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Author of 7 Stories |
Titulo: Confissões
Autoria: Suani
Par: Sara/ Nick
Classificação: T
Disclaimer: As personagens de CSI não são minhas.
OBS: A carta se refere à cena Sara/Nick do episódio Bloodlines – 4.23
Depois de caminhar um pouco pela cidade, passar na lanchonete, sentar sozinho em um banco de praça, Nick resolve ir para casa. Já tentara de tudo para aproveitar o dia de folga que tivera... Nada parecia certo para ele e aquela enorme vontade de chorar como um bebê insistia em voltar toda vez que pensava nela e no que não aconteceu. Erro dele? Talvez. A oportunidade havia passado e ele não se mexera.
Nick já estava dentro do quarto, sentando em frente a mesinha, bem perto da janela, escrevendo em um papel...
“A vida é injusta com você... Tem sofrido tanto. Queria te livrar de tudo isso, te levar para um porto seguro e ficar com você ali até que toda essa tempestade passe, só assim eu me sentirei bem... sabendo que você está a salvo.
Por que eu sou tão covarde? Para que eu perguntei se aquilo era difícil pra você?
Por que eu não simplesmente agradeci e pelo menos curti a noite?
O momento era tão perfeito... Estávamos sozinhos, eu não precisaria parar de olhar para você por nenhum segundo.
Você tomou coragem e falou comigo; eu, tolo, te deixei ir embora. Mas eu ainda tentei me redimir... Corri até você, no meio da noite, disposto a contar tudo que tenho aqui guardado. Parei o carro um pouco antes do seu apartamento e observei a cena mais dolorosa que já vi: Você descendo de um carro e sendo ajudada por outro... Parecia bêbada, mas estava aliviada por ter aquela pessoa (que eu não identifiquei) ali do seu lado... Em pensar que poderia ter sido eu a te apoiar. Pode ter certeza de que eu me arrependo profundamente... Isso pode ter mudado todo o meu destino, minha escolha foi errada e o preço que eu vou pagar por ela é muito alto... Terei que me conformar em ser apenas seu amigo, estar dia-a-dia ao seu lado e fingir que estou feliz do jeito que as coisas estão.
Minha amada Sara, estou com medo... Com medo de acordar e ser obrigado a voltar a minha triste realidade...
O que vai ser da minha vida sem ter a esperança de, um dia, estar ao seu lado?
A oportunidade esmurrou a minha porta e eu fiz de tudo para ela ir embora... Por que eu fiz isso?
Como é bom trabalhar ao seu lado, sentir você bem perto de mim.
No dia do meu seqüestro eu só pensava em você, imaginava a sua doce voz me dizendo para ter calma, que eu iria sair vivo... Você sempre esteve ao meu lado, por que eu não fiz o mesmo?
Provavelmente esse papel vai acabar no lixo, como tantos outros que eu fiz e não tive coragem de te entregar, mas se um dia você ler isso, quero que saiba que eu prefiro ver você feliz ao lado de outro do que infeliz ao meu lado, por que eu te amo Sara! E quero o melhor para você.”
Uma pequena lágrima surgiu em seu rosto, desceu lentamente e pingou no papel, mas ele a enxugou e respirou fundo. Teria que ser forte, se conformar com sua realidade. Pelo menos trabalhava ao lado dela, isso era reconfortante. Tentaria manter-se como antes...
Como antes de conhecê-la e se apaixonar imediatamente. Dessa vez ele não agüentou, a tristeza era grande e seu frágil coração doía muito, escondeu o rosto com uma das mãos e desabou em um choro angustiante. Empurrou o papel para longe da mesa, fazendo-o voar pela janela.
A pequena folha de papel planou lentamente e caiu perto de um carro. Um carro nem um pouco desconhecido para Nick. Dentro dele, uma mulher sentada ao volante e olhando para cima... Olhando para a janela de onde a folha viera.
Ela acompanhou todo o percurso da folha com os olhos, desceu do carro e pegou-a.
Pensou em devolver a ele, mas se saiu pela janela era algo dispensável... Pôs-se a ler:
“A vida é injusta com você... Tem sofrido tanto. Queria te livrar de tudo isso, te levar para um porto seguro e ficar com você ali até que toda essa tempestade passe, só assim eu me sentirei bem... sabendo que você está a salvo.
Por que eu sou tão covarde?”
Sara sorriu e balançou a cabeça negativamente “Pessoas apaixonadas sempre falam coisas assim.” Pensou ela
“Pra que eu perguntei se aquilo era difícil pra você?
Por que eu não simplesmente agradeci e pelo menos curti a noite?
O momento era tão perfeito... Estávamos sozinhos, eu não precisaria parar de olhar para você por nenhum segundo.
Você tomou coragem e falou comigo; eu, tolo, deixei você ir embora.”
Ela sentiu uma ponta de ciúmes “Quem diria... o Nick! Chega a ser fofo.”
“Mas eu ainda tentei me redimir... Corri até você, no meio da noite, disposto a contar tudo que tenho aqui guardado. Parei o carro um pouco antes do seu apartamento e observei a cena mais dolorosa que já vi: Você descendo de um carro e sendo ajudada por outro... Parecia bêbada, mas estava aliviada por ter aquela pessoa (que eu não identifiquei) ali do seu lado... Em pensar que poderia ter sido eu a te apoiar. Pode ter certeza deque eu me arrependo profundamente... Isso pode ter mudado todo o meu destino, minha escolha foi errada e o preço que eu vou pagar por ela é muito alto... Terei que me conformar em ser apenas seu amigo, estar dia-a-dia ao seu lado e fingir que estou feliz do jeito que as coisas estão.”
