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Ryeko-Dono
Author of 48 Stories

Rated: M - Portuguese - General - Reviews: 6 - Published: 01-21-08 - Complete - id:4026035

Título: Palavras
Personagens: Ludwig/Wilhelm
Resumo: Wilhelm dormia tranquilamente em seu quarto, (o melhor quarto do castelo). Que planos o príncipe Ludwig teria para a sua noite? .:Yaoi:. .:PWP:.

Nota da autora: Esse é um PWP, uma sigla complicada que indica uma coisa muitíssimo simples. Plot? What plot? (Roteiro? Que roteiro?). Três letras que desobrigam o autor a fingir que há uma história por trás do sexo.
Essa PWP é algo como uma seqüência da minha outra fic de Ludwig Kakumei (Claro que apenas na minha cabeça)... usando o mesmo narrador invasivo e (espero) divertido da outra.
E anh... adivinhem...? Lemon. ;D
Gostaria de agradecer ao Vovô por ter me ajudado a resolver o meu bloqueio intelectual com as unhas do Ludwig... Foi realmente uma ótima sugestão!! xD Espero tê-la trabalhado de acordo...

“But can't you see?
you're killing me with all the things you do,
and I really want to believe it's impossible
I really want to believe it's all a dream”
London after Midnight - Shatter

Palavras

Wilhelm sentiu um calafrio percorrer seu sono, um calafrio familiar. Seus lábios se entreabriram, soltando o ar preso na garganta em um ofego. O pajem se remexeu, virando seu rosto no travesseiro (oferecendo a pele adormecida do pescoço), e espalhou os fios de cabelo negro pela pálida fronha. Parecia fácil desejar um belo adormecido...

O ar falhava em seus lábios; um novo solfejo, agora incomodado com um tremor vertical. Havia um hálito aveludado e um toque grosseiro de dentes envolvendo o lóbulo de sua orelha direita. ‘Abra seus olhos’. Não havia sonhos naquele sono inquieto, apenas a inconstância do delírio que tornava aquela voz de uma mansidão sarcástica, maldosa se a 2 cm de distância.

Abra seus olhos, Wilhelm” – Foi uma ordem, e uma familiaridade que ardeu em seu pulso quando unhas longas (complicadas unhas longas) se afundaram na pele branca. – “Não me faça falar novamente...”

Príncipe...” – Will sussurrou, associando a voz grave e sensual com a figura distante de Ludwig. O moreno moveu os seus pulsos, -ou pensou mover os seus pulsos-, sendo impedido por alguma pressão indefinida. Foi mais ou menos nesse momento que o hálito em seu pescoço se tornou real, e o rapaz abriu os olhos de um todo. – “Príncipe--!”

Ludwig sorriu, não tão distante, e o azul que encontrou o olhar desperto brilhava maliciosamente.

Primeiro o pajem vislumbrou aquele sorriso, os dentes claros se destacando bela e malvadamente na luz da madrugada. O romantismo foi quebrado ao ver seus próprios braços seguros por unhas escarlates.

Naquele momento houve um milhão de semi-pensamentos passando pela mente de Wilhelm, e uma série de semi-palavras engasgando em sua boca. A única atitude completa foi sua incapacidade em ver os lábios que tomaram seu pescoço.

Príncipe...!” – Will mordeu os lábios, vislumbrando a extensão do corpo de Lui sobre o dele, as pernas do monarca entrelaçadas às suas, alongadas em um tecido aveludado. A camisa, de botões completamente abertos, fazia a seda raspar em seu peito e uma mecha de seu longo cabelo escorria sobre o ombro do moreno. – “O que você está fazendo?”

Ludwig puniu aquela pergunta tola com uma mordida em seu lóbulo, trazendo um suspiro dolorido aos lábios do pajem.

Lui-!”

O que eu estou fazendo?” – O príncipe aproximou sua boca da boca do empregado, ousando roçar no canto dos lábios surpreendidos pela ousadia. – “Nada, Will...”

E um sorriso malicioso.

Eu ainda não estou fazendo nada.”


Se havia uma coisa que Wilhelm sentira falta nas suas infindáveis caminhadas atrás de noivas, era da luz de velas. Com uma bagagem tão refinada de sobretudos, capas, camisas e calças apertadas, Ludwig havia decidido que não havia espaço para elas. Esta decisão Will aceitou, mas não gostava nem um pouco.

As velas e os castiçais daquele castelo eram bonitos e iluminavam uma mesa farta de comida. O pajem estava faminto, por isso não prestava atenção na conversa do príncipe com o rei do país visinho.

Na realidade... Wilhelm não compreendia porque haviam parado se em menos de dois dias de viagem estariam no castelo de Ludwig. Um recesso de suas aventuras nocivas.

Não que ele se opusesse... Will se lembrava das reclamações de Ludwig sobre o chão duro da estrada, falando que desejava uma cama para descansar seu maravilhoso corpo. Wilhelm concordava com aquele conforto, mas sabia que pior do que o chão duro, para Ludwig, eram aqueles insuportáveis jantares da realeza.

“Príncipe Lui... eu soube que estava atrás de noivas...” – O rei do país visinho era um velho baixo, obeso. Segundo as línguas, o rei Percival gostava mais de dividir sua cama com as netinhas do que com as prostitutas do castelo. – “Uma de minhas filhas... a Amélia...”

“Não estou interessado.” – Ludwig tinha o cabelo preso no topo de sua cabeça, e segurava a taça de vinho com o pulso quebrado, belamente entediado. Se ele bem se lembrava, a querida Amélia já tinha passado dos 30 anos de idade e disputava em quilos com o pai.

“Oh... é uma pena. Eu tenho netas também, você sabe. Mas elas ainda não estão em idade para se casar...”

Ludwig devolveu um olhar entediado para Wilhelm. O príncipe terminou o seu vinho com um gole brusco e jogou o corpo para trás, colocando os pés na mesa.

“Certamente... Mas eu não vim aqui procurando uma aliança.”

O rei franziu as sobrancelhas com a atitude bruta de Ludwig.

“Eu quero que você arranje um quarto para meu empregado.” – Antes que o rei pudesse concordar, o príncipe completou. – “E eu quero que ele seja o melhor quarto do castelo”.

Wilhelm engasgou com sua comida, tossindo e chamando uma atenção desnecessária para si. Ele tomou um gole longo de vinho para desentalar o frango e se desculpou. Os dois monarcas o encararam como se ele fosse algo desprezível.

O rei estava em check com os olhos de Ludwig sobre ele. Wilhelm não sabia dizer de alguém nesse mundo, com exceção de – talvez - Lisette, que não se sentisse ameaçado pelo olhar daquele rapaz. Sua expressão era sempre tão ameaçadora e confusa... Wilhelm não fazia a mínima idéia do porque ele havia feito aquela imposição. O melhor quarto do castelo? Ele nunca sonharia em pedir tanto...

“Oh, sim, Ludwig... Eu providenciarei.” – O rei forçou um sorriso político. – “O melhor depois do seu, Príncipe.”

Ludwig reclinou ainda mais a cadeira, tirou os pés da mesa e retornou à posição original. O príncipe se serviu de mais um gole de vinho antes de responder ao empregado, com um brilho desconhecido no olhar.

“Obviamente...”


