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Casal: DeanxSam
Classificação: Slash, Angst, Darkfic
Nota: Se passa no final da segunda temporada, por isso desconsiderem qualquer evento ocorridos na terceira.
Devour – Capítulo doze
Yosemite National Park, Califórnia.
Dean estacionou o Impala com cuidado para não derrapar na fina camada de gelo no chão. Após desligar o carro, ele saiu carregando apenas uma sacola e as chaves, indo em direção a entrada do hotel Ahwahnee, o mais caro do local. Mas Dean não se importava, não quando a intenção era cuidar dos ferimentos de Sam. Ele caminhou pelo lobby, acenando para a recepcionista com um sorriso curto, já tirando o pesado casaco de frio. Ele logo entrou no elevador e subiu até o quarto andar do hotel. Quando a porta se abriu, ele deu de cara com Delilah, a camareira do andar.
- Sr. Winchester. - disse a menina, sorrindo para ele.
- Muito trabalho hoje? - perguntou Dean.
Ela deu de ombros, ajeitando os óculos de aro preto que usava.
- Apenas alguns turn-downs. E o Sam, como está?
- Dormindo. E bem melhor.
Quando Dean chegou no hotel, há uma semana atrás, quase todos os funcionários temeram por seus empregos ao dar de cara com dois homens naquele estado de roupas, um deles desmaiado e sangrando. Delilah fora a única que se aproximara e o ajudara a carregar Sam para o quarto, após ter convencido um dos recepcionistas a fazer o check-in de Dean. O loiro estava pronto para socar alguém quando ela argumentou que se ele tinha dinheiro para pagar, não importava se ele tivesse entrado pelado no lobby.
Ele gostou da garota daquele momento em diante.
- O senhor precisa que eu leve alguma coisa para o quarto?
Dean acordou dos seus pensamentos para sorrir para a camareira. Ele apenas retirou um pedaço de papel do bolso e entregou a ela.
- Se você puder avisar o room service para entregar isso no meu quarto...
Delilah pegou o papel e sorriu largamente para ele.
- Vou me certificar que eles façam o melhor prato!
Dean devolveu o sorriso e após dizer tchau, caminhou em direção ao quarto, ouvindo a jovem cantarolar alguma música antiga do Queen. É, ela era um achado e tanto.
O loiro abriu a porta do quarto silenciosamente, fechando-a atrás de si. O quarto estava na penumbra, a única fonte de luz sendo da lareira em frente a cama. Dean sorriu e caminhou até uma das cadeiras, jogando o casaco em cima dela, logo em seguida tirando a bota suja de neve e o cachecol, jogando em qualquer lugar. Ele se aproximou da cama e logo viu Sam se movimentar entre os lençóis, abrindo os olhos claros, piscando sonolento.
- Dean?
- Como você está? - perguntou o mais velho, logo sentando na cama e deslizando os dedos pelos cabelos castanhos.
Sam sorriu levemente, seu rosto se inclinando no carinho oferecido pelo irmão.
- Melhor. Acho que a febre passou.
Dean sorriu, aliviado em ficar sabendo. Ele se aproximou e beijou o rosto de Sam, deslizando seus lábios por aquela pele.
- Eu pedi algo para você comer, acha que está forte o suficiente para levantar?
Sam afastou o rosto apenas para acenar afirmativamente. Dean então ajudou-o a se levantar e junto eles foram até a mesinha em frente a lareira. Sam sentou-se no tapete felpudo e macio, encostando contra a poltrona, suspirando. Dean sentou-se ao lado dele.
- Deixa eu ver como está.
Sam apenas revirou os olhos e tirou a camiseta que usava, jogando-a de lado. Dean deslizou os dedos pela pele do irmão, logo tocando a marca que estava no centro do peito de Sam, parecida com o pingente que ele usava.
Aquela fora a única coisa que sobrara da luta entre os dois. Dean conseguira curar a perna e os machucados de Sam com seus recém-adquiridos poderes demoníacos, mas aquela marca ficara na pele do irmão, como uma lembrança do que ele quase fizera. E como todo ferimento normal, ela infeccionara, deixando Sam de cama durante todo o tempo que estavam hospedados. Mas agora parecia que seria apenas uma cicatriz, uma pequena queimadura na pele bronzeada de Sam.
- Você sabe que eu não o culpo, não é?
Dean ergueu os olhos, sentindo-se como uma criança pega fazendo uma travessura. Ele retirou os dedos da pele de Sam, mas o irmão apenas segurou-o pelo pulso.
- Se alguém tem culpa de algo aqui, sou eu Dean. Eu fugi de você, eu fiquei com medo demais para encará-lo depois...depois daquela noite. - Sam respirou fundo - Talvez se eu tivesse ficado...Nicole não teria conseguido ter feito o que ela fez com você.
Dean balançou a cabeça, um meio sorriso em seus lábios.
