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graay
Author of 17 Stories

Rated: K - Portuguese - Romance - Sirius B. & Remus L. - Reviews: 15 - Published: 03-06-08 - Complete - id:4115394

Juro solenemente não fazer nada de bom. (:

Smother Me.

1972.

Remus observava atentamente as feições do amigo. A cada presente que abria, seu rosto ia ficando mais e mais alegre e, involuntariamente via-se sorrindo, também.

Lupin baixou o rosto, ele parecia muito menor naquela poltrona larga; seu corpo frágil e pequeno ficava quase insignificante quando sentado nela. Observou os joelhos por um curto espaço de tempo. Só conhecia Sirius há dois anos, mas quando perto dele, ficava confuso.

Sempre que ficavam juntos, Remus se sentia ansioso e feliz, de uma maneira estranha, mas feliz. Sempre soubera que de alguma maneira ele era estranho. Sua licantropia, difundida aos oito anos, o fizera acreditar nisso.

Voltou-se para a janela, onde os flocos de neve passavam borrados e os mirou. Adorava a véspera do dia 25 de Dezembro, mas sua adoração pereceu quando se tornou um lobisomem. Em seu nono Natal, passou como uma fera em busca de carne fresca.

Remus voltou-se para a pequena pilha de presentes que estavam aos seus pés. Seus pais lhe deram um pulôver que caberia dois Lupins e meio; James lhe dera um livro sobre Quadribol e Peter uma caixa de chocolates sabor floresta-negra.

Remus corou ligeiramente. Qualquer um pensaria que era por causa da lareira ou por causa do frio, mas só Lupin sabia que era porque não ganhara presente do amigo que o fazia sentir-se confuso.

Não que ele ligasse para presentes, não se importaria de não ganhar. Mas sentiu-se abandonado e esquecido. Se ao menos Black disse o porquê... Mas ele não dissera nada, apenas o deixara iludido. Ele não é obrigado a me dar nada, lembrou-se.

Remus voltou a fitar os joelhos, a calça bege estranhamente iluminada por causa do fogo crepitante da lareira. Lupin suspirou. Atualmente, era o que ele mais fazia. Com displicência, soltou a fita que prendia suas madeixas e deixou-as escorrer pelo seu ombro. O cabelo louro indo até o limite dos ombros e a franja desleixada fazendo cócegas em seus olhos.

Lupin olhou a mesinha ao lado da sua poltrona e observou os brownies de chocolate. Os olhos dele brilharam e um sorriso bobo o apossou. Ergueu a mão, pronto para pegar um deles, mas um par de braços o abraçou, impedindo-o de continuar.

Lupin de súbito voltou-se para a pessoa, levando um beijo estalado - quase - no canto da boca, quando o aperto afrouxou, ficando imediatamente rubro. Seus olhos se arregalaram mais ainda quando viu quem o tinha beijado de forma tão animada.

Ele. Seus olhos fechados com a intensidade do sorriso que ele mantinha, as bochechas levemente coradas, os cabelos preto-azulados soltos ultrapassando o ombro, a franja em desordem ocultando parcialmente seus olhos.

Quando Sirius abriu os olhos, Lupin ofegou, eles estavam deveras límpidos, do jeito que fazia Remus sempre suspirar.

“Espero que você não tenha pensado que eu me esqueci do seu presente” Black disse aumentando o sorriso, e pegando na mão do lupino.

“Sirius... Eu... Você...? Me bei...” Lupin balbuciou, deixando-se ser levado por Sirius.

“Quê?” Black perguntou, fingindo não entender. “Vem logo!”

“Mas eu estou indo! Ou melhor, estou sendo arrastado!” Disse emburrando, mas ainda sim, sorrindo por poder ter o contado das mãos quente do amigo.

Sirius olhou para trás e deu uma piscadela. Não disse nada, apenas continuou puxando o rapaz franzino.

Lupin já estava arquejante quando eles chegaram à porta do Salão Principal. Remus olhou de um lado ao outro, vendo as sombras gigantescas por causa do luar.

“Si...Sirius... Onde estamos indo?” Remus perguntou com uma sensação nada convidativa no estômago.

“Relaxa e goza...”

“O...O QUE!?” Remus exclamou, os olhos arregalados, a face ficando intensamente rubra.

Sirius voltou-se para Lupin, com um sorriso maroto no rosto, divertido com a situação. Fitou-o por um longo tempo, passou uma de suas mãos pelo rosto quente e corado do menor e plantou um beijo ali, abraçando-o em seguida.

“Você é muito fofo, às vezes, sabia?” Sirius perguntou, afastando-se.