Wilhelm não sabia que o canto de seus lábios, quando tocado pela ponta da língua (uma língua monarcal!), desse um arrepio tão grande na espinha, e uma necessidade quase física de entreabrir os seus lábios.

Quando Ludwig beijou o rapaz, o que poderia ou não ser a primeira vez, foi um beijo definitivo. Era verdade que a deliciosos (dolorosos) segundos, Ludwig roçava o canto de seus lábios, o que era encarado como uma atividade perfeitamente lógica. Apenas era curioso que quando o príncipe rompeu a barreira dos lábios o fizesse com um beijo intenso e não com uma brincadeira sádica.

Wilhelm diria que era difícil descrever um beijo (principalmente se era um beijo de Lui!!) e Ludwig nunca perderia tempo descrevendo algo que ele poderia demonstrar. O beijo do príncipe era invasivo, e o loiro segurava com firmeza os ombros de seu empregado. Era uma imposição deliciosa sentir a língua forçando caminhos dentro de sua boca, mas Wilhelm se sentia tão incapaz de reações que a firmeza era desnecessária.

Os lábios se apartaram, mas foram imediatamente seguidos de outros beijos. Ludwig tomava a boca do rapaz de maneiras criativas. Ele envolvia os lábios com os seus em um esboço de carícia para depois invadi-los novamente até roubar todo o ar de Wilhelm. Ar que ele sugava com uma determinação excitante, além de selinhos que se aprofundavam sem que o moreno compreendesse ao certo.

Os detalhes foram prontamente esquecidos quando as mãos do loiro percorreram seu corpo, as unhas alongadas arranhando e punindo o tecido, marcando o algodão por ele ainda existir. O moreno se resignaria àquela punição, desde que o príncipe continuasse a tatear seu corpo adormecido com aquela arrogante firmeza. Tanto a pressão dos dedos como o ângulo agressivo das unhas lhe marcavam como seu... Wilhelm não se ofenderia desde que ele nunca parasse.

Ainda na mistura enlouquecedora de beijos, arranhões e onde-estão-mesmo-as-minhas-próprias-mãos? Wilhelm sentiu os dedos de Ludwig procurarem pelos botões de seu pijama.

Aquele pensamento foi tão excitante quanto poderia ser, mas foi também um pensamento assustador. Algo que tingiu os semi-pensamentos do rapaz com uma certeza distante da língua aveludada de Ludwig. Os pensamentos se formaram, e se formaram de um todo, intercalados aos momentos dolorosos em que o príncipe separava suas bocas com um risinho divertido nos lábios.

Nesses momentos a mente de Wilhelm não conseguia pensar em mais nada além de ‘Por que você está rindo e não me beijando de novo, seu $#&$&#?’

Quando não se digladiavam com a distância dos lábios, os pensamentos massacravam Wilhelm. O rapaz não tinha nem ao menos certeza se estava acordado, mas sabia que a intenção de Ludwig era verdadeira. Apenas quando o terceiro botão foi habilidosamente desfeito, Will percebeu que aquilo não foi uma coincidência. Ainda menos quando os beijos de Ludwig continuavam a enlouquecê-lo, beijos que sempre ameaçavam mudar para a pele clara de seu pescoço, mas tornavam a açoitar o canto dos lábios em uma travessura. Não tão rápido, Wilhelm. Eles diziam, mas os dedos do príncipe abriam rápido demais os botões, com uma urgência que era tão excitante quanto...

Cinco botões. Cinco botões desfeitos.

Wilhelm tinha de se concentrar. Ele tinha de pensar em uma explicação lógica para aquilo estar acontecendo antes que Ludwig desfizesse todos os botões de camisa, pois certamente havia uma explicação lógic-

...Tarde demais.

Apenas um arranhão em seu peito nu acordou os devaneios excitados do rapaz, acordou-o para um pouco de realidade. Isso, pois um arranhão de Ludwig era um ferimento considerável, e a dor explodiu num gemido seco.

Lui riu, e aquele risinho divertido desviava os pensamentos de Wilhelm para algo vingativo, desencadeava um ciclo vicioso de toques e suspiros e sorrisos maliciosos.

Foi preciso que Ludwig puxasse o pijama por seu ombro para que a mente de Wilhelm sentisse força para pensar. O que está acontecendo? Por que o príncipe está beijando o meu pescoço e...--! E mordendo, e marcando e beijando novamente, só para piorar o calafrio que se espalhava pelo corpo do empregado. Por que a blusa de seu pijama era jogada no chão? Os toques também eram tão enlouquecedores... Os pensamentos de Wilhelm venciam consideravelmente a pressão em seus lábios, mas quando os dedos de Ludwig roçavam a pele desprotegida de seu peito, dos mamilos, sua mente se tornava confusa e excitada demais para compreender.

Ainda mais quando os dedos do príncipe passaram a se ocupar das amarras de sua calça.

Habilidosamente, diria Wilhelm. Os dedos que traçaram o percurso das amarras sabiam o que estavam fazendo, mas um roçar demoníaco fez o pajem recuar daquele contato. Will sentiu calores de duas naturezas diferentes subirem ao seu rosto, mas o rubor o dominou quando ele segurou a mão de Ludwig e se afastou em um salto.

“O que está acontecendo, Príncipe?!”

Wilhelm arfava como um idiota, as mãos em frente do tronco tentavam cobri-lo, como se houvessem seios fartos para serem ocultados e não um magro peito masculino. Seu olhar estava fixo no rosto de Ludwig, tentando ler algo naquele silêncio que admitisse que aquilo era uma brincadeira de mau gosto... (Ou nem de um gosto tão ruim assim).

Ludwig não respondeu. A pouca luz que entrava pela janela iluminava seu rosto maravilhosamente, e o monarca lhe encarava de cima, com uma arrogância calma. Era um olhar ao mesmo tempo descrente e desafiante, calmo e hipnótico. Era o olhar arrogante de Ludwig... do Príncipe Ludwig. Wilhelm não tinha a menor idéia do que ele estaria fazendo em seu quarto...

“O que você está fazendo, Lui?”

Wilhelm tinha de pensar... Não poderia ficar arfando como uma garota.

Mas pensar estragava tudo... Pensar era se ofender terrivelmente com aquilo. Era ter certeza de que aquele nobre que lhe olhava com escárnio estava invadindo seu quarto por puro tédio, por insônia ou pela falta de uma prostituta adequada no castelo.

Não era como se isso já tivesse acontecido antes, e também era estranho levando em conta que Wilhelm estava vivo. Os gostos particulares de Ludwig sempre frustraram os desejos do pajem... Mas agora ele estava alí, na sua cama, e o moreno estava ofendido por ser algo tão leviano quanto um lanche noturno.

Aquele pensamento o fez corar violentamente. Na falta de outro comentário, o príncipe tornou a se aproximar, sem resposta às suas tolas perguntas. Ludwig agarrou a nuca do rapaz (arranhando-a) e uniu seus lábios para calar qualquer tentativa de comunicação. Houve uma fração de Wilhelm que quis se ofender REALMENTE com aquilo, mas essa foi a primeira a sentir as mãos do rapaz ao redor de sua cintura, puxando-o em sua direção e mantendo-o onde ele bem queria.

