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Irrevogável.
Constantemente amigos. Uma única alma habitando dois corpos.
Sirius estava entediado naquela tarde. Estava de repouso, portanto não podia sair do quarto. Acordara tarde, por isso não pôde tomar café da manhã e ver os desenhos animados.
Sempre que Sirius não podia e queria assaltar a geladeira, ou fazer algo do qual foi proibido, Regulus estava lá para ajudar. Era sempre assim, um ajudava o outro. Mas o mais novo tinha saído, deixando o irmão sem escolhas a não ser esperar o almoço.
Black levantou e indo até o armário, pegou uma cueca e uma calça, para colocar depois do banho. O dia estava quente, ideal para o mês de Agosto. Foi até o banheiro e se despindo, entrou na banheira. A água estava morna, deixando-o mais calmo. O princípio de pneumonia que ele pegou o estava deixando irritado, mesmo estando enfermo em algumas horas.
O moreno se enxugou, voltou para quarto e, pela janela, observou a calmaria do jardim. O jardineiro podava as plantas enquanto Walburga lia uma revista.
Voltou-se para a cama, observando o quarto. Gostava de lá. Era luxuosamente comum. Sem agüentar ficar no tédio, ligou a TV e procurou algo legal para ver, mas nada interessante passava. Já estava decidindo-se em desligá-la quando o celular dele tocou, era Regulus.
- Regulus! – disse feliz, visto que estava entediado.
- Sirius, eu resolvi seguir seu conselho. Estou indo falar com a Missy. Mas... Estou meio sem coragem, Paddy. Estou em frente a casa dela. – a voz de Regulus veio meio indecisa.
- Vai logo até ela. Se você demorar muito, pode ser que a carga emocional torne-se muito grande e ela resolva se matar, e aí você vai virar um necrófilo, aposto! – Black comentou debochado.
- Sirius vai se foder! Você é um grande idiota e um ótimo irmão! – reclamou, cuspindo sarcasmo.
- Eu estava brincando... Mas não é tão ruim pegar um defunto... Brincadeira, brincadeira! – Black riu, divertido.
- Ah - ha - ha.
- Segura aí. – Sirius pediu, atendendo à outra chamada. - Prongs, seu chato! – exclamou mais feliz, agora.
- Fala aí, Padfoot... – James disse sorrindo.
- Fala aí, Prongs... Ok, agora fala. – Black disse sorrindo, com um falso tom impaciente.
- Só liguei para saber se você está bem. Regulus disse que você pegou pneumonia. Que idiotice! Sempre aprontando... Francamente, eu me surpreendendo – James disse rindo.
- É, eu sou um anjo. Mas amanhã eu melhoro de vez! – Sirius respondeu sorrindo para o espelho à sua frente. Perfeito... Pensou.
- O que tem amanhã? – James me perguntou.
- Vou ver o Remus, né? Está com lapso de memória?
- Você não tinha que ficar em repouso absoluto?
- Ah! – Sirius exclamou surpreso. Havia se esquecido completamente disso.
- Ok. – James riu. – Agora fiquei com pena de você, meu amigo fofinho (1).
- Isso foi bem gay! Um minuto, James. – Outra chamada soou no celular. – Lily? Até você já sabe? – perguntou estranhando... Minha vida é uma novela, afinal?
- Ah, eu sinto muito Sirius. James me contou o que aconteceu. Eu devia te oferecer o guarda-chuva... Eu sinto muito mesmo, Paddy. – a voz de Lily veio com um tom de lamúria. Você está sentindo dores na coluna? E aí, com você está? Está comendo direito, não? Amanhã eu vou aí te visitar com James. Você está com febre? Está tomando os remédios direito? Padfoot, responde! – às vezes, Lily conseguia ser um porre! Maldita obsessão por enfermagem.
- Lily... Eu estou ótimo! Acredite. Hmm... Ah, que bom que vocês irão me visitar, eu não poderei ir à casa do Remus mesmo... – Black respondeu triste. Droga de pneumonia!
- Remus? Como assim? – Lily perguntou curiosa.
- Ah, eu conheci o pai dele, é uma longa história pergunte ao Prongs. Espera um minuto, Lily. – tinha me esquecido completamente de Regulus! – Regulus?
