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Games » Super Smash Brothers » Hoshi no Kodomo
Tachibana
Author of 7 Stories
Rated: K - Portuguese - Friendship/Fantasy - Reviews: 7 - Updated: 02-24-08 - Published: 02-20-08 - id:4084930
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Título: Hoshi no Kodomo

Autor: Tachibana (Rikku)

Contagem de Palavras: 1.155

Estilo: Redação

Gênero: Amizade/Fantasia

Tipo: Capítulos (Em Desenvolvimento)

Rating: K (amor infantil e desenvolvimento de emoções)

Data de Postagem: 20/02/08

Disclaimer: Super Smash Bros., seu nome, logotipo e relacionados pertencem a HAL Labs., e não são usados de maneira alguma para fins lucrativos ou comerciais.

Sumário: Longe de um mundo de sonhos e brincadeiras, existe um garoto, e sua amizade e carinho pelos amigos daria origem a um torneio onde a imaginação decidiria tudo. Mas conseguirá ele vencer os obstáculos que o afligem?

Motivos do Autor: Eu não vejo muitas fics boas que falem sobre esse jogo, mesmo porque, ao menos até o Brawl, era difícil encontrar motivos coerentes. Ao invés de tratar dos acontecimentos do torneio, porém, eu decidi tratar de sua origem, e nos primeiros segundos da abertura dos dois primeiros jogos, uma dica é dada.


Despertar


Andrew Karu estava deitado em sua cama, apenas de cueca.

Havia sido uma noite particularmente quente e as gotas de suor ainda escorriam através de seu rosto, já que o ar condicionado, como sempre, não poderia escolher uma hora melhor para quebrar. Precisou pegar o ventilador, abandonado há séculos em algum lugar da garagem, para conseguir ter uma noite de sono decente, o que obviamente não funcionou. Por sorte, as manhãs daquela cidade sempre ofereciam brisas frescas e por isso ao menos não acordaria com calor. Embora os raios de sol, que atravessavam sua janela deixando exposta uma fina, porém estranhamente bela, camada de poeira já tocassem seu rosto, Karu sequer se mexia. Naquela segunda-feira suas aulas começavam, aulas em um novo colégio, numa nova cidade, praticamente uma nova vida para o menino. Não estava nem um pouco ansioso para conhecer novos amigos porque, na verdade, nunca desejou isso: queria seus velhos amigos de volta, queria sua velha casa de volta, ele nunca pediu para nada mudar. Contudo, mesmo ele sendo aquele que perderia mais com a mudança, pelo simples fato de ser uma criança não foi consultado, e estava furioso e ao mesmo tempo decepcionado com sua família por isso. Quando já passava das oito e meia, sua mãe martelou a porta:

- Andy, vai se atrasar pra escola! - como se isso fosse algo muito ruim.

- Só mais cinco minutinhos, mãe... - replicou, em seguida percebendo que seria muito mais inteligente continuar fingindo dormir. Por outro lado, conhecendo sua mãe, as chances de que ela o pegasse no colo e o jogasse na banheira com roupa e tudo eram muito altas. Por esse motivo, decidiu se levantar, vagarosamente, e ir tomar o seu banho, apenas lá percebendo que não tinha muita roupa pra tirar naquele momento, por isso deveria ter seguido o plano. Se houvesse um. Da mesma maneira que praticamente todas as crianças no mundo antes do primeiro dia de aula em uma escola nova, Andrew se pegou imaginando como seriam as pessoas de lá, se as professoras eram legais, coisas do tipo. E da mesma maneira que as outras crianças, ele acabou imaginando que todos eram demônios de vinte cabeças. Depois pensou em como não era típico de sua parte, o que era bem verdade. Karu era um perfeito exemplo de criança: gostava muito de brincar com seus amigos, jogar videogame e era muito sorridente tanto com a família quanto com os amigos. Era o tipo de menino que, se você olhasse, diria que não tem problemas, e não tinha mesmo, seus pais sempre fizeram de tudo para ter certeza disso, ao menos até a misteriosa mudança sem motivo aparente ou explicação, o que o deixou um tanto quanto abalado. Mesmo assim, queria ser o filho perfeito, e por isso não reclamou, apenas chorou silenciosamente em seu quarto.