Foi um beijo mais gentil, Will teve certeza. Ele quase pôde tomar uma atitude no meio dos movimentos imperativos de Ludwig, ele quase enlaçou o pescoço do príncipe, surpreendido pela obstinação de sua língua ter se tornado deliciosamente menor. O moreno sentiu a maciez dos lábios principescos, o beijo se tornar uma interação perfeita entre as bocas, de um calor que poderia enlouquecê-lo e ainda assim ele queria que durasse para sempre.

Não durou para sempre, mas durou muito. Quando Wilhelm se sentiu forçado a separar os lábios para respirar, Ludwig aproveitou aqueles momentos de falta de ar para investir contra o rapaz, jogando-o novamente na cama.

Foi uma estratégia terrivelmente eficaz. Mal o pajem havia recuperado o seu fôlego as mãos de Ludwig brincavam por todo o seu corpo. Os lábios e os dentes tomaram conta do seu pescoço, colocaram uma série de gemidos presos em seus lábios, enfileirados. Foi perder completamente a noção espacial. Wilhelm não conseguia sentir mais nada além das mãos do príncipe sobre seu tronco, arranhando tão suavemente que os arrepios poderiam matá-lo. Mesmo quando as mãos de Ludwig forçaram a sua cintura e seu ombro, virando o seu corpo para uma posição lateral, não houve nada que Wilhelm soubesse ou quisesse fazer para impedir.

Sentir o contato da pele nua contra suas costas foi de um calor incalculável. Os braços entrelaçavam seu tronco, segurando-o firme naquela posição, e o calor que emanava do monarca... Wilhelm fechou os seus olhos para nunca mais abri-los.

“Príncipe... O quê...”

O que você está fazendo? O que você está esperando? O que eu estou fazendo gemendo como um idiota? Todas as possíveis perguntas foram caladas quando uma das mãos de Ludwig venceu a briga com as amarras. Wilhelm soltou um gemido desavisado ao sentir os dedos do príncipe envolverem seu sexo.

Os lábios de Lui, de alguma forma, se tornaram extremamente próximos de seu ouvido, um suspiro longo causando outro gemido aflito. O sorriso malicioso, a respiração maliciosa, cada minúsculo som produzido pelos lábios aveludados faziam-no se contorcer, um espasmo intensificado pelo movimento lento de Ludwig.

“Eu entendo que você tenha acabado de acordar, Will... seu raciocínio deve estar um pouco adormecido.” – As palavras de Ludwig eram graves e perigosas. – “Mas eu preciso deixar mais claro o que eu estou fazendo?”

O pajem diria que não, se pudesse dizer algo. Ele conteve mais um gemido, prendendo o desejo dentro de seus lábios, até Ludwig notar essa relutância. O príncipe passou o dedo circularmente, ainda mais lento, sobre o membro do empregado, o que o fez gemer exasperadamente.

“Lui...”

Seus lábios foram novamente cerrados, ainda mais forte quando seu lóbulo foi mordido. Ludwig raspou seus lábios sobre a indefesa pele de seu ouvido, para depois envolvê-la em mais e mais e mais arrepios. Quando a língua do príncipe desceu por seu pescoço, o movimento de sua mão tornou-se tão intenso quanto maravilhoso e Wilhelm largou seu corpo, desistindo de fugir.

Desistindo de compreender.

Ludwig percebeu essa entrega, e ela colocou um sorriso vitorioso em seus lábios. Um risinho que causou mais calafrios na pele do rapaz, mais gemidos com um movimento rápido de sua mão, depois diminuindo o ritmo.

“Hm... Wilhelm... Me diga...”– O sussurro do príncipe era enlouquecedor, aquela voz pausada e sensual... ele sussurrava tão perto de seu ouvido. – “... Você se tocava pensando em mim? Assim como eu estou te tocando agora...”

“Príncipe...!”

Wilhelm não tinha certeza se a indignação estava na pergunta maliciosa ou em seu movimento ter se tornado tão lento e torturante.

“Responda, Will...!” – Ludwig aumentou a velocidade por um momento, por mais um gemido. – “Não é educado ignorar a uma pergunta...”

Havia um constante e sádico sorriso no rosto do príncipe, intensificado quando o rapaz parou de masturbá-lo. O loiro sentiu o ar preso no peito do empregado, para depois envolver o seu sexo com um ritmo intenso.

Will gemeu alto, mas como não gemeria? Sentiu naquele momento todo o seu corpo se contorcer, e jogou sua cabeça para trás, encontrando abrigo no ombro de Ludwig e agarrando o pescoço do príncipe com uma de suas mãos. Ele precisando se segurar em algo para não... morrer, derreter, explodir... Os toques do príncipe lhe confundiam, ele sentiu o ar deixar sua boca em lufadas, e obedeceu quase inconscientemente a ordem recebida.

“S-sim...-!”

Wilhelm corou, apertando com mais força o pescoço do príncipe. Mesmo com os olhos fechados, a respiração se tornando sopros excitados, ele pôde visualizar aquele sorriso. Um sorriso malicioso de eu sabia e eu vou fazer muito mais do que isso, mas Wilhelm não teve certeza de nada quando Ludwig parou de tocá-lo.

Seus olhos se comprimiram, e ele xingou mentalmente durante o segundo que o príncipe levou para tirar suas calças. Wilhelm tinha os ombros encolhidos, os olhos meio fechados enquanto tentava respirar, sem aquele calor que vinha de sua ereção. A risada de Ludwig foi ouvida, esticada a divertida pelo príncipe. Wilhelm sentiu o indicador erguer o seu queixo, forçando-o a olhar para ele.

“Que empregado obediente que você é, Wilhelm...”

O sorriso nos lábios de Ludwig estava muito próximo do seu, assim como o corpo do rapaz e as palavras maliciosas, acusando sua passividade. Talvez a melhor resposta para aquele comentário fosse ‘Sim, senhor’, ou ainda ‘O que você quiser, Príncipe’, mas Will não conseguiu impedir sua própria mão de agarrar e puxar o cabelo de Ludwig.

O rapaz não esperava, certamente. O beijo que o pajem lhe deu, ainda que corado e enlouquecido, foi de uma necessidade cegada pelos anos. A mão de Wilhelm tremia enquanto agarrava a mecha loira (uma ousadia pela qual ele depois pagaria), mas os lábios precisavam assaltar os do príncipe ao menos uma vez na sua vida. Ele precisava... ele surpreendia Lui com um beijo intenso.

Will se ofendia de que o rapaz o procurasse para povoar o seu tédio. Se ofendia e se irritaria se pensasse muito nisso, mas ele não negaria ao que ele quis tanto. E por tanto tempo...

Não houve um momento específico na vida de Wilhelm onde a admiração sentida pelo príncipe se tornou um sentimento mais pulsante de desejo. Porém ele já o sentia há tanto tempo que aquilo fazia parte dele... Ser usado numa noite de insônia era frustrante, mas um beijo de Ludwig... era tão bom quanto poderia ser.

Portanto Wilhelm o beijava de maneira realmente desesperada. O príncipe não deveria estar reconhecendo seu tímido pajem enquanto ele pressionava sua boca na dele com tanta força. E de qualquer forma... Will estava tão excitado que não conseguia controlar nenhum impulso.

O rapaz puxou a camisa de seda do príncipe, precisando abraçar as costas do rapaz, sentir-se envolver aquele corpo que o outro tanto se gabava... e não à toa. O corpo de Ludwig era maravilhoso, por mais que ele agora lhe encarasse com alguma suspeita.

Ele ousou mais antes de enrubescer. Ousou descer as mãos pelo peito de Ludwig, sentindo como os músculos se desenhavam na pele clara do monarca... (Uma pele macia e fina, como a pele de um príncipe deveria ser). Ainda assim ele ousava pouco, e observava e sentia o calor de seu rosto aumentar, mas Ludwig sorria com sua inquietação. O olhar brilhante e predador do príncipe calava a determinação do pajem.

“Isso é tudo?”

Ele empurrou o peito de Wilhelm para a cama, deitando-o com aquele mesmo sorriso cristalizado em seus lábios. Um sorriso sádico e divertido com o rubor nas bochechas do empregado. Uma boca que fez calmamente todo o percurso até a boca do moreno, deitando-o no colchão com uma calma maquiavélica.

Ludwig puniu os lábios do moreno, mordiscando e prensando aquela boca por tê-lo feito em seus lindos lábios. O rapaz gemeu, mas daquela vez foi um gemido rasgado e baixo de dor. Wilhelm estava acostumada com ela, mas muito pouco com o joelho do monarca estrategicamente pressionando entre suas pernas.

Então o príncipe separou os lábios, como se estivesse cansado deles, e resolveu se ocupar de uma tarefa mais interessante. Ele suspirou a um cm da pele arrepiada de seu pescoço, para beijar e mordiscar, sugando e marcando cada porção que seus lábios encontrassem.

O calafrio era indescritível, ainda mais quando Lui desceu seus lábios livremente pelo peito do capataz, como se este lhe pertencesse. As mãos lhe acompanharam, as unhas que arranhavam seu contorno, descendo até a cintura e um pouco mais... Arranhando as coxas desnudas do rapaz, marcando com uma trilha vermelha de garras.

Não era uma maneira digna de descrever a si mesmo, mas quando o príncipe enlaçou os dedos em seu cabelo, repuxando os fios com uma violência excitante, Wilhelm gemia como uma puta. Ao menos era assim que o rapaz se sentia... sem controle dos gemidos baixos que deixavam os seus lábios.

O que era aquele calor aveludado de sua língua? Wilhelm sentia os calafrios que lhe agulhavam até o final da espinha, algo dolorido quando aquelas carícias úmidas e maravilhosas se aproximavam de seu umbigo. Ainda pior quando estes envolviam e torciam seu mamilo, punindo aquela saliência de seu corpo.

Gemidos que nunca eram apenas de dor...

Os olhos escuros de Will estavam fechados, já há tanto tempo que ele nem sabia como estava a iluminação do quarto. Abri-los era ser controlado pela imagem do príncipe, pelos cabelos macios e incrivelmente longos raspando em seu tronco, em seu rosto...

Wilhelm gemeu ainda mais alto. Os dedos de Ludwig torceram os fios de suas melenas, forçando-o a arquear o cabeça para trás, ainda sem ar para recuperar o que lhe foi roubado com um chupão em sua cintura, tão próximo de sua ereção que ardia.

Um vislumbre para o rosto de Ludwig foi ver a ele e a seu triunfante sorriso... o sadismo que Wilhelm nunca temeu e desejou tanto. Foi também reparar que o príncipe tinha um corpo maravilhoso (não que ele não soubesse...) e sua calça de veludo estava aberta. Aberta... e não havia sido ele quem abriu. O empregado se censurou pela passividade, mas não pode deixar de se perguntar em que momento teria o loiro se livrado daquelas amarras impertinentes.

Um pensamento no meio dos gemidos, das mordidas e marcas e chupões e lambidas em toda a extensão de seu tronco, coxas e... Suspiros. Suspiros presos nos lábios do pajem quando faltava ar para soltá-lo em um gemido, ou em lufadas, e tudo o que ele fazia era fechar os olhos com força e mentalizar que aquele era Ludwig... Príncipe Lui, apertando suas coxas como se elas fossem dele.

Will corou violentamente quando sua cueca foi arrancada. Essa era a expressão correta; arrancada. Os dedos que correram por seu sexo fizeram o pajem perder a conta do tempo, até que os braços fortes envolvessem suas costas e o erguessem com violência do colchão.

O empregado sentiu um misto de alívio e dúvida quando ouviu a respiração do príncipe em seu ouvido direito, os braços ao redor de sua cintura em uma posição sentada. Alívio, pois apesar de ser um desejo recorrente de suas noites solitárias, Wilhelm se sentiria a criatura mais constrangida do mundo se Ludwig envolvesse outras partes de seu corpo com aqueles lábios finos.

Não que ele não quisesse... ele só não saberia lidar com aquilo. Com nada daquilo... ele sentia que derreteria de vergonha e dúvidas e sentimentos moralistas se Ludwig parasse de arranhá-lo e machucá-lo e fazer ele se sentir tão bem consigo mesmo.

Então por que a dramática pausa? Será que Ludwig esperava que ele fizesse algo?

O calor tornou a subir pelo seu rosto, um calor excitado e que não se lembrava mais da própria nudez. Era óbvio que ele deveria fazer algo...! Por que o príncipe estava olhando para ele, com seus maravilhosos olhos azuis?

Wilhelm não resistiu... ele tomaria uma atitude. Uma atitude tola e infantil, mas ele sempre, sempre quis fazer aquilo. O pajem ergueu sua mão (a outra se agarrava desesperadamente no lençol), e tomou entre os dedos um dos cachos do cabelo loiro. Aqueles eram fios sedosos, e ele os enrolou gentilmente, sentindo a textura e desejando fazer o mesmo com o rosto de Lui.

Isso não foi possível, pois o príncipe agarrou os seus dedos e levou-as até seus lábios em um beijo brincalhão. Uma carícia tão irônica que tinha de ser seguida de um arranhão, ou uma mordida, ou um puxão brusco em seu quadril... Mas não. Ludwig envolveu sensualmente os dedos de Wilhelm, um movimento de uma temperatura curiosa enquanto sentia a língua aveludada do monarca sugando seus dedos... algo interessante.

Era bom, assim como era estranho. Nos poucos momentos em que Wilhelm conseguiu pensar, ele pensou em uma coisa muito engraçada, e engasgaria com uma risada proibida se o ar ainda não faltasse dentro de seu peito. Uma idéia curiosa, que envolvia o motivo pelo qual Ludwig estaria lubrificando seus dedos.

O sangue subiu violentamente ao rosto do pajem.

“Príncipe...!”– Ludwig o viu corar loucamente, ainda mais do que antes. O olhar do moreno fugiu para o colchão e depois para os muitos véus ao redor de sua cama.

Os pensamentos do pajem foram uma mistura de ‘meu deus ele está querendo que eu...’com risadas inconscientes e brigas conscientes demais do que ele pensava daquilo. Wilhelm corou com violência, e não conseguia se acostumar de forma nenhuma com aquela idéia...

“Eu... eu não sei se eu... Acho que eu não conseguiria... logo na primeira vez... eu...”Ele se sentiu idiota, tremendamente idiota com aquelas palavras balbuciadas. E ainda mais... por que ele estava negando?

Uma centelha de racionalidade o fez parar e encarar a situação: Ludwig estava na sua cama... isso era inegável! Ele o havia beijado, pelos céus... Havia feito muito mais do que isso. Wilhelm queria que aquilo acontecesse, então qual era o problema de...?