- Até que enfim, cara! – respondeu irritado.
- Me desculpe. Mas o que eu posso fazer se sou tão querido? – Sirius perguntou, caminhando até a cama.
- Modesto também. – respondeu. Sua irritação imperceptível.
- Quanto aos defuntos... Imagina você meten... Você fazendo coisas bastante obscenas com uma pessoa morta?
- Padfoot... Cala essa sua boca libertina! – Regulus exclamou irritado.
- É, tem razão. Você é muito novo para entender dessas coisas. Ainda é uma criança indefesa. Me desculpe. Realmente sinto muito! – disse debochado.
- Padfoot... Pega o Remus, ok? Isso deve ser alguma coisa a ver com... Sei lá... Você está subindo pelas paredes, não é?! – Regulus perguntou. – Eu tenho uns amigos... Eu posso apre...
- Cala a boca, vai?... Como você sabe dele? – Sirius perguntou, desconfiado.
- Ah, você acha que eu não percebi seu interesse por ele? Francamente. – Sirius ouviu a risada do irmão pelo telefone, e sem querer apertou uma tecla.
- De qualquer forma, eu não preciso do seu amiguinho... Mas o Remus, podemos conversar. – Sirius respondeu sorrindo.
- Quê? Padders (2)... Ficou maluco? Eu já não te disse para parar de beber? – James perguntou brincalhão.
- Ih a lá. Pensei que estava falando com Regulus, devo ter apertado um botão aqui. – comentou não ligando para o apelido.
- Isso é a idade, meu velho. Lily falou que iria aí?
- Falou. Ela me ligou agora, por isso que mandei você esperar... Porra! Que diabos! Espera de novo. – Sirius atendeu a outra chamada. – Peter!? – Sirius perguntou, não se preocupando em esconder a surpresa desagradável.
- Ah, eu soube da sua pneumonia e liguei para te desejar boa sorte... para curar rápido. Sabe como é... É terrível ter pneumonia. Eu já tive. – Ele parecia contente com o fato de ter a mesma doença que Sirius.
- Quem te falou que eu estava com pneumonia? – perguntou, cada vez mais acreditando que sua vida, de fato era uma novela.
- Ah, eu estava passando pela rua, e ouvi a conversa. – ele respondeu, dando uma risadinha curta.
- Hmm. Legal. Agora, tchau. – disse desligando a ligação. – Esse idiota do Peter... Francamente, aquele cara não tem mais o que fazer não? – perguntou.
- Sirius! Já pedi pra não chamá-lo assim! – Lily brigou.
- Lily?! – disse surpreso. – Eu pensei que estava falando com o Prongs! – Black se desculpou, pensando seriamente em sua saúde mental.
- Padfoot, você está doente e ficar com várias ligações de uma só vez não dá certo. Quer que eu desligue? – perguntou solidária.
- Claro que não! Só espera um minuto, que Regulus deve estar xingando seis antepassados nossos, por deixá-lo no vácuo. – Sirius voltou para a ligação de Regulus, e ele estava o xingando. – Eu sou isso tudo?! – exclamou.
- Merda, Sirius! Eu estou ficando estressado com isso! – Regulus estava deveras irritado.
- Me desculpe, eu fui te responder, mas apertei o botão por engano e aí caiu na ligação do James. – respondeu tênue.
- Então, o que eu faço? – ele perguntou ainda emburrado.
- Com o quê? – indagou confuso.
- Com a Missy. – respondeu lacônico
- Ah, sim. Vai logo! Eu não acredito que você ainda está parado em frente a casa dela pedindo minha opinião! Você é ou não um Black!? – Sirius perguntou exasperado. Regulus hesitou e depois respondeu.
- Se fosse você, o que faria?
- Eu, particularmente, já estaria lá dentro há séculos. – contestou laconicamente
- E... Se fosse um garoto? – Ah, maldito! Pegou no ponto.
- Err... James está me chamando. Eu...
- Não ouse sair da ligação! – gritou ameaçador.
