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Chan J. K.
Author of 8 Stories

Rated: K+ - Portuguese - Romance/Humor - Draco M. & Harry P. - Reviews: 51 - Updated: 01-06-08 - Published: 12-17-07 - id:3951935

Disclaimer: Harry Potter pertence à J.K. Rowling. Esta fanfic não possui fins lucrativos. A fanfic, porém, é minha, e não pode ser reproduzida ou copiada, parcial ou totalmente. Plágio é crime.

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Genetic
por J.K. Chan

Betagem: Madam Lestat e POTOlover


– Capítulo 1 –

Amortentia

“Então, Potter, o que você está fazendo aqui?” – disse o loiro, impaciente. Ele estava com os braços cruzados e batia o pé, apoiando as costas no portal da entrada da Mansão. Sorriu enviesado. – “Veio buscar o seu filho de chocadeira? Porque ele parece até um clone seu...”

“Se você está se referindo ao Albus, sim, ele mesmo. Mas ele tem uma mãe, sim. Ginny Weasley.” – disse o moreno, e Draco ficou enojado. Que ultrajante! Potter ir à casa dele pra falar daquela Weasley-fêmea traidora do sangue. Mas, então, sorriu.

“Pelo amor de Merlin, Potter, você a chamou de Weasley? Não seria Potter?” – disse o loiro, ainda sorrindo. O moreno corou. Não tinha percebido a burrada que acabara de cometer. – “Acho que a relação não vai muito bem, hein...”

“Malfoy, acho melhor você se calar antes que eu me irrite.” – disse Harry, sorrindo com deboche. O loiro bufou.

“Eu vou chamar o seu filho, pra você sumir logo da minha porta. Pode entrar, se quiser.” – disse o loiro, e o moreno o seguiu, somente para contrariá-lo.

Ele viu o loiro subir as escadas, e se sentou em uma poltrona em frente à lareira acesa. Estava frio àquela hora da noite. Como vinha acontecendo durante todo o período de férias de verão, ele ia buscar Albus Severus na casa dos Malfoy, ou o loiro ia buscar Scorpius na casa dele.

Seria cômico, se não fosse trágico.

O problema não era a amizade que os meninos mantinham, já que Al entrara para a Sonserina. No início, o garoto mandava cartas dizendo que queria fugir da escola, pois queria ser da Grifnória, como os pais. Mas tudo mudou quando ficou amigo de Scorpius.

O problema todo era ele indo à sua casa dia sim, dia não.

“Pai!” – disse o menino de 11 anos, andando ao encontro do pai. O moreno beijou o filho na testa e acenou para Scorpius.

“Oi.” – disse Scorp, olhando de Harry para o pai, sério.

“Nossa, Malfoy, você realmente deve dizer muitas vezes por dia para o seu filho me odiar.” – disse Harry, rindo.

“Não, pai, o Scorp acha você legal. Mas...” – disse o menino moreno, abaixando a cabeça. – “... porque vocês não podem ser amigos? Ia ser mais fácil e...” – perguntou o garoto de supetão.

“Eu? Amigo do Potter?” – disse Draco, rindo.

“Pai! Porque você trata os Potter assim? Quando eu vou lá, o pai do Al me trata muito bem.” – disse o loirinho, cruzando os braços. Um clima de pânico se instaurou no ambiente. Pela primeira vez, desde o início do verão, os meninos levavam a discussão a esse ponto.

“Eu também trato o Albus muito bem. Vocês ensaiaram direitinho essa conversa, hein?” – disse Draco, rindo debochado. – “Acho que Potter e eu não podemos ser amigos porque nos odiamos. Não é, Potter?” – disse Draco, estreitando o olhar na direção de Harry, e o outro sentiu um solavanco no estômago.

Ele tinha que falar assim, tão diretamente?

Ele pigarreou e disse – “É claro, Malfoy.” – sorriu para as crianças. – “E agora a gente precisa ir pra casa!”

“Mas eu prometi pro Scorp que ele ia dormir lá em casa hoje!” – disse Albus, com os olhos verdes brilhando. – “A mamãe não está e você vai fazer o jantar. E você vai fazer torta de caramelo, então eu pensei...”

