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Author of 17 Stories |
Autora: Lyla Lupin
Título: A primeira noite do animago.
Avisos: Órgão reprodutor masculino versus órgão reprodutor masculino. Lemon. Crianças não lêem.
Resumo: Sirius poderia esperar por tudo, menos que o Lupino acabava nu quando voltava à forma humana depois de um noite de Lua Cheia.
Disclaimer: Todo mundo sabe que as personagens não são minhas. Portanto...
Classificação: Como estamos em um mundo tão puro, e eu que não tenho 17 anos escrevi este lemon, os senhores e as senhoras podem ler a vontade.
Parte: Um de três. (ou quatro)
O fim.
A consciência de Remus ia voltando lentamente. Ele não queria acordar. Estava muito exausto para isso. Suas pernas, braços, cabeça, enfim... todo o corpo pesava, e por mais que sentisse uma certa dormência, e o chão fosse desconfortável, ele não queria mudar de posição. Não queria se mover, não tinha forças... não depois daquela noite.
A claridade o incomodava um pouco, mas ele não ligava. Não queria ligar. Sentia-se fraco demais para se incomodar com isso. Sua mão formigava um pouco.
Aos poucos, Remus foi se lembrando de algo muito vago que incluía Sirius. Lupin tentou esquecer a luz que perfurava seus olhos e tentou manter-se concentrado na lembrança. Palavras foram surgindo em sua mente até que conseguisse formular algo coerente e lembrar-se da noite passada.
Lupin ainda tinha tudo muito vago na memória até que tudo clareou para ele, e a última lembrança racional que ele teve veio à tona. Lembrou-se de Sirius o acompanhando, perguntando se doía se transformar, de ele chorar, e de dizer que o amava.
Remus abriu os olhos lentamente, a claridade ainda o incomodava um pouco. O quarto estava um pouco escuro, mas, feixes de luz perpassavam todo o cômodo deixando ele com uma áurea estranha... de paz e... medo.
Lupin foi se sentando lentamente, olhando para os cantos, até que seus olhos encontraram os de Black, que o mirava com extremo interesse e curiosidade genuína, sentado com as pernas dobradas em cima da cama. Remus ficou encarando Sirius, que o encarava de volta. Lupin já ia perguntar o que Sirius via de tão interessante quando uma luz se acendeu em sua cabeça.
Remus dobrou as pernas com rapidez, e abraçou os joelhos.
- Si-Sirius... – Lupin queria repreender Black, mas sua voz saiu muito mais fraca que o esperado.
Era uma injustiça. Sirius estava vestido. Lupin não.
Black fez um sinal com a mão, para que Remus se acalmasse. Sirius desceu da cama, e caminhou até Remus, que ainda abraçava os joelhos, um pouco corado. Black se agachou ao lado de Remus e tocou nas feridas que tinha no corpo frágil do lupino, foi tocando uma por uma, os olhos seguindo-as com interesse.
Remus observava Sirius tocar suas cicatrizes. Uma ou duas vezes o viu abrir a boca para falar algo, mas desistiu. Lupin queria tocar em Sirius, só para ter certeza de que tudo aquilo não era um sonho. De que Black, de fato estava ali. Queria ter a certeza. Remus, delicadamente ergueu a mão e tocou no rosto de Sirius. Com carinho e cautela, um toque quase inexistente.
Sirius olhou para Remus, e sorriu. Era impossível não sorrir vendo aqueles olhos amarelados que sempre povoavam seus sonhos. Black tocou no rosto de Remus e beijou-lhe a bochecha, sussurrando em seu ouvido que o amava. A mão sempre fazendo um movimento circular na bochecha do namorado.
- Sirius... – Remus queria dizer o quão importante Sirius era na vida dele. Que tinha medo do que eles pudessem passar, mas não conseguia. Não quando percebia o quão feliz poderia ser com ele.
- Shh... – Sirius deu um selinho em Remus, encarando-o nos olhos. – Fique calmo, ok? Vai dar tudo certo... daqui para frente. – Sirius concluiu sorrindo amavelmente para o rapaz à sua frente.
- Sirius... eu, eu tenho... medo. – Remus se praguejou por parecer tão inseguro e assustado, e não pôde conter a lágrima que já caminhava por sua bochecha.