- Regulus, faça o que seu coração pedir, ok? Agora desliga o celular, bata na porta da casa dela, e seja feliz para sempre... Adeus! – disse desligando, sem dar tempo, propositalmente, ao irmão de perguntar alguma coisa há mais. – Peter. Esse garoto é um saco!
- Com toda certeza. Ele pensa que um dia seremos amigos dele. Idiota... – James debochou.
- Não sei por que Lily vive defendendo ele. – replicou.
- Ah, Lily é defensora dos fracos e oprimidos; animais perdidos e da natureza. Francamente...
- No caso do Peter, ela defende os animais mesmo. – Sirius respondeu, maldoso, rindo.
- Oh, Padfoot... Como você é mau! – James sorriu. – Que culpa ele tem se é burro, covarde, idiota, e... Eu já disse burro? – James perguntou falsamente justo.
- Todas. Odeio ignorância. – respondeu displicente.
- Bem... Nem todos têm QI... Isso é fato! Agora vou ter que desligar.
- Ok, a gente se vê amanhã. – Black voltou para a ligação da Lily. – Pode falar Lily, tenho tempo reservado para você agora... Mas que caralho de vida! – exclamou vendo que mais uma pessoa resolvera ligar. Desconhecido, por sinal.
- Sirius Black! – Lily exclamou.
- Ah, Lily! Pára de ser a mãe de todo mundo. Você é a única certinha, não sei como James conseguiu namorar você. Mas espere um minuto! Vou ver quem é o infeliz. – disse mudando de chamada. – Quem é? – perguntou emburrado.
- Ah, quanta educação, Black.
- Snape!? Hmmm... Vá à merda, e isso por que estou sendo paciente. Vá perturbar a paz de outro. – Sirius estava quase desligando, quando a voz dele soou.
- Sabe onde o seu irmão está? – Perguntou um pouco hesitante.
- Não interessa. – respondeu lacônico.
Black esperou um tempo, para poder desligar. Quando já ia fazê-lo, a voz dele soou, novamente.
- Claro que interessa! Senão, eu não estaria perguntando. – Snape disse, tentando manter a paciência.
- Se te interessasse... Eu estaria respondendo. – Sirius sorriu maldosamente. Ponto para mim.
Novamente houve uma pausa. Snape parecia pensar para responder e estava hesitante.
- Ele... Foi se encontrar com a Missy, certo? – perguntou em um fio de voz. E pela primeira vez, Sirius se preocupou, estranhando o comportamento do outro.
- Por que você quer saber? – Sirius indagou desconfiado. – O que você tem com ela?
- Eu era o namorado dela. – disse conciso.
Sirius se estivesse em pé cairia. Snivellus? Snivellus!? Não acredito...
- Vo-você tinha uma namorada!? – Black perguntou entre confuso e surpreso.
- Foi isso o que eu acabei de dizer. – respondeu impaciente, porém Sirius não notou.
- Cara... Isso foi no mínimo... Surpreendente! – Sirius disse rindo, e logo percebendo com quem falava, parou instantaneamente. – Hmmm... Ok. E daí?
- E daí, o quê? – Severus perguntou confuso.
- E daí... Que você me ligou perguntando sobre Regulus. – Sirius disse como se explicasse alguma coisa banal para uma criança.
- Eu queria falar com ele, e não consegui. Ele nunca me deu o telefone da sua casa...
- Snape... O que você quer com ele? Olha só, ele ama a Missy e não vá se intrometer na vida deles, ok? Você fez aquela garota sofrer... E já que vocês são amigos... Deixe-os em paz.
- Eu... Não vou me intrometer... Eu não o farei sofrer, se é isso o que você acha. Não sou petulante, Black! Adeus. – e desligou.
- Hey! Não desligue na minha... Idiota! – exclamou revoltado, voltando-se para Evans. – Lily...?
- Paddy... Tenho que desligar. Meu pai está me chamando. Sabe como é... Ele ainda está um pouco fraco. Vejo você amanhã, ok?
- Sim. – respondeu sorrindo. - Melhoras para o seu pai. Até. – Black desligou um pouco cabisbaixo. Para Sirius, ficar sozinho e sem um amigo era chato. Estava sozinho, novamente.