A coincidência era enorme, mas tanto tempo havia se passado depois daquele dia... “Não! Deve ser outra pessoa”, disse ela para si mesma.
“Minha amada Sara”
“O que?” Sua mão foi automaticamente a sua boca e seus olhos arregalaram-se assustados.
Fechou os olhos, mordeu o lábio inferior, colocou a folha em frente a eles e os abriu novamente, um de cada vez.
“Minha amada Sara”
“Não pode ser”
“Sara”
“Eu?” Sua curiosidade aumentou e seus olhos devoraram as palavras a seguir.
“Minha amada Sara, estou com medo... Com medo de acordar e ser obrigado a voltar a minha triste realidade...
O que vai ser da minha vida sem ter a esperança de, um dia, estar ao seu lado?
A oportunidade esmurrou a minha porta e eu fiz de tudo para ela ir embora... Por que eu fiz isso?
Como é bom trabalhar ao seu lado, sentir você bem perto de mim.
No dia do meu seqüestro eu só pensava em você, imaginava sua doce voz me dizendo para ter calma, que eu iria sair vivo... Você sempre esteve ao meu lado, por que eu não fiz o mesmo?
Provavelmente esse papel vai acabar no lixo, como tantos outros que eu fiz e não tive coragem de te entregar, mas se um dia você ler isso, quero que saiba que eu prefiro ver você feliz ao lado de outro do que infeliz ao meu lado, por que eu te amo Sara! E quero o melhor para você.”
Ela sorriu, não acreditava no que estava acontecendo. Os pensamentos, imagens, sentimentos e sensações estavam mais confusos do que nunca. Finalmente a sorte decidira ficar ao seu lado... Não se sentiria sozinha nunca mais.
Sara fechou seu carro, deixando o papel lá dentro. Ela entrou no prédio de Nick, passou direto pelo porteiro, que não perguntou nada, já a tinha visto ali algumas vezes, sabia que estava indo para casa do srº Stokes. Apertou o botão do elevador apressadamente, mas ele demorava muito e pelo sinalizador estava no 16º andar.
“Até parece que vou esperar esse tempo todo! O sétimo andar nem é tão longe... Hoje não é tão longe”
Subiu as escadas de dois em dois degraus.
Ao chegar lá em cima estava quase sem fôlego, se recompôs, suspirou fundo e tocou a campainha. Sua respiração ainda estava ofegante e ela não sabia mais o que fazer para normalizá-la. “Sara, você é doida!” sorriu mais uma vez
Nick, já tinha se recuperado do “choro”, seus olhos estavam um pouco vermelhos, mas nada que chamasse muita atenção. Caminhou até a porta e abriu-a sem olhar pelo olho mágico.
Ficou paralisado por poucos instantes ao ver quem batia a sua porta, mas logo sorriu.
“Estava pensando em você.”
Sara abriu um enorme sorriso (outro enorme sorriso) ao ouvir aquelas palavras, mesmo tendo certeza disso, era muito melhor ouvir aquilo da boca dele. “Eu sei.”
“Sabe?” Franziu as sobrancelhas desentendido.
“Vai me deixar entrar?”
Nick abriu a porta completamente e esperou Sara entrar para poder fechá-la.
Quando ele se virou novamente, ela não estava mais lá.
“Sara?”
“Estou aqui Nick” disse em um tom mais alto
Seguiu o som de sua voz e andou até achá-la. Estava debruçada na janela do quarto dele, olhando para baixo. Nick colocou um livro sobre as folhas de papel da escrivaninha e ficou lado a lado com Sara. Ele não sabia que “a” folha não estava mais lá.
“Então, vai me explicar?” Nick manteve seu olhar no horizonte enquanto pronunciava aquelas palavras.
Ela virou seu rosto em direção ao dele e percebeu um tímido sorriso se formando. Deu uns passos para trás, pegou uma folha de papel em branco e mostrou para ele.
“Está vendo esta folha?”
“Perfeitamente.”
“Imagine que ela está toda escrita, cheia de palavras bonitas.”
Sara estica seu braço para fora da janela com a folha em mãos “Se essa folha voar pela janela, ela planará até o chão.” Ela solta a folha e a observa, debruçando-se sobre o parapeito da janela, Nick a imita.
“Quando ela cai no chão, qualquer pessoa pode pegá-la, certo?”
Ele paralisou-se por um momento, olhou para trás em busca de sua folha, só nesse instante percebeu que ela não estava mais lá. Sorriu entendendo a situação.
Nick decidiu se deixar levar por Sara... Não tinha muito que fazer mesmo.
“Certo”
Ela entendeu que ele “havia entendido” e resolveu levar sua brincadeira até o fim.
“Quando uma pessoa pega a folha e a lê, o que ela descobre?” Aproxima seu do rosto do dele.
“Que eu...” Pronuncia essas palavras bem baixinho, “Que eu te amo” já de olhos fechados, preparando-se para a beijar. “Te amo mais que tudo” Ela abre um grande sorriso e deixa as emoções guiarem aquele momento tão esperado por eles.
Nick se afasta lentamente e mantêm suas mãos no rosto de Sara. Espera ela abrir os olhos e fala.
“E quando essa pessoa beija quem escreveu na folha, o que significa?”
“Hmm...” suspirou fundo fingindo pensar muito.
Sara colocou as mãos sobre as dele e disse:
“Que esse amor é totalmente correspondido”
Ele sorri satisfeito e a puxa de volta.
FIM