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Hana-Lis
Author of 23 Stories

Rated: M - Portuguese - Romance/Drama - Reviews: 38 - Updated: 12-06-09 - Published: 02-05-08 - id:4054586

Nota: Os personagens de Saint Seiya não me pertencem, pertencem ao mestre Masami Kurumada e empresas licenciadas.


Um obrigada especial pras linduxas que comentaram o capítulo passado: Analu-san, Sah Rebelde e Margarida.

Ah gente linda, eu só queria fazer um pedido... Me contem o que estão achando da fic como as garotas fizeram no cap passado sim?!

Uma boa leitura à todos!


Capítulo 11: Florescendo

I – Entre garotas

-Esmeralda...

-O que é Sarah? –Esmeralda indagou impaciente.

-Você sabe, não sabe? Que isso tudo é...

-Uma loucura sem sentido! Que não deveria estar sentindo isso por ele e que deveria me lembrar que ele parte daqui a uma semana e que nunca mais irei vê-lo? Ah e que se meu pai descobrir que o estou ajudando, ele irá matar a nós dois? Isso?

A garota que se entretia em encher a cesta de bolos e pães em cima da mesa, finalmente se voltou para amiga na porta da cozinha.

-Esmeralda; Sarah franziu o cenho contrariada e então se aproximou. –Você sabe que eu estou certa e que isso não é brincadeira!

-Sim, eu sei, mas isso não é o suficiente pra impedir que o meu coração palpite de vontade de vê-lo. Eu não posso impedir isso Sarah, eu apenas sinto; Esmeralda agitou as mãos de forma displicente pra então voltar a se entreter com a cesta de mantimentos que levaria ao rapaz.

Sarah suspirou pausadamente. Algo lhe dizia que aquilo não terminaria bem, nada bem. Seu Senhor ainda estava desaparecido, mas a qualquer momento voltaria. Há alguns anos atrás, segundo a mais velha das servas, isso era comum. Quando Guilty ainda não era casado vez ou outra desaparecia sem deixar rastros, mas sempre retornava são e salvo. Pra onde ia porem? Ninguém nunca soubera, apesar de muitas serem as especulações a respeito disso, mas o caso era: “Como é que ficariam as saídas escondidas da amiga pra se encontrar com o escravo, quando seu pai estivesse de volta?”.

Até então ninguém desconfiava, mas certamente que quando retornasse Guilty logo descobriria. Seu Senhor era uma serpente e tinha olhos de águia, tal qual o Comandante. Muito lhe admirava era o Comandante nada ter feito na ausência de seu Senhor levando-se em conta que tinha mais poder que qualquer um ali, na ausência dele. A verdade era que ele também parecia ter sumido do mapa.

-Eu, acho que aquele navio não vai mais voltar; Sarah murmurou chamando a atenção da amiga. -É o que todos dizem.

-Eu queria poder dizer que isso me daria prazer, mas não posso, não sabendo que o destino do Ikki depende dele. Queria tanto que isso tudo fosse diferente, que tanta coisa fosse diferente...

Sarah apenas acompanhou a lamúria triste da amiga. Sabia e muito bem o que ela queria dizer.

-Esmeralda; Sarah a chamou de repente. –Você é linda, mas já parou pra pensar se ele corresponde a todo esse sentimento que tem devotado por ele? –a garota arqueou a sobrancelha em tom de provocação.

-Não precisa me fazer elogios Sarah, pra ai então poder me criticar; Esmeralda sorriu divertida. –Mas quanto a sua pergunta, eu não sei. Quando vou até aquela gruta o tenho tão perto de mim e ao mesmo tempo tão longe. Na maioria das vezes ele é tão calado. Raras são as vezes que ele se abre comigo e conta alguma coisa de sua vida e quando o faz, eu me sinto pior, porque sempre é uma recordação dolorosa.

-Esmeralda, mas o que aquele rapaz teria de bom pra contar? Ele é um escravo ou será que se esqueceu disso também?

-Eu sei, mas; Esmeralda ponderou enquanto fechava a cesta de mantimentos. –Eu te contei, ele me disse que tem um irmão, então, porque ele não fala sobre ele pra mim? Acho que essa seria uma boa recordação pra ele, não?

-Talvez não, e também pelo que você me contou, o garoto morreu há muito tempo atrás; comentou Sarah.

-Ikki insiste nisso, mas eu acho que não. Como disse pra ele da mesma forma que ele chegou até aqui o seu irmão também pode ter chegado vivo a alguma outra ilha após o naufrágio do navio em que estavam. E isso, bem, isso é outra coisa que tenho curiosidade também... Porque ele e o irmão vinham nessa direção?

-Por Zeus Esmeralda, depois sou eu a curiosa; Sarah sorriu e a amiga sorriu de volta.