Voltou a ver TV. Um programa sobre domar cães passava. Era legal, não era do tipo “seu cachorro precisa de ração de raça para crescer saudável”. Mas sobre a vida deles: como eles raciocinavam, relacionavam, enxergavam e como domesticá-los. Um ponto interessante, já que todos os cachorros de Sirius nunca o obedeceram.
Na parte da educação, Black prestou atenção. Várias dicas eram dadas, a única que ele pegou era que, quando um cachorro fizer algo de errado, o dono deveria, o jornal, bater na patinha dele. Com o tempo, o cão acabaria ‘percebendo’ que aquilo era errado, e não o faria mais.
A imagem de Remus batendo com um jornal no braço de Sirius, plantou-se em sua mente.
“Estranho... Acho que estou ficando obcecado.”
O programa terminou, e nada mais interessante passava. Sirius estava pensando em ir dormir, quando bateram na porta, e por ela entrou Walburga.
- Sear, você prefere comer aqui ou...
- Lá! – disse apressado, já se levantando, sem saber aonde era o ‘lá’.
- Tudo bem. – Ela disse sorrindo.
- Perdi a fome. – Sirius disse simplesmente. – E eu já comi.
- Uma colher de sopa?! Isso é refeição!? – Walburga gritou.
- Mamãe... A senhora está me dando dor de cabeça. – Sirius reclamou pela décima vez, desde que descera.
- Sirius Black, se você não comer, ficará mais fraco. – disse impaciente.
- E quem disse que eu estou fraco? Eu estava com fome. Mas não estou mais! Poxa, que saco! – Sirius exclamou irritado. – Sopa é a pior comida do mundo! – respondeu desdenhoso.
- E você esperava o que? – Walburga retrucou ríspida.
- Algo da Color. – Black disse sorrindo bobamente. – Sorvete...
- SORVETE!? – gritou, fazendo Sirius se encolher na cadeira. – Aquela lanchonete é...
Walburga ia retrucar algo muito pejorativo, só que o som de uma porta se batendo, soou na sala. “Nem pense em sair daqui” Walburga avisou a Sirius, e foi ver o que estava acontecendo, na sala de estar.
Black esperou ela desaparecer de vista e saiu correndo para o quarto. Atravessou a sala cuidadosamente e ligeiro, e subiu as escadas, correndo. Chegando ao seu quarto, Sirius se trancou. Deitou na cama e fitou o teto. Aquela doença o estava deixando entediado. Virou-se de lado, e observou a janela. A claridade iluminava todo o quarto, lançando sombras no chão.
Black se levantou. Iria para o jardim. Escondido, mas iria. Até que uma batida soou, enquanto ele pegava o tênis.
Silêncio.
Uma batida. Uma pausa. Duas batidas seguidas. Uma pausa. Uma batida. Uma pausa. Três batidas.
Espera... Sirius conhecia a batida, ele e Regulus sempre que tinham algo de importante para falar ou afirmar, eles faziam essa seqüência de toques.
Black se lembrou do aniversário dele, há uns anos atrás. Regulus e Orion foram comprar o presente de Sirius e este os esperava ansiosamente.
A campainha tocou e Sirius correu para abri-la, dando de cara com Regulus que passou correndo, indo se sentar na poltrona da sala de visitas. Voltou-se defronte à porta e encontrou Orion com um sorriso tênue no rosto. Seu coração acelerou. Sirius sempre quis um cachorro e era isso o que havia pedido. Contudo, Orion voltara de mãos vazias.
- Então? – Sirius perguntou, a curiosidade aflorando na pele.
- Eu já disse que só amanhã. – Orion respondeu lacônico.
Sirius seguiu o pai, nem que fosse a última coisa que fizesse na vida, ele saberia se o pai comprara o cachorrinho. Orion sentou-se ao lado de Regulus, pondo o braço por sobre o ombro do menino. Sirius olhou-o implorador, entretanto Regulus somente desviou o olhar, tentando não rir.
- Papai, você comprou o cachorrinho? – indagou com ansiedade visível na voz.
- Sirius, vai brincar com Regulus, vai. – Orion disse afundando-se no sofá.
Black quis retrucar, não iria dar-se por vencido, assim tão fácil.