- Talvez devêssemos parar com esse negócio de culpa.
Sam riu com a frase e ia retrucar quando a campainha da porta tocou. Dean ergueu-se e abriu a porta, dando de cara com um garçom carregando uma bandeja, o nome “Ivan” escrito em seu crachá.
- Room Service especial para Sam. - ele sorriu - Pedido da Delilah.
Dean sorriu largamente e pegou a bandeja do garçom, dando uma generosa gorjeta para ele. Após o jovem agradecer e sair andando pelo corredor, Dean fechou a porta, carregando a bandeja até o quarto, depositando-a na mesa pequena. Ele sentou-se ao lado de Sam e retirou a tampa, revelando uma sopa quente e algumas torradas. Um prato com morangos e uvas encontrava na bandeja, assim como uma latinha de coca-cola. Sam arqueou a sobrancelha.
- Canja Dean? Eu to com cara de gripado, por um acaso?
O mais velho apenas encarou-o de lado.
- Você estava com febre todos esses dias Sammy, não comece a discutir e coma sua sopa.
Sam começou a rir, pegando a colher.
- Eu esqueço como você parece uma mãe nessas horas, Dean.
Dean se aproximou, seu rosto ficando subitamente próximo a Sam.
- Não. Apenas seu irmão mais velho.
Sam sentiu sua respiração falhar e tentou engolir a saliva em sua garganta seca. Ele nem percebeu que deixara a colher cair no tapete.
- Somente meu irmão mais velho? - perguntou lentamente, ainda o encarando, seus olhos mirando as íris verdes.
Dean estreitou os olhos e se aproximou ainda mais.
- Isso e mais...se você quiser.
Suspirou lentamente e seus dedos tocaram a camiseta que Dean usava. Ele quase gemeu quando viu o calor que nascera nos olhos do mais velho com aquele simples gesto seu. Ele se aproximou e roçou seus lábios nos de Dean, os olhos semi-cerrados.
- Isso...e muito mais.
O beijo que recebeu em troca da sua declaração lhe tirou o fôlego.
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Dean pegou um morango com a mão esquerda, deslizando pelo peito de Sam, seguindo a trilha do suco da fruta com a língua, gemendo em resposta aos sons que conseguia arrancar de Sam. Sua boca fechou-se em volta de um dos mamilos, sugando-o e mordendo-o até senti-lo endurecer. Ele foi subindo mais o corpo e logo encarou os olhos claros de Sam, oferecendo o morango. O mais novo ergueu o rosto, mordendo a fruta. Logo ele puxou Dean pelo pescoço, beijando-o, dividindo o gosto com ele. Dean enlaçou sua língua lentamente na do irmão, o beijo longo, profundo e demorado.
- Dean...
O seu nome sendo dito naquela voz lhe fazia perder a cabeça. Dean mordeu o resto da fruta, beijando-o mais uma vez, agora usando ambas as mãos para segurar os pulsos de Sam ao lado da sua cabeça. Logo ele entrelaçou seus dedos nos dedos do irmão, remexendo seu corpo, gemendo quando seus membros, completamente rígidos, se esfregaram lentamente. Sam apertou os dedos entre os seus e logo seus quadril se mexia, indo de encontro a cada remexer de Dean, a fricção deliciosa.
Dean logo soltou as mãos de Sam e deslizou os dedos pela pele suada do mais novo, o calor da lareira ao lado deles, fazendo seus corpos brilharem com a camada de suor gerada, o que permitia uma melhor fricção. Ele usou sua mão direita para apertar a coxa musculosa de Sam com vontade, suas unhas arranhando a carne. Sam ofegou dentro do beijo, sua perna se movendo e deslizando em volta da cintura de Dean, num pedido mudo.
- Sammy... - gemeu Dean, terminando o beijo - Eu...
Sam agarrou-o pelos ombros, o ritmo entre os dois ficando mais apertado e intenso. Ele gemeu na orelha de Dean, mordendo o lóbulo.
- Eu sei. - ele gemeu quando Dean apertou sua coxa novamente - Anda, eu também quero.
Dean afastou o rosto para encará-lo, os olhos verdes numa tonalidade escura, as labaredas da lareira criando reflexos dourados nas íris. O mais velho mordeu o lábio inferior, aquela deliciosa, suculenta boca. Sam gemeu, apertando sua perna esquerda mais forte contra a cintura de Dean.
O mais velho apenas levantou os dedos deslizando pelo rosto de Sam. O mais novo fechou os olhos com a carícia, suspirando. Logo ele sentiu os dedos do irmão deslizando por sua boca. Ele abriu os olhos e lambeu o dedão de Dean. Sorriu quando ouviu o gemido que ganhou com seu gesto e logo sentiu dois dedos penetrarem sua boca. Sam gemeu, os olhos ficando semi-cerrados de prazer, sugando aqueles dedos, suas mãos deslizando pelas costas delineadas de Dean. Sua saliva escorria por um canto da sua boca, deixando os dedos do irmão completamente úmidos.