Remus abaixou a cabeça, tentando não encarar aquelas orbes cinzentas que mostravam preocupação.
Sirius aparou a lágrima que escorria e fez Remus o encarar. Black o beijou. Lenta e vagarosamente. Sentia outra lágrima perpassar a face de Lupin.
- Não chore... – Sirius disse em um tom compreensível, e abraçou Remus.
- Você promete? Aquilo... da Ella. – Lupin perguntou ainda abraçado a Sirius.
Black riu.
- Claro, que sim! Eu – te – amo, seu lobo inocente. – Assegurou Sirius, abraçando-o mais forte. Tão forte, que o outro soltou um gemido de dor. – Ai... desculpe. Eu... eu esqueci. - Black se lamuriou ajudando Remus a se levantar.
- Tudo bem, Padfoot... seu cão sarnento. – Lupin completou sorrindo. E Sirius sorriu por ver que o rapaz já relaxava.
- Seu cão sarnento. – Black completou com um sorriso malicioso.
- Então... foi o que eu disse. – Lupin afirmou, não entendendo o sorriso do outro.
- Não! Não seu de seu. Mas seu de seu. Assim como você é o meu lobo inocente. Meu doce lobo inocente. – Sirius explicou aproximando-se de Remus e roubando-lhe um beijo.
- Eu não sou inocente, Sirius. – Remus resmungou perto do pescoço de Black, enquanto que esse afagava os seus cabelos.
- É sim. – Sirius confirmou respirando fundo. – E eu gosto disso...
Remus não respondeu. Queria ficar ali nos braços de Sirius eternamente. Não ligava se o mundo acabasse, portanto que ele ficasse junto de Sirius. Junto de Sirius para sempre.
- Remus... já acordou? – uma voz ao longe trouxe os dois de volta à realidade.
- Madame Pomfrey. – Remus disse assustado para Sirius.
- Tem outra saída? – Black perguntou.
- Só a de Hogsmead... mas... Sirius! Você não...
- Você quer que ela me pegue para nos expulsar? Ótimo, então eu fico aqui. – Sirius cortou Remus calmamente.
Lupin pareceu travar uma batalha interna.
- Lupin...? – a voz de Madame Pomfrey, ainda longe, soava.
- Ok. Vai, vai... rápido! – Remus disse empurrando Sirius para a escada.
Sirius roubou um beijo de Remus e se adiantou para a escada, mas quando ia começar a descer a voz soou mais alta.
- Ops... fodeu. – Sirius comentou com um sorriso maroto para Remus que ficou branco.
- Fo... fo... Sirius! Como você consegue manter-se tão calmo? Se eu for expulso eu morro! Me lanço um Avada. – Remus censurou em voz baixa, pensando em alguma saída, e puxando Sirius fora do alcance da escada.
- Remus, querido...? – a voz de Madame Pomfrey veio ao pé da escada.
- Merlin... E-eu to indo! – Remus exclamou e o rangido parou.
- Oh, querido... por que você não me respondeu. Pensei que estava dormindo. – Madame Pomfrey comentou, voltando a subir, o rangido tornando-se mais alto.
- Eu... eu estava. – Remus comentou nervoso e começando a gaguejar, enquanto procurava um lugar para esconder Sirius. – Aqui! – murmurou para Black.
- Em um armário? Isso é muito óbvio! – Sirius exclamou.
- Que? – a voz de Madame Pomfrey veio mais alta.
Remus empurrou Sirius dentro do armário e fechou-o ao mesmo tempo em que Madame Pomfrey aparecia no quarto.
- Nada... eu... eu estava me perguntando se um dia... – Remus começou a enrolar.
- Se um dia...? – Madame Pomfrey incentivou.
- Er... uh, se um dia... Se um dia, você sabe... Eu... vão... vão inventar uma poção... É! Poção para... para... para evitar as transformações... isso. – Remus concluiu suando um pouco.
- Oh, querido... – Pomfrey pareceu ficar chateada. – Eu sei... isso deve ser horrível.
- É... é horrível... eu não agüento mais, Madame Pomfrey. – Remus disse em tom falsamente choroso.