- Papai, eu n... – Sirius não completou a frase. A tão famigerada batida fez-se ouvir.
O menino franzino olhou para o irmão mais novo, demonstrando surpresa, e este deu um sorriso inocentemente maroto. O rosto dele Sirius se iluminou em um sorriso que mostravam todos os seus dentes alvos. O mais velho levantou-se e pulou no colo do pai, o abraçando.
Sirius nunca se esquecera da batida. Nem sabia quando fora inventada, apenas sabia que eles sempre a usaram e sempre a usariam.
Sirius alcançou a porta, mal a abriu, e Regulus já tinha adentrado no quarto. O menor estava branco, como cera, e um pouco suado. Impassível, entrou e sentou-se na cama, com um olhar vago.
Sirius trancou a porta e sentou-se ao lado dele. Regulus pareceu não perceber a presença do irmão, pois ainda olhava para o nada, e não movia um músculo. O mais velho já estava preocupado, e quando abriu a boca para perguntar o que acontecera, o menor meteu a mão no bolso, o olhar ainda vago, e tirou um pacote, entregando-o ao irmão.
Sirius olhou o embrulho e o pegou. Nele, havia chicletes, barras de chocolates congelados, com o mesmo derretido por dentro, balas, pirulitos e afins.
- Regulus! Cara... Você salvou a minha vida! Não agüentaria sobreviver apenas de sopa. – Sirius disse sorrindo, e pegando a barra gelada de chocolate.
Regulus não respondeu, e por um momento, Sirius se esqueceu do irmão.
Quando a barra já estava pela metade, ele se lembrou do irmão e ofereceu-o, com uma oferta muda, porém sem obter resposta Lá vem... Sirius pensou, achando mais prudente e solidário parar de comer e saber o que aconteceu.
- Regulus... O que houve? - perguntou cauteloso.
Eles ficaram em silêncio. O menor não respondeu.
- Re...
- Ela tentou se suicidar. – Regulus, ainda alienado voltou-se para o irmão.
Eles novamente ficaram em silêncio. Sirius não sabia o que dizer.
- O que houve? – perguntou delicadamente.
- Hmm... Foi assim...
Regulus tinha acabado de ligar para Sirius, e mesmo com o ânimo que o irmão o dera, ele ainda não estava confiante. Nunca fora sensível, Missy estava em um estado ‘dramático’ e não queria piorar as coisas.
Black resolveu comprar algo para Sirius, assim adiava o encontro. Ele entrou em uma lojinha de doces, a mais próxima, e imediatamente se lembrou da Fantástica Fábrica de Chocolate, a loja não era enorme, mas era composta de doces de vários tipos. As prateleiras eram coloridas e davam ao lugar uma aparência jovial.
Regulus escolheu os doces e pagou-os, a ansiedade aumentando a cada segundo que passava. Black atravessou a rua e parou defronte à porta dela. Desistindo de adiar o encontro, anunciou sua presença. Não precisou esperar muito, pois a Sra. Bitencourth, logo o atendeu.
- Regulus! Quanto tempo... – ela disse, dando passagem para o outro.
- Ah... – Regulus deu um sorriso enviesado. – Err... Missy está? – perguntou, olhando em volta.
- Sim, sim. – disse sorrindo radiante. – Lá no quarto. Pode ir lá... Fique à vontade, eu estarei aqui na cozinha. – a senhora de meia-idade entrou no cômodo branco e Regulus subiu as escadas, no fim do corredor.
O quarto de Missy era o mais afastado da casa, ficava no fim do segundo cômodo. Uma sensação esquisita permanecia no estômago de Regulus. Chegou à porta e esperou. Seu coração batia um pouco forte, adrenalina do momento, adrenalina do momento, pensava a todo o momento, ouvindo as batidas do seu coração ressonar.
Regulus bateu na porta, mas ninguém atendeu. O silêncio reinava no segundo andar. Bateu novamente, mas ainda sim, ninguém atendeu. Pensou em ir embora, muito mais fácil, mas ele tinha que resolver aquilo.
