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Miss Clarisse B.
Author of 10 Stories

Rated: T - Portuguese - Romance/Adventure - Sesshomaru & Rin - Reviews: 17 - Updated: 01-23-08 - Published: 07-26-07 - Complete - id:3682684

More Than Words 2 - More Than Feelings

author: Clarisse

one told by: Sesshoumaru

IMPORTANTE : Esta fictition é um seguimento paralelo aos acontecimentos da fictition More Than Words, também de minha autoria, como se fosse uma história a parte, aquela. Mas, se não leu ainda a fic MTW (abrev. XD) não há problema, pois será capaz de entender da mesma maneira.

BOA LEITURA!


A menina corria desesperada por um campo aberto, céu azul escarlate, a grama verde balançava conforme o vento a acariciava. Estava extremamente feliz. Por que? Não sei dizer. Parecia que queria continuar correndo. Correndo para que? Novamente...Não sei o motivo. Esta deu um pulo e se tacou na grama. A árvore despejando as sakuras pelo lugar, sem destino nem previsão. Assim como a menina. A chamei, repreendendo sua atitude.

-Espere. Não corra muito...

-Por que está tão preocupado assim?

-Porque da ultima vez que fez isso caiu e ralou o joelho.

-Ah... – desanimou se sentando na grama.

-Mas tudo bem...Pode brincar.

-Ebaa! – sorriu alegremente e correu até mim. Pegou em minha mão, não entendi muito bem o que queria com aquilo.

-Vamos, brinque comigo! – os olhinhos inocentes brilhavam... Mesmo assim:

-Não.

-Onegaaaaaiiii!

-Não...

-Ah vamos!

-Está bem...O que você... – ela, completamente feliz, começou a me puxar e a correr, o vento batendo no rosto, ria naturalmente, olhando para mim como se tivesse realizado um sonho.

-Hahaha...Sesshoumaru-sama, você nunca brinca comigo. Estou tão feliz.

-... Er... – fiquei meio sem palavras. Apenas o fazia porque era o aniversário da menina. Ela tinha acabado de completar exatamente uma década de vida. Nunca tive tanta compaixão assim, mas resolvi ceder, ao menos uma vez para que parasse de me perturbar.

-Vamos sorria. – parou de correr, dando as duas mãos para mim, ficando de frente e me encarando sem malícia. Mesmo ela estando mais velha, continua pequena...Sou no mínimo uma vez e meio mais alto que ela...Não é possível. Ela não cresceu depois de... 5 anos já...Como faz tempo que nós encontramos...


/-/-/-/-/-/-/-/-/ Alguns anos atrás... /-/-/-/-/-/-/-/

Tentando continuar a caminhar, cai. Tinha acabado de desmaiar no meio das plantas. Perdi minha primeira luta...Fato que nunca esquecerei. Contra quem? Meu estimado meio-irmão: Inuyasha.

O sol batia quente em meu rosto, lembro de ouvir baixo, um fino choro. Mas apenas o som das lágrimas caindo. Nenhum soluço, sequer um ruído ou outra espécie de som que os humanos inúteis fazem.

Acordei me deparando com uma garotinha insolente a me olhar, tinha um prato improvisado com folhas e um peixe em cima dele. Ela esfregou o rosto inchado e sorriu amarelo para mim. Era mesmo uma criança perdida. Faltavam alguns dentes em sua boca, Estava suja e com suas vestes rasgadas...Não que estivesse em estado melhor do que o meu. Mas isso era modo de se apresentar? Eu tinha meus motivos. Acabara de perder minha luta mais deplorável e vergonhosa. Motivo para tentar suicídio.

Isso não vem ao caso. Já que sou superior ao hanyou do Inuyasha...Apenas de pensar nele já tenho náuseas. Urgh!

A menina insistiu para que eu comesse o peixe, que provavelmente ela mesma havia pescado. Não entendi o por quê dela não ter comido por si mesma o peixe. Parecia tão precisada quanto eu! Realmente esses humanos são uma raça de sentir pena. Fedem, parecem praga, se espalhando pelo mundo. Acabando com este. Migrantes, que quando acabam com as fontes de sobrevivência de um lugar, são obrigados por sua mesquinhez a se dirigir a um outro e assim fazer o mesmo. Incapazes de viver em harmonia com o ambiente. Dar e receber. Não: Receber, sem garantia de devolução.

A impertinente continuava com a idéia fixa de me fazer engolir aquilo. Berrei com ela.

-Não preciso disso!

Se pudesse já teria ido embora. Mas minhas pernas estavam fracas. Eu, o grande Sesshoumaru, filho do Taiyoukai mais temido por séculos: fraco. Se me vissem agora aposto como seria banido para sempre, por vergonha a raça canina.

Felizmente a vi se levantar. Mas para a minha alegria ela voltou, carregava água. Na tentativa, ela caiu tropeçando nos próprios pés. Demorou um pouco, mas se pos em pé. E voltou para onde tinha ido. Voltando novamente, com a bendita água. Se ela pensava que eu, iria beber aquilo estava muito enganada.

Recuso-me ser ajudado por um humano.

Se me recordo bem, salvei a vida desta...Imagens vinham à tona na cabeça.

Ela estava estirada no chão, de bruços. Tenseiga, minha espada inútil, deixada por meu falecido pai, pulsou. Instintivamente a desembainhei e cortei os mensageiros do outro mundo. Bichos irritantes! Engraçado, nunca costumo vê-los...Logo após esse meu ato caridoso a menina levantou limpando o rosto.

Vai ver era este o motivo dela continuar insistindo para que eu comesse e talvez ficasse melhor...Sei que encontrei forças para me levantar. Segui meu caminho ignorando a garota.

Enganei-me ao pensar estar sozinho. Ela me seguia quieta, não dizendo nada, mas indo fielmente aos meus passos maiores e mais rápidos que os dela.



-Sorria...Onegai...

-... – não sorri...Assim já era forçar demais a minha bondade. Ela não ligando muito para o meu jeito indiferente. Acho que já estava acostumada ao silêncio e as respostas com olhares.

Ainda segurando a minha mão, tropeçou nos próprios pés, fazendo-me movimentar rapidamente, a envolvi pela cintura antes que caísse.

Continuamente sorrindo. Eu não entendia como ela podia ser tão... Alegre e vivaz assim. Era muito...Incomum para mim essa felicidade à tona. Ela olhava nos meus olhos eu o mesmo. Cabelos ao vento, bochechas rubras do sangue correndo. Aos poucos fui soltando-a para que ficasse de pé sozinha. Ela cambaleou e mesmo assim, caiu sentada no chão.

-Hahahahahahaha...

-Sesshoumaru-sama?

-Rsrsrs...Nani?

-O senhor está rindo? – como se tivesse ganhado o mais belo dos presentes do mundo se ajoelhou olhando abismada para mim.

-O que há de mais nisso? – menina estranha...Vive sorrindo, e me olha como se tivesse visto a morte em pessoa, simplesmente porque eu fiz o mesmo.

-O senhor nunca riu na minha frente. Por Kami! Como o senhor tem um sorriso bonito! – sorriu deslumbrada. Sentei ao seu lado. Ela tocou meu rosto, seguindo minhas linhas roxas, de sangue youkai.

-Rin, dame. – me virei, deitando na grama, tentando escapar dos olhos curiosos. A menina desistiu rapidamente, era melhor não abusar.

-“Mas como tem um sorriso bonito. “ – a ouvi sussurrar mais uma vez.

-O que foi? ... Ficou séria de repente.

-Eu? Séria? Nunca! – levantou animada. – Vamos procurar o Senhor Jaken? Acho que ele se perdeu lá atrás...

-...Correndo desta maneira.

-Hahaha... A culpa não é minha se tenho pernas fortes Senhor Sesshoumaru.

-Não seria. – levantei ajeitando o kimono. Dirigindo-me para de onde viemos. Avistando não muito longe um ofegante youkai minúsculo, de aparência bisonha e verde. Este carregando o cajado-de-duas-cabeças e o usando para se apoiar.

-Senhor Jaken! Pensei que tivesse se perdido!

-Eu nunca me perderia da vissssta do ssssenhor Ssssesshoumaru.

-Claro que não. – brincou irônica com o bichinho verde. Paramos a andar esperando que ele nos alcançasse. Este parecia cansado, ofegante, o vermelho marcava seu rosto cheio de rugas da idade.

-Acho que o senhor Jaken está ficando velho. Não consegue nem mais nós acompanhar, não é?

-Un. Já tem o quê? 400 anos? – eu lhe perguntei indiretamente votando a caminhar.

-Er... 457 para ser mais exato...

-Nooooossaa! – a menina arregalou os olhos examinando o velhinho, e o cutucando pelo corpo todo para ver se não tinha nada caindo. – E dá mesmo pra viver tanto assim?

-Claro que dá sua menina insolente! Eu estou vivo não estou?

-Ta mais para morto mesmo... –sussurrou inocente.

-Ssssenhor Ssssesssshoumaru vai deixar que esta humana fale assim comigo?!

-Rin...Obedeça ao Jaken... – nem sequer prestando atenção eu estava. O céu com as poucas e raras nuvens estava mais interessante do que os dois discutindo.

-Ahhhh... – desanimou cruzando os braços. A menina apenas continuava sorrindo divertida com a indignação do mentor.

-Quantos anos o senhor Sesshoumaru tem?

-Trezentos e um... – respondi calmamente ainda a contemplar o céu.

-Caramba! – silenciou olhando para o chão. – Eu posso viver tanto tempo assim também? Ah eu quero viver tanto quanto o senhor Jaken!

-Humpf... – foi só o que se pode ouvir vindo de mim. Sinto pena desta...A menina não tem idéia de como a vida é sofrida, dos problemas que ela vai encontrar, dos desafios, claro que há coisas boas para acontecer também, como ela encontrar uma nova família... Mas era melhor continuar deixando-a iludida enquanto possível...Afinal, ela não poderia ficar sendo sombra de mim para sempre. Não como o importunante youkai-sapo que era o Jaken, esse já vivera tudo que tinha para viver. Agora passa o resto de seus dias definhando, atrás de seu querido e estimado “Lorde Sesshoumaru”, como ele gosta de me chamar.

Pensando bem...Era verdade que iria sentir falta dessa...Sombra a mais, atrás de mim. Sempre tendo alguém para escutar... Geralmente escutar o Jaken filosofando sozinho não é uma coisa que me agrade a tanto...Ele e os seus infinitos “s” me perturbam. Já até pensei em mudar de nome apenas para não ter de ouvi-lo a me chamar:

Ssssenhor Sssssesssshoumaru”.

Tudo bem que posso estar exagerando na maneira dele de falar. Mas que me é irritante, não negarei.


Chegamos a esta...Vila...Ando pensando seriamente em deixar Rin em um desses povoadinhos ridículos. Não sei se ela irá gostar muito disso. Mas, e eu com isso? A menina não vai ficar comigo e pronto. Pensando bem, ela me segue por opção... Apesar de apreciar esta companhia de outra pessoa...Humana?! Por kami! Estou ficando alto...

Nota mental: não beber mais de duas garrafas de saquê.


Ótimo...Já se passam dois meses que estou pensando nesse assunto e não tomei uma decisão sobre o que fazer com a menina: Incrivelmente difícil essa decisão. Cheguei a uma conclusão: Me apeguei a esta criatura irritante... Não me refiro ao Jaken. Estou falando da menina...Se eu a deixar livre pelo mundo, terá que ser com alguém responsável...E não confio nesses humanos. Tudo bem que há exceções as regras...Mas são raras exceções. Dentre todos esses humanos com quem me relacionei durante os anos em que a conheci, ela foi a única que deixei chegar perto o bastante para saber que cheiro eu tenho.

-Senhor Sesshoumaru??

-...Fale.

-No que o senhor está pensando?

-...Em pensamentos oras.

-Pensamentos? ... Nunca parei para pensar sobre meus pensamentos...

-...Pense então.

-Un! - a vi fechar os olhos e respirar fundo...Pelo visto ela não tem pensado em muita coisa ultimamente...Ou tem, pois está calada de mais...Isso não é normal dela...

-Eu hein...doissss malucossss. - o meu servo bufou sussurrando essa frase...Acho que ele pensa que não o ouvi...Mas bem, o deixemos quieto no canto dele sem falar, que é melhor para a minha dor de cabeça futura, que pelo jeito não irá demorar em chegar, da maneira que estou refletindo estes dias...Se bem que conversar comigo mesmo tem se tornado bem tedioso...

-E então encontrou algo interessante?

-Nani?

-Encontrou algo interessante em sua mente?

-Bem...Mais ou menos...

-Me conte...

-Demo...

-Tudo bem.

-Contarei! Eu estava pensando aqui com os meus botões e me veio uma questão na minha cabeça que a muito me perturba...O senhor responderia se eu pedisse?

-Veremos...Talvez o Jaken saiba a resposta.

-Pode ssssser, sssssenhorita Rin. Qual a pergunta?

-Err...Por que você nunca sorri...Sesshoumaru?

-Não trate o ssssenhor Ssssessshoumaru com tanta informalidade menina! Olhe sssseu ressspeito por ele!

-Jaken.

-Sim, meu amo?

-Quieto. - Nossa! Como me perturbam estas criaturas.

-Uhn...

-A resposta é porque não tenho um motivo para isto.

-Iie?

-Não.

-Demo...

-Chega por hoje. - me sentei na grama e me recostei na árvore velha que tinha ali. -Vamos descansar aqui.

-Hai! - os dois falaram juntos, pelo visto ainda estavam dispostos para continuar a jornada. Mas eu, Sesshoumaru, não saio daqui sem antes me decidir! E ponto final!


-Socorro!!!! Alguém...Onegaiii! Senhor Jaken! Aru-ûn! Senhor Sesshoumaru! - pude ouvir o choro dela de longe, o que o incompetente do Jaken deixou de fazer dessa vez?

Fui seguindo o som dos pedidos de ajuda da menina. Quando cheguei ao local ela estava presa ao tronco de uma árvore, e o meu servo preso em um dos galhos altos desta mesma.

-Senhor Seshoumaru...Onegai... - ela estava ficando vermelha. Acho que a árvore estava a sufocando. Sei que fui e cortei de uma vez aquele tronco, deixando ela respirar novamente. -Senhor! - me agarrou as pernas, forte. Parecia muito assustada mesmo.

-Saia e se esconda! - falei à ela e como sempre, me obedeceu fielmente. - Youkai, mostre-se!

Berrei ao nada, esperando algum movimento. Um vulto passou por minhas costas. Virei-me esperando o encontrar ali. Como o esperado, tinha se pendurado entre um dos galhos da árvore. Uma coisa de aparência extremamente repugnante prendia os pés no tronco, ficando a balançar de cabeça para baixo. Não pude estranhar menos. Esses seres inferiores me vêm com cada coisa... Não sei como consigo suportar.

Pondo um fim nisso, tirei minha espada boa da bainha. Boa, porque a Tenseiga para mim é inútil...Ainda me pego pensando como não a joguei em um rio...Talvez pela consideração ao meu falecido Chichi-uê, Inutaisho. Enfim...Cortei-a pela raiz. Fazendo um tremendo estrondo ao chocar-se ao chão.

Jaken saiu correndo assim que reabriu os olhos amedrontados. Tagarelando como sempre.

-Sssenhor Sessshoumaru!!

-Vá para junto de Rin.

-Sssim ssenhor!

-SANGUE...PRECISO DE SANGUE! - rastejando e saindo dos galhos, apareceu. Era parecido com um macaco, menos bizarro impossível. Tinha o pêlo vermelho e olhos laranjas. Um olhar possuído caía sobre a humana, que corria para dentro da floresta.

-Nem pense. - estava preste a se levantar quando cortei sua cabeça fora. Um esguicho de sangue veio em meu rosto. Com nojo o limpei.

Virei-me em direção à eles, e partimos novamente... Para onde? ... Não me cabe a responder...


Encontrei-a sentada em uma pedra. Ela observava o leque aberto em sua mão. A mestra dos ventos, por uma vez, baixara a guarda. Tinha o olhar perdido. Aqueles orbes vermelhos, consumindo a fúria por um hanyou, por seu criador, Naraku.

-Então...Você veio realmente. - Me disse com a voz trêmula.

-Não sabia que tu eras capaz de chorar.

-Sou. Nunca precisei derramar lágrimas por motivo algum.

-E agora precisas?

-Agora não. Não preciso. Eu quero. Apenas isto: quero chorar.

-Motivo?

- ... - abaixou a cabeça, brincando com o leque. O fechou rapidamente, e se levantou. - Nada que lhe interesse, Sesshoumaru.

-Por que me chamou aqui se já está de partida?

-Precisava vê-lo, apenas isto.

-Apenas me ver? Por acaso virei objeto?

-Objeto de minha dor e felicidade, sim.

-Lhe causo sentimentos que desconheço. Com licença. - me virei de costas, tornando ao meu grupo, que esperava meu retorno em um vilarejo vizinho. A noite fria e de céu estrelado apenas começava. Já podia escutar os uivos da manada de lobos próxima.

O cheiro diferente do da névoa penetrou minhas narinas. Tornei a virar-me. A youkai tinha caído de joelhos na grama. Fitava-me sem mencionar uma palavra. Estendeu o braço, tocando minha mão, leve como uma brisa.

-Perdoe-me. - puxou a mão para si, abaixando a cabeça. Estranhei-a, agachei ao seu lado. Algo não me deixava partir agora. Despertara uma curiosidade dentro de minha pessoa. Por que de tudo aquilo?

-Explique-se.

-Como?

-Seus motivos.

-Eu...Não posso mais me enganar, fugir ou mentir... Estou caindo perante ti agora, aonde minha força fora parar?... Não me resta nada mais... Tentei esquecer-te, mas,... É o que sobrou de meu ser.

-Se sou o que sobrou de seu ser, levante-se. O que faz parte de mim não é digno de se sujar na lama, ponha-se de pé.

-...Obrigado pela compreensão. - a ajudei a se levantar.

Do nada me encontro com uma adaga enfiada em minha barriga. Ela chora, e foge de mim, pelos ares, desaparece em meio às nuvens.

-Ka-Kagura...


-KAGURA! ... Arhf... Arhf... - acordo arfando... Mais uma vez... Sonho com ela... Por que? Por que não consigo esquecê-la! Sento-me no futon, apoiando a cabeça em meus joelhos. Dou um fundo suspiro e limpo o suor de minha testa. Olho pro lado e vejo a jovem humana me observando, com pesar nos orbes morenos.

-Daijobu, Chichi-uê?

-Hai... Rin... Volte a dormir.

-Un... - ela fechou os olhos e fingiu, para mim, estar dormindo.

-Quer que lhe explique por quê não sorrio mais? - a vi abrir os olhos e se sentar... Entendi isto como um sim.

-Por onde começar... Acho que... Antes de minha chegada a vida talvez...


...Tirando o galho de árvore que lhe tapava o caminho, a criatura de longos e soltos cabelos prata se depara com uma cena não muito típica do dia-a-dia: um youkai macho, de similares madeixas e raça aos seus, que nunca vira mais esbelto, estava adormecido.

Com o corpo meio jogado de qualquer jeito, por entre as folhas secas do outono, recostava a cabeça na árvore velha. O rosto sereno e meio pálido, as roupas estavam surradas e sujas. Quem saberia dizer a quanto tempo esse não-humano vagava na densa floresta?

Deslumbrada com tal, pela primeira vez se abaixou à altura de um ser, para si desconhecido. Atreveu-se a lhe tirar a franja dos olhos. Tocou a suave camada de pele, com receio de o acordar... Inutilmente se querem saber...

Dando um leve aperto no coração da youkai, aquele, antes adormecido, abrira os orbes, também cor de âmbar. Já desembainhando a espada e a pondo contra o feminino pescoço. A jovem arregalou os olhos, mas, não menos lenta: também se pões a ameaçá-lo, pressionando contra o peito dele, uma adaga.

Ficaram por se encarar alguns instantes, o silêncio era quebrado pelos sons de pássaros, não tão distantes. O clima pesado e a inquietante respiração da ‘mulher’ foram dispersos pelo sorriso simpático que se formou nos lábios do rapaz. Seguido do riso abafado da youkai. Com cautela se desarmaram, acabando com as ameaças.

-Perdão senhora, me deu um susto. - meio sonolento ainda, coçou a cabeça – Afinal, o que pretendia?

-Daijobu... Bem... Para ser sincera nem eu mesma sei... Demo, não queria se rude lhe acordando já neste estado senhor...?

-Taisho, Inu no Taisho.

-Por Kami! “Taisho”? Filho do grande... Ai meus deuses... Perdoe minha insolência... Não tinha noção de quem eras... – lhe fez uma mesura, encabulada dos pés à cabeça, se pôs em pé, cobrindo a face.

-Hahaha... Não há problema. No fim, a visão que tive foi melhor do que a de meus sonhos.

-Acho que... Bem, obrigada. – tornou a fitar o rosto dele, evitando seus olhos – Agora me vou, perdão. – com mais pressa que fosse possível imaginar, foi caminhando sentido contrário ao que ele estava, de cabeça baixa.

-é cada uma que me aparece... Mas até que era “agradável”...


- “Agradável” não sei exatamente lhe dizer que foi o termo mais apropriado para descrevê-la. Mas é ai que se inicia minha história, ou melhor: a história de meus pais.

Difícil de acreditar? Por é verdade, um dia minha mãe já fora essa doçura de pessoa, gentil e meiga... Não que seja de toda desagradável sua presença a mim, já que eu, Sesshoumaru no Taisho, não sorrio mais pelos mesmos motivos que ela. Estes são: humanos. Mais especificamente a parte fêmea dessa raça. Apesar de nestes dias de hoje, não me afetarem tanto, caso contrário, Rin já não estaria comigo. Mas ainda assim, não achei minhas razões para sorrir.

Vou contar como tudo começou...

...Mas primeiro esclarecerei uma questão que provavelmente você deve estar se perguntando:

"O Jaken não havia morrido há 2 anos atrás?"

Pois bem tinha morrido sim, nós chegamos até a enterrá-lo. O estranho é: um dia depois, nós o encontramos na margem de um rio, próximo ao túmulo dele. Perguntei ao pequeno youkai como tinha se desenterrado sozinho, ele explicou-me, não compreendi muito bem, devida a felicidade inquietante da garota Rin. Mas, foi algo como:

"Já essstava perdendo a última forssssa... Um youkai... uma bomba exxxplodindo... elixxxxir da vida... afogando no rio."

Vi minha pequena menina bocejar ... Afinal, já havia passado da hora dela dormir.

-Amanhã continuarei... Deves descançar.

-Iie! onegai, continue.

-A história é longa, Rin. Levarei 2 dias para terminar mesmo, é melhor descançar.

-Hai... - com certo desanimo voltou a se deitar.

-Oyasumi nasai.

-Boa nnoite criança. - recostei-me na parede. Já sabia que não ia dormir, mais uma noite de insônia. - Há quantos tempo não os vejo Chichi-uê, Haha-uê... Kagura...


More Than Words 2 - More Than Feelings

Bem pessoal, essa dai é a "breve continuação" da fic More Than Words. A MTW contava a história dos pais do Inuyasha... Agora a MTF conta a história dos pais do Sesshoumaru. Não sei se vai ser tão grande como a MTW mas, já é um começo.

Se gostaram, por favor deixem uma review ok? e se não gostaram: também! XD

Beijos e arigatou!!



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