|
Author of 5 Stories |
Oath Breaker
Autora: kc(underline)anathema - http(dois pontos)(barra)(barra)kc-anathema(ponto)livejournal(ponto)com
Onde encontrar o original: http(dois pontos)(barra)(barra)kc-anathema(ponto)livejournal(ponto)com(barra)tag(barra)oath(sinal de mais)breaker
Tradutora: Quintessência
Sobre o título: sim, eu acabei deixando o título no original em inglês porque achei totalmente impossível encontrar uma tradução que achasse suficientemente boa.
Oath significa algo como um juramento, uma promessa solene e Breaker é aquele que quebra, rompe alguma coisa. A tradução seria algo como “aquele que quebra/quebrou o juramento” mas simplesmente não consegui encontrar um jeito de colocar isso de um modo aceitável. Espero que não se incomodem muito...
Outras informações: é uma história Draco-centric e acontece algum tempo depois da Ordem da Fênix. No sétimo ano.
Há slash. HP/DM (Harry/Draco) e LM/SS (Lucius/Severus – se bem que muito ligeiramente, a ponto de não conseguir me incomodar – sim, eu não apoio esse shipper, não funciona pra mim) mais tarde durante a história.
Aviso da tradutora: Essa história foi escrita pela kcanathema e ela não me pertence. A KC permitiu que eu traduzisse a sua história para o português, o que me deixou imensamente feliz, tanto porque agora outras pessoas que não poderiam lê-la o podem fazer, afinal a história dela é fantástica, mas apesar disso a história continua pertencendo a ela e não a mim, humilde tradutora.
Comentários de Quintessência: Achei essa história simplesmente fantástica. A trama é muito bem desenvolvida e é feita de um modo diferente e conseguiu me prender do começo ao fim, mesmo sendo um tanto grandinha (27 capítulos mais o epílogo – é tenho muito trabalho pela frente, tenham paciência comigo). A idéia de traduzir a história surgiu enquanto conversava com uma amiga minha sobre a fanfic e ela reclamou do fato da história ter sido escrita em inglês e acabei tomando coragem e pedi permissão para a kcanathema para traduzir a fanfic dela para o português e ela permitiu!
Espero que “Oath Breaker” os agrade tanto como me agradou!
Capítulo I
Do seu esconderijo, atrás da tapeçaria na sala de seu pai, Draco assistia em segurança os Comensais da Morte fazerem a varredura do local à sua procura. Em meio ao caos causado pela traição de seu pai, a chance de o encontrarem era mínima. Seus pesados passos e berros lhe deram muito tempo para evadir e se esconder em dos recantos escuros da casa, até que eles se fossem. As passagens secretas que formavam a propriedade eram conhecidas somente pela linhagem Malfoy, e agora ele era o único Malfoy restante na mansão.
Assim que a sala se esvaziou, ele saiu detrás da tapeçaria e silenciosamente cruzou o recinto até a mesa de seu pai, abrindo gavetas e remexendo a papelada. Em uma das primeiras gavetas havia um saco do demônio e um punhado de galeões, e ele se vangloriou pela sua boa sorte. Ao despejar todas as moedas no saco estas fizeram som algum enquanto desapareciam na escuridão vazia. Se conseguisse escapar, essas moedas seriam seu único recurso até que pudesse chegar até os cofres de sua família, e isso poderia levar semanas.
Embaixo de uma pilha de velhos recibos ele achou o que estava procurando: um diário feito com um couro muito gasto devido a ação do tempo. Nenhum relevo caro ou letras douradas o decoravam, mas o símbolo místico na frente, selando sua capa confirmava que aquele era o diário pessoal de seu pai então colocou-o dentro do saco do demônio e se afastou da mesa, se dirigindo para a estante, quando de repente ouviu a maçaneta virar. Ele levantou sua varinha, apontando-a para a porta, já começando a murmurar uma azaração.
Ao ver Severus, que segurava sua varinha em posição de ataque, suspirou de alívio. “Não sabia que você ainda estava aqui”, ele sussurrou, abaixando a varinha.
“Não por escolha minha”, Severus sussurrou, fechando a porta atrás de si. “Não posso aparatar para fora da mansão e todos os outros corredores estão bloqueados. Tive sorte de chegar até aqui sem ser notado.”
Draco assentiu. Isso dificultaria sua tarefa, mas não a impossibilitaria. “Ainda tem uma saída que da qual eles não sabem.” Ele se virou para a estante atrás da mesa e afastou do caminho uma fileira de livros, revelando uma insígnia rúnica. Ele se inclinou para frente e sussurrou “othala” e sem produzir som algum, a estante e a parede atrás dela tornaram-se transparentes. Um feitiço Lumus lhes permitiu ver paredes rústicas feitas de rochas e um chão de pedra que fazia uma curva dentro da escuridão.
“Essas câmaras são o maior segredo da família”, ele disse, entrando e parando logo em seguida para se assegurar que Severus o estava seguindo, para só então selar a entrada. “Há uma antiga lareira aqui dentro e ela está conectada somente com uma cabana no campo. Não sei onde.”