Ele parou, seus olhos se arregalaram e ele corou novamente, muito mais. Wilhelm havia tentado visualizar a bela face de Ludwig, corada em uma posição submissa, e seu subconsciente lhe puniu com um tapa mental.

Era simplesmente bizarro demais.

“Do que é que você está falando, Wilhelm?”

Lui lhe olhava com descrença, sem compreender o bando de besteiras sem sentido que seu empregado havia balbuciado. Ele lhe olhava de cima, como sempre, e tinha uma das mãos apertando sua coxa esquerda, erguendo-a do colchão com uma determinação que lhe convinha muito mais do que qualquer impossível passividade.

Mas então...?

Quando os lábios do príncipe desistiram de compreender o idiota que ele abraçava, eles se ocuparam de sua nuca. Foi difícil apartar os cabelos morenos, assim como foi difícil apartar suas pernas e erguer um pouco o seu quadril. Wilhelm não estava ajudando enquanto pensava.

O pajem apenas sentia aqueles calafrios covardes, ele não entendia nada... ele apenas sentia as unhas de Ludwig arranhando a sua coxa, a proximidade com sua ereção... o contato da pele do príncipe com as suas costas. Ele nem mesmo se importou que Ludwig tenha agarrado sua mão com tanta força, que a tenha forçado para baixo... para perto de seu sexo. Ele não entendia, mas não era como se conseguisse pensar em mais nada que não a maneira interessante que Lui sugava sua nuca e...-!

Ludwig teve de forçar os seus dedos até a entrada para que o outro compreendesse. O príncipe segurava acima de seu pulso, prendendo os dedos com suas unhas alongadas, e roçou perigosamente a ereção do rapaz quando direcionou-a até seu...

“Lui--!!”

Wilhelm puxou sua mão para cima, uma contração em seus ombros com a idéia de que... Ele encarou o príncipe com os olhos arregalados, mas este continuava a agarrar sua mão com tanta força...

“Pare com isso, Will!” – Ele a forçou novamente para baixo. – “Ou você gostaria que eu fizesse isso?”

Wilhelm parou, tornou a sentir as unhas alongadas que machucavam seus dedos. Não, ele certamente não gostaria que Ludwig o tocasse daquela forma... Mas era um pensamento tão... e ele próprio... Wilhelm estava brigando com aquela idéia quando Ludwig forçou seus dedos com êxito para dentro do corpo do empregado, um pouquinho só.

Wilhelm sentiu o seu corpo se contrair. Sentiu uma pontada de dor e a certeza de que não havia nada no mundo que o convencesse a fazer aquilo. Nem mesmo Ludwig em sua cama... nem mesmo Ludwig sem camisa... e...

O rapaz forçou mais fundo, parando ao sentiu que o rapaz prendia o ar dentro dele. Tanta relutância inútil...

Ludwig suspirou.

“Você sempre fez o que lhe foi mandado, Wilhelm... E quase sempre se deu mal por isso.” – Lui retomou um movimento, ainda lento, mas definitivo. – “Eu recomendo a você colocar um pouco de... entusiasmo nisso.”

Entusiasmo... Wilhelm nunca se importou com o sarcasmo de Ludwig antes. O rapaz forçou um pouco mais e Will mordeu seus lábios com mais força do que tinha calculado. Doía, mas também era estranho demais... ele não queria pensar que... ele se sentiria tão envergonhado se...

Ao menos havia um dos braços de Ludwig abraçando seu tronco, mais para impedi-lo de fugir do que por solidariedade. O príncipe percorreu os dedos de sua outra mão pelo peito do rapaz, raspando no mamilo e em todos os pontos interessantes antes de erguer o seu queixo. A atitude o forçou a encará-lo.

“Você sempre foi um empregado obediente, Will...” – Havia malícia naquela frase, mas muito menos do que antes. Essa era uma verdade, ainda que dita na voz sexy de Ludwig. – “Quão mais fácil teria sido para você se você simplesmente agisse? Se você pedisse! Você nunca foi bom em esconder seus pensamentos, Wilhelm...”

Ludwig forçou sua mão com rispidez e um gemido escapou pelos lábios de Wilhelm. Ele não teve certeza se foi de dor.

“Porém em não se entregar a seus desejos... nisso você sempre foi bom. Nunca contestou as minhas mulheres, nem uma vez...” – Ludwig forçou um segundo dedo, o que não pareceu uma idéia tão ruim a Wilhelm, até que ele percebesse o incômodo que aquilo proporcionava. – “Você me ouvia fazer isso com elas à noite... o que você pensava? Você não desejava que eu fizesse o mesmo com você?”

Ludwig riu, um riso muito pouco satisfeito, muito pouco sádico. Um riso elegante que substituía a frustração. O príncipe então mordeu o pescoço de Wilhelm, forçando mais ao mesmo tempo em que afundava os dentes na sua pele.

“... E há quantos malditos anos você não deseja isso?”

Wilhelm se sentiu incomodado demais, - com a frase -, mas principalmente com outra coisa, e puxou sua mão. Aquilo apenas fez as unhas de Ludwig se enfiarem ao redor de seu pulso, perfurando a pele do empregado.

“Você não está entendendo, Will...!”

Ludwig agarrou sua mão com mais força, e forçou os dedos bruscamente para dentro de seu corpo, um gemido seco, meio grito escapou dos lábios do pajem. O príncipe desistiu de segurar os ombros e desceu sua mão, envolvendo o membro do capataz. Pôde sentir os músculos do moreno se contraírem, um gemido contido inspirou uma série mais rápida de movimentos.

“Eu vou fazer com você... ainda melhor... Mas você tem de parar de ser o idiota que todos esperam e se entregar aos seus desejos...” - Os olhos do príncipe estavam fixos nos seus, a malícia que ficava tão atraente em seus lábios... Quase o faziam esquecer do incômodo de ter seus dedos... – “Os pensamentos nunca o levaram muito longe. Levaram, Wilhelm?”

Não, na verdade não... nunca para longe do príncipe, muito menos para longe de personagens malvados que só queriam enganá-lo, usá-lo e... Wilhelm corou. No momento ele sentia tantos calores e sensações diferentes que não sabia qual delas era a mais importante, apenas que todas eram igualmente novas, intensas e estavam confundindo-o completamente. Será que Ludwig não via que ele o estava enlouquecendo?

Will deixaria de ser o idiota que esperavam dele, ele deixou de resistir e deixou que Ludwig controlasse a velocidade que... O pajem agarrou a barra da cama com a outra mão, e Ludwig, satisfeito, impôs um ritmo constante. O príncipe manteve aquele delicioso sorriso, e lambeu o canto dos lábios do moreno, algo que foi tão bom quanto filho da puta e seguiu-se um beijo longo, molhado e como todos os outros beijos deveriam ser.

Os sons se misturavam na sua boca, ainda mais quando Ludwig o largou. O moreno sentiu vontade de protestar quando o calor de seu corpo se afastou, porém o príncipe ergueu-o do colchão com agilidade, virando o corpo do empregado de frente para a barra da cama. Wilhelm sentiu um jorro de prazer tomar o seu corpo quando um dos braços de Lui segurou o seu pescoço, o outro apartando as coxas do rapaz com aquela respiração quente no seu ouvido...

Então o prazer se foi e Will jogou o corpo para frente, apoiando o antebraço na barra da cama. Um grito de dor escapou de seus lábios com a penetração brusca de Ludwig.

O príncipe não sabia ser gentil, disso Wilhelm sempre teve certeza. Não haveria nada que o confundiria mais do que promessas de gentileza por parte do rapaz. A dor o invadiu com um calor semelhante ao do desejo, igualmente cruel. Wilhelm continha a própria boca, os gemidos de dor, ouvindo-se apenas a respiração entrecortada e terrivelmente falha do pajem. Quando Ludwig envolveu seu membro, masturbando-o rapidamente, isso apenas forçou os gemidos para fora de sua boca.

Seus dois antebraços se apoiavam na parede, sua testa praticamente grudada na mesma. Ele sentia a outra mão de Ludwig apertando sua cintura, forçando-o a se mover no mesmo sentido libidinoso que o dele. No meio dos gemidos incomodados havia um milhão de palavras que Wilhelm gostaria de dizer. Tantas juras, acusações e promessas... Ele não saberia escolher, então gritaria o nome do príncipe até que sua voz morresse nas sensações, mas isso não foi possível.

O cabelo de Lui roçava em seu rosto e o príncipe subiu os dedos até os seus lábios, segurando o rosto contraído e aproximando a própria face da dele, a respiração do príncipe em sua nuca... Os dentes do príncipe envolvendo a sua nuca... Havia tanto desejo no meio da dor que Wilhelm não compreendia de que natureza eram os gemidos que deixavam seus lábios.

O pajem apenas sabia que queria ver a face de Ludwig. Wilhelm estava explodindo de dor, desejo e de um incômodo inusitado, porém gostaria de ver a face de Lui... Príncipe Lui... havia algo muito bom em tê-lo dentro de si, tão intenso e... intenso. Essa era a palavra. A intensidade daquele momento o estava matando. Ser acordado no meio da noite, os beijos e os abusos de Ludwig, as provocações do príncipe... E as unhas que se enfiavam em sua cintura, puxando-o para si... o sentido máximo de perversão.

O rapaz gemeu novamente, sem o menor controle do próprio corpo, dos próprios lábios. Wilhelm gemeu como ele ouvia gemerem as mulheres de Ludwig. Os cabelos do príncipe caíam sobre o seu rosto, grudavam no suor de seu rosto. A respiração do rapaz imitava a constância dos movimentos. As lufadas de ar em seu pescoço, a intermitência... as estocadas lentas do príncipe, ainda lentas demais para satisfazê-lo. Recortes de intensidade e de perversão, que faziam Wilhelm se sentir como uma das putas de Lui.

E Ludwig... era Ludwig quem segurava seu quadril, quem respirava em seu pescoço, recuava para se tomar seu corpo novamente e soltava gemidos graves em seu ouvido.

Ludwig... Wilhelm precisava vê-lo.

O pajem jogou a cabeça para trás e procurou pela boca do príncipe, tomando-a com uma violência não-calculada pela excitação. Seu movimento deve ter sido tomado como uma permissão, pois o loiro estocou mais fundo dentro dele e Will gemeu, afastando seu corpo inconscientemente pela dor.

Wilhelm queria ver o seu rosto, mas não sabia como... Com ambos os joelhos no colchão, as mãos fechadas contra a barra da cama, ele não conseguiria simplesmente se virar... Ele poderia pedir, dizer que gostaria de ver o rosto do príncipe... que precisava ver e ter certeza de que aquilo estava acontecendo de verdade.

Um novo gemido calou as idéias, um gemido puramente doloroso. Wilhelm não queria ser um idiota e desperdiçar sua chance com Ludwig por causa daquele incômodo, mas não podia impedir de se agarrar ao ferro com mais força.

“Qual é a finalidade de olhar para mim... se você não consegue manter os seus olhos abertos?”

A voz de Ludwig estava manchada pelo prazer, mas não menos determinada a enlouquecê-lo. O príncipe voltou a provocá-lo, mordendo seu pescoço e masturbando-o, segurando sua cintura com a outra mão... Provocando da maneira mais deliciosa e vil enquanto Will sentia os espasmos e os arrepios algumas centenas de vezes piorados pela maldita intensidade.

Certamente Ludwig esperaria reações sem sentido por parte do empregado. Esperava meias-palavras balbuciadas, alguma procura desesperada pela sua boca, ou preces disfarçadas para que ele continuasse. E era óbvio que Wilhelm fez tudo aquilo, mas o sorriso enlouquecido de desejo e confusão foi completamente inesperado.

Wilhelm até mesmo riu, largando o corpo para frente e se agarrando ainda mais a parede, uma lágrima de hilaridade brilhando no canto dos olhos.

“Ludwig...Até nós meus sonhos você brinca comigo?!”

“Você ainda pensa que isso é um sonho?” – Não havia ironia na voz grave, apenas uma pergunta, o tipo que não espera por resposta nenhuma. A resposta veio de sua própria parte, as duas mãos que agarraram a cintura do pajem e a estocada que arrancou um gemido seco de ambos os lábios.

Will não soube como ele conseguiu continuar agarrado à barra de ferro, como seu corpo não desfaleceu inútil na cama e como ele conseguiu continuar distinguindo os gemidos. Tudo perdeu o sentido, até mesmo a intensidade perdeu o sentido, quando todas as sensações se misturaram naqueles movimentos frenéticos. Houve apenas um último gemido que ele ouviu de verdade, um som implorante e rasgado que saiu de sua própria boca, antes que os movimentos o tomassem por completo.

O pajem pensava que se envergonharia da intermitência do sexo, do vai-e-vem descrito em fics ruins. No momento, porém, frente e trás não lhe pareciam caminhos diferentes, e Wilhelm se sentia afundar cada vez mais nas sensações de dor, desejo e necessidade.

O príncipe sempre trazia seu rosto para perto do pescoço do pajem, mesmo quando tinha de recuar e puxar a corpo do moreno contra o seu. Aquela brusquidão sempre o causava dor e desconforto e uma vontade de implorar para que ele fizesse novamente. Will não distinguia os gemidos, mas torcia para que aqueles sons pervertidos não saíssem de seus próprios lábios... A verdade era que o rapaz não agüentava mais. Enquanto sentia todo o seu corpo queimar, o suor escorrendo pelo rosto, ele sabia que não conseguiria agüentar aquela tortura excitante por muito mais tempo...

A dor o fazia suar ainda mais, as contrações de seus músculos com as investidas de Ludwig, ou as investidas de seu corpo contra o do príncipe. Naquele momento, o sentido de perversão era máximo, principalmente quando Lui começou a masturbá-lo intensamente (intensidade novamente... Wilhelm gostaria de ser mais original, mas parecia uma palavra tão certa...).

Houve o gemido grave e digno de Ludwig, escapando do canto de seus lábios apertados e misturados com sua própria exasperação. Foi o auge onde o príncipe pressionou-o mais forte de encontro a si. Os braços que o apertavam se comprimiram, os lábios do monarca se abriram e largaram o ar num solfejo, e Wilhelm sentiu que o rapaz havia alcançado seu ápice. (E que ele era uma montanha insatisfeita...).