Decidindo-se por vez, empurrou a porta com delicadeza, e a encontrou, caída no chão. Um frasco ao lado da cabeça dela, as cortinas voando de encontro ao corpo inerte no chão e a fraca claridade do sol lançando sombras difusas nas feições dela.
- M...Missy! – Regulus correu de encontro a ela, agachando-se ao seu lado – Missy... Missy!
Black não sabia o que fazer. Resolveu tentar chamar a Sra. Bitencourth, mas quando ia se levantar sentiu as mãos frias envolvendo seu pulso, e voltou-se de súbito a ela.
Regulus, com a outra mão, pegou o frasco de remédios, e Missy seguiu o movimento com os olhos.
- Missy... – Regulus a chamou com tom de lamúria, observando o frasco.
- Me desculpe. – ela disse se levantando, com esforço e o abraçando.
Regulus a abraçou, também. Começou a afagar os cabelos castanho-escuros dela. Ela soluçou fracamente.
- Arch...
- Shhh... Não se preocupe, ok? Estou aqui com você. – Regulus deu um sorriso pálido.
- Ele não vai mais voltar. Ele não vai... Ele disse que era melhor para mim... Para ele... – ela comentou, apartando o abraço, e encarando Regulus.
- Missy... Talvez ele esteja certo. – Black disse incerto. Esperou para ver sua reação. Vendo a indiferença ao comentário, ele continuou. – Se é para você ficar sofrendo... É melhor que acabem de uma vez, entende?
Missy o olhou, parecendo enxergar através dele. Uma lágrima escorreu pelo rosto dela.
- Eu... Não sei se o amo... – ela procurou as palavras. – Ele me disse que eu... – ela, repentinamente ficou corada. – que eu o amava. – completou abaixando a cabeça.
Regulus não soube o que dizer. Não a entendera, não sabia se ela, de fato o amava. Ergueu a mão e tocou o rosto dela, fazendo-a fitá-lo. Black se aproximou, mas Missy se afastou, imperceptivelmente. Percebendo a renúncia, abaixou a cabeça.
- Arch... Eu...
- Tudo bem. Eu... – Regulus foi surpreendido pelo selinho que ela o deu. Tal foi a surpresa, que ele nem fechou os olhos. Mas, tão repentinamente veio o toque, ele se foi.
- Eu acho...
- Missy...
- Arch... – ela disse sorrindo fracamente. - Eu acho que eu te amo... – a última coisa que ela pôde ver, foi a negritude envolvendo-a
- O resto você pode imaginar. Eu chamei a mãe dela, que entrou em estado de choque, e me pediu para chamar um médico. Ela me expulsou. Não tive outra opção.
- Quando você vai voltar lá? Você precisa vê-la, claro! – Sirius falou, tentando tirar a tensão.
- Eu não sei. – respondeu suspirando e deixando os ombros caírem.
Mesmo gostando da garota, ele gostava de Snape, eram amigos há um bom tempo. Não queria perder a amizade dele.
- Qual é? Ela já disse que te ama, o que mais você está esperando?
- Eu não sei. – respondeu evasivo.
- Você é ou não um Black? – Sirius exasperou. – Qual é!
- Você não fica atrás. Onde está Remus? – Regulus falou desafiadoramente.
- Onde mais poderia estar? Na casa dele. Humpf. – Sirius respondeu trivial.
- Ah, é... Havia me esquecido disso. – comentou sarcástico. - E eu, depois de amanhã, vou conhecer a casa do seu amado, Paddy.– riu-se Regulus.
- Ah, cala a boca! – Sirius resmungou, crispando os lábios.
- Ok. Então, não conto o plano que tive. – Regulus falou vitorioso.
- Não conta, então. – Sirius retrucou áspero.
- Okay. Não conto. – Regulus se levantou e caminhou lentamente para a porta.
- Ok, sua coisa chata, me conte logo!– Sirius disse emburrado, contendo seu orgulho.
- Ah, sabia...
- Não amola – reclamou.
- Vou até a casa de Remus e fico conversando com ele até conquistar sua amizade. Aí você liga, eu conto para ele como você está doentinho e trago ele até aqui. Quando ele o ver neste estado lastimável vai ficar penalizado e... Bem, o resto é contigo.
- Regulus, eu já disse que te amo? – Sirius perguntou sorrindo abertamente.