Quando terminou de lavar seu corpo, saiu do box, no processo molhando o banheiro inteiro como sempre fazia. Foi direto ao espelho tentar ficar mais alegre, dizer a si mesmo que tudo ia acabar bem e coisas do tipo, mas apenas se deparou com seu reflexo triste. Tentou desviar a atenção para sua aparência, a de um menino com cabelos loiros de fios um pouco rebeldes, nada que saia do controle, uma pele clarinha e olhos de um tom de azul mais escuro que, de acordo com sua mãe, o deixava até com um charme a mais. Suas feições eram bastante arredondadas, inclusive no cabelo, que tinha as franjas escorrendo através de seu rosto. Pensar nisso o fez se esquecer do colégio enquanto se secava e rumava para o quarto, sem amarrar a toalha nem nada, já que só ele e os pais moravam naquela casa.

Tinha que escolher que roupa usar, pois ainda não tinha uniforme, o que Karu considerava algo ruim que o tornaria diferente de todo o resto, e ele definitivamente não queria ser diferente em seu primeiro dia de aula. Resolveu usar sua roupa de estimação, já que sua lógica de criança o levou a pensar que se ele agisse de forma diferente um dia e as pessoas gostassem, teria que fingir ser esse alguém pra sempre, e ele não queria isso, queria que todos gostassem dele como ele é: anos mais tarde iria reconhecer isso como uma enorme demonstração de inteligência e senso comum de sua parte. Por outro lado, ainda não tinha senso comum o suficiente para não acreditar em cuecas da sorte: a que vestiu fora um presente de sua falecida avó, uma cueca justa, azul clara com o desenho de uma bolinha rosada atrás. Pegou sua camiseta, que era branca, mas tinha tanto as mangas quanto uma peculiar gola arredondada de cor rosa, e achava isso perfeitamente normal, seguida de sua bermuda que ia além dos joelhos e era totalmente vermelha e tinha vários bolsos, isso porque o garoto insistia em guardar as mais diversas coisas que variavam a papéis de bala a bonecos que achava na rua. Bem, todos têm suas manias. Depois calçou suas meias brancas, um tênis que tinha a parte da frente azul, e só então chamou a mãe para que ela pudesse amarrar, já que, mesmo depois de constantes aulas, ele não havia conseguido fazer aquele laço chatinho. Ela estava com pressa, então fez tudo muito rapidamente e o chamou para ir ao carro, e ele obedeceu, apesar de que, quando estavam quase saindo, Andrew percebeu que havia esquecido sua mochila (que diferente de suas roupas, era simples, bastante quadrada, marrom e plana) e voltado para pegar.

Cinco minutos depois estavam a caminho da escola, em um silêncio absoluto. Karu estava nitidamente muito nervoso, apesar de querer esconder isso, e sua mãe não tinha idéia como acalmá-lo, em parte por já ter estado em uma situação similar quando criança, e na época nenhum consolo havia funcionado. Para piorar a situação, a escola não era muito longe e eles na verdade foram de carro para o menino não se atrasar. No momento em que chegaram ao portão do colégio, porém, o silêncio foi quebrado. A mãe de Karu sussurrou algumas palavras no ouvido do menino, que em seguida conseguiu sorrir de leve, e em seguida um beijo em sua testa. Se despediram, e ele desceu do carro para observar o que lhe esperava, e então ficou boquiaberto.


Continua...


Nota do Autor: Aqui vou colocar, depois de todos os capítulos, alguns esclarecimentos que eu sei que ninguém nem queria ler, o primeiro deles sendo o nome do protagonista, Andrew Karu. Mais especificamente, seu sobrenome: Karu, por incrível que pareça, veio de Kirby. Infelizmente eu não me senti compelido a chamar meu protagonista de Kirby, por motivos que deveriam ser óbvios, então tentei optar pela versão japonesa do nome, "Käbï", que cá entre nós também não me agradou muito. Assim, fui obrigado a tentar uma pronúncia mais forçada, no caso, "Karubi", e retirei a última sílaba. Já o nome da história, "Hoshi no Kodomo", significa literalmente criança das estrelas, e também foi retirado diretamente do nome japonês da série Kirby. Esclarecidos esses dois pequenos detalhes, vou dizer que a minha fic preza muito mais o como do que o quê, e o final já vai ser bem previsível daqui a alguns capítulos. Aproveito par avisar que esta fic é dedicada à Lilly, a quem eu já devia uma fic faz algum tempo. Eu sei que você adora Kirby, e espero que goste dessa história da mesma maneira.

Reviews e comentários são muito bem-vindos, obrigado.

-Rikku (Tachibana)

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