“Sirius...” Remus choramingou, ficando novamente rubro. Black sempre o deixava confuso.

“Vamos!” O rapaz ordenou, pegando novamente na mão dele.

Sirius abriu a majestosa porta, e uma lufada de ar frio os arremeteu. Remus tremeu ligeiramente. Black percebendo isso, retirou o casaco felpudo que ele tinha, e ofereceu ao amigo.

Lupin estava pensando em recusar, mas Sirius mostrou que estava com uma jaqueta por baixo, Remus sorriu e aceitou, colocando logo em seguida, sentindo o calor e o cheiro do outro. Encolheu-se mais dentro do agasalho felpudo e pôde sentir-se protegido ali dentro. Sorriu involuntariamente.

Sentiu novamente, a mão quentinha de Sirius o puxando para fora. Eles correram pela neve, circundando o castelo, até darem de encontro com uma porta, que parecia ser de um armário de vassouras.

“Torre de Astronomia? (1)” Remus perguntou incrédulo. “Não podemos entrar aqui. Sirius...!” Lupin protestou.

“Qual é... Ninguém vai saber, ok? E só vamos dar uma passadinha lá, certo? Agora me siga”

Remus não ofereceu resistência, e seguiu o amigo. Sabia que não conseguiria recusar, fora assim desde o primeiro ano, quando eles se conheceram.

“Hmm... Oi! Posso me sentar ao seu lado?” O menino de cabelos escuros perguntou, corando um pouco.

“Claro” Remus disse sorrindo.

“Eu vi você no trem... Qual o seu nome?”

“Remus... Lupin”

“Sirius Black! Mas... Eu posso te contar um segredo que não é um segredo?” Disse divertido, os olhos brilhando.

Remus riu.

“Sim!”

“Eu odeio toda a minha família... Inclusive eles me odeiam! Ainda mais porque fiquei na Grifinória.” Sirius disse bem perto de Lupin, que ficou surpreso com o ‘segredo’. “Que houve?”

“Você... Odeia a sua família, e é recíproco... E ainda você diz isso com esse sorriso?!”

“É.” Sirius disse com simplicidade, não entendendo a reação alheia. “Com certeza você não conhece a minha família. Aliás... Nem queira conhecer.” Completou sorrindo.

“Remus...!”

“Ahn?” Lupin transpôs-se da lembrança, voltando ao momento. Desde aquele dia, aprendera a entender Sirius.

“Minha varinha... Está no casaco que você está usando.” Black disse apontando para o bolso esquerdo.

“Ah... Me desculpe, estava pensando em uma coisa...” Remus mergulhou a mão no casaco, pegando a varinha esculpida.

Sirius a pegou e abriu a porta da Torre. Lá dentro era um ambiente calmo e redondo. Remus entrou ressabiado, afinal estavam em um lugar proibido, de madrugada e infligindo meia dúzia de regras.

Lupin caminhou pelo local e avistou um telescópio. Apressou o passo para chegar à janela, onde ele apontava, mas foi impedido por Sirius.

“Hm-hm” Negou, balançando o dedo negativamente em frente ao rosto contrariado - pela renúncia - de Remus. “Primeiro eu tenho que encontrá-la.” Disse sorrindo.

“Encontrar quem?” Perguntou, acompanhando o amigo até o telescópio.

“Espere e verá.” Disse, piscando um olho.

Remus suspirou, soltou um muxoxo e esperou por um tempo. E mais um tempo. E mais outro, e outro. Lupin já começava a ficar impaciente.

“Si...”

“ACHEI!” Sirius exclamou, sorrindo triunfante e puxando Lupin para ficar em frente ao telescópio.

“O que?” Insistiu.

“Olha...”

Remus suspirou e olhou pelo telescópio. Lá tinha uma estrela que brilhava como nunca (2). O brilho dela chegava a ofuscar. Mexeu no telescópio, apontando-o para outro lugar e avistando uma mais avermelhada. Voltou para a estrela inicial, a que brilhava vivamente. Canis Major.

“Viu? E então...? Gostou?” Sirius perguntou, a curiosidade e ansiedade visível na voz.

“Claro... É linda.” Disse sorrindo, fitando o amigo. “Sirius é a que mais brilha na constelação de Orion.”

“Eu sei...” Black disse, corando um pouco. Ele se aproximou de Lupin e sussurrou no ouvido dele: “Eu... Estou dando ela para você. Quero que cuide dela... Por mim.” Concluiu suavemente, dando um sorriso tímido.

“Sirius...?”

