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Lumus.
Metáfora.
O rapaz repousou os olhos amarelados na mesa atrás de si. A pouca iluminação que o pôr do sol lançava, deixava a saleta repleta de sombras largas, deixando o ambiente mais frio e escuro. Voltou-se para a janela novamente; o fraco sol descia mais rápido que o comum, fazendo a atmosfera ficar cada vez mais escura, mesmo que o céu estivesse branco por causa da neve que cairia logo, logo.
A amplitude que tinha naquele lugar era quase esquisita. Tudo era tão largo, grande, alto... Magnífico, Lupin pensou, com o semblante calmo, os olhos fechados. Parecia sentir mais do que poderia captar.
Seu pulôver, que era muito grande para um Lupin só, alcançava os joelhos deixando-o mais magro e pequeno que o normal, além de esconder o pequeno short puído que vestia. Seu corpo tremia a cada brisa gélida que passava por ele.
Ouviu a porta ranger levemente e som de passos hesitantes. Um sorriso formou-se em seus lábios. Era ele, sabia disso. Não era necessário certificar-se, sua presença era quase um ímã, sempre atrairia a de Remus. Seu sorriso alargou-se mais quando sentiu um par de braços alvos envolverem seu tórax por trás. Recostou a cabeça no peito largo, sentindo o palpitar do coração alheio de encontro à sua nuca. Era quase uma massagem, sentia-se completo.
Lupin sempre pensou em metáforas. Ele era a metade do ‘Nada’, e Sirius era o inteiro de ‘Tudo’. Era assim que pensava. Com o moreno perto de si, ele sentia-se completo, Black lhe dava um pouco da completude que ele tinha para si e ficava com um pedaço faltando. Sabia que ficar muito tempo com ele faria mal ao moreno. Talvez, um dia, o rapaz não conseguiria resgatar toda a sua completude que era dividida à metade, quando junto de Remus.
Lupin não se importava. Eles eram completos quando juntos. Então, tecnicamente, ele não fica incompleto, certo?, era assim que o licantropo sempre pensava. Nunca iriam ficar longe um do outro. E ainda que isso acontecesse, Sirius conseguiria o seu inteiro, ficaria completo como sempre, e Remus... Ele teria a sua metade vazia, fria e branca como a neve que daqui a pouco cairia, fazendo seus olhos focarem-se em cada floco alvo que percorria o ar e se perderem ao longe.
Uma linha alaranjada mostrava-se quase amortecida, no que parecia ser o limite do infinito naquela imensidão parcialmente negra.
“Encontrei você.” Ouviu-o murmurar roucamente no seu ouvido, lhe fazendo estremecer.
Não conseguiu conter o sorriso meigo que sempre, perto de Sirius, formava-se involuntariamente. Não era necessário retrucar. Gostava desses momentos, onde o verdadeiro Black aparecia, aquele que não mantinha a pose rebelde que conservou por sete anos em Hogwarts.
Nunca soube e tinha certeza que nunca iria saber o que dizer quando Sirius agia assim. Ele era tão inexplicável e amável que Lupin ficava confuso. Sentia-se impotente, não sabia o porquê
dentre todas e todos Sirius o escolhera. Não sabia se aquele amor iria durar, ao menos, o mesmo tempo que o de Lupin, em outras palavras, eternamente. Sentia-se incerto e, às vezes, queria que o mundo parasse de existir apenas para que a incerteza acabasse, para que tudo acabasse. Seus sentimentos, sua parte racional, tudo. Tudo que o fizesse lembrar-se de Sirius. Tudo o que lhe fizesse lembrar-se da sua vida mofina.
Por muitas vezes cogitou a idéia de o que aconteceria se lançasse um feitiço de Memória em si próprio. Amava estar perto do namorado, mas sua insegurança sempre esteve lá e sabia que ela sempre estaria. Era exatamente isso que o fazia não esquecer-se dele. Era essa incerteza que lhe fazia amá-lo mais ainda.
Quando sentia que o amor mútuo quase se dava para pegar, Lupin se acalmava. Só assim ele conseguia, apenas assim ele relaxava. Sirius poderia ser a pior das pessoas existentes, mas ele também poderia ser a melhor. E Remus sabia que o melhor lado de Black, era feito só para si. Aconchegando-se mais no peito largo, sorriu, sabendo que ali era seu eterno lugar.
“Você parece tenso...” Black sussurrou, apoiando o queixo no topo da cabeça do menor.
“Você me deixa assim.” Respondeu lentamente, sendo virado logo após, defronte a Sirius.
“Me perdoe, então.” Pediu marotamente, inclinando o rosto e dando um beijo na testa do loiro.
Lupin o abraçou, escondendo o rosto no peito convidativo. Aspirou o perfume afrodisíaco como se aspirasse a alma do namorado. Eles ficaram assim, abraçados, um sentindo o calor, o cheiro, o corpo do outro.