Logo Sam sentiu Dean abaixar-se e beijá-lo, trocando os dedos por sua boca. Aqueles dígitos úmidos deslizaram pela sua pele até Dean roçá-los entre suas pernas. Sam gemeu abafado ao sentir o deslizar dos dedos de Dean contra sua entrada, sentindo-a pulsar em resposta.
- É isso que você quer?
O sussurrar o fez agarrar mais Dean, seu pescoço se arqueando quando aqueles dedos o invadiram de vez, suas costas desgrudando do tapete, antes dele voltar a deitar-se contra ele. O calor parecia aumentar e seus corpos suavam ainda mais. Dean deslizou seus dedos contra a próstata de Sam repetidas vezes, seus membros se esfregando um contra o outro mais rápido. O mais novo gemeu, tentando controlar-se para não gozar de vez.
- Chega Dean, chega... - ele gemeu quando sua próstata foi atingida novamente - Quero você...em mim...
O mais velho apenas retirou os dedos, deixando-os roçar contra a entrada de Sam antes de se posicionar melhor. Automaticamente Sam deixou sua perna direita apoiar no ombro de Dean. A ardência da ereção lhe invadindo foi quase que completamente esquecida pelo olhar que recebera de Dean: adoração, carinho, luxúria, desejo, mas acima de tudo, amor. Simples, puro e sólido amor fraternal. Amor que ele sabia, como algo indefinível em sua alma, que podia ultrapassar qualquer barreira, enfrentar até mesmo a morte.
- Eu te...ahn...amo. - gemeu Sam de repente, sentindo Dean entrar inteiro dentro de si.
O mais velho apenas apoiou uma das mãos contra o tapete, devorando sua boca, sua pele quente, fervente, completamente grudada ao seu corpo. Sam gemeu, delirante, se perdendo naquela boca, afundando os dedos no cabelos loiro-escuros.
- Sammy...
Aquele pequeno apelido, dito de forma tão baixa e íntima, valia mais do que qualquer 'eu te amo' que Dean pudesse dizer. Sam sabia que não precisava ouvir aquelas palavras. Nunca precisara.
Dean segurou a perna em seu ombro, deslizando as unhas por ela, começando a se movimentar dentro de Sam, num vai e vem langoroso, lento e cheio de paixão. Cada gemido ou grunhido que Sam fazia apenas aumentava sua libido vertiginosamente, fazendo-o investir com mais força, mas sem aumentar a velocidade. Dean podia sentir a ereção de Sam contra seu abdome, rígida e pulsante, úmida de suor, como o resto dos seus corpos. Sua boca mexeu-se por vontade própria gemendo e beijando o rosto de Sam, deslizando pelo queixo, até alcançar aquele pescoço, onde tratou de marcar com os dentes, querendo se certificar que a marca duraria semanas.
Logo o mais velho sentiu aquela sensação tão familiar lhe atingir o baixo-ventre, seus músculos travando cada vez mais. Uma das mãos de Sam deslizou por seus corpos e começou um vai e vem em seu membro, no ritmo das estocadas de Dean. A outra puxou-o pelo colar, o pingente quase encaixando-se na marca no peito de Sam.
- Seu todo seu, pra sempre... - murmurou Sam entre gemidos - Assim como você.
Dean grunhiu selvagemente, apertando mais a perna em seu ombro, erguendo-se mais, o movimento fazendo-o entrar mais fundo em Sam. Ele mordeu o lábio inferior do irmão e sussurrou, quente.
- Eu sempre fui seu.
A madeira na lareira estalou enquanto pegava fogo. As labaredas aqueceram ainda mais o local e encheram os dois corpos de calor, aumentando o suor, o deslizar entre as peles. Um gemido quebrado e incoerente, ecoou, seguido por outro e logo Sam apertava os olhos bem fechados, gozando entre os dois corpos, seu dedos, agora úmidos de sêmen, ainda movendo-se pra cima e pra baixo. Sua respiração era rápida e ele estremecia a cada jato que sentia preencher seu interior, a boca de Dean colada ao canto dos seus lábios.
Quando Sam abriu os olhos ele deslizou a perna no ombro de Dean para o chão, os músculos protestando o movimento. Dean pegou a mão suja de Sam e começou a lambe-la, limpando-a de maneira sensual. Sam ergueu-se, beijando-o, dividindo o gosto com o irmão.
Irmão.
Amante.
O seu eterno herói.
Mas acima de tudo, completamente seu. Seu Dean.
A madeira estalou novamente, aquecendo os corpos ainda entrelaçados um contra o outro.
FIM
Quero agradecer a todos por acompanharem essa história, deixarem suas reviews e vibrarem com ela até o fim. O meu mais sincero obrigado e chiliquinho pra todos vocês.
Mystik