“Nem poderia imaginar”, Severus disse secamente.
Draco sorriu, mas não fez nenhum comentário. Agora não era o momento certo para provocá-lo. “Você estava lá quando a gritaria começou. Sabe quantos Comensais foram com meu pai?”
“Um bom número deles,” disse Severus. “Talvez um terço. Os Parkinsons, Goyle com certeza. Não consegui ver quem conseguiu pegar a chave de portal, só vi quantos ficaram para trás.”
“Alguns dos pais dos alunos, então?” Draco se perguntava até onde o túnel levava. Ele nunca antes estivera lá dentro e mal conseguia imaginar seus pais fugindo por um lugar tão abafado.
“A maior parte dos Comensais da Morte com filhos foi embora,” falou Severus. “É melhor Lucius reunir rapidamente os mais jovens ou veremos o passado se repetir com chantagem e reféns para garantir que Lorde das Trevas não gaste energia jogando maldições Imperius.”
“Não vai acontecer. Mandei Pansy reunir todos os estudantes em quem ela pudesse confiar e fugir. Eu deveria ir com eles, mas...” ele exalou e olhou para baixo. “Meu pai precisa de mim aqui.”
“Para fazer o que?” Severus perguntou. Ele colocou suas mãos nos ombros de Draco e o virou para si. “Que você pode fazer contra o Lorde das Trevas?”
“Privá-lo da mansão, a princípio. E tem um livro aqui que meu pai disse que ele não deve encontrar. Irei para Hogwarts sozinho.” Draco não pôde evitar encher-se de orgulho pela confiança que seu pai colocava em seus mãos.
“Livro?” Severus repetiu. “Espere, o que você quer dizer com ‘privá-lo da mansão’? Lucius não pode ter pedido que você—“
“--a incendiasse” Draco assentiu e continuou a andar novamente. O túnel logo se abriu em uma pequena câmara com prateleiras talhadas nas paredes de pedra e uma lareira que mal era grande o suficiente para que um homem agachado entrasse. Draco examinou as paredes. Algumas poucas garrafas de vidro com formatos peculiares e jarras etiquetadas em línguas esquecidas pontilhavam as estantes. Rapidamente, ele encontrou o livro debaixo de um monte de teias de aranhas e sem se incomodar em tirá-las, simplesmente agarrou-o e o colocou dentro do saco do demônio.
“Deve ter pó de flu aí dentro,” ele disse, mostrando com a cabeça a única jarra que não estava coberta por teias de aranha.
“E você?” Severus perguntou, já pegando um punhado de pó de flu. “Mesmo que consiga destruir a mansão, você não pode voar para fora daqui. Eu sei que eles quebraram a sua vassoura.”
“Me viu atrás da pintura, não é? Você sempre foi bom encontrando meus esconderijos,” Draco se curvou e pegou algo do chão. “Meu pai me falou sobre isso uma vez, mas eu confesso que nunca tinha visto, quanto mais voado nisso.”
Severus olhou para as mãos de Draco. Em um constaste gritante com suas brancas e delicadas mãos estava um galho retorcido com vários gravetos presos em sua ponta. Parecia-se mais com um ramo de árvore seco do que com uma vassoura.
“O que é isso?” Ele gentilmente pegou o que parecia ser um galho das mãos de Draco e o examinou. Tiras de couro prendiam vários ramos de bétula a um cabo de freixo, mas mesmo parecendo morto, o objeto era quente ao toque e tão pesado que parecia ter sido recém cortado. “Isso é mágica antiga”, ele sussurrou, devolvendo-o. “Não há jeito de saber como isso funciona. Eu só tentaria usá-lo se a minha vida dependesse disso.”
“Suponho que a minha dependa,” Draco respondeu, não aparentando medo algum. Seus olhos brilhavam ao pensar em usar não só uma herança de sua família, mas um pouco de magia selvagem tão antiga que não existia modo de regras do Ministério limitarem seu poder. “Isso deve me obedecer. Sou um Malfoy, afinal.”
“Deve ser, você é teimoso e descuidado,” Severus disse. Ele suspirou e sua face suavizou-se por um instante. “Você tem certeza que não quer ir comigo?”
“Gostaria se eu pudesse, mas assim que o fogo começar, essa sala vai ser enterrada em toneladas de cinzas. Não vou ter outra saída a não ser voar. Assim que estiver longe o suficiente, vou procurar um lugar de onde eu possa ir para o Beco Diagonal via flu.”
Os dois sabiam que isso seria quase impossível, mas ninguém ousou comentar sobre isso.
Severus pisou no chão da lareira. “Te espero dentro de alguns dias então. Com alguma sorte, terei ouvido sobre Lucius antes que você chegue.” Sem esperar por uma resposta, ele jogou o pó de flu nas chamas e disse claramente “Cabana Malfoy, Serpentia” Ele desapareceu após um clarão verde.
Draco respirou fundo e parou por um momento. Só o pensamento de voltar para onde estavam seus inimigos o aterrorizava e ter um amigo por perto manteve o medo de lado por um tempo. Ele pesou sua antiga vassoura em suas mãos e suspirou ao perceber o quão morta ela parecia, como se toda sua energia tivesse a abandonado. Sem dúvida seu ancestral a tinha criado com madeira nova, mas agora... será que havia nela magia suficiente para que ele pudesse voar?
Colocando sua pequena bolsa dentro de sua veste, ele se virou e carregou a vassoura através do túnel, encostando a cabeça na parede oposta à prateleira de livros por alguns momentos para então abrir o selo da passagem e sair. Assim que ele a fechou, uma pequena mão puxou sua manga e ele deu um salto para trás com um guincho, batendo seu quadril na ponta da mesa. O grito agudo que se seguiu lhe revelou que era somente uma elfa doméstica e ele a encarou com raiva, a assustando e fazendo com que ela desse alguns passos para trás.
“Que droga, Filly...” ele grunhiu.
“Filly está tão arrependida, Mestre Draco,” ela disse, revirando as mãos. “Mas Mestre disse para Filly vir e dizer pra ele quando ela terminasse de avisar todos os retratos para sair, e Filly fez.”
Não ia adiantar nada chutá-la, ele decidiu, quando ela terminasse tudo ele poderia chutá-la para que ela se apressasse. Ao invés disso ele foi até a tapeçaria e subiu pela escura passagem, mas hesitou, olhando-a por cima de seus ombros. Tradicionalmente elfos deveriam morrer com suas casas, mas parecia um grande desperdício deixá-los morrer, já que seu pai podia simplesmente reconstruir a mansão e trazê-los de volta, sem precisar ter o trabalho de procurar por elfos novos. “Filly, daqui a pouco eu vou incendiar a casa – não, não se atreva a gritar ou eu vou te azarar, eu juro – você não vai morrer, coisa estúpida.” Ele esperou até que ela conseguisse controlar suas lágrimas antes de recomeçar. “Escute, tire todos os outros elfos daqui. Você não deve ir para outra casa, você ainda nos pertence e deve manter nossos segredos.”
“Ah sim, Mestre Draco,” Filly disse, assentindo rapidamente. “Filly está mantendo todos os segredos. Filly é uma boa elfa doméstica, ela é.”
“Agora me ouça com atenção, você vai achar a minha mãe. Eu não sei onde ela foi, não me incomode perguntando. A propriedade em Nápoles, talvez, ou o apartamento em Paris. A encontre e fique com ela.”
“E se Filly não conseguir encontrar a senhora?” ela perguntou.
“Então...” Draco correu uma mão pelos cabelos. Ele não teve tempo de arrumá-lo propriamente e estes ficavam caindo em seus olhos. “Eu não sei. Vá para a floresta se você tiver que ir. Só não seja pega ou eu juro que vou te fazer desejar ter sido queimada.” Ele ignorou seu choro agradecido e colocou a tapeçaria de volta no lugar, e então atravessou a passagem, usando sua varinha para iluminar o caminho.
Não havia chance que ele se perdesse no escuridão. Quando criança, o garoto corria pela mansão, entrando e saindo de recantos escuros e assustando todo a casa. Seu pai tolerava seu comportamento já que era melhor Draco memorizar o labirinto de passagens enquanto seu corpo era pequeno o suficiente para caber nos cantos escuros da parede, do que mais tarde quando dobrar em um lugar errado poderia custar muitos minutos e adicionar machucados por viradas bruscas. Sua mãe permitia sua exploração, mas odiava como ele acabava rasgando suas vestes e se cobrindo de pó e pequenas aranhas.
Uma memória o tocou, e ele sorriu enquanto se arrastava pela estreita passagem entre a cozinha e a sala de jantar. Ele havia trombado uma vez com um ghoul se escondendo atrás dessas paredes e quase foi vítima de suas mandíbulas, se esgueirando para fora em tempo e entrando na sala de estar com as garras do monstro cravadas em suas vestes e elfos domésticos gritando em surpresa enquanto tentavam livrá-lo e sua mãe reclamando pela sujeira que agora maculava seu carpete.
Seu sorriso sumiu. Todo o fino carpete logo viraria fuligem e a vasta livraria de seu pai e a coleção de raras ervas e poções de sua mãe logo seriam cinzas fumegantes. Se ao menos eles tivessem tido mais tempo antes que seu pai arrebatasse tantos seguidores do Lorde das Trevas, se revelando traidores enquanto agarravam bengala de seu pai e iam para longe via chave de portal. De seu quarto, sua mãe ouviu o encolerizado Voldemort e de alguma forma sumiu antes que alguém pudesse capturá-la, certa de que seu filho iria achar seu próprio meio de sair.
Quando a parede se abriu o suficiente para que ele pudesse andar ereto outra vez, Draco parou e gentilmente empurrou para o lado a porta escondida, espionando por detrás da tapeçaria. Ele não ouviu ninguém, mas era melhor ter cautela. Um único incensário queimava no centro do salão, a fraca luz dourada ardia, mas não conseguia quebrar o ambiente ameaçador. Não havia ninguém dentro do longo salão, então ele se arrastou para fora da passagem, tomando cuidado para não bater sua vassoura contra a parede.
Janelas desciam do teto até o chão, ocupando uma parede inteira com uma visão clara do jardim de rosas e retratos vazios se alinhavam nas outras três paredes. Ele caminhou suavemente através do piso de mármore até o centro do antigo salão, desconfortável pelo silêncio. Não que seus ancestrais alguma vez tivessem gritado ou atormentado alguém – sua mãe sempre observava como se comportavam bem os retratos da família Malfoy, e mesmo que ele nunca tenha conseguido uma resposta, Draco suspeitava que os retratos dos ancestrais Black não eram tão silenciosos – mas o salão sempre ecoou com conversas murmuradas de suas gerações passadas e sem suas vozes, a casa parecia ainda mais vazia, como um corpo precisando de um enterro.
Ele olhou de relance através das janelas por um momento. Um pedaço da lua atrás das nuvens lhe mostrava as silhuetas dos Comensais restantes que vasculhavam o terreno, atrás dos seguidores de seus pais, talvez, mais provavelmente por elfos domésticos para interrogar, ele racionalizou. Olhou de volta para o incensário. Parecendo mais um grande prato em uma plataforma do que uma tocha, ele provinha luz para os retratos e brilho suficiente para os elfos trabalharem durante a noite. Somente ele e o seu pai sabiam que o objeto também servia como o centro de várias barreiras usadas na mansão, incluindo selos protetores, armadilhas e uma solução final contra um invasor.
Para esse último feitiço ele não precisava de sua varinha, só de seu corpo e seu sangue. Guardando sua varinha, ele segurou sua vassoura e a bolsa em sua mão esquerda, segurando a direita sobre a chama. Em um sussurro ele começou a cantar palavras que não entendia, havendo memorizado sob a tutela de seu pai, falando em uma língua que a família há muito havia esquecido, mas pela qual ainda vivia. Enquanto falava, a chama vermelha tornou-se branca, queimando mais quente e mais alto, e agora o fogo lambia suas mãos, o fazendo estremecer e cantar mais rápido.
O incenso que sua mãe tinha colocado no incensário queimou quase que instantaneamente, mas mesmo sem o combustível as chamas cresceram ainda mais e a fumaça ondulou sobre o prato, o que o fez se engasgar e tossir, enquanto a fumaça entrava pela sua garganta e fazia seus olhos arderem. Vários minutos se passaram e seu coração acelerou de dor e medo que alguém notasse a estranha luz no salão. Terminou o cântico, mas hesitou, temendo a agonia que viria do último passo.
A porta atrás de si foi aberta bruscamente e ele olhou sobre seus ombros, sua respiraçãofalha e seu corpo congelado. Parado atrás de si, o encarando, sua face contorcida em um sorriso desdenhoso e cruel estava Voldemort.
“Jovem Malfoy...” Voldemort sibilou. “Sua família me causou problemas demais hoje.”
Draco não conseguia se mover. Ele nunca havia ficado frente a frente com o Lorde das Trevas sem a presença confiante de seu pai ou a pose arrogante de sua mãe para protegê-lo. Até mesmo quando se curvavam a Voldemort, seus pais irradiavam um ar evasivo que Draco descobriu ser imperceptível para quase todos, o Lorde das Trevas incluído.
“Não se incomode em tentar fugir voando,” Voldemort disse, olhando de relance para a vassoura. “A mansão é minha. Não há escapatória para você.”
Enquanto Voldemort se aproximava com os olhos pregados nos olhos de Draco, memórias recentes ecoaram entre eles. Draco escondido novamente dentro das paredes, ouvindo seu pai se dirigir aos Comensais da Morte no que deveria ser um relatório sobre as condições no Ministério, mas que também era uma manobra desesperada para escapar. Ele sentiu seu pânico e surpresa saboreados e percebeu que não estava realmente se lembrando desses momentos, mas que Voldemort estava os estava tirando de sua mente. Uma memória anterior foi roubada, ele conversando com sua mãe, que estava sentada do lado de sua cama, acariciando seu cabelo e lhe dizendo que ele era forte o suficiente para cuidar de si mesmo se isso fosse necessário. Mais uma vez não era o que Voldemort queria e outra lembrança apareceu, dessa vez na sala de seu pai, enquanto Lucius explicava o plano de se libertarem que iriam tentar pôr em prática e o papel que seu filho deveria exercer.
“Aqui está,” Voldemort sibilou. “É isso que eu quero. Mostre-me, pequeno Malfoy. Para onde seu pai foi?”
Draco estremeceu, mas não havia modo de esconder. As aulas de oclumência de Severus eram inúteis quando ele estava assustado demais para conseguir pensar direito. Voldemort ouviu seu pai tranqüilizá-lo, escutou como ele planejava roubar tantos cavaleiros quanto ele conseguisse.
“Cavaleiros?” Voldemort repetiu. “Cavaleiros… de Walpurgis…”
“...de Walpurgis,” Draco sussurrou com ele, incapaz de parar a si mesmo. Suas mãos começaram a arder em antecipação mas ele não conseguia se forçar a movê-las. “Eles servem...”
“Eles servem a mim,” Voldemort quase rosnou,mergulhando dolorosamente dentro da lembrança fazendo Draco pensar que ele as reduziria a retalhos. “Eles são meus, agora, e nada do que vocês fizerem pode impedir isso.”
Mas a face de seu pai, arrogante, concentrada e bondosa, sussurrou algo diferente e Draco se focou em sua fala, sussurrando suas palavras junto com ele e obrigando-se a se acalmar até que pôde pensar em se mover outra vez.
“Os Cavaleiros de Walpurgis não servem a ninguém.”
Draco empurrou sua mão no incensário, se furou na ponta afiada do centro, que normalmente era usada para segurar grandes velas, e selou o feitiço com seu próprio sangue. Enquanto gritava de dor, as janelas explodiram e as chamas levantaram-se ao longo do chão do salão e de suas paredes, engulfando Voldemort e criando uma barreira de fogo entre eles.O Lorde das Trevas gritou e se debateu em surpresa, empunhando sua varinha, mas incapaz de ver através das chama e da fumaça para poder mirar qualquer maldição.
Assim que soltou sua mão, Draco somente pensou em voar para fora e a vassoura respondeu no mesmo instante, levantando no ar enquanto ele montava nela com uma só mão. Nenhum feitiço amortecedor o esperava. Ele sentou diretamente na tosca casca da árvore enquanto a vassoura levantou vôo e o carregou através da janela. Clarões de luz lampejavam a sua volta enquanto Comensais da Morte lançavam maldições mas, ou a explosão tinha afetado suas miras, ou ele foi extremamente sortudo em evitá-las. Com um aumento repentino de velocidade, sobrevoou o jardim e avançou pelo céu indo em direção ao vilarejo mais próximo.
Assim que se viu sobrevoando uma pequena cidade com mais ou menos uma milha de distância da mansão, ele diminuiu a velocidade e olhou sobre seus ombros, em direção aos seus perseguidores. Viu nada a não ser sua casa queimando como uma pira em uma colina, vagamente parecida com o pôr do sol. Draco se preguntava se Voldemort mandaria seus seguidores vasculharem em meio às chamas em busca do livro que ele havia roubado e quantos Comensais da Morte iriam queimar até a morte antes que ele aceitasse a perda. Ele ainda segurava o saco do demônio em sua mão esquerda e ao perceber isso, guardou-o em suas vestes, torcendo para que ele coubesse. E então, uma onda de náusea e dor o tomou e ele se voltou para a sua ferida. Sem Voldemort em sua frente para espantar a dor, ela doía impetuosamente.
Dobrado sobre sua vassoura, ele tentou se controlar para não vomitar enquanto amarrava a ponta de sua veste em volta de sua mão mutilada. O sangue encharcou o tecido e pingou sobre a vassoura e Draco teve certeza que havia quebrado um osso ou dois. A parte ruim sobre a magia negra, decidiu, era ter que usar seu próprio sangue ao invés do sangue dos outros. Seus pés se arrastaram sobre um telhado e ele guiou a vassoura para mais alto antes que batesse contra uma chaminé. Só alguns postes de luz iluminavam as esquinas, mas agora várias luzes surgiam das casas abaixo de si. Trouxas saíam vestindo seus pijamas e olhavam em direção à colina.
Não podia arriscar ser visto e subiu ainda mais com sua vassoura. Respondendo mais rápido do que sua Nimbus, ela subiu através do céu de modo mais veloz do que ele estava acostumado e quase o derrubou enquanto acendia em direção das nuvens. Draco agarrou o cabo o mais forte que pôde e segurou firme até que a velocidade diminuiu novamente, mas olhando o chão lá embaixo o fez continuar segurando firme. De muito longe, a cidadezinha tornou-se uma grade com pequenas luzes pontilhando sua superfície, e a terra se estendia por milhas à sua volta. Algumas nuvens pequeninas flutuavam abaixo de si e ele estremeceu. Nunca tinha voado tão alto antes, quanto mais em uma vassoura que funcionava através de feitiços que ele desconhecia.
Estremeceu uma vez mais. Ele não tinha um cachecol, luvas ou roupas enfeitiçadas de forma a mantê-lo quente e protegido do vento frio e o ar era gélido. Sentiu algo contra sua face e assustou-se ao ver que flocos de neve passavam ao seu redor. Havia só alguns flocos perto de si, mas quando parou para olhar para trás, espantou-se. Grandes nuvens negras preenchiam o céu acima da sua casa que ainda queimava, espiralando como um vórtex onde a tempestade se misturava com a fumaça. Enquanto a tempestade aumentava sua força, as nuvens se espalhavam, trazendo flocos de neve tão grandes como pires.
Hesitando por um momento, ele assistiu os pisos superiores da mansão cederem no meio e caírem um sobre os outros. Assim que a tempestade cobriu a vila e a neve tornou-se uma nevasca, ele se virou e voou em direção ao norte o mais rápido que podia sem cair. Essa vassoura não tinha nenhum feitiço para mantê-lo seguro, ele tinha que agüentar firme enquanto fortes lufadas de vento e gelo se jogavam contra suas costas.
Conforme a noite avançava, ele não se atreveu a parar e procurar por um uma casa bruxa amigável ou uma taverna que pudesse lhe prover uma conexão via flu para o Beco Diagonal. Todas as famílias dessa região ou estavam escondidas por fortes feitiços ou eram aliadas do Lorde das Trevas, e qualquer lugar público poderia ter espiões. Ele nem ao menos parou para dormir, mesmo que o pensamento de descansar na terra gelada ficasse cada vez mais convidativo conforme o tempo passava. Com a tempestade se pressionando constantemente contra suas costas, ele teve que se contentar em se curvar contra o cabo da vassoura, sua mão boa segurando firmemente enquanto a outra permanecia livre e solta ao seu lado. Quando sobre vilarejos e cidades tinha que permanecer alto o suficiente para parecer uma grande coruja, mas sobre os campos vazios e as colinas e podia voar mais baixo, onde o ar era relativamente mais quente. Várias vezes ele acabava voando cada vez mais baixo, cochilando até que acordasse sentindo-se encostar na grama e levantasse um pouco mais o vôo. No entanto, ele não tinha que acordar para se desviar de arbustos ou de árvores, pois apesar de a vassoura não ter todos os feitiços que a tornariam mais confortável, ela podia navegar através da floresta. Enquanto as atravessava em alta velocidade, Draco achava mais fácil simplesmente fechar seus olhos e tentar recuperar um pouco de força enquanto a vassoura o carregava através da noite.
Um sol cinzento raiou na manhã seguinte. Bloqueado pela nevasca, sua luz somente tornava a tarefa de olhar para cima ainda mais dolorosa, especialmente depois que a tempestade de neve não só o alcançou como também o passou. Sua respiração se condensava a sua frente e ele se encolheu o máximo que pôde enquanto tremia por conta do frio. Sem um feitiço para mantê-lo sobre a vassoura enquanto voava a altas velocidades, ele não podia ultrapassar a neve e escolheu então navegar sob as árvores onde os galhos o ajudavam a manter a neve longe de si. Ele não mais ligava se trouxas o vissem e quando estava sobre cidades ele simplesmente se mantinha sobre os telhados. Há muito havia perdido a noção de para onde voava e simplesmente se dirigia ao norte esperando encontrar algo familiar enquanto se aproximava da escola. Pelo menos sua mão não doía mais, adormecida e sem vida ao seu lado.
As várias milhas e o frio eram tão entorpecentes que ele somente percebeu que estava sendo atacado quando o segundo feitiço quase atingiu a sua cabeça, atingindo um carro e o partindo no meio. Ele se sentou e olhou a sua volta, tentando entender onde estava e o que estava acontecendo. Em algum momento durante a manhã ele havia voado para dentro de um vilarejo e nem tinha notado. A neve cobria tudo, enterrando as residências sob um gelo espesso e tornando tudo imaculadamente branco enquanto a neve continuava a cair. Sua vassoura virou rapidamente para a direita e um feitiço errou o alvo mais uma vez, acertando uma caixa de correio, que ardeu em chamas.
Não perdendo tempo para ver quem estava atrás de si, Draco aumentou a velocidade e voou baixo, perto do chão, fazendo a neve voar como uma névoa enquanto ele passava. Virou para a esquerda, mergulhando entre cercas e circulando uma casa, onde quase bateu contra algumas lixeiras. Tentando evitá-las, ele virou muito bruscamente e perdeu o controle em direção à casa, batendo no jardins dos fundos e afundando quase inteiramente na neve.
Virando-se de costas, ele apontou a sua varinha em direção ao telhado, mirando e resfolegando, esperando que um Comensal da Morte aparecesse a qualquer momento.
Vários minutos se passaram. Quando nada aconteceu, ele suspirou e abaixou sua mão, caindo para trás. A neve caindo era suave e quente contra a sua pele, e o vilarejo era tão silencioso que ele poderia ter acabado dormindo. Olhou para a janela da casa trouxa. As cortinas estavam fechadas e o gelo cobriu o vidro completamente. As pessoas de dentro nem sabiam que uma luta acontecia lá fora.
“Idiotas, todos eles,” Draco resmungou, pegando a sua vassoura novamente. Apalpando suas vestes para ter certeza que o saco do demônio ainda estava seguro, ele montou na vassoura e subiu no ar novamente. Exausto, mas alerta, ele lentamente voou ao lado da casa e examinou as ruas antes de continuar a viagem.
