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Author of 8 Stories |
N/A:Já fazia algum tempo que eu tinha escrito essa fic, o que faltava mesmo era postá-la. E Deus, como foi difícil fazê-lo.
Ouran era algo que eu nunca tinha tentado escrever, mas por uma força maior (Vulgo falta do que fazer), cá estou eu.
Sou MUITO fã do anime, mas se caso eu cometer alguma gafe, por favor, me perdoem.
Eu escrevo com a emoção do momento, e não tive a oportunidade de betar essa fic (ainda).
Ah, sim. Para as leitoras que gostam de ler ouvindo alguma música. Eu escrevi ouvindo uma música triste/romântica... o.o Tipo, sei lá. Aí vai de cada um... (8D Estava ouvindo Whitney Houston, plz - Taí do nome).
Eu dedico essa fic à Naki, e também à Pan.
Elas que me suportam mendigando jogo de Ouran. X3 Amo vocês duas
Haru-chan Fujioka
10 de Novembro de 2007.
Prólogo
"I can’t go back to living through your eyes"
Numa torrente furiosa de notas, ouvia ressoar o piano de madeira. Daquele jeito tão atípico para ele. Seus dedos corriam pelas teclas, martelando o marfim e fazendo as cordas palpitarem de maneira grosseira. Cada vez mais alto cada vez mais rápido. Retinindo torcidas como se fosse um chicote.
O dilúvio de notas, de repente, cessou.
As mãos do pianista se mantiveram no teclado, com os dedos pressionando as teclas e fazendo com que o som continuasse saindo... Longo e grave. A música acabava ali... Quando seus dígitos se erguiam do marfim e repousavam sobre o colo.
Ouviu a porta atrás de si abrir-se. Mas permaneceu sentado, e voltado para o piano.
- Senpai... – Ergueu o rosto, e arregalou de leve os olhos, estreitando-os depois.
Ela fez menção de se aproximar, mas a música recomeçou. Notas límpidas e lentas. O som melancólico deixou a harpa dentro do piano, inundando a sala de tristeza. Um suspiro por parte do pianista interrompeu por um momento a música, que logo recomeçou de onde havia parado.
Não combinava com ele aquela musica. A tristeza e melancolia, que pareciam nunca passar perto do rapaz, agora estavam ali presentes. Flutuando no ar em forma de nota.
Um soluço terrível lhe subiu a garganta, e seus olhos lacrimejaram. E ela, a todo custo, tentou segurá-los. Nunca fazia aquilo, nunca se importava com aquilo... E agora, com a saída dele dali, parecia ser algo insuportável.
Com leniência, o pianista deixou novamente de tocar. E tampou as teclas, deixando as mãos sobre a tampa. Agora escutando apenas os passos dela se aproximar com cautela.
Ela sentou na sobra de banco, de costas para o piano e colocou as mãos sobre o colo, entrelaçando os próprios dedos. Batendo repetidas vezes os polegares, esperando as palavras certas lhe vir à mente, esperando que estas enchessem sua boca e que fosse necessário apenas entreabri-la para que fluíssem.
Mas isso não aconteceu.
E por um longo tempo o silêncio regeu na sala com aquela sua forma triste e amarga.
Então, finalmente ele se levantou e contornou o banco, parando à sua frente. Onde se ajoelhou e lenta e delicadamente segurou sua mão. Erguendo seu rosto, com o dedo indicador dobrado sob seu queixo.
E durante indeterminado tempo, ficaram ambos calados. Apenas estudando um o rosto do outro.
Em qualquer outra situação, a moça se esquivaria, mas não o fez naquele momento. Sua mão fechou-se sobre a dele, mas o pianista desfez o toque, retomando-o em seguida, desta vez entrelaçando os dedos aos dela.
Ele sorriu com doçura. E repousando o polegar sobre o queixo dela para que não se afastasse ele a puxou. Seus olhos se cerraram à medida que sua face se aproximava da dela e seus lábios, que já havia retornado à expressão séria, iam se entreabrindo.
E num último suspiro, ela sussurrou:
- Não quero que vá embora. – Apertando os olhos com força.