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Merry Christmas, Baby
Disclaimer: Saint Seiya não pertence, mas sim à Masami Kurumada, Toei e Cia.
Retomando a fic novamente... Capítulo dedicado a Kaliope S. Black...
Com vcs... o Natal de Deathmask... heiuhaeiuhaeiuhaiuehiaeuh xD~
Chapter 4 – Merry Christmas, Baby
24 de Dezembro, 19 horas em Roma, Itália.
Cozinha da casa de Sellenne.
Pratos sujos na pia.
Duas panelas queimadas sobre o fogão. Outras tantas sobre o balcão, sobre a mesa, penduradas na armação de metal que pendia sobre uma ilha.
Panos de prato esparramados por toda a cozinha.
Uma garrafa de vinho tinto já pela metade.
Um livro de receitas aberto sobre a mesa.
Um homem segurando uma criança em um braço, outra pendurada em sua perna direita, com uma mão acompanhando a receita, tentando se equilibrar sobre a perna esquerda, um avental sujo amarrado ao corpo.
- Ma che cazzo!!!!!! Come Sellenne può cucinare cosi???? – exclamava o homem, irritado. – Ma come si fa questo??
- Pappa... pappa...- a menininha tentava alcançar o rosto de Carlo, que tentava se livrar do menino que se pendurara em sua perna.
- Cazzo!!! Lucca, me solta!!! Tenho que terminar a ceia antes de sua mãe voltar para casa!
- No! No!
-Luuuuuccaaaaa! Se não me soltar vou mandá-lo direto para o fogo do Inferno!!!!
O menino assustado, soltou-se da perna do homem, e olhou-o com os olhos arregalados.
- Não estou brincando!!!!!
O filho de Sellenne saiu correndo para a sala.
- Sí... adesso... tú... – disse para a pequenina, ainda meio irritado. A menininha se encolheu em seus braços, e seus olhinhos se encheram de lágrimas. – Oh, no... no piangi... per favore... no piangi...Aniella... no piangiii...
- Huuummmm... – a menina ensaiava abrir o berreiro...
- Aniella... Aniellinna!!! Ti chiedo... no piangi... Veja... vamos ver se tem aquele biscoito que você gosta... – o rapaz abriu o armário, vasculhando com uma das mãos até encontrar um pote com biscoitos de chocolate. – Venha, sente aqui no seu caiderote, enquanto eu preparo a ceia para a mamma, sì?
A menininha sorria com um biscoito entre as mãozinhas e os olhinhos brilhando para ele...
- Assim, pronto... agora, eu preciso cozinhar para a mamãe, tá? Então você fique quietinha aqui, que eu vou cozinhar...
Desde que conhecera Sellenne, Carlo havia mudado. E muito. Seu natal sempre fora celebrado com alguns amigos, em um bar, regado a muito vinho e cigarros. Sempre fora chamado Máscara da Morte, por ser tão mau humorado. Nunca fora um exemplo de gentileza, de polidez, de cavalheirismo ou cordialidade.
Porém, após conhecer Sellenne, sua vida mudara drásticamente. Era um outro homem agora. Um homem mais gentil, mais cavalheiro, mais amoroso, mais carinhoso, mais bem humorado. Ao menos com a mulher que amava, e com os filhos que havia tomado a paternidade para si, já que o pai biológico das crianças havia abandonado a garota após saberem da segunda gravidez.
Ainda mantinha um pouco do costumeiro jeito carrancudo, de bad boy. Ainda mantinha o jeito de antes, mas não com sua nova família.
Na realidade, nunca imaginara-se cuidando de duas crianças, amando-as como se fossem seus próprios filhos. Lucca podia ser rebelde, impetuoso, bagunceiro, e podia desafiar sua paciência curtíssima, mas ainda assim, adorava o menino. Quando estava arrumando alguma coisa para Sellenne e a curiosidade com que ele vinha observá-lo e prestava atenção, para aprender, era algo que o fazia sentir-se importante. No início foi difícil de se acostumar com isso, e com todas as outras coisas. Mas agora, adorava levar o menino para jogar futebol, e a maneira como ele dedicava-se para conseguir jogar como seu “pappa”. Quando iam jogar futebol juntos, se divertia imensamente.
Claro que era difícil de conseguir controlar-se quando Lucca resolvia aprontar. Mas no final valia a pena.
Aniella por sua vez... aos dois aninhos era uma menininha encantadora. Adorava como seus olhinhos brilhavam quando a levava para passear sobre seus ombros. Ou como ria divertindo-se quando ele a erguia com os braços sobre sua cabeça, como se fosse um avião.
Ele particularmente, amava as duas crianças, mas por Aniella sentia um amor muito especial, um carinho enorme. Era tão linda, e se parecia tanto com a mãe. Aquele sorriso que lhe abria quando ia colocá-la para dormir e cantava uma canção de ninar para ela, ou contava histórinhas para ela adormecer...
Pensava em tudo isso e no quanto sua vida mudara desde que se juntara a Sellenne, quando sentiu um cheiro de queimado.
Lembrou-se do perú que estava no forno, e correu para salvá-lo. Esqueceu-se no entanto, de que a assadeira estava quente, e pegou sem nenhum pano ou luva para proteger as mãos.