Não existia mais aquele sol sem vigor, o céu estava azulado, parcialmente negro. A Lua Crescente brilhava cada vez mais alta, as estrelas iam surgindo cada vez mais intensas, e Lupin sabia que, mesmo não estando perto de Black, ele estaria com a estrela do mesmo, que brilhava tanto quanto ele, Canis Major.
Remus se inclinou, pegando impulso para ficar à mesma altura que Sirius, dando em seguida um beijo no canto da boca do maior, voltando a abraçá-lo com mais força, encostando seu rosto novamente no peito do moreno, enquanto um sorriso travesso brotava em seus lábios.
Black sorriu divertido. Lupin era puro. Amava isso nele, mais que os olhos amarelados cheios de vida, mais que os cabelos sedosos que, cujo cheiro só trazia boas lembranças, mais que sua vida. Seria sempre assim. Remus era a sua parte pura e Sirius era o pedaço pecador que o loiro tinha em seu íntimo.
Apartando o abraço, o maior pegou as mãos finas e alvas, as beijando na palma. Fitou os olhos amarelados que brilhavam como um poço iluminado e sem fim. Lupin o encarava com ternura, com amor, uma paixão sem limites e barreiras. Colocou os braços dele ao redor do seu pescoço, começando a passear as mãos pela coxa do lupino, fazendo-o se agarrar mais ao corpo másculo. Sirius o segurou, suspendendo-o no ar.
Remus envolveu a cintura de Black com as pernas, apoiando-se por completo ao corpo dele. Sentiu o moreno levando-o em direção à mesa atrás de ambos, lhe colocando lá. Não tinha mais diferença de altura.
“Sirius...” Chamou, se perdendo nos olhos grises que pareciam emanar brilho, mesmo no escuro.
Black enquadrou o rosto do menor com as mãos, sentindo o calor das bochechas coradas. Sempre coradas. Chegando mais perto, Sirius encostou os lábios no pescoço do loiro, indo para o queixo e logo avançando, beijou o lábio inferior do menor em um toque quase fantasma. Acariciou as madeixas lisas e depositou um beijo na ponta do nariz dele, que estava gelado e avermelhado por causa do frio.
Lupin sorriu. Era disso que ele falava. Era esses momentos que o deixava relaxado, que o deixavam quase capturar os sentimentos que Sirius sempre nutriria por ele. Era desse jeito que amava e sempre amaria Black. Era assim que queria que seu mundo existisse. Era dessa forma que se convencia a não apagar o seu mundo.
Subiu as mãos pelas coxas do lupino, levantando o pulôver, deixando a vista o short puído e um par de pernas alvas que tanto sentia afeição por tocar e sentir o frio aconchegante. O único frio que dava calor, o único paradoxo que Sirius fazia questão de entender.
Remus suspirou. O calor do namorado sempre seria bem vindo à fleuma de sua pele.
O animago o fitou, tentando capturar tudo o que Lupin poderia lhe dar, tentando ter mais do que poderia. Sentiu um aperto no coração, puxando o menor mais à sua frente, agarrou-se a ele. Um abraço forte, apertado, onde quase os fundia. Suspirou. Amava o lupino.
“Eu acho que não sou mais completo, como você dizia.” Sirius sussurrou. Sua voz incrivelmente rouca. Se não estivesse murmurado no ouvido de Remus, este não teria escutado. “Cada vez mais que passamos juntos...” Continuou; sua voz ainda rouca e parcialmente pálida. “eu sinto como se precisasse mais de você há cada segundo que passa.” Finalizou, alisando as costas dele.
Lupin arregalou sutilmente os olhos. Estava surpreso. Para si, Black nunca precisaria de alguém, sempre seria aquele tipo de pessoa que consegue viver sem alguém por perto, aquela pessoa que é independente de amor, carinho, afeto, felicidade ou, seja lá o que for... Por que a cada dia que passava, sentia-se mais completo e Sirius o contrário?
Remus sempre viu Sirius como uma pessoa forte. O animago passou uma parte de sua vida na Muy Antiga Casa dos Black, odiando a tudo e a todos e sendo odiado de volta. Ele nunca teve amor naquela casa. E quando veio para Hogwarts, continuou como sempre foi. Uma caixinha impermeável.
Para alguém que nunca conheceu o amor... Não conheceria, tão facilmente, depois de 11 anos.
Contudo, James encontrou a chave que dava entrada a todas as emoções que seriam controladas por Sirius, independente do que fosse. Potter tinha a chave, mas Black tinha o controle, e do que basta uma chave se você tem o controle por completo?
Logo depois, veio Peter que abriu a débil caixinha, contemplando todo o seu interior. Deixando-lhe à vista para quem quisesse ver. Muitos passaram, observaram e tentaram entrar, mas havia uma barreira que ninguém conseguia desobstruir. Um muro inquebrável. Muitos desistiram e muitos outros não.