“É! Pai, eu posso ir?” – disse Scorpius, puxando a manga das vestes do pai. – “Você podia ir também!”

Harry e Draco se entreolharam, sem saber o que dizer. Draco Malfoy, jantando na casa dele, depois de anos se ignorando o máximo possível (o que não era muita coisa)?

“Bom, a Pansy viajou, então não vejo problema em ir provar a sua torta de caramelo, Potter.” – disse ele, sorrindo com deboche. O moreno sentiu suas pernas ficarem dormentes por um segundo. Não, isso não podia estar acontecendo.

Draco Malfoy na sua casa? Jantando como se fossem... Amigos?

Ele acabou assentindo e logo os quatro haviam aparatado. Os meninos reclamaram, lembrando muito a primeira vez que Harry aparatou com um adulto. Não era lá muito agradável.

“Pai, eu e Scorp vamos subir. Quero mostrar minha coruja nova pra ele!” – disse o menino. – “Papai me deu ontem!” – disse ele, se dirigindo a Scorpius, enquanto os dois subiam as escadas.

E o que Harry mais temia aconteceu. Estavam os dois sozinhos na cozinha. O silêncio pairava no ar.

“Então, Potter... Como vão Weasley e Granger? Bom, ela sempre será Granger pra mim.” – disse ele rindo, quando Harry abrira a boca para contestar o uso do sobrenome de solteira de Hermione. – “E afinal, quem usa o nome de solteira das pessoas aqui é você.”

“Não te interessa como eu chamo os outros, Malfoy.” – disse ele, enquanto colocava os ingredientes para a massa da torta num recipiente e preparava o jantar.

“Sua mulher seria os outros? Ainda hoje eu me divirto com você, Potter.” – disse ele, colocando as mãos nos bolsos. – “Precisa de ajuda aí?” – disse, olhando Harry mexer a massa.

“Não de você.” – disse o moreno, enquanto sujava as mãos, amassando a massa até atingir o ponto.

“Bom, então espero que aquilo no fogo não queime, enquanto você limpa as mãos.” – disse o loiro, apontando para a panela fumegante no fogão. Ele desligou o fogo e provou o delicioso molho. – “Até que está bom, Potter.”

“Então, pegue o açúcar no segundo armário, da esquerda pra direita. Ou isso de ajudar era apenas na teoria?” – disse Harry, erguendo uma sobrancelha. O loiro resmungou, mas logo estava de volta com o pote de açúcar. Despejou em uma panela no fogo, para fazer o caramelo, e se voltou para Harry. – “Pronto.”

Nesse momento, Harry congelou. O caramelo começou a cheirar, e ele se lembrou de uma aula de Poções com Slughorn, quando viram a poção do amor mais poderosa do mundo, Amortentia. E ela lembrava ao menino resina em cabo de vassoura, flores e... Torta de caramelo.

E naquele momento ele se deu conta de que podia sentir todos os aromas que a poção o lembrava, misturados.

Ele tinha que provar pra si mesmo que era apenas sua impressão. Deu um passo para o lado, se aproximando de Draco, e sentiu os aromas mais fortes.

As flores pareciam vir dos cabelos do loiro, o que era impressionante, já que achara vir de Ginny. Talvez apenas usassem o mesmo shampoo (de Ginny no sexto ano, pois não sentia aquele cheiro desde Hogwarts). Nada para se preocupar.

Mas então, o cheiro de resina em cabo de vassoura o assaltou. Mas isso também era coincidência, pois Draco era apanhador, e Ginny também, no sexto ano. Malfoy provavelmente estivera voando.

Mas o pior era o cheiro de torta de caramelo, que era impossível de justificar. Não o cheiro da torta, apenas, mas aquele aroma misturado com um cheiro particular. Ele só o sentira com precisão em uma certa refeição, enquanto tentava não pensar no loiro, que agora estava à sua frente.

Nota da Autora: Leiam as páginas 130 e 146 do sexto livro.

“Potter? Você está bem?” – disse o loiro, dando um passo para frente, levantando uma sobrancelha. Harry recuou.