- Eu já avisei que não adianta! Comigo só pagando, não faço programas de graça. – Regulus disse rindo e se encaminhando para a porta.
- Idiota... Você é muito magrelo. – respondeu provocante, fazendo o irmão parar de chofre e olhar para trás com uma expressão maníaca nos olhos. Oh-ho, Sirius pensou.
- O que você disse? EU-NÃO-SOU-MAGRELO! – Sirius tampou os ouvidos e fechou os olhos com o grito que Regulus deu.
- Tudo bem... Se você diz que não é, você não é. Mas eu acho que é e ponto – provocou.
Os olhos de Regulus mostraram uma expressão incrédula e mortífera ao mesmo tempo. O menor tirou a camisa e jogou na cara de Sirius, este a pegou, visto que caíra nos seus pés e colocou na cama.
- Vê se eu sou magrelo, Sirius Black – Regulus ordenou com uma pose paralá de arrogante. Regulus não era magrelo. Era do jeito ideal para a idade dele. – Anda, responde! – Regulus exclamou.
Sirius não respondeu, apenas tirou a camisa e ficou de pé. Ele era mais alto e mais forte que Regulus e fez questão de mostrar isso ao irmão mais novo, olhando-o com pura arrogância. O outro espumou de raiva.
Regulus se virou e abriu a porta com ferocidade, batendo-a logo em seguida. Sirius riu. Caçulas...
Vida longa à Hokuto Yuuri e Moony Sensei \o/
Agora, vida longa à Deni Chan prq ela é chata pacas, mas ela é 'pegael' e nóix é uke e se pega, fikdik -Q Enfim, ela quebrou meu galho, prq eu tava com preguiça de ler, e a pedi para ver se tinha algo repetido 8D
(2) Woof... Menino estranho. Gosta de dizer gracejos doentes (q). Possivelmente homossexual (!!!) devido a sua atração não-natural às áreas confidenciais gerais dos meninos (ARÁ!). Os Padders são meninos estranho. #sem palavras#
Bem, o título foi à relação do Pad com o Regulus #morre lenta mench#... Enfim, eles se amam, fikdik. -Q
Bem, depois de um curto espaço de tempo (??) eu voltei para infernizar a vida de vocês -QQ. E tipe, antes de dar o meu pequeno discurso onde eu falo da minha vidinha obscura, eu quero dar um recado U.U' quem vier falar que o capítulo está curto, vai levar um bifado tamanho de uma Tsunami, fikdik #pose ninja#
Hmm... espero que tenham gostado do capítulo, prq foram dois em um #puppy#.
E AAAAAAAAHHHH #derrete# eu tenho uma surpresaa \o/ lero, lero ; -Q É uma coisa que tipe, eu era contra, mas eu resolvi fazer (NÃO! não é um Remus seme, não, suas mentes poluídas -qqqqqqq) Enfim, dirvitam-se vendo Het #apanha até a morte lenta# prq eu asho (ASHO) que isso vai acabar num mar de beeshas desvairados gaydacu -QQQQ #morre# gente, QQQ o.o''
Enfim... Não prometo nada, prq eu sou um ser muito novo que já viveu demais (???) e se até lá eu tiver BASTANTE persistência, algo que eu não tenho #sorri#, eu faço um harém gay XD
Ok. Agora, xô, xô. UU' #aperta#
ps. o 'costantemente amigos' foi meu UU'' o resto, Aristóteles #PUUU(...)UUUPYY#
pps.
Hika Cheshire (pegael), Ju , May Malfoy Snape, JayKay-Chan, Cinthya Malfoy, Retty-Chan (vai ter Aquiesce ;3), Deni Chan (pegael), DW03, Lycanrai Moraine, , (sorvete de limão... #morre de rir#), prince's apple (forgot me x.x'''), Carolie (aperta até ficar roxinha. Remmie capetinha #derrete lenta mentch#, e não diga sobre a nossa intimidade em público, beesha! -QQQ)
'Tá, 'tá, 'tá, 'tá! Ò.Ó Ja fui!! #sobe na moto voadora, pega o pote de ouro e atravessa o arco-íris#.