-Bem, o importante é que apesar de tudo eu sinto que aos poucos aquela aura triste vem se esvaindo dele sabe? Às vezes eu quase o vejo sorrir... Ele nunca sorriu, não na minha frente, mas eu acho que ele ainda será capaz de fazer isso de novo. Agora; Esmeralda pegou a cesta pesada sobre a mesa e caminhou com dificuldade até a porta. –Está na hora Sarah...

-Ah não Esmeralda; Sarah cruzou os braços na frente do corpo e fez beicinho. –De novo não... De novo eu vou ter que...

-Namorar o Hélio; Esmeralda completou num sorriso jocoso depois de apontar para porta, onde podia ver ao longe a silhueta conhecida do soldado e a amiga corou furiosamente. –E já lhe adianto vai poder namorar bastante...

-Esmeralda; Sarah a repreendeu com os olhos estreitos. Óbvio que se aquilo tinha um lado bom era aquele: poder namorar, mas... Aquilo ainda a poria em maus lençóis...

Ultimamente a vontade de providenciar um filho, vinha crescendo de tal forma que... Fatalmente, acabariam pulando a parte do: “Eu os declaro marido e mulher...”.

-Sério Sarah, estou indo mais tarde hoje, então talvez eu demore um pouco, mas; Esmeralda sorriu. –Juízo hein? Lembre-se que eu quero ser a madrinha do casamento de vocês antes de ser a madrinha do pequeno... Lucas né?

-Esmeralda; Sarah havia corado feito um tomate.

-Ué, não era esse o nome que havia escolhido pro seu primeiro filho? –Esmeralda sorriu divertida. –Ah, vamos Sarah, por favor, eu sei que ‘distrair’ o Hélio não é nenhum sacrifício pra você...

II – Culpa

Dias, semanas... Não. Tinha que voltar! Ela não mais apareceria pra si, não importava quanto tempo mais esperasse por ela. Ela não mais lhe daria os seus beijos e o seu coração. Seu coração estava ferido, tal qual o seu. Doía, a ferida fora reaberta e jorrava sangue... Não havia mais o que fazer a não ser, tentar lutar contra o seu destino, contra a sua destruição e contra o âmago ferido que pretendia reduzi-lo à cinzas...

Aos poucos a pequena ilhota começava a distanciar do seu campo de visão. Ela estava vazia. Completamente vazia. Nem mesmo o rastro de seu perfume doce fora deixado pra trás. A onde ela teria ido? A onde sua fúria a teria levado? E... aonde todo esse ódio levaria a ambos?

Talvez nunca soubesse. Não enquanto, ela, não quisesse lhe mostrar...

-Calipso...

Ooo – O – ooO

Culpa. Era isso o que sentia. Sentia-se culpado por tais sentimentos. Quanto mais pensava, mais se sentia culpado por pensar naquilo. Não deveria estar pensando nela... Não dessa forma. Esmeralda não era a cortesã daquele navio, mas lhe instigava desejo. Quando pensava nela, em seu perfume e também naquele corpo delicado que se enroscara sob o seu àquela tarde... sentia sua pele se eriçar.

Tinha vontade de tocá-la.

Tinha vontade de senti-la, de descobrir o sabor de seus lábios... Naquele dia, quando a tivera sob o seu corpo, tão perto e ao mesmo tempo tão longe, tudo o que queria era ter provado daqueles lábios doces, mas não o fez. Não podia. Não era digno.

Um escravo almejando a filha de seu Senhor?

E agora estavam ali, naquele mesmo lugar, em meio às mesmas flores e aos mesmos sentimentos inquietantes, mesmo que cada qual desconhecesse o igual desejo no coração do outro.

A tarde passara tão rápido, rápido como se o tempo houvesse corrido de forma acelerada. Era sempre assim, ansiava pela presença dela e quando ela estava consigo, a única coisa que fazia era apreciar a sua presença em silencio como se falar pudesse quebrar uma espécie de magia que os envolvia. Quando ela estava ali, muitas vezes esquecia que era um escravo, um fugitivo, e também, que seu destino era incerto e provavelmente nada bom. Ali, junto dela, tudo era sereno e seu coração tinha paz. Isso é claro, até ser tomado por aqueles sentimentos ‘impuros’.

Não importava quantas vezes dissesse a si mesmo que não a podia ver como uma mulher, pois era assim que a via, uma mulher e infinitamente desejável a seus olhos. Era bela, doce, gentil, e pelo que contara era penas um ano mais nova que a si...

Dezessete anos...

Esmeralda era quase que uma criança ainda, era pura, inocente, desconhecia as maldades daquela ilha, do mundo, mas ainda sim era a mulher que desejava. A desejava... a desejava perdidamente mesmo não demonstrando qualquer traço que evidenciasse isso claramente, além de olhares insistentes e contemplativos o que de fato não conseguia impedir.