Só quem conhecesse perceberia que aquela caixa que demorara a ser aberta - que tinha uma barreira que não deixava ninguém entrar - era por causa de uma jóia que nunca saiu daquele lugar quente e confortável. Essa jóia era gris como o veludo que envolvia o interior da caixinha. Sua alma era negra.
Essa jóia esvanecia-se cada vez mais dentro daquele lugar. Cada vez mais ela ficava invisível. Cada vez mais imperceptível. Cada vez mais esquecida. Porém, para cada vez que a caixa era aberta e auto-observada... Sua jóia voltava a ficar brilhosa, porém um brilho hostil. Um brilho desafiante e era isso o que fortificava a barreira. Era isso o que fazia o veludo gris escurecer-se e ficar negro.
Entretanto um menino que não era valorizado, cuja vida não tinha importância para ninguém que soubesse da sua licantropia, um menino que já conhecia o seu destino de cor, um menino que possuía olhos amarelados e cabelos louros conseguiu involuntariamente, e sem perceber tal proeza, perfurar delicadamente, porém ligeiramente, a barreira.
Lupin foi tão delicado que Black não conseguiu perceber quando a sua barreira começou a ser destruída, e tão rápido que Sirius se assustou. O obstáculo tornou-se permeável. Ele ainda estava lá, mas agora não era mais uma caixa vazia e de veludo quase negro.
Era um cofre de veludo vermelho repleto de emoções onde James, Remus e Peter comandavam parcialmente.
“Não importa...” Remus disse, sentindo o outro retesar-se, surpreso. “Você pode pegar tudo de mim.” Concluiu, sorrindo.
Apartou o abraço, fitando o namorado com a testa franzida e mordendo o lábio inferior. Black sempre pensou que, quando se sente saudades de algo ou alguém você chora, e se não chora mais, é porque você não sente saudades. Sempre teve a doutrina de que, quando não se lembra mais da pessoa, é porque ela não é mais importante para si próprio.
Para o animago, isso era completamente verdade.
Seus amigos o mudaram. Pettigrew. Potter. Lupin. Eles mostraram que nada mudaria independente do que ele fizesse. Regulus seria o mesmo. Ele não mudaria. Foi com eles que Sirius descobriu a maior verdade, aquela que não tem como contestar. Ele que tinha que mudar.
Black são frios, Slytherins, interesseiros e maléficos, inimigos dos Leões. Sirius era um Gryffindor. Essa era a verdade. O animago não conseguiria mudar a sua familia puro-sangue, mesmo por que quem nasceu mudado foi ele. Ele e Andrômeda. Não tinha o que mudar em Regulus.
Como uma pessoa que recebe desde criança certa doutrina, pode parar de exercê-la?
Foi assim que Sirius começou a pensar. Mas... Se for isso, por que apenas ele e Andrômeda cresceram diferentes?
Por que quando fugiu de casa não sentiu falta dos pais e do irmão mais novo? Sirius, perto de James, nem se lembrara deles. Todos os minutos na casa do animago eram unicamente ocupados pelos Potter e Lupin.
Quando Black se despediu de James, sentiu saudades. E por várias e várias noites se lembrava de quando os dois fugiam um para o quarto do outro, contar como fora as noites com a namorada - ou namorado, no caso de Sirius - como fora tudo. Lá formaram um laço, desses que só irmãos têm. Desses que Black nunca teve. Desses que nenhum Black teria.
O animago nunca sentiu o que era chorar por algo tão banal. Só chorara quando cometera o maior erro de sua vida: trair Lupin. Mas quando ‘abandonou’ James ele soube o que isso significava. Soube que era trivial e reconfortante. Soube também que ninguém riria dele por isto e que isso não o tornava menos fraco, porém sim mais forte. Mais forte porque ele tinha sentimentos.
Mas... Por que não sentia vontade de chorar agora?
Sentiu os nós dos dedos frios de Lupin perpassarem o seu rosto com uma carícia quase fantasma.
A pergunta martelava na mente do animago. Tocou na mão de Remus que acariciava seu rosto, segurando-a. Beijou-lhe a palma e abaixou a cabeça tentando pensar na resposta.
Não era algo para Lupin, mas sim para si. Era algo que só o atormentava, atormentava o seu interior. Essa era a sua parte pura. A parte que só Remus tinha acesso.
Era algo trivial? Não. Não poderia ser. Chorar por ter saído da casa de James foi algo trivial, e Sirius chorou. Então... Ele amava mais James do que Lupin?
Sentiu-se idiota. Vasculhou na mente algum vestígio de que alguma vez gostara do amigo. Mas nada veio em mente. James sempre seria seu melhor amigo. Com ele sentia que poderia ser aberto, falar sobre tudo, bancar o maior idiota e ser sério nas horas certