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Chiisana Hana
Author of 29 Stories

Rated: T - Portuguese - Romance/Humor - Reviews: 157 - Updated: 05-13-09 - Published: 08-11-07 - id:3718138

Os personagens de Saint Seiya pertencem ao tio Kurumada e é ele quem enche os bolsinhos. Todos os outros personagens são criações minhas, eu não ganho nenhum centavo com eles, mas morro de ciúmes. O condomínio Olympus também é criação minha.

SORRISOS, SEGREDOS E ENGANOS

Side story da fanfiction “O Casamento”

Chiisana Hana

Beta-reader: Nina Neviani

Capítulo XV

De volta ao Condomínio Olympus, Dohko encontra uma pequena reunião na frente da casa de Aldebaran. Todos estão presentes, exceto Máscara da Morte. Mu e Aldebaran acenam para que o Mestre se aproxime.

(Aldebaran) Estamos decidindo nosso futuro! Amanhã vamos fazer a inscrição para o vestibular.

(Dohko) Ah, que bom! E em que pé estão?

(Mu) Estão conversando sobre os cursos que eles desejam fazer.

(Dohko) Eles? Você não deseja nada?

(Mu)Por enquanto, não. As armaduras vão tomar todo o meu tempo.

(Dohko) Você poderia conciliar.

(Mu)Prefiro me dedicar integralmente a elas. Depois, certamente, farei algum curso.

(Dohko) Certo. Você sabe o que é melhor.

(Aldebaran)Então, eu vou fazer Veterinária! Quero cuidar muito bem da Feijoadinha!

(Milo, esfregando as mãos) Educação Física. Muitas gatas de roupas coladinhas!

(Aiolia) Eu prestarei para Engenharia Civil.

(Shura)E eu também.

(Afrodite)Arquitetura, claro!

(Saga) Direito.

(Kanon) Ah, eu ia fazer Direito também, mas não quero ser seu colega.

(Saga) Então não seja, idiota. Quer fazer o curso, mas não vai só por causa de mim. Tinha que ser você mesmo.

(Kanon)Cala a boca, doidinho duas-caras.

(Saga)Não me chame assim, traidor.

(Kanon)Eu já fui perdoado e já provei que sou um verdadeiro cavaleiro de Athena.

(Saga) Cavaleiro! Essa é boa. Nem armadura você tem.

(Kanon) Por enquanto.

(Dohko) Estão parecendo duas crianças do jardim-de-infância. Kanon, se quer mesmo fazer Direito e não quer ser colega do seu irmão, é só fazer em turno diferente. Mas eu acho uma bobagem, juntos vocês poderiam se ajudar mutuamente.

(Kanon)Bom, é verdade...

(Saga)Depois veremos isso.

(Dohko)Ótimo. E você, Camus?

(Camus)Também já me decidi. Farei Gastronomia.

(Shura)É bem sua a cara, francês!

(Camus)Eu sei.

(Dohko) Hum... Shaka?

(Shaka)Não pretendo fazer nenhum curso.

(Dohko) Bom, é uma decisão só sua, mas será que não tem algo que gostaria de fazer ao menos hipoteticamente.

(Shaka)Ainda não pensei no assunto.

(Dohko)Então vamos ajudar você a pensar! Do que você gosta?

(Shaka)Meditar, fazer ioga, tomar meu chá, cuidar das minhas plantas.

(Milo)Plantas?? Aff! Planta é uma coisa idiota. Não fala, não faz nada e você ainda tem que colocar água nela.

(Afrodite, irado) Milo é uma coisa idiota. Fala, mas não faz nada além disso.

(Dohko, rindo) Estamos falando sobre o Shaka. Não gostaria de fazer algo pelas pessoas?

(Shaka) Talvez. A parte do meu salário que não é necessária eu envio para os pobres da Índia.

(Mu) E se ao invés de ajudar as pessoas somente com seu dinheiro, você as ajudasse com seu trabalho?

(Shaka) Como assim?

(Mu) Acho que você seria um bom médico.

(Shaka) Não, eu não seria. Eu não sou exatamente um homem piedoso.

(Dohko) Os enfermos não precisam de piedade, precisam de competência, de cuidado. Eu acho que você seria bom nisso.

(Shaka) Eu sou bom em tudo que decido fazer, mas não é esse o caso. Não quero ser médico.

(Milo) Até porque todo mundo sabe que o vestibular para Medicina é paulada. Você não passaria.

(Shaka) E por que não? Você é que não passaria. Eu estou vários níveis acima de você.

(Shura) Humilhou o escorpião!

(Milo)Falar é fácil, quero ver fazer.

(Shaka, ignorando o comentário de Milo) Bom, já que estamos no campo hipotético, o que você faria, Mu?

(Mu)Provavelmente eu seria seu colega de faculdade.

(Aiolia) Achei que você talvez quisesse algo ligado às artes plásticas.

(Mu) Prefiro a arte da vida. E o senhor, Dohko?

(Dohko) Eu? Faculdade a essa altura da vida?

(Saga) E por que não? Aparentemente o senhor tem apenas dezoito.

(Dohko) É. Mas já passei da idade psicológica de estudar. Além disso, que documentos eu iria apresentar na faculdade?? Não sei onde anda minha certidão de nascimento e se eu soubesse, não adiantaria muita coisa.

(Mu) Mas no campo hipotético?

(Dohko, rindo) Não sei. Não tem faculdade para ser avô.

(Mu) Não pensa em alguma coisa?

(Dohko) Talvez eu gostasse de fazer Agronomia. Ia ser interessante ter uma hortinha aqui atrás de casa.

(Mu) E por que não o faz? Os documentos não são exatamente um problema. A Fundação Graad sempre arruma uns certificados meio suspeitos...

(Dohko) Ah, Mu, eu tenho outras obrigações. Quando passar meu cargo ao sucessor, quem sabe? Mas digam uma coisa: onde está o Máscara da Morte?

(Aiolia) Não quis vir. Passei na casa dele e ele disse que não tinha nada para discutir e que ia ao Santuário. Saiu há uns vinte minutos.

(Dohko) Até já sei o que ele foi fazer...

(Aiolia) E quem não sabe??????

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Santuário.

Enfermaria.

Máscara da Morte bate à porta avidamente. Fatma abre, muito séria.

(Máscara da Morte, agarrando-a) Vem cá, minha enfermeira gostosona.

(Fatma, tentando desvencilhar-se dele) Me solta, Máscara.

(Máscara) Ué? Você está doente?

(Fatma, séria) Não.

(Máscara, cara de sem-vergonha) Então vem.

(Fatma, enfática) Eu não posso.

(Máscara) Ah, qual é? Está naqueles dias? Eu não ligo.

(Fatma) Não é nada disso. É que eu quero mudar.

(Máscara) Mudar como, mulher?

(Fatma) Mudar essa vida impura.

(Máscara) Não dá para mudar amanhã?

(Fatma, hesitante) Ah, não...

(Máscara, agarrando-a outra vez e beijando a nuca dela) Vem cá, amanhã você muda o que quiser. Hoje você vai ser minha.

(Fatma, cedendo aos beijos de Máscara da Morte e abrindo a blusa) Droga! Não consigo resistir! Eu me odeio! Eu me odeio! E odeio você também!

Depois de fazerem “coisas selvagens”, Fatma e Máscara da Morte conversam.

(Fatma, deitada na cama) Essa foi a última vez, senhor Máscara da Morte.

(Máscara, também deitado, rindo) Sei...

(Fatma) É sério. Não vou mais transar com você.

(Máscara) Está querendo o quê, hein? Que eu peça para namorá-la? Vai morrer esperando, hein...

(Fatma) Não quero nada de você. Só estou dizendo que não vou mais fazer isso.

(Máscara) Arrumou outro?

(Fatma) Arrumei a salvação.

(Máscara) Vai entrar para alguma igreja?

(Fatma)Não dá pra falar sério com você, né?

(Máscara)É que é tudo muito louco, Fatma. Você é a pegadora do Santuba e de repente vem com uma história de que não vai mais transar.

(Fatma)Eu vou fazer um tratamento. Vou sair dessa vida.

(Máscara, descrente) Tratamento??

(Fatma) É. Tratamento pra deixar de ser ninfomaníaca.

(Máscara) Quero só ver quanto tempo isso vai durar.

(Fatma) Muito tempo. Agora vai pra sua casa. Não quero que durma aqui.

(Máscara, vestindo-se) Está bem. Já vou. Mas amanhã estou de volta.

(Fatma) Vai perder a viagem.

(Máscara)Duvido! Até amanhã, minha enfermeira.

(Fatma)Vai pro infeeeeerno!

(Máscara) Eu não vou pra lá, só mando os outros. Fui!

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Dia seguinte.

Dohko se prepara para ir ao Santuário. Marin bate à porta de sua casa. Arvanitakis deixa-a entrar e a leva até a cozinha, onde Dohko tomava café.

(Marin) Bom dia, mestre. Perdoe-me por pertubá-lo tão cedo, mas o assunto é importante.

(Dohko) Não se preocupe. Sente-se! Tome café comigo!