E quando o tocava... Quando cuidava de suas feridas, o seu desejo era ferir-se mortalmente mais uma vez para poder sentir aquelas mãos delicadas para sempre sobre sua pele.

Realmente, não conseguia nem ao menos pensar em como seria quando por fim partisse e nunca mais voltasse a vê-la...

III – De volta ao lar

Havia um incessante corre e corre por entre a casa do Senhor da ilha. As servas corriam de um lado pra outro atarefadas e Briseu achou aquilo deveras estranho. Faltou surrar a velha serva depois da mesma esbarrar em si e ir ao chão devido a sua correria desmedida.

-Mil perdões Senhor, eu não o vi e...

-Cale-se velha! –o Comandante se voltou ríspido para a mulher que se encolheu no chão, sentia o ombro dolorido depois de bater fortemente contra o peitoral de bronze da armadura do homem. –O que quero saber é o porquê dessa correria por aqui na casa de meu Senhor?

-Ainda não sabe Senhor?

-Não sei o que? –Briseu arqueou sua espessa sobrancelha. –Aliás, se soubesse não estaria lhe perguntando velha inútil! –ele vociferou grosseiramente.

-Nosso Senhor está de volta, Comandante; respondeu a mulher.

-Mestre Guilty retornou? –indagou Briseu acalmando os ânimos.

-Sim, é por isso que estamos apressados ele deseja um jantar apropriado e também...

-Onde ele está? –Briseu a cortou e a mulher apontou a enorme porta negra de carvalho atrás do mesmo.

-No salão, Senhor, como sempre; ela completou se levantando.

Sem dizer qualquer coisa Briseu deu-lhe as costas e caminhou até a porta. Depois de se anunciar entrou e lá encontrou o seu Senhor, em seu costumeiro trono e com sua costumeira máscara. Parecia que sequer havia deixado aquele posto.

-Comandante; sibilou Guilty.

-Meu Senhor; Briseu se curvou numa respeitosa reverencia aos pés de Guilty. –Fico feliz que esteja de volta.

-Eu nem tanto Comandante, já que minha viagem não serviu para absolutamente nada; o homem respondeu de forma enigmática.

-E, me permite indagar, pra onde o Senhor foi? –indagou Briseu. –Estávamos todos preocupados com o Senhor e, não sei, quem sabe eu pudesse ajudá-lo Senhor.

-Isso não é da sua conta Comandante!

-Perdão Senhor; Briseu se retratou pensando tê-lo ofendido, Guilty porem continuou a falar após o pedido de desculpas do Comandante.

-O que tentei resolver nessa viagem não é algo que esteja em suas mãos nem nas de nenhum reles mortal resolver, nem mesmo nas minhas, acabei de descobrir; Guilty lhe respondeu não com fúria e sim com escárnio, mas mascarado por sua face coberta. –Agora me conte tudo o que houve nessa ilha enquanto estive ausente...

IV – O primeiro

Mais uma vez Ikki cometia aquele ‘pecado’.

A contemplava...

As flores, a brisa fresca daquele fim de tarde, o crepúsculo que tingia o céu, tudo aquilo, nada mais era que mero cenário para a musa de seus olhos... Seu perfume, o perfume das flores... O perfume das flores e o seu... Já nem mesmo os distinguia.

-Bom, acho que está na hora de eu ir pra casa agora; a voz de Esmeralda o fez despertar. –Mas amanhã eu volto. Voltarei mais vezes antes de você partir. Afinal precisamos preparar tudo pro dia da sua partida...

É, dali a dois dias seria lua cheia e aquele navio em fim voltaria, mas... Quem disse que queria isso? Aquela frase fora como uma punhalada em seu peito e um aviso de que tinha que parar de sonhar com o impossível... De sonhar com ela...

Esmeralda sorriu tocando em sua mão carinhosamente, como sempre fazia, mas Ikki manteve-se distante. Fitava quase que a esmo o horizonte, como se não a sentisse perto de si.

Como sempre aquela sensação de que ele precisava de carinho se apossou do coração da jovem e ela se aproximou um pouco mais do rapaz sentado ao seu lado. Aquilo já estava sendo difícil demais pra ela, acostumar-se com a idéia de despedir-se dele e ele... Ele estava tornando tudo mais difícil.

-Ikki; ela o chamou vendo-o voltar-se finalmente para si. –Eu volto, eu prometo...

Era como se ele precisasse ouvir aquilo.

Dito isso, Esmeralda não mais conteve um desejo que há tempos continha. Aproximou-se e repousou um beijo suave na bochecha do rapaz. Aquele impulso fora deveras atrevido, apesar da inocência do gesto, mas não o conteve. O que ela não sabia era que aquilo havia despertado em Ikki reações e sentimentos que também não agüentava mais reprimir.