“Você cuidaria dela?” Sirius perguntou, parecendo necessitar da resposta.

Remus não conseguiu responder. Estava mais confuso agora, praguejou-se novamente por deixar suas emoções tão pateticamente visíveis assim. Lupin levou a mão à boca, continuando a fitar Sirius. Ele estava com os olhos cintilantes em expectativa.

Remus por impulso, sem parar para pensar em nada, agarrou-se ao amigo, como que por necessidade. Black devolveu o abraço na mesma intensidade.

Eles ficaram apenas se abraçando. Sirius conseguindo escutar as batidas do coração de Remus de encontro ao seu e Lupin tentando captar todo o calor que o maior emanava, sentindo as mãos do outro acariciando suas costas e suas madeixas

“Hei... Ainda não acabou.” Black comentou, apartando o abraço. “Falta o meu presente... ‘Pegável’.” Completou sorrindo.

Sirius se encaminhou até uma mesa que havia na sala e pegou uma caixinha talhada em prata, junto com uma chave delicada de ouro.

“Eu comprei essa caixa um tempo atrás, em Hogsmead. Esta chave abre-a, porém ela só aparecerá para você na hora certa.” Disse colocando a corrente que pendia da chave no pescoço de Lupin.

“Ahn?” Remus fez, não entendendo.

“Hmm... Pegue.” Sirius ofereceu a caixa perfeitamente talhada.

Lupin hesitou por um instante, mas logo içou a mão e pegou, sentindo uma dor dilacerante na parte em que a tocou. Remus caiu de joelhos, ao mesmo tempo em que tacava a caixa o mais longe possível. Olhou para a mão esquerda, estava vermelha e ligeiramente dormente.

Remus...?!” Sirius agachou-se ao lado dele, o olhando com aflição. “Remus... Me desculpe... Eu... Eu realmente não sabia que... O machucava... Eu pensei...” Black pegou na mão de Lupin, que a puxou instintivamente. “Eu só vou ver, não irei machucá-lo.” Observou as mãos finas e sempre alvas. “Me perdoe...” Sirius pediu olhando nos olhos amarelados, agora marejados.

“T-tudo bem.” Remus tentou sorrir, mas a dor ainda o agonizava.

Black trouxe a mão esquerda de Lupin um pouco para cima e abaixando o rosto, beijou-a na palma. Fazendo Remus sentir um arrepio.

“Eu sinto muito...” Sirius disse, lamuriando-se.

“Sirius...” Chamou, tocando na face do amigo com a mão direita. “Está... Tudo bem.”

“É melhor irmos.” Black comentou, tocando na mão de Lupin que acariciava seu rosto.

“Mas e a... Caixa?” Remus perguntou, olhando em volta. “Ela... Sumiu.” Disse pasmo. “Eu não acredito que eu mal a olhei!”

“Não importa... De qualquer forma... Você vai encontrá-la.” Afirmou sorrindo.

“Quando?”

“Não seja apressado.” Determinou sorrindo. “Aliás, eu não sei quando você irá encontrá-la, mesmo. Isso quem vai saber é você, oras.”

“Sirius... Muito obrigado. Eu amei o presente, foi... Especial para mim. Mesmo eu tendo estragado parte dele...” Lupin agradeceu, não podendo deixar de corar.

Black sorriu. Não conseguia deixar de sorrir para ele, ainda mais quando corava. Tocou-o no rosto e novamente naquela noite, o beijou na bochecha, permitindo-se demorar mais que o normal.

Remus fechou os olhos, tendo o deleite de sentir os lábios, levemente úmido de Sirius. Tudo foi se tornando mais escuro e mesmo Lupin abrindo os olhos, a escuridão ainda o envolvia. O toque almejado foi desaparecendo e só conseguia ouvir coisas desconexas que sabia, de alguma forma, que vinham de Sirius.


1974.

“Eu o amo.” Lupin disse, ainda de olhos fechados, voltando à realidade.

Remus sentou-se na cama, as madeixas agora até a nuca, desgrenhadas, os olhos ainda sonolentos. Abraçou os joelhos e apoiou a cabeça neles. Estava se martirizando. Amava Sirius, e percebera isso agora. Tocou na chave, que ainda permanecia no seu pescoço, lembrando-se pela enésima vez de Black.

Lupin começou a se mover em movimentos alternados, para frente e para trás.

“Remus...?”

Lupin, de súbito, encarou a pessoa que povoava seus pensamentos no momento.

“Você está passando mal? Quer que eu te leve à Madame Pomfrey?” Sirius perguntou preocupado.