- Oh, não fique assim... sabe... um dia inventarão uma poção. Não vou dizer que será para evitar as transformações... mas as esperança é a última que morre. Pensamento positivo, querido. – Madame Pomfrey consolou o rapaz.
- Oh, sim... eu sei... mas às vezes eu me sinto tão sozinho. – Remus fez a sua melhor cara de rapaz abandonado, e tentando não rir.
- Oh... – Madame Pomfrey abraçou o rapaz com cuidado.
Remus sempre fora seu preferido. E Lupin começava a ficar com remorso de enrolar ela. Mas a porta do armário silenciosamente se abriu mostrando a cabeça de Sirius, que tinha uma expressão incrédula.
- O que? – Remus perguntou só movendo os lábios.
Sirius bufou e voltou a fechar o armário.
- Prongs... eu já te disse milhares de vezes! – Sirius retrucou sentando-se na cama.
- Ah, conta de novo, vai... eu queria estar lá. – James comentou cabisbaixo. Sirius ficou tocado pelo tom do amigo.
- Ok. Eu conto. – Black disse, e James sorriu genuinamente. – Nós atravessamos-
- Não! Conta da transformação adiante. – James pediu sorrindo abobalhadamente.
Black suspirou e voltou a narrar.
- Bem, ele começou a se sentir mal... não sei, acho que dói muito, sabe... aí a pele dele começou a... rasgar... – Black comentou amargo. – e... os olhos dele ficaram amarelos, totalmente amarelos, sabe. A íris e o globo ficaram com uma coloração mais amarelada... e... bem, ele foi se contorcendo e criando uma forma diferente... James... foi horrível. – Sirius disse com a voz embargada.
James percebendo a reação do amigo, caminhou até ele. Entendia Sirius... ele gostava de Remus a um tempo enorme, e ver o namorado sofrendo não deveria ser algo legal. O rosto de Lily povoou a mente de Potter. James sentou-se de frente a ele na cama, o abraçando pelos ombros.
- Tudo bem, Padfoot... ele... já deve estar acostumado. – Potter falou hesitante.
- Acostumado? Acostumado com a dor? – Black retrucou cético.
- Sirius... Remus não é fraco. Ele pode parecer indefeso e todas essas coisas... mas ele não é fraco. Até hoje ele está aqui, não é? Ele enfrenta isso desde criança! – James insistiu dando um sorriso enviesado, e apartando o abraço. – E com a gente por lá, ele vai passar muito melhor as noites, acredite. – Potter completou.
Sirius não disse nada. Não sabia o que pensar, não queria pensar. Não queria que Remus sofresse todas as noites de Lua Cheia. Queria protegê-lo.
- Eu não queria que ele sofresse. – Sirius comentou olhando para James. – Eu sempre pensei que devesse doer muito e tal... mas... quando você vê ele se transformando... – a voz de Black foi falhando, e ele abaixou a cabeça.
Potter não sabia o que fazer. Consolar as pessoas não era o seu forte. A última vez que consolara alguém, a garota saiu xingando ele, dizendo que ele era um insensível idiota que não tinha coração.
James abraçou Sirius novamente.
- Não se preocupe... você está aí, não está? Sempre vai poder proteger o Moony. – James deu o máximo de si para tentar consolar a figura cabisbaixa de Black.
- Oh, sim, querido. Mas nada de esforços... sabe, essa Lua você veio menos machucado. – Pomfrey disse sorrindo amavelmente. – Espero que continue assim.
- Obrigado, Madame Pomfrey... – Remus sorriu. – Até... até a próxima Lua. – Lupin saiu andando um tanto amargurado.
Repetia esse caminho há cinco anos. Ia para a Casa dos Gritos, ficava a noite lá, voltava para a Enfermaria, e depois ia para o dormitório, contar como fora a noite.
Mas essa seria diferente. Sirius o havia acompanhado. Involuntariamente, Remus sorriu com a lembrança. Black o fazia sorrir até sem querer. Só de ver Sirius, Lupin tinha vontade de sorrir.
Remus nem percebeu quando chegou à entrada da Torre da Grifinória, mas disse a senha, que era a mesma, e subiu lentamente para o dormitório. Ainda estava um pouco fraco. Mas isso não importava agora, só queria ver Sirius.