“Ma-Malfoy? Que shampoo você usa?” – disse Harry, chegando para trás a cada passo do loiro. O outro tinha um olhar que beirava a incredulidade.

“Quê?” – disse o loiro. – “Eu uso... Sei lá, Potter! Que pergunta mais maluca.”

“Você andou treinando Quadribol?” – disse o moreno, ainda recuando.

“Potter, pode parecer ridículo o que vou falar, mas você está realmente me preocupando.” – o loiro encostara as mãos nos ombros de Harry, fazendo o garoto tomar um choque. – “Eu... Eu estava jogando, se você quer saber. Mas já faz horas...” – disse o loiro, sem entender absolutamente nada.

“Eu...” – disse Harry, se sentando em uma cadeira, tentando normalizar a respiração. Ele não poderia explicar nunca para Malfoy o porquê do seu pânico.

“Potter, o que raios está acontecendo?” – começou Draco, mas ouviu uma panela ferver, e foi tirar o espaguete que Harry colocara para cozinhar. Voltou, e o outro não estava mais lá.

Harry apoiou as mãos ao lado da pia e respirou fundo. Que momento mais estranho tinha sido aquele. Não era normal um homem se perguntar se o cheiro que uma poção do amor (a mais poderosa do mundo) lembrava era de um homem. Ainda mais sendo este homem seu arquiinimigo durante tanto tempo. Isso tudo só poderia ser um mal-entendido idiota!

O que seu filho pensaria? E Ginny? Não queria nem se lembrar dela no momento. Precisava voltar para a cozinha e inventar uma explicação para Malfoy.

Ele adentrou a sala de jantar, e a comida estava posta na mesa. Os meninos já estavam sentados, comendo o jantar, enquanto Draco trazia a torta de caramelo da cozinha.

“Potter! Pensei que tivesse sumido!” – disse Draco, se sobressaltando.

“Eu estava... Mandando uma carta para Ginny.” – disse ele, inventando uma desculpa qualquer. O loiro sentiu seu sorriso desaparecer. Aquela Weasley-fêmea de novo.

“Bom, senta aí e come um pouco. Você está muito pálido, Potter.” – disse o loiro, se sentando e comendo com classe. Harry continuou de pé, fitando o loiro sem perceber.

A forma como ele comia devagar, saboreando a comida preparada pelos dois, a boca fina abrindo-se em um sorriso, os olhos prateados brilhando enquanto conversava com o filho.

“Pai? PAI!” – disse Albus, que olhava para Harry com preocupação. – “Você está bem?” – Potter assentiu e se sentou ao lado de Draco.

Os quatro jantaram, com Harry em silêncio, respondendo o mínimo possível, e os meninos foram para o quarto. O moreno prometeu que eles levariam a torta no quarto de Albus, se os dois o arrumassem. E, então, Draco voltou seu olhar para o homem à sua frente.

“Então, Potter? Pode explicar agora o que foi aquele showzinho todo?” – disse Draco, enquanto cortava a torta. Ele entregou o pedaço de Harry e este sentiu a mistura dos cheiros novamente, se perdendo nos aromas.

Sem saber o que estava fazendo, ficou de pé e segurou o loiro pelo pulso, e pousou a torta na mesa. Ele tinha que contar, ou não se perdoaria. Malfoy tentou se desvencilhar, mas Harry o segurou com mais força.

“É que eu me lembrei de uma aula em Hogwarts. Você se lembra da Amortentia? A poção do amor?” – disse o moreno, inspirando aquele aroma vindo do loiro, como se fosse viciado nele.

“S-sim, Potter. Eu lembro bem...” – disse Draco, abaixando o olhar. – “P-porque está perguntando?”

“Porque eu senti o aroma dessa poção novamente.” – disse Harry, dando um passo à frente. O loiro tentou recuar.

“Q-quando?” – disse Draco, olhando o moreno nos olhos por um segundo.

“Agora.” – disse Harry. Draco arregalou os olhos e colocou a mão livre na boca. – “E foi confuso demais pra eu suportar.”

“Eu... Eu ri do Slughorn porque eu me negava a acreditar que sentia aquele cheiro quando me aproximava da poção.” – disse Malfoy, corando violentamente.

