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Author of 113 Stories |
Nota: As fanfics não tem relação entre si.
HP não me pertence, mas sim à tosca da JK.
13. Amores-perfeitos
“Por que amores-perfeitos?” Ele perguntou de olhos fechados.
“São meus preferidos.”
Do colo dela, Draco riu. E ela, mesmo sem saber exatamente de que ele ria, riu também. Porque era o que ela sempre fazia, aceitar sem questionar.
Pansy era uma garota como todas as outras; como elas, queria um dia casar-se com um homem que a amasse e constituir uma família, queria ter uma aliança no dedo e um nome diferente no papel.
E o nome que ela desejava ter era Malfoy.
Todos a aconselharam a desistir: os Malfoy eram uma das famílias puro-sangue mais antigas da sociedade bruxa, sua arrogância e prepotência tinham o poder de esmagar qualquer um que atravessasse seu caminho. Mas Pansy não lhes deu ouvidos. Conhecia Draco, sabia que ele seria incapaz de fazer qualquer mal a ela por qualquer que fosse o motivo.
Porque Pansy era como todas as outras garotas, e gostava de acreditar que sua vida era um conto-de-fadas.
Por isso ela distorcia a realidade, enfeitava as palavras cruas que ele dirigia à ela, embelezava suas memórias ruins com detalhes inexistentes, e fingia ignorar a frieza e a indiferença. Valia a pena, dizia para si mesma constantemente, porque Draco era o príncipe com o qual ela sempre sonhara. E não importava realmente até onde ele seria capaz de ir, não importava que ele fosse longe demais para que ela o alcançasse, no final ele sempre acabaria voltando para ela.
O que era verdade. Draco sempre voltava.
Depois que foi forçado a entrar na floresta proibida.
Depois que teve seu braço gravemente machucado.
Depois que seu ego ocupou todo o espaço à sua volta.
Ele sempre voltou, mesmo depois de tudo, porque Pansy sempre esteve lá.
E Draco sempre fazia o que era mais fácil.
Até que o sexto ano começou.
No começo era sutil: ele dizia que não precisava que ela o esperasse acordada, que não o esperasse para o almoço, que não guardasse seu lugar nas aulas. Mas, aos poucos, o que era sutil se tornou gritante: ele já não falava com ela, nem sequer lhe dirigia um olhar.
Entretanto, ela não recuou. Não deixou de esperá-lo todas as noites muito além do horário, não deixou de esperá-lo para o almoço em uma mesa praticamente vazia, nem de guardar sempre o melhor lugar para ele em aula. Ela continuou como se nada tivesse acontecido, como se o mundo do lado de fora de Hogwarts não estivesse em caos, como se o mundo dentro da escola também não estivesse em caos. Ela continuou sempre lá. Mas Draco não.
E, quando ela achou que as coisas não podiam ficar piores, o sétimo ano começou.
Ela tentou, mas o descaso dele boicotou sua força de vontade. Ela percebeu – finalmente percebeu – que não havia sentido em esperar alguém que não voltaria. Compreendeu porque a haviam alertado tanto, porque o nome Malfoy jamais acompanharia seu nome em um documento: Draco não era um príncipe, e o mundo em que vivia não era um conto-de-fadas.
Como qualquer outra garota, Pansy teve seu coração partido.
A guerra terminou. O mundo não era mais caos, mas tampouco voltara a ser o conto-de-fadas que ela idealizara. Era apenas o campo de batalha vazio de onde ela se retirava humilhada, vencida por algo que ela não conseguia - não queria - entender. Ela simplesmente fez o de sempre: aceitou sem questionar.
Não tinha como saber que seria naquela hora, naquele único momento em que não estivera presente, que Draco viria procurá-la.
Não tinha como saber, porque ela já havia desistido.
E, sendo assim, Draco teve de escolher a segunda opção mais fácil. A irmã de uma ex-colega, a caçula de uma família influente e rica, a menina que espreitava suas sombras por onde quer que fosse. Não era o que ele esperava, mas era fácil. Mais fácil do que ele imaginara a princípio, inclusive.
Foi de longe que Pansy soube do casamento deles. Também foi de longe que soube do nascimento de seu primeiro filho. Não queria se envolver com aquela família, se possível.
Contudo, o mundo bruxo era pequeno. As famílias estavam todas interligadas, principalmente as de puro-sangue, principalmente as antigas.
As desculpas dela se tornaram gradativamente mais escassas, até que, no aniversário de três anos do filho do casal, ela foi socialmente obrigada a comparecer. Já era hora de engolir seu orgulho e sua dor.
Qual foi a sua surpresa, no entanto, ao chegar e se deparar com o jardim em frente à mansão do casal Malfoy.
“Amores-perfeitos?”
“São os preferidos de Draco.” Astoria respondeu, sorrindo para a criança em seu colo.
E Pansy riu, mesmo sem saber exatamente de que.
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