a mão e disse,um tanto rouco:
-Entendo,Srta. Granger,não tem bola de cristal para saber quando alguém entraria.
Hermione não pode deixar de ver que ele estava cansado,até fraco. Ia perguntar se ele estava bem,mas ele foi mais rápido e disse,interpretando corretamente sua face contraída de preocupação:
-Estou bem, avisá-la que logo tomaremos frente nos postos para a Guerra.
Hermione deixou escapar uma exclamação triste,que soou como um gemido baixo.
Snape fez cara de interrogação e perguntou, na voz habitual:
-O que foi? Algo a atingiu?
E caminhou ao redor dela,como se quisesse ver onde uma bala perdida entrara. Mas não tinha como saber,afinal,nem sabia o que eram balas perdidas,se alguém lhe disesse isso, praguejaria contra pirralhos esquecidos.
Ela suspirou e disse,baixinho,mas suficientemente claro para que ele entendesse:
-Nã pensando...talvez não saiamos vivos desta batalha.E se o mal triunfar? O que vai ser dos outros? E dos trouxas? Meus pais só foram os primeiros,professor.
Se deixou cair num sofá rasgado e embolorado. Para seu espanto,Snape veio e se sentou ao seu lado. Falou,suavemente,como se falasse com uma filha:
-O bem sempre vence. Não importa o que aconteça,estarei sempre com você. Lembre-se: aqueles que nos amam...
-...nunca nos deixam realmente- terminou a frase para ele.
Mas antes que pudesse perguntar o que ele queria dizer com aquelas palavras,tão enigmáticas,mas ao mesmo tempo acalmantes,ouviram um berro ensurdecedor(que,mais tarde,souberam que fora de Remo Lupin),saíram correndo,só tendo tempo de dizer simplesmente:
“Boa sorte”.
FIM DE FLASHBACK
Hermione saiu do banho,vestiu um vestido branco simples,prendeu os cabelos num coque frouxo,e desceu para tomar café-da-manhã,não sabendo o que o dia lhe renderia: confusões,ânimo,tristeza,só pensava nele.
N/A: O que acharam? Deixem opniões. beijãããão. Lety Snape.