Ele nunca tinha viajado por uma cidade trouxa sozinho antes e não estava impressionado com o que ele viu. Uma nevasca e todos ficavam fechados em suas casas, virtualmente prisioneiros do tempo. Sem vassouras, sem aparatação, sem rede de flu, sem feitiços para mantê-los quentes, e ele tinha ouvido rumores que nos dias extremamente frios, a água congelava e destruía todos os canos que a levava para suas casas. Patéticos e inferiores, todos eles, ele pensou, o que tornava ainda mais ofensivo que os bruxos tivessem que se esconder dessas criaturas.
Agora que sabia que estava sendo caçado, ele encontrou dois Comensais da Morte voando devagar através das ruas e se escondendo atrás de árvores. Draco voou protegido por uma grande van estacionada na rua e olhou sobre ela, mirando cuidadosamente sua varinha no maior bruxo. Seus olhos cansados os enganavam e ele balançou sua cabeça para acordar a si mesmo, focando toda seu ódio e sua raiva no Comensal mais próximo. Pequenos feitiços como aqueles para fazer ferver não seriam o suficiente e os a magia negra que ele conhecia era muito cansativa mesmo nas melhores condições.
“Crepara,” ele disse, e uma luz cinzenta e pálida saiu de sua varinha, fazendo um “crack” pelo ar. Ao som de sua voz, a vítima virou em sua direção, mas era tarde de mais. O feitiço o atingiu bem no rosto, e o frenesi de seus gritos preencheram o ar enquanto a sua pele secava e seus músculos se contorciam. Ele tropeçou e caiu de lado na neve, remexendo seus membros de tal forma que seu braço quebrou como um galho e um som alto se originou do meio do seu corpo, quase o quebrando em dois.
Mesmo depois que o Comensal caiu de sua vassoura, Draco se virou e voou rua abaixo. Um segundo depois a van onde ele estava escondido explodiu quando o segundo Comensal abandonou seu companheiro e o seguiu.
Enquanto a vassoura seguia, Draco lutava para segurar o cabo e sua varinha em uma só mão. As casas começaram a se tornar um borrão assim que ele aumentava sua velocidade.A uma velocidade tão alta, ele quase perdia o controle a cada curva. Outro feitiço errou por vários centímetros, explodindo inofencivamente na neve. Ele olhou sobre seus ombros e viu a confusão de vestes negras bem perto e se aproximando. Em pouco minutos a Comensal iria chegar perto o suficiente para parar de errar.
Quando ele notou uma grande intersecção na estrada, virou para a direita tão rápido e tão baixo que acabou jogando um monte de neve atrás de si. Usando isso para confundir sua perseguidora, ele conjurou um feitiço de luz para que a mulher visse o brilho e o seguisse.
Cega pela neve, a Comensal seguiu o brilho até uma parede, batendo contra os tijolos. Ela caiu para trás, na neve, e permaneceu deitada, gemendo com ossos saindo de seus braços e pernas, suas costas dobradas em um ângulo estranho. Milagrosamente sua varinha permanecia intacta na sua mão direita, trêmula, e ela tentava virá-la em direção a si mesma.
Do lado do muro, mantendo o feitiço Lumus com seu braço esticado, Draco assistia a tentativa vã que ela fazia para tentar se curar. Ele riu. Mesmo que ela conseguisse apontar sua varinha para o lugar certo, sua mandíbula estava quebrada edeslocada, fazendo com que ela tossisse por conta de seu próprio sangue e ossos. Draco voou para perto, vagarosamente, sobrevoando-a, e se inclinou para frente, de forma a poder olhá-la nos olhos. Perdida em sua dor, sua inimiga ainda estava sã o suficiente para demonstrar medo enquanto ele apontava sua varinha em sua face.
“Hemorragia,” ele sussurrou.
Um feitiço avermelhado e preto a atingiu, e uma fonte de sangue jorrou de seus olhos, boca e pele, enquanto cada gota dele se desprendia de seu corpo, fazendo com que ela se tornasse uma massa de sangue.
Draco exalou e se apoiou em sua vassoura. Tentado em roubar a vassoura dela, acabou decidindo não fazê-lo para não acabar ativando qualquer feitiço anti-roubo que ela pudesse ter colocado nela e virou a sua própria em direção ao céu. Ele apalpou suas vestes só para se assegurar novamente que o saco do demônio ainda estava seguro antes de respirar fundo e empurrar a vassoura para cima.
Nenhum outro bruxo o seguiu, somente a nevasca e sua própria exaustão. Ele se perguntava como Voldemot podia manter um tempo tão forte e qual a extensão da tempestade. Todo o terreno estava branco, como uma mortalha funerária. Até mesmo as grandes faixas de mar pareciam congeladas. Quando o sol começou a se pôr , somente uma faísca em meio às nuvens, ele começou a se desesperar. Pensar que podia alcançar Hogwarts com uma vassoura nesse tempo era uma insanidade, que ele podia fazer isso dentro de um dia ou dois era ainda mais insano. Não podia mais sentir sua mão machucada e se perguntava se Pomfrey ainda podia fazer algo por ela.