Lupin abriu a porta e deu de cara com uma cena que ele não esperava ver. Nunca.
Sirius e James... abraçados. Tudo bem que fossem ótimos amigos, mas... abraçados?
Lupin ficou para na soleira da porta, sem entender, até que James virou a cabeça em direção a porta e o viu. Potter deu um sorrisinho maroto e começou a acariciar as costas de Sirius. Lupin estreitou os olhos sem entender.
- Oh, Padfoot... eu te amo... e sei que o sentimento é mútuo! Daremos um jeito em Lupin, ok? Ele não atrapalhará a nossa relação que é bastante... quente. – James disse sorrindo, fazendo drama.
- James, vai se- - Sirius se desvencilhou do abraço, e viu Remus.
Os olhares deles se encontraram e ficaram se fitando por um tempo.
- Moony... – Sirius balbuciou.
Remus deu um sorriso, que mesmo fraco, foi um sorriso alegre.
- Sabe... eu vou comer alguma coisa... já que o amor da minha vida não quer nada comigo... – James se levantou e seguiu até a porta, ele passou por trás de Lupin, dando um empurrão nele, para dar um passo à frente e fechou a porta.
- Então... – Remus disse, mas se calou.
Sirius se levantou e caminhou até Lupin. Eles ficaram se encarando por um tempo, até que Black o abraçou. Sirius o abraçava com carinho, acariciando as costas do lupino.
- Sirius. – Lupin suspirou.
- Moony, eu... eu quero te proteger de tudo. Eu quero fazer você feliz... eu não quero que você sofra. – Black desabafou apertando mais o abraço. – Eu te amo e... eu não sabia que você... você... ah!
- Padfoot, tudo bem. Está tudo bem, ok? Não se preocupe, dói no início... Mas passa depois. Eu juro. – Remus esclareceu apertando mais o abraço. Queria se fundir a Sirius.
Remus não se sentia mal junto de Sirius. Não sentia dor e nem nada. Sentia-se melhor, como se Black fosse o elixir de vida dele.
Sirius apartou o abraço e levantou o rosto de Remus, para que se encarassem, eles ficaram se fitando, novamente.
- Eu te amo, Remus. – Black disse olhando para Lupin.
- Eu te amo, Sirius. Eu também te amo. – Remus passou a mão pelo rosto de Sirius e iniciou o beijo. Calmo e lento.
O beijo era cheio de sentimento, até Black começar a se empolgar, e querer tocar o corpo de Remus com mais volúpia, em todos os lugares, onde sua mão alcançava. A mão de Sirius corria pelas costas, cintura, pescoço, rosto, e depois voltava refazendo o trajeto.
Lupin apartou o beijo arfante, o coração batendo muito forte, as mão suando e a respiração irregular.
- Você...? – Sirius fez uma pergunta muda.
Remus fez sinal positivo com a cabeça. Não confiava na voz, sabia que ela falharia.
Black voltou a beijar Lupin, e sem deixar de beijá-lo, encaminhou-o para a cama dele, e os dois caíram ao tombarem com a mesma. Sirius pareceu não ligar, e continuou a beijar Remus, que passava as mãos pelo dorso de Sirius, para depois começar a desabotoar a camisa dele. Black riu da pressa do lupino, mas quando sentiu a mão do namorado se encaminhando para dentro da sua calça, ele engasgou com a ousadia, e parou de rir, lançando um olhar significativo ao outro.
Sirius se livrou da camisa e começou a desabotoar a de Remus, deitando-se por cima do rapaz menor. Lupin ofegou com o contato. Sentir o corpo malhado do namorado de encontro ao dele era uma sensação incrível. Ele sabia que o lugar dele era ao lado de Sirius. Junto a ele.
Remus começou a beijar Sirius; seu corpo implorando por mais contato, que foi prontamente obedecido, pelas mãos de Black que começaram a acariciar seu abdômen, dando uma sensação de fogo e gelo ao mesmo tempo; Remus sentia queimar-se por onde Sirius o tocara, e um comichão na barriga não ajudava muito.
Black desviou para o pescoço, onde depositou lambidas e mordidas, deixando Remus entorpecido. Uma mão de Sirius capturou um mamilo de Remus que já estava túrgido, e começou a apertar gentilmente, levando Remus à loucura.