(Marin) Obrigada, mas já tomei café.

(Dohko) Então tome outra vez, ora essa! Arvanitakis está me saindo um belo cozinheiro. Prove estes biscoitos de laranja.

(Marin, pegando um biscoito) Está bem, obrigada.

(Dohko) Então, do que se trata?

(Marin) Eu gostaria de falar com o senhor sobre os demais cavaleiros de prata, ou seja, apenas Shina e Orfeu.

(Dohko) Ah, sim, pode falar.

(Marin)Só sobraram os dois além de mim e eu penso se não seria mais justo trazê-los para morar aqui no condomínio. Não é longe do Santuário e eles poderiam ter uma residência civil como os dourados.

(Dohko)Humm... sabe que preciso falar com a deusa para fazer algo assim, não sabe?

(Marin) Sim, senhor.

(Dohko) Também sabe que eu sei que está me pedindo isso por causa da protegida de Aiolia, não sabe?

(Marin, rindo) Bom, isso não sabia.

(Dohko)Eu já percebi que ela e Orfeu estão um tanto encantados um com o outro. Tenho faro para o amor. Sinto-o florescendo a quilômetros de distância.

(Marin)O senhor é muito surpreendente, mestre.

(Dohko) Não sou, não. Falarei com a deusa sobre a possibilidade de abrir mais uma rua no condomínio, uma rua “prateada”. Mas, como isso vai demorar, eu tenho uma outra solução. Deixe comigo. Resolverei o problema. Adoro casaizinhos apaixonados.

(Marin) Muito obrigada.

(Dohko) Não há de quê. Agora tenho que ir.

(Marin, levantando-se) Claro. Até mais tarde.

(Dohko)Até, Marin. Arvanitakis, chame Afrodite, por favor. Ele vai ao Santuário comigo.

(Arvanitakis, olhando pela janela) O senhor Afrodite já está vindo, mestre.

(Dohko) Ah, sim, muito pontual o sueco.

A Casa de Peixes já estava pronta, por isso Afrodite ia ao Santuário com Dohko. Precisava acertar os últimos detalhes da decoração e aprontar o jardim. Ele se aproxima da casa dirigindo um dos carros do Santuário e pára na porta.

(Afrodite) Vamos, mestre?

(Dohko, entrando no carro) Claro. Eu preciso tomar vergonha e aprender a dirigir.

(Afrodite) Não é difícil, mas temos que levar em conta que no seu tempo não existia nada além de carroça.

(Dohko) É. Sabe, eu era muito bom com os cavalos.

(Afrodite) Imagino. Eu também sou. Mas cavalos de raça, não cavalos xucros de puxar carroça.

(Dohko)Claro, claro. Você é muito refinado. Gostou de ver como ficou sua casa?

(Afrodite) Absolutamente! Ficou ainda melhor com as mudanças que eu fiz no projeto.

(Dohko) Eu sei. Você fez um bom trabalho lá e na sua casa do condomínio. As duas ficaram muito bonitas.

(Afrodite) Obrigado. Minha casinha ficou realmente perfeita, do jeito que eu sempre sonhei. E é ainda melhor porque fica no fim da rua e eu não tenho vizinhos.

(Dohko) Isso é bom. Eu sou vizinho do Milo, pode?

(Afrodite) Meus pêsames. Quando começarem as festas, o senhor não vai poder dormir...

(Dohko) Ele que experimente fazer barulho em excesso.

Ao chegar no Santuário...

(Dohko)Pode ir subindo, eu vou passar na enfermaria e depois tenho outra coisa para resolver.

(Afrodite, desconfiado) Hum... Certo, Mestre. (pensando) A enfermeira e o Mestre????? Será?? Não, não... eu devo estar vendo coisas. Melhor subir logo para cuidar da minha casinha.

Na enfermaria.

(Dohko) Bom dia, senhorita Fatma.

(Fatma, meio desanimada, fazendo uma careta) Bom dia.

(Dohko) O que há com você?

(Fatma)Eu já comecei mal essa história de treinamento, sabe? Não resisti à tentação daquele italiano filho de uma cadela.

(Dohko, rindo) Estranho seria se você resistisse. Não se preocupe. No começo, você vai acabar caindo em tentação algumas vezes.

(Fatma)É?

(Dohko, sorrindo) É. Volto no final do dia para começarmos o treinamento. Até lá.

(Fatma, tentando sorrir) Até.

Da enfermaria, Dohko segue para o alojamento dos cavaleiros de prata. Orfeu agora ocupa a casa que era de Marin e ele vai até lá.

(Orfeu) Bom dia, mestre. A que devo a honra?