Quando a noite caiu, ele segurou sua varinha perto de si e conjurou outro feitiço Lumus somente para não ter que voar no escuro. Um pequeno círculo de flocos de neve caia a sua frente. Não podia mais dizer se voava em direção ao norte e agora somente esperava não voar muito sobre o oceano, para não perder o senso de direção.
Penas marrons apareceram na luz por um momento e então desapareceram. Assustou-se e virou-se para sua esquerda. Uma grande coruja de igreja voava ao seu lado, tão perto que se ele se mexesse acabaria encostando-se nela. Desesperado, ele olhou para as patas da coruja e viu não só uma mensagem amarrada a ela, mas uma pequena queimadura do lado dela. Ferimentos de batalha, pensou.
“Você é a coruja de um auror,” chutou. A coruja o olhou por um momento antes de olhar para frente mais uma vez. “Então você deve estar indo para Hogwarts.” Ou se não estivesse, ele sabia que se a seguisse provavelmente iria achar um lugar seguro.
Não sabia por quanto tempo voaram juntos, a coruja planando preguiçosamente logo acima de seus ombros. Estava feliz pela companhia. Uma hora passou, talvez duas. Usava o feitiço Lumus para que pudessem enxergar melhor, embora tivesse certeza que ela podia ver muito bem mesmo na escuridão.
Quando viu as luzes laranjas de Hogwarts na distância, estava muito cansado para pular de alegria. Ele simplesmente direcionou a sua vassoura para baixo, ficando bem acima da copa das árvores do que ele sabia ser a Floresta Proibida. A coruja desapareceu e ele desceu para o terreno familiar, onde freqüentemente caminhava depois das aulas. A pequena cabana de Hagrid parecia muito apagada em meioa neve que cobria tudo à sua volta. Draco sentou-se e jogou uma perna sobre a vassoura, caindo sobre seus pés. Um segundo depois suas pernas, adormecidas demais para segurá-lo em pé, cederam e ele caiu de lado na neve.
O som de risadas, copos e talheres ecoavam até ele enquanto ele permanecia deitado nas sombras fora do brilho morno das janelas. Olhou para seu corpo como se ele o tivesse traído e sentiu lágrimas quentes encherem seus olhos. Não, não era justo! Chegar tão longe e não ser capaz de andar os poucos passos restantes até a escola, não era justo! Ele se esticou e agarrou a vassoura flutuando, mas a madeira rude estava lisa com o gelo e ele escorregou, caindo na neve. Sua mão machucada, confortavelmente adormecida durante a maior parte da viagem, agora latejava dolorosamente. Draco grunhiu. Fecho u os olhos e disse a si mesmo que estava só descansando, juntando forças para tentar de novo.
“Oi? Tem alguém aí?”
Os olhos de Draco se abriram. Essa voz horrível era tão bem vinda quanto a de um Comensal da Morte. Vá embora, ele pensou, prefiro morrer a ser resgatado por você. Mas o barulho de neve sendo esmagada ficou mais alto enquanto Harry Potter corria em sua direção, incapaz de ver o cabelo loiro platinado em meio a neve até que parou e se ajoelhou perto de Draco.
“Malfoy,” disse supreso, olhando para ele e estremecendo ao ver a mão do outro garoto. Então viu a antiga vassoura flutuando ao lado dele e olhou novamente para Draco. “O que diabos aconteceu com você? Onde você estava?”
Se tivesse força o suficiente, Draco teria rido e o insultado por ser tão estúpido. Ao invés disso ele relaxou novamente, seu rosto se virando para a neve macia enquanto desmaiava.
Continua...
2. Crepara, do Latim crepare, quebrar.
3. Hemorragia, do Latin haemorhagia, causar hemorragia (N.T.: Quem em português não precisa de grandes explicações)
Se você gostou, sinta-se a vontade para me dizer isso. Se não, não se sinta na obrigação de comentar. (N.T.: se alguém quiser entrar em contato com ela sem ser comentando aqui, pode encontá-la no livejournal(ponto)com. Procurem por kc(underline)anathema – e no começo do capítulo tem o endereço dela no livejournal para quem quiser ver.)
Nota da tradutora: não sei se a tradução ficou boa o suficiente, espero que sim. Vou revisar novamente e corrigir qualquer coisa que seja necessária e, bom, qualquer problema é só falar comigo. De fato eu compartilho uma similiariadade com autora, não gosto de usar beta readers... Então me perdoem se a qualidade não estiver perfeita mas eu vou me esforçar para fazer tudo do melhor modo possível!
Mas e então...Esse foi o primeiro capítulo? O que acharam? Não sei quanto tempo vai levar para traduzir o próximo mas vou tentar fazer sair rápido.
http(dois pontos)(barra)(barra)pics(ponto)livejournal(ponto)com(barra)kc(underline)anathema(barra)pic(barra)0060yyfs