Algo escorria pelas suas pernas, outra sensação nova, pervertida e... inesperada. Wilhelm sempre pensou que no sexo as pessoas gozassem juntas... abraçadas, talvez sussurrando juras eternas. Ele não sabia. Sempre tentava não pensar muito sobre isso. Mas de alguma forma o rapaz se sentiu decepcionado, ainda mais quando o monarca apoiou uma das mãos na parede e ficou controlando sua respiração em seu pescoço, imóvel, arrepiando o pescoço de seu pajem insatisfeito...

Aquela sensação de perda se tornou literal (e deveras dolorosa), quando Ludwig se retirou de dentro dele. Wilhelm foi forçado a conter um gemido e a pergunta virgem de se aquilo havia acabado. Talvez sexo entre homens fosse apenas uma corrida, ou Ludwig não se importasse realmente com ele e estivesse apenas procurando uma maneira mais maldosa de se divertir.

As dúvidas acabaram quando Ludwig agarrou sua cintura, puxando-o para trás. Wilhelm não tinha forças para se manter em pé, muito menos para impedir que o príncipe o forçasse ao seu próprio colo, uma das mãos do rapaz agarrando a ereção do pajem com determinação.Talvez, aquilo indicava, talvez ele se importasse.

A outra mão do príncipe se enrolou nos fios negros, puxando o cabelo negro para trás em um tranco maldoso. A respiração em seu ouvido não havia se estabilizado de todo, mas havia o eterno sorrisinho irônico naquela boca. Wilhelm gemeu, todo o desejo inspirado pela pressão que feria seu couro-cabeludo.

“Como você ousou puxar o meu cabelo, Will...?” – A mão do monarca desceu lentamente pela extensão de seu sexo, lentamente. – “Eu deveria te punir por isso.”

Wilhelm não gostaria de imaginar as formas de punições (Mais punições???!) que passavam pela mente do príncipe. Os pedidos, os gritos e as preces engasgaram todas na garganta do pajem, se ajuntando em um gemido grave, quando o movimento voltou a ser uniforme e gratificante.

“Ludwig-!” – Wilhelm mordeu os lábios. O rapaz o havia tocado antes, mas agora ele sentia que seu corpo explodiria de excitação. Agora era de uma... intensidade... completamente diferente. Era novo e indescritível, de uma forma que o sorriso do príncipe deveria ter notado e apreciado a expressão entregue de Will.

O moreno jogou sua cabeça para trás, e sua mão tentou se agarrar em algum lugar quando o prazer se tornou insuportável. Ele apenas encontrou a pele do príncipe (que acabou marcada pelas suas unhas curtas) e Wilhelm gemeu com uma satisfação merecida. O pajem sentiu a necessidade escapar dele com um jorro de prazer e excitação que era familiar e, ainda assim, a sensação mais gratificante e envolvente de toda a sua vida.

E então o silêncio.

Não havia nada naquele quarto escuro que deixasse de produzir um maldito som. Ludwig respirava em seu ouvido, Wilhelm sentia todo o ar do pulmão tentando escapar ao mesmo tempo e a janela batia irritantemente. Ainda assim, nos gloriosos segundos que seguiam o prazer, Will sentiu aquela quietude gratificante percorrer cada centímetro do seu ser.

Ele nem ao menos se importou (nem ao menos soube), quando seu corpo caiu para frente. O contato com a cama foi abençoado e o pajem esbaforido se virou para cima, sendo imediatamente seguido pela figura do príncipe.

Os cabelos loiros se espalhavam pelo seu tronco, alguns fios rebeldes roçavam seu abdômen com um toque agradável e Ludwig apenas continha seu corpo de desfalecer por conta dos braços esticados. Se orgulho ou preferência, Wilhelm não soube, mas ele não estava em condições de pensar quando puxou aquele corpo contra o seu. Seus braços envolveram as costas de Lui com toda a sua força (que era próxima de nada naquele momento).

Quase fazia parecer que aquilo era real... quase. Wilhelm quase acreditava que Ludwig respirava em seu ombro, que sentia o peito nu do monarca contra o seu... tão quente e pulsante.

O rapaz abriu os olhos, por birra. Queria ter certeza daquela imagem, marcá-la para sempre e pelo maior tempo possível, mas o resto de seu corpo não estava ajudando. Will arfava e seus braços desfaleciam completamente. Ainda assim, o pajem foi presenteado com a visão do príncipe tão perto de si que chegava a ser doloroso.

“Lui...”

Ele não sabia o que dizer, não conseguiria. As sílabas eram uma energia desperdiçada, e quanto a essa, aos cacos dessa, Wilhelm tinha um uso necessário. O moreno apertou o abraço ainda mais, desesperado, e puxou aquele rosto para junto do seu (tomando bastante cuidado com os fios longos).

Wilhelm uniu aquela boca perfeita a sua, beijando-a desesperadamente, se pela última vez antes de desmaiar de exaustão.


Três coisas invadiram a mente de Wilhelm quando ele foi acordado. Uma era que o empregado que lhe acordou poderia simplesmente explodir. A outra, que ele merecia mais horas de sono, e a terceira de que a cama do castelo era horrível, pois ele se sentia péssimo.

Wilhelm virou na cama, sentiu um incômodo terrível naquela posição (dores espalhadas por seu corpo), e virou novamente. Ele abriu os olhos, fechou de novo e suspirou.

Só então ele acordou de verdade.

“Senhor Wilhelm?” – O empregado esperava na porta, mas tudo o que viu foi um olhar escuro, completamente perdido no vazio e em lembranças peculiares. – “O senhor está acordado?”

Acordado? Will não tinha certeza, mas concordou. Ele tentou colocar aquele empregado em foque e conseguiu escutar razoavelmente as palavras que ele disse sobre o seu rei. Este o estava intimando para uma refeição, e ele tinha uma hora para se arrumar.

O moreno o despachou com um aceno e tardou a perceber que sua boca continuava aberta.

Ele não sabia se estava acordado, não sabia quanto tempo daquela noite ele passou acordado... E seu corpo doía tanto. Wilhelm tirou o lençol de seu tronco, tentando descobrir porque ele sentia cada pedaço de sua pele arder, e teve de conter um grito de surpresa.

Se o rapaz fosse contar as marcas, os arranhões e as manchas roxas que haviam em seu corpo, ele nunca estaria pronto em uma hora.

Sua primeira reação foi um sorriso estúpido, desesperado. Era a percepção grosseira de que tudo o que ele sonhou realmente aconteceu. As unhas de Ludwig haviam deixado trilhas e contratos em sua pele, a certeza de que ele passara por alí.

O segundo pensamento foi de uma obviedade mais grosseira.

“Meu Deus...” – Murmurou o empregado. – “Fiz sexo com um tigre!”

Wilhelm afastou as cobertas de um todo. O rapaz se constrangeu pelo estado da cama, de seu corpo e sentiu toda a dor quando tentou se erguer.

Havia um espelho e ele lhe mostrou um idiota surpreso, arranhado, abusado e inesperadamente feliz. Havia uma sombra de um sorriso erguendo seus lábios, e ele os tocou apenas para senti-los inchados, deliciosamente machucados na noite anterior.

Wilhelm tocou a superfície áspera de sua boca e se lembrou com um sorriso. Um sorriso provocado, machucado, confuso e... tolo. O rapaz continuava a ser o mesmo tolo inocente de sempre, mas naquela manhã, em um castelo visinho ao seu, Wilhelm foi um tolo feliz.