- Aaaiiiii!!!!!!!! Cazzo!!!!!! Malledetto!!! Perú maldito!!! Minha mão... – gritou, derrubando a assadeira no chão.
Aniella ria, se divertindo com as trapalhadas de Carlo. O rapaz abriu a torneira, jogando água fria sobre a mão machucada. Pegou com um pano então o Perú e colocou-o sobre o balcão da cozinha.
XxxxxxxxxxX
Arrivederci Sellenne
Arrivederci Antonia... Tenha um Feliz Natal!
Grazie... para você também, minha jovem.
Já passava das 21 horas. Sellenne tinha ficado na loja até agora, trabalhando. Graças a Deus o expediente do dia 24 estava acabado agora. A loja tinha programado para ficar aberta somente até as 18h, mas alguns clientes chegaram, desesperados, para comprar presentes de última hora, e a jovem tivera de ficar na loja, trabalhando, com a chefe.
Agora, enfim, poderia ir para casa, aproveitar sua noite de natal, com os filhos e Carlo. Seu amado e mau humorado Carlo. Será que ele tinha conseguido fazer a ceia, sem problemas? Sabia que as crianças amavam-no como se fosse seu próprio pai e o amor era recíproco. Mas... quando Lucca resolvia pentelhar, nem mesmo o mais santo homem da face da Terra era capaz de manter a paciência e a calma.
Resolveu ligar para casa e ver a quantas andavam as coisas.
Pronto.
Carlo?
Sì sono io... Sellenne...
Como estão as coisas aí em casa, amore mio?
Aahn... tutto benne...
Certo...e as crianças? Estão bem? Se comportaram?
Sì... Sí...
Que bom... então, estou indo para casa, ok? Acabei de sair da loja...
Barulho de panelas e coisas caindo.
- Cazzo!!!!
- Carlo? Está tudo bem?
- Sì, sì...eu só derrubei umas coisas...
- Então, já já estou chegando...
XxxxxxxxxxX
Carlo... a ceia está deliciosa...
Grazie, Sellenne... não foi muito difícil...
Aniella e Lucca esconderam um pequeno riso. Carlo olhou-os de forma que ambos ficaram quietos e preferiram não arriscar.
Crianças... o que foi?
Niente, mamma... – respondeu Lucca, com ar angelical.
Bem... após a ceia, vocês dois, vão dormir, sim? Ou Papai Noel não vai deixar os presentes de vocês na árvore de Natal...
Aaah, Pappa... nós queremos ver Papai Noel...queremos!!!
Papai Noel só vem quando as crianças estão dormindo, filho...
Aaaah, mas queremos ver Papai Noooeeel...
Lucca... - Carlo olhou o menino, e este ao notar o olhar sobre si, parou de fazer manha.
Após a ceia, Carlo e Sellenne colocaram Lucca e Aniella para dormir. Certificaram-se de que as crianças estavam dormindo, antes de colocar os presentes sob a árvore.
Pronto... agora, melhor arrumarmos a cozinha...
Aaahn... Sellenne, querida... porque não vai se deitar? Você deve estar cansada, amore mio... trabalhou o dia todo, e ainda está acordada até agora...
Não... imagina, Carlo... eu estou bem... posso arrumar a cozinha... ou podemos arrumar juntos, o que acha? – disse, abraçando-o e beijando-lhe o pescoço.
Benne... acho que não seria má idéia... – respondeu quase cedendo – mas ainda acho que é melhor você ir deitar...
Carlo... você teria algum motivo especial para não querer que eu entre na cozinha?
C-como? Não... não, Sellenne, imagina... eu não teria motivo nenhum para isso... eu...
Sellenne resolveu ir até a cozinha, mesmo assim. Ao entrar, teve um choque...
Pratos sujos na pia.
Algumas panelas queimadas sobre o fogão.
Outras tantas sobre o balcão, sobre a mesa.
Uma assadeira tostada sobre a pia.
Panos de prato esparramados por toda a cozinha.
Uma garrafa de vinho tinto vazia ao lado do lixo.
Um livro de receitas aberto sobre a mesa, com manchas de molho.
Massa de pão grudada no teto.
O chão sujo do caldo que o peru foi assado.
Frutas secas e cristalizadas esparramadas por toda a parte.
- Eu disse que era melhor você ir deitar, Sellenne...
XxxxxxxxxxX
Oi Pessoal!
Bem, perdoem se o capitulo não ficou muito bom nem muito comprido... digamos que eu precisava fazer alguma coisa para poder voltar a escrever... caso contrário parece que eu iria surtar, porque faz um booooooom tempo que não posto nada... e estava começando até a desistir de escrever...
Bom... este foi o Natal meio atrapalhado do Mask... que mudou bastante não? ;D O nome do capítulo acabou sendo o mesmo da fic, pq a musica que eu escolhi para ser tema do Mask foi a “Merry Christmas, Baby” de Otis Reading, ou algo assim... já que ela tem um jeitinho que me pareceu que combinava com esse natal atrapalhado do Mask... e junto das crianças... o Lucca e a Aniellinha... ^^
Digamos que esta seja meio que uma continuação e meio side story de Angel...
Espero que tenham gostado...
Bjos...
Black Scorpio no Nyx...