“Não... Eu estou bem.” Respondeu sorrindo fracamente. “Não se preocupe.” Assegurou, aumentando o sorriso. “Err... Eu vou dar uma caminhada.” Remus disse pegando o sobretudo que estava no chão, e o vestindo.

“Mas... Ainda está cedo!”

“Eu quero espairecer a cabeça... Estou me sentindo sufocado aqui dentro... Até.”

Remus saiu do dormitório sabendo exatamente aonde ir. Sempre que tinha aquele sonho ele ia à Torre. Foi lá onde ele ganhou o melhor presente que poderia existir. Tinha Sirius. O ganhara e só agora ele compreendera o significado do presente.

Atravessou o Salão Principal vazio. Nem os professores ainda haviam acordado. Lupin, além de Sirius, era a única alma viva e morta acordada naquele castelo. Com bastante cautela, abriu a porta imponente sentindo uma brisa fresca, típico de Outono.

Circundou o castelo, como há dois anos e entrou na Torre. Sempre que fazia o percurso, ia se lembrando mais vividamente dos detalhes, o sonho era apenas uma parte. Era a base à sua memória.

Subiu as escadas. Suas pernas levando-o automaticamente, a mão escorrendo pelo corrimão, tentando absorver até a última essência daquela noite. Lembrou-se da mão direita e parando a subida, tocou-a. Não mais doía, não mais se lembrava, não mais estava vermelha e não mais sentia a sensação dos lábios de Sirius na palma.

Remus fechou os olhos com a noção de que nunca mais saberia como é a textura daqueles lábios.

“Sonhos não são o suficiente.” Murmurou para si próprio e retornou a subida.

Lupin chegou à porta e a abriu lentamente, tudo estava como há dois anos, Remus entrou no aposento e caminhou até a janela, por onde tinha visto a Canis Major.

Suspirou e se apoiou no batente da janela. O dia estava nublado e o Salgueiro vez ou outra se balançava sozinho. Remus desviou o olhar da cena monótona e calmante, para a tediosa Torre.

Encostando-se na parede, Lupin começou a fitar o chão. Amava Sirius... Ele amava Sirius e não percebera. Remus deixou-se escorregar até o chão e permanecer sentado, tentando reviver o sonho, mesmo sabendo que fracassaria como sempre.

“Eu comprei essa caixa um tempo a trás, em Hogsmead. Esta chave abre-a, porém, ela só aparecerá para você na hora certa.”

Lupin repousou a cabeça nos joelhos, frustrado.

Levantou-se, decidido a voltar ao dormitório. Iria esquecer-se daquela estória para o seu próprio bem. Não importa o que custasse, esqueceria.

Atravessando o aposento, abriu a porta.

“Hmm... Pegue.”

A voz de Sirius habitava a sua cabeça. A lembrança voltou-se vívida em sua mente, olhou para a janela, exatamente como antes.

A janela. O telescópio. A caixa. Tudo. Menos eles juntos.

Remus voltou-se para a porta, mas antes de sair, a imagem fez-se por entendida. Lupin virou-se de supetão e encontrou a mesma caixa de prata, jogada no chão, provavelmente onde caíra.

Ele correu até ela e se agachou, já tinha içado o braço para tocá-la, mas se lembrou do que acontecera da última vez. Tirou o sobretudo e o colocou por sobre a caixa, tocando-a levemente, constatando que não sentia nenhuma sensação, tirou a chave e a abriu.

Ela era de veludo negro por dentro e tocava magicamente uma música calma e doce. Lá, havia uma corrente de prata com um pingente em forma de Lua Cheia, que por mágica aparecia o vulto de um lobo uivando (3), e um pedaço de pergaminho.

Lupin o pegou e começou a ler.

Remus,

Pode ser que demore muito para você ler isso, ou que você nunca chegue a ler...

Sinceramente, isso não importa. Por que mesmo você lendo ou não, eu sempre serei seu. E não me importo com isso, nós podemos nunca ficar juntos, mas eu sei que meu coração estará em boas mãos. Você prometeu cuidar de mim, espero que esteja lembrado disso. Nunca se esqueça que criamos um laço... Ou pelo menos eu criei... Um laço eterno com você.

Eu sou seu. Apenas e unicamente seu.

Eu te amo. Eternamente.

Sirius Black.

Remus ficou sem ação. Sabia que Black tinha um carinho especial por ele, mas para o lupino, esse era o jeito de Sirius. Com James ele era maroto, com Remus era carinhoso e com Peter ele era como o irmão mais velho.

Black era imprevisível.