Ao menos até ele tentar um primeiro passo...


Os olhos negros, na realidade, se abriram pela primeira vez no meio da madrugada. Wilhelm tinha certeza de que era noite ainda, pois a iluminação estava baixa e o vento que entrava pela janela era noturno. O pajem tinha os olhos bem abertos, encarando o teto , e diferente dos pensamentos que o arrebatariam na manhã seguinte, ele não havia esquecido de nada que se passou nas horas anteriores.

Will também teve certeza de que estava sozinho.

O rapaz estava exausto. As brincadeiras noturnas de Ludwig pareciam uma cura universal para a insônia. Tudo o que o pajem queria era fechar os seus olhos e sentir o abraço do sono, mas uma certeza o mantinha acordado.

A certeza de que estava sozinho; ela era tão vazia e deprimente que vencia a exaustão.

Wilhelm não sabia o que pensar. Não sabia o que sentir com aquela certeza. Era óbvio que Ludwig não dividiria uma noite com ele, que apenas em sua imaginação ele poderia abraçar o corpo do príncipe sobre os lençóis, envolver-se naqueles fios macios e dormir com o cheiro do amante em suas narinas. Na vida real as coisas eram diferentes, e por mais que o sexo real tenha sido mil vezes melhor do que o sexo imaginado, não havia calores naquela cama para preencher o seu vazio.

Ainda assim Wilhelm suspirou. Ele quis testar a própria estupidez, ele quis pensar que talvez, (ah sim, claro) ele pudesse esticar sua mão para o lado e encontrar a presença adormecida do Príncipe Lui, silencioso demais para ouvir sua respiração.

O pajem fechou os olhos, esticou o braço para sua direita e pôde sentir...

O travesseiro, o tecido da fronha, um tapa mental... e ninguém.

Wilhelm sentiu vontade de rir... a quem ele estava tentando enganar?

“Procurando por alguém em particular, Wilhelm?”

O pajem arregalou os olhos com a voz, com a ironia familiar. O rapaz ergueu o tronco rapidamente da cama (se arrependeu imediatamente também) e encarou a figura do príncipe.

Ludwig estava parado ao lado da janela, erguido e com um de seus cigarros de palha entre os dedos. O rapaz havia colocado sua calça novamente, sem se dar ao trabalho de fechar as amarras, e fumava com a luz da lua iluminando os seus cabelos. Era uma imagem maldita, principalmente quando Wilhelm não esperava vê-lo em seu quarto, e não conseguia parar de olhar para ele... Não parecia algo possível enquanto tivesse aquele azul sobre si.

Os olhos principescos o fitavam, sem pressa. Os lábios do rapaz (lindos lábios...) tragaram o cigarro uma vez e soltaram o ar longamente, tudo isso sobre o olhar criminoso do pajem.

“O que está pensando, Wilhelm?”

O que ele pensava? Que tinha na sua frente o rapaz mais lindo do mundo... que Ludwig era a criatura mais sedutora e maravilhosa que ele conhecia e que aquele rapaz tinha acabado de fazer sexo com ele... Era isso o que ele estava pensando, mas o olhar sarcástico de Ludwig o fez enxergar a realidade.

Wilhelm desviou o seu olhar.

“Nada...” – O empregado apertou as mãos ao lado do corpo. – “Eu não ousaria ficar irritado.”

A risada tardou um momento para explodir na boca de Ludwig, mas explodiu lindamente.

Irritado, Will?” – As passadas principescas o trouxeram para mais perto de si, mais longe do contraste maravilhoso com a janela. – “Você me pareceu tudo menos irritado essa noite.”

O sorriso em seu rosto... Wilhelm queria tocá-lo, beijá-lo... Mas ele reconhecia a ironia ácida de Ludwig. O perigo e a rispidez que encerravam naquele sorriso.

“Popular o seu tédio... não era o que eu gostaria.” – Wilhelm sentiu as centelhas de irritação marcarem o seu rosto. – “Eu não sou uma de suas mulheres.”

O sorriso morreu no rosto do príncipe, lentamente. Os passos que se aproximaram do empregado foram largos e decididos.

“Tédio?” - “Você acha que eu fiz isso por tédio?”

As passadas o trouxeram para próximo demais... O príncipe se deu ao direito de analisar aquela expressão de perto, a centímetros de distância.

“Então por quê?”

Ludwig não respondeu, ele nem mesmo sorriu. O rapaz ficou encarando e dividindo a respiração de Wilhelm, permitindo-o sentir um pouco daquele cigarro cheiroso em seu hálito... o calor que se batia com seu rosto.

Wilhelm inclinou-se para beijá-lo, os ombros tremendo com a possível rejeição. Ludwig esperou para ver a ação do moreno, para adivinhar. Parecia decidido a descobrir se ele forçaria passagem para dentro de seus lábios, se ousaria puxá-lo para mais perto, ou se seria o mesmo pajem tímido e abusável de sempre.

Foi um beijo de fato, as línguas se roçaram e Wilhelm não reclamaria do contato macio daquela boca. Entretanto aquele apenas se tornou um beijo profundo quando Ludwig agarrou a nuca do moreno, domando a sua relutância com movimentos experientes. Mesmo quando se afastaram, foi o príncipe que o segurou a uma distância mínima, forçando-o a olhar fundo em seus olhos.

“Por quê? Will... você é mesmo um inútil para as coisas importantes...” – Ludwig soltou um suspiro inconsolável. – “Por que você acha que eu fiz isso?”

O rosto do monarca seguiu um percurso lento e arrepiante até sua orelha, e Wilhelm sentiu que ele se demorou perversamente com suas palavras. A voz aveludada de Ludwig brincou com sua passividade, marcando um olhar arregalado e um rubor clássico em suas bochechas.

As palavras de Ludwig... Os motivos de Ludwig... Aquelas foram juras que poderiam falar de amor, - se o leitor for uma pessoa romântica. Poderiam açoitá-lo com uma provocação, - se o leitor for um realista, ou com o beijo longo que trocaram depois das palavras, - se o leitor estiver mais interessado em putaria do que em roteiros.

...assim como Ludwig.


Olá, ;D

Oh, isso foi tão... mas tão... PWP xD Primeira vez que me arrisco a escrever algo assim e me divertir TANTO sem precisar de justificativas para pegação masculina! O que mais me atraiu nesse estilo literário (?) foi que por ser sexo em seu estado puro eu poderia colocar minhas ironias livremente. Elas foram sentidas, eu aposto... xD

E, oh, como está grande o.o’ Às vezes eu realmente gostaria de conseguir escrever menos. 9000 palavras no Word Count são realmente assustadoras xD

Eu realmente me diverti e eu gostei do resultado! É o primeiro lemon EVER que eu vejo por aí de Ludwig Kakumei e eu ficarei muito feliz de receber qualquer comentário de alguém que conhece essa série xD Ela precisa de amor... de amor que só uma fangirl sabe dar (ou exigir ù.u).

Eu não gosto de usar palavras vulgares... e ficar no ponto de vista do Will foi inevitável... Apesar de fazer cosplay de Lui eu nunca seria tão foda a ponto de descrever os seus pensamentos, mas aposto que ele se irritaria com a passividade do Will e o provocaria xD Isso eu deixei claro, não?

Escrevam fics de Ludwig Kakumei ù.u

Beijos,

Ryeko


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