- Own, Sirius... – Remus murmurou, se desfalecendo com as carícias de Sirius.
- Você gosta? – Sirius perguntou cinicamente. – Quer mais, Moony?
- Uh... sim, padfooooot... – Remus gemeu.
Sirius acabara de abocanhar o outro mamilo de Remus, o levando a tortura. Ele lambia e mordia, enquanto Lupin se contorcia sob ele.
Remus fechou os olhos firmemente, tentando controlar as ondas de orgasmos que passavam por sobre seu corpo. Mas a cada segundo que Sirius passava sugando seu mamilo, ficava mais difícil se controlar.
- Uh, Padfoot... n-não faça isso... por favor... – Lupin murmurou de olhos cerrados, fechando as mãos que tremiam.
- O quê? – Sirius perguntou lambendo os lábios dele, fazendo Remus ofegar.
- Me... uh, me torturar... uhn... – Lupin disse abrindo os olhos e encontrando os lascivos de Sirius.
- Isso não consta nos meus planos. Me desculpe, Moony. – Black sorriu inocentemente.
- Sirius... Sirius você é... aah! Sirius... – Remus gritou quando o animago começou a acariciá-lo por dentro da calça. – Pára... Padf... eu vou... – Lupin estava incoerente.
Black parou, beijou Remus que estava com a boca aberta, tentando se acalmar. Sirius desceu a calça do lupino e a jogou ao pé da cama, para depois começar a desabotoar a sua própria calça.
Black enlaçou Remus pela cintura, e começou a beijá-lo novamente. Mas agora com menos libidinagem que antes. Quando Black colocou a mão na cueca de Remus, para puxá-la, a porta se abriu, assustando os dois.
Remus se levantou com rapidez em demasia, e Sirius assustando-se também, tombou para o lado e caiu no chão. Lupin pegou o cobertor e se cobriu rapidamente, olhando para a porta e encontrando um James coradíssimo.
Ambos ficaram em silêncio, até Sirius entender o que acontecera e se levantar do chão, olhando para James com profunda antipatia.
- PUTA QUE PARIU, CARALHO, JAMES! – Sirius bradou em profunda cólera. – SEMPRE É VOCÊ! – Black se segurou para não soltar mais palavrões. Respirou fundo, três vezes e continuou. – Você sempre atrapalha!
- Hey! Mas não fui eu quem atrapalhou! – James se defendeu
- Ah, não! Com certeza não foi você! Foi a barba de Merlin quem me atrapalhou aqui! – Sirius retrucou.
- Ah, vá se ferrar, idiota! – James disse irritado saindo do quarto.
- Hei... James! – Remus chamou.
- O que é? – perguntou rabugento. Mas Lupin lhe lançou um olhar de poucos amigos e ele resolveu reformular a frase. – Pois não, vossa alteza?
- Tsk... o que você queria? – perguntou gentil.
- Ah... eu encontrei Peter! – Potter respondeu olhando à volta.
- Sério? Aonde? – Sirius indagou deixando o ar rancoroso de lado.
- Aonde, não. Como. Ele era o ratinho... eu estava indo para fora do castelo quando vi Peter... o ratinho... aí eu corri atrás dele lançando o feitiço... Homorus... – James disse hesitante.
- Homorfo. – Remus corrigiu.
- Ops...
Remus arregalou os olhos.
- James... o que você fez? – Remus perguntou tentando parecer calmo.
- Bem... eu lancei o Homorus...
- Homorfo.
- Tanto faz! Então... eu lancei o Homorus e... sei lá o que houve... ele começou a guinchar feito louco. – Potter fez uma cara de quem não entendia nada, franzindo as sobrancelhas. – E saiu correndo para a Torre.
- Ai meu Merlin. – Remus disse pondo a mão na cabeça.
- Calma... pelo menos ele emagrece um pouco. – Sirius disse rindo, mas parou no mesmo momento, por que recebeu um olhar severo de Remus.
- Bem... então eu comecei a correr atrás dele, e nossa... ele corre mais em forma de rato, sabiam? Mas Slughorn apareceu e perguntou o que eu estava aprontando... eu disse que nada... mas ele não acreditou.
- Imagino... – Remus comentou, e recebeu um olhar de poucos amigos de James. – Ok, desculpe. Continue.