Ikki não soube explicar o que aquele simples gesto significou, tão pouco seus gestos a partir de então, apenas segurou a mão suave em sua face e então a puxou para si, envolveu a jovem entre os braços como se ela fosse à única coisa que possuísse. E na verdade era.

Esmeralda se surpreendeu com o gesto, mas deixou-se abraçar pelos braços fortes do rapaz. Há tempos que desejava isso. E estava surpresa, por ser justo agora.

Ikki abraçou-a apertado, sentindo uma sensação estranha, um aperto no peito. Sentia que assim que a soltasse ela iria desaparecer e jamais voltaria a vê-la novamente. Aquele sopro suave que carregava as folhas e as flores de cima da encosta... era como se ele também pudesse levá-la de si, da mesma forma que levava o seu perfume.

Os braços delicados envolveram-se ao seu pescoço e suas mãos pálidas lhe acariciaram os cabelos com ternura. Esmeralda jamais se sentira tão bem, tão... protegida. O calor de seus braços, de seu abraço, era muito melhor do que um dia sequer havia sonhado.

-Ikki, por favor, eu tenho mesmo que ir; começou Esmeralda no intuito de se afastar, mas o rapaz não a soltou, não moveu um músculo sequer. Aquilo era bom demais, mas tinha realmente que ir se quisesse abraçá-lo mais vezes. Poderia estar pondo tudo em risco se ficasse mais tempo ali.

Ikki aspirou longamente o seu perfume, sentindo seu calor, sentindo-a tremula em seus braços mediante tal gesto. A havia ouvido claramente, em alto e bom som, mas não desejava soltá-la. Subiu uma das mãos lentamente por suas costas até chegar a sua nuca. Seus dedos se entrelaçaram entre as melenas douradas e macias e assim que seus olhos por fim se reencontraram, sem mais pensar, sem certo ou errado, pecado ou louvor, Ikki uniu seus lábios aos dela.

Beijou-a com força e tão logo a surpresa que a havia invadido logo se tornou recíproca. Esmeralda correspondeu-o com igual ardor, parecia compartilhar do mesmo sentimento que o invadia, que assim que se separassem iriam perder um ao outro para sempre.

Ikki sentiu-a entreabrir os lábios de forma doce e mergulhou avidamente no néctar adocicado de sua boca, ouvindo um fraco gemido escapar dos lábios da jovem ao sentir sua língua quente buscando a sua, explorando cada canto de sua boca. Entretanto, aos poucos, aquele gesto tornou-se sôfrego, cálido e sem pressa. Esmeralda era uma flor doce e delicada e Ikki sabia disso, porem quanto mais a beijava, quanto mais a sentia, mais desejava ter daquele anjo.

Sua boca havia se tornado faminta, e suas mãos subiam lentamente pelo espaldar sinuoso da cintura da jovem. Aquele pequeno feixe de seu vestido parecia pedir para que suas mãos o abrissem, para que pudesse sentir com plenitude aquela tez macia, porem, repentinamente ele estancou.

O que estava fazendo afinal?

Não podia ceder àquilo... Possuí-la no meio daquela tarde como se fossem dois animais no cio? Não era isso o que queria. E tão pouco deveria ser o desejo da garota. Esmeralda não era uma prostituta. Não era a mulher do navio.

Era o seu anjo...

Afastaram-se parcialmente e ofegantes, sentindo a respiração pesada um do outro em suas faces. Esmeralda segurava em seus ombros com os olhos fechados e a respiração entrecortada. Seus lábios rubros e levemente inchados eram um convite tentador a novos beijos. Entreabertos, úmidos, mas Ikki não mais se apossou de sua boca. Não podia. Queria, mas não podia...

Ela suspirou pesadamente e então finalmente abriu os orbes para fitar o rapaz. Sentia o coração acelerado e o rosto rosado queimar como nunca antes havia sentido.

-Eu; ela começou e então levou a ponta dos dedos até os lábios. Sentia-os dormentes. –Jamais haviam me beijado antes...

Ikki não soube o que dizer apenas fitou a jovem que se levantou desconcertada e então correu para longe de si, para a entrada da gruta. Pensou em correr atrás dela, mas uma força invisível pareceu o aprisionar sobre aquele tapete de flores e evitar a gruta escura.

-Droga! –ele suspirou frustrado levando ambas as mãos à cabeça. Agora sim nunca mais iria tornar a vê-la.

Naquela noite Ikki não conseguiu dormir e o pouco que conseguiu foi um sono agitado onde imagens confusas lhe povoaram a mente. Dor, sangue, os guardas de Guilty o perseguindo. Os olhos de Shun... A mulher do navio a lhe oferecer o seu corpo sensual e então Esmeralda com seus lábios doces e macios...

Despertar no dia seguinte lhe foi bem mais que um alívio.

Continua...


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