(Dohko) Bom dia. Apenas estou com vontade de conversar. Como está a vida agora que os dourados já não estão mais aqui no alojamento?

(Orfeu) Tranqüila.

(Dohko)Não sente falta de nada?

(Orfeu)Sinto falta de movimento. Às vezes, o silêncio incomoda.

(Dohko) Bom saber. Lá no condomínio tem uma casa vazia.

(Orfeu) A de Sagitário, não?

(Dohko) Exato. Como o predestinado para essa armadura ainda não foi sequer encontrado, não gostaria de ir morar lá? Seria um prazer ter um músico no nosso condomínio.

(Orfeu, surpreso) Eu adoraria. Mas acho melhor ficar por aqui. Seria como invadir o reduto dourado.

(Dohko)Ora, vamos, Orfeu. Morar lá é muito divertido.

(Orfeu) Certo. Não vou pensar muito. Aceito ir. Obrigado pelo convite.

(Dohko, rindo) Não me agradeça. Além disso, você ficará na casa do cavaleiro de Sagitário só por um tempo. Falarei com a deusa para construir novas casas. Só tem um pequeno inconveniente. Temos uma casa vazia e dois cavaleiros de prata: você e Shina. Terão que dividir a casa.

(Orfeu) Acho que ela não vai gostar muito da idéia. Quando eu estava na casa dela aqui, ela já não estava feliz.

(Dohko)É, ela não vai gostar. Mas pode deixar que com ela eu me entendo. Pode mudar para lá hoje mesmo, se quiser.

Dohko sai da casa de Orfeu diretamente para a de Shina. A amazona, que acabara de acordar, já estava preparando o café.

(Dohko, batendo à porta entreaberta) Bom dia, Shina.

(Shina, sentada à mesa, tomando café, ainda meio despenteada e com cara de quem acabou de acordar) O que tem de bom?

(Dohko, rindo) Nossa! Que bom humor!

(Shina) Veio aqui para fazer piadas? Por que não tenta o circo?

(Dohko, entrando e sentando) O circo seria interessante...mas eu gostaria de ser o domador de feras, e não o palhaço.

(Shina) Alguém o convidou para entrar?

(Dohko) Eu me convidei. Sou o mestre do Santuário.

(Shina) Isso não quer dizer que possa entrar na casa dos outros sem autorização.

(Dohko) O que vai fazer? Me expulsar?

(Shina) Devia.

(Dohko) Ora, ora. Você fica muito bonita quando está ranzinza e descabelada.

(Shina, arrumando os cabelos) Cai fora!

(Dohko, balançando a cabeça negativamente) Não vai me oferecer café?

(Shina) Não. Diga logo o que quer e vá embora.

(Dohko) Vim fazer um convite.

(Shina) Não aceito. Tchau.

(Dohko) Um convite em nome da sua amiga Marin.

(Shina) O que ela quer dessa vez?

(Dohko) Quer que você vá morar lá no condomínio.

(Shina) Morar naquela droga? Pra quê? Estou muito bem aqui. Não aceito.

(Dohko, pensando rápido) Se não quer ir por bem, vai ter que ir por mal.

(Shina) Vai me obrigar?

(Dohko) Não, as circunstâncias vão. Vamos demolir o alojamento para fazer um novo, mais moderno, mais confortável. Todos terão de sair. Claro que “todos” significa “você e Orfeu”.

(Shina) Bom, se é o jeito, eu vou pra esse tal condomínio.

(Dohko) Ótimo. Passo no fim do dia para buscá-la.

(Shina) Quem disse que eu vou hoje?

(Dohko) Não?

(Shina) Só vou quando começarem as obras.

(Dohko, mais uma vez pensando rápido) Vou mandar começarem amanhã mesmo.

(Shina)Se isso for uma mentira, você vai ver só.

(Dohko, rindo) Não é mentira. E não vá se acostumando a me tratar desse jeito, hein? Eu sou o Grande Mestre e você é uma amazona de prata. Se me tratar assim na frente dos outros, terei que puni-la.

(Shina)Saiba que você já me puniu quando me incentivou a ir para Tóquio.

Continua...

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Ebaaaa! Mais um capítulo!

Dohko vai arrumar a vida de todo mundo, não acham? Ele é demais!!!!!!!

Um muitíssimo obrigada a minha beta-reader, Nina Neviani, que me ajudou a decidir quais cursos os douraditos gostariam de fazer!!!! Foi ela quem sugeriu que o Debinha fizesse Veterinária! E eu adorei!

Vou nessa! Ainda tenho que postar o capítulo de Escute Seu Coração.

Beijos!

Chiisana Hana



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