Lupin sentiu uma lágrima percorrer quente pelo rosto e fechou os olhos, lembrando freneticamente daquela noite.

Remus soluçou, quando sentiu um par de braços o envolvendo. Abriu os olhos, sentindo o cheiro característico de Sirius. Os olhos grises dele estavam cintilantes.

Sirius acariciou o rosto de Lupin, fazendo-o corar. Sorriu com a imagem dócil. Pegou a corrente, fazendo Remus se afastar, instintivamente.

“É ouro branco... Tal como a chave. (4).” Disse o acalmando.

Remus deixou que o outro colocasse a corrente nele, não sentindo nenhuma ardência. Sirius passou a mão pelo pescoço do licantropo, descendo até chegar ao pingente e o tocando de leve. Lupin não dizia nada, apenas sentia e observava a pessoa que povoava a sua vida em todos os sentidos.

“Eu te amo.” Black murmurou e aproximou o rosto do de Remus, que recuou impensadamente, fazendo Sirius estancar.

Acariciou o rosto do rapaz ainda magro e pequeno, descendo a mão até o pescoço. Depositou um beijo na testa do lupino.

“Você me ama.” Black murmurou, chegando perto do ouvido de Lupin. “Eu sei.” Completou sorrindo, chegando perto da boca do menor.

Remus fechou os olhos e ergueu o rosto, encostando levemente a boca na de Sirius e se afastando rapidamente, surpreso pela ousadia.

Black sorriu e tomou a boca dele com a sua. Lentamente, aprofundando o beijo, conforme Remus se acostumava ao contato. Sirius embrenhou a mão nos cabelos louros de Remus, podendo sentir o que sempre tivera vontade conquistar.

Lupin rompeu o beijo lentamente, corado.

“Você é lindo assim... Coradinho...” Black comentou sorrindo, plantando um beijo na bochecha rubra dele.

Remus não disse nada, apenas aninhou-se no peito de Sirius como uma criança amedrontada. Black o envolveu como se fosse a coisa mais preciosa que tinha.

“Eu sempre cuidarei de você, Canis Major.” Remus murmurou de olhos fechados, sorrindo.

“Eu sei que sim.” Sorriu, acariciando o topo da cabeça dele.

“Sirius...”

“Sim?”

“Eu também sou seu. Apenas seu.” Lupin disse suspirando, ainda corado.

“Sempre.”

Fim.

#Desce pelo arco-íris e joga ouro pra todo mundo#

Bem, espero que gostem XD. Smother de início era só mais uma fic, mas depois eu resolvi dar de presente para a fofuxa (q) da Gi Q.Q Hika, espero que tenha gostado, de verdade! E muitos anos de morte! ;D Enfim, Hika I love you sooooo much, babe!

Sobre o nome, é prq eu fiz a fic inteirinha ouvindo essa música do The Used ;D

Btw, para mim o Sirius É gay, e o Moons É Bee, se liga, eles se pegam desde o quarto ano, fikdik. Ninguém, nem o papa me fazem crer que eles começaram a se pegar lá para os últimos anos. #pisca o olho#

Enfim, vou indo prq ninguém me perguntou essas coisas, mas eu estou respondendo (#olha pra câmera: Oi, Gi, Deni, Thá, Bia!! 8DD#)

#Sobe na moto voadora, atravessa o arco-íris e vira purpurina#

Ah, e por último, quem quiser mandar review, mande (: Eu não peço mais, prq eu andei investigando #Holmes# e descobri que tem pessoas que lêem e não reviewsam (?) enfim, saiba... eu te odeio demais U.U’

Ah, parei :( beijos ;-; fui, juro Ç.Ç’


1. Bem, eu queria que eles passassem pela neve, ok? Hmpf. UU’’

2. Estava nevando, mas o céu estava límpido (-QQQ) enfim... A estória é minha e quem vier criticar, MORRE! Brimks XDD (6) eu aceito críticas malvadiinhas (ok. Isso é mentira, prq eu sempre corto meu pulso quando recebo uma, fikdik)

3. (-oiq)

4. Bem, como eu sou uma desocupada, eu andei investigando (-q) um tipo de... Um tipo de alguma coisa (sim, eu esqueci o nome, dá licença?) que não fosse Ouro (ÒÓ) e Prata (;.;)... Depois de me indicarem até LATÃO e ALUMÍNIO (!!!) (Oi Deni, oi Gi, como vão?), eu fui procurar no Wiki, e tem Ouro Branco que é feito SÓ de Outro e Ródio (?), enfim... Não machucou o Moons. #pega e leva pra casa#.

Malfeito, feito



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