- Bem... depois de um bando de blábláblá eu convenci Slughorn...
- Como? Com um feitiço, não é? Só pode... – Sirius disse debochado.
James olhou para ele com cara de poucos amigos, como havia olhado para Remus.
- Vão me deixar continuar ou não? – perguntou emburrado.
- Sim, continue. – Lupin confirmou sorrindo.
- E você? Deixou a gente fazer o que estávamos fazendo? – Black perguntou cruzando os braços.
- Sirius! – Remus gritou, corado, repreendendo o namorado.
- Ah, qual é? – Sirius perguntou mal-humorado. – Vai, continua.
- Então, eu subi correndo e encontrei vocês. – James concluiu.
- Nossa... tanto suspense para isso. – Sirius comentou tedioso.
- Sirius vê se não enche... afogasse o ganso em outro lugar, cara! – James retrucou cansado da falta de gentileza do amigo.
- Ah, vocês de novo, não. Mas então... onde está Peter? – Remus perguntou.
- Sei lá! Ele deve ter entrado aqui... – James disse.
- Para mim ele foi a outro lugar... a cozinha, talvez. – Sirius comentou.
- Não... eu vi ele vir para cá. Se ele veio até aqui, só poderia ter vindo ao quarto. – James explicou.
Remus se levantou, meio tímido por estar de cueca, e pegou a calça que estava no chão.
- OH MEU MERLIN! – Remus gritou do nada, chamando atenção dos dois animagos. – Peter!
- Peter?! – Sirius e James exclamaram ao mesmo tempo.
- Merlin... eu acho que ele morreu! MERLIN! MATAMOS O PETER!! – Remus gritou pálido.
- Calma... não... não matamos ele... – James assegurou ficando branco, também.
Sirius pegou Remus que estava em estado de choque e o levou para cama, deixando-o sentado ali.
- Sirius... matamos o Peter! – Remus choramingou.
- Calma, Moony, calma. – Black deu um beijinho em Remus e foi acudir o rato.
Peter, ou o rato, estava de barriga para cima. E James estava cutucando a barriga do bichinho, para ver se ele acordava. Potter levantou o rosto, em direção para Sirius, que se agachou em frente a ele. Black por um momento ficou com pena de James, mas lembrando-se do que ele poderia estar fazendo naquele momento, o sentimento de dissipou na mente dele.
- E agora, Sirius? Vamos ser presos, cara! – James comentou com a voz esganiçada e cheia de preocupação.
- Hei... Peter! – Sirius chamou, cutucando a cabecinha do ratinho. – Peter... responde... você morreu, cara? Ai Merlin... eu não quero ir para Azkaban!
James o olhou com uma expressão indecifrável, eles ficaram se encarando. Potter voltou a atenção para o rato.
- O... o feitiço. – Remus disse se levantando.
- Oh, certo. – James falou, pegando a varinha nas vestes.
- NÃO! – Remus apressou-se a negar. – Eu faço isso. – dizendo isso, pegou a varinha sobre a cômoda e se ajoelhou no chão. Mas, pensando melhor, ele se levantou. – Levantem. – ordenou.
Os dois sem pestanejar levantaram. Remus respirou fundo e soltou o ar.
- Homorfo. – Remus murmurou.
O ratinho começou a crescer e tomar outra forma. Até que se transformou em Peter. Sirius o cutucou com o pé.
- Peter...? – Sirius o chamou.
- Já sei. – James disse e correu para o banheiro.
- Sirius... e se matamos o Peter? – Remus choramingou.
- Remus... calma. Ele não morreu. – Sirius se abaixou e colocou a mão perto do nariz do menino gordinho. – Viu? Ele respira... morto ele não está.
Lupin não pôde deixar de soltar um longo suspiro de alívio.
- Pronto. – James voltou ao quarto com um balde roxo cheio de água.
- Da onde você tirou este balde? – Sirius perguntou olhando o balde chamativo.
- Transfigurei, oras. – James disse sorrindo e segurando o balde acima da cabeça de Peter.
- Não era mais fácil você pegar a varinha e lançar o ‘aguamenti’? – Remus disse cético.
- Ah, o que, que é, ehn? – James disse emburrado. – Eu venho com a mão vocês querem o corpo inteiro... pelo menos eu tive a idéia! Tsk... gente chata!
- Ok, Prongs... nos desculpe. – Remus disse sem paciência.
- Pronto ou não, Peter... Lá vou eu. – James comentou e derrubou a água do balde em cima de Peter, que levantou apressado e engasgado.
- Quê...? – perguntou olhando as roupas encharcadas, e tossindo.
- Peter! Oh, Merlin! Pensamos que você tivesse morrido! – Remus disse abraçando o rato, digo, Peter.
- Vocês são uns hediondos! – Peter exclamou, livrando-se do abraço e correndo para a sua cama.
- Pe-peter...? O que houve? – Remus perguntou, olhando para a cara assustada que Peter tinha.
- Eu, eu... meu Merlin... vocês namoram?! – Peter perguntou com a voz esganiçada.
Remus ficou coradíssimo e Sirius sorriu marotamente.
- Então você viu? – Sirius perguntou rindo.
- Eu nunca mais vou poder dormir... a imagem ficou na memória. – Peter choramingou.
- Ah, qual é Pete! – Sirius disse abraçando o outro pelos ombros. – Não acredito que você desmaiou por aquilo... e eu pensando que era o feitiço de Prongs. – Sirius riu-se.
- Claro que não! – Peter retrucou.
- Cara... as coisas estavam quentes aqui, então... para um rato desmaiar... – James comentou assobiando.
- James! – Remus recriminou ficando mais vermelho ainda.
- James, você está deixando o meu namorado embaraçado. – Sirius deu uma falsa bronca em James que riu.
Potter lançou um feitiço no chão em Peter, e os secou.
- Mas pelo menos... uma coisa deu certo, hoje. – James disse depois de ficar calado.
- O que? Eu não vejo nada dando certo hoje. – Sirius disse emburrado.
- Muito menos eu. – Peter choramingou.
- Eu também não. – Remus comentou por fim, recebendo um selinho de Sirius, que sentara-se ao seu lado.
- Peter pode ser Wormtail. Por causa do rabo, sabem... – James disse rindo.
- Pode ser... mas isso não é algo legal, visto o que eu poderia estar fazendo agora. – Sirius insistiu, levando um tapa no braço vindo de Remus.
- Também. Eu poderia nunca ter visto aquela essa cena... meu Merlin... – Peter resmungou em tom choroso.
- Bem... já que todos, exceto três pessoas neste quarto, estão felizes... será que vocês poderiam sair? – Sirius perguntou cinicamente.
- Vamos, Pete... Sirius quer ficar sozinho com Rem-... calma, homem! Não precisa correr... – James gritou para Peter que já estava descendo as escadas apressado. – Até daqui a... duas horas, não vou ficar muito mais. – James disse marotamente, e piscou para Remus que estava vermelho, novamente.
- Eu também te amo, Moony. – Sirius falou beijando o topo da cabeça de Remus. – Eu amo tanto... que nunca poderia dizer a intensidade disso.
Remus sorriu e olhou para Sirius. Os olhos dele estavam como Remus sempre gostara de ver. Límpidos. Um mar acinzentado.
Black perpassou a mão por todo o perfil de Remus, desde o rosto ao quadril, sentindo o lupino se arrepiar.
- Moony...? – Sirius o chamou hesitante.
- Sim?
- Eu... te machuquei? – Sirius perguntou temeroso.
Remus sentiu a preocupação na voz do namorado. E sentiu os olhos arderem. Não esperava que Sirius se preocupasse com isso.
- Não. Nunca. – Remus disse se ajeitando, ficando de frente para Sirius.
- Eu não quero mais te machucar. – Black disse tocando a bochecha rosada de Remus.
- Você nunca me machucou. – Lupin retrucou dando um beijo breve em Sirius.
Sirius chegou mais perto de Remus, o abraçando.
- Eu te amo. – sussurrou no ouvido dele. – Para sempre.
- Eu também, Padfoot... eu também. – Remus se aninhou nos braços de Sirius e deixando o sono o vencer, dormiu.
Sirius beijou a testa do rapaz adormecido e dormiu, também.
Fim.
Eu ainda non acrrredito que ganhei o chall \o/