“Ah é? Que cheiro?” – disse Harry, se aproximando de Draco. Dessa vez o loiro não recuou.

“O seu.” – disse Malfoy, segurando Harry pela nuca e colando seus lábios.

Era errado. Era perigoso. Era improvável. Mas era uma necessidade.

Ele não encontrou resistência nos lábios de Harry, que se abriram para que a língua do loiro entrasse em sua boca e suas línguas brigassem: violentas, famintas. Eles ficaram por um tempo, que pareceu infinito, gemendo enquanto suas mãos faziam caminhos quase ensaiados, como se tivessem querido percorrê-los desde sempre. E talvez fosse verdade. Se soltaram para respirar.

Tinha sido estranho. Tinha sido imprevisível. Mas tinha sido maravilhoso.

Harry ainda mantinha o pulso de Draco seguro por sua mão direita, e os dois apoiavam-se nas paredes para respirarem.

“Potter...” – disse o loiro, entre maravilhado e preocupado. – “Pansy... Weasley... Isso é... Impossível...” – disse ele, cortando sua fala por respirações profundas.

“Eu... Sei...” – disse Harry, segurando com mais força o braço de Draco. – “Não sei o que fazer...”

“Nem eu... Mas isso... Não pode se repetir.” – disse Draco, apontando freneticamente de um para o outro. – “Você... Gosta da Weasley, não é?”

“Eu... Ela é minha mulher, Malfoy.” – disse ele, retirando a mão do braço de Draco. – “E você e Parkinson?”

“Ela... Foi embora, Potter. Eu e Scorpius estávamos tentando convencê-la a voltar, mas ela não quer.” – disse ele, abaixando a cabeça.

“Eu sinto muito.” – disse Harry, mas um sorrisinho brincou em seus lábios.

“Não, não sente.” – disse Draco, puxou o moreno e beijou o seu pescoço, arrancando gemidos abafados dele. – “Eu vou levar a torta dos dois e vou voltar pra casa.”

“Não, eu...” – disse Harry, mas nesse momento, ouviram barulhos de passos e logo os meninos apareceram no alto da escada.

“Pai! Cadê a torta?” – disse Albus, sorrindo. Draco entregou um pedaço para cada um e colocou a capa de inverno. Se despediu dos dois, que subiram alegres com os pedaços de torta na mão.

“Bom, Potter, eu... Já vou indo. É melhor você... Esquecer isso. Você ainda é grifinório demais pra fazer qualquer coisa a respeito.” – disse Draco, olhando para os próprios pés e depois dando um sorriso de lado para Harry. O moreno avançou até ele.

“Malfoy, você só fala besteira.” – disse o moreno, colando seus lábios mais uma vez. Eles ficaram assim por um tempo, até que Harry sussurrou no seu ouvido. – “Mas os grifinórios também são justos. Eu nunca poderia mentir para Ginny. E isso tudo é culpa sua, seu idiota.”

O loiro sorriu para si mesmo e se afastou do moreno, indo em direção à porta.

“Ponha a culpa naqueles dois. Eles que queriam tanto que nós ficássemos amigos...” – disse ele, piscando. – “A propósito, Potter, onde estão seus outros dois filhos?” – o loiro perguntou.

“Com Ginny. Ela está na casa dos pais por um tempo. Nós brigamos feio...” – disse o moreno, sorrindo debochado.

“E eu me sentindo culpado por arruinar uma relação feliz e duradoura...” – disse Draco, cruzando os braços. – “Uma vez Testa-Rachada, sempre Testa-Rachada.”

E dizendo isso, fechou a porta.

Harry sorriu. Slughorn tinha toda razão. A Amortentia era realmente uma poção muito, mas muito perigosa. Mas não criava amor. Este já tinha que existir...

E às vezes o amor se disfarça de ódio.


N/A: Olá galera slasheira!

Eu sei que foi tudo muito rápido, mas essa fanfic não tem um graaande plot. É mais uma desculpa pra mandar o epílogo e dona Weasley-Potter para o espaço.

O próximo capítulo vai ter Albus/Scorpius também, viu?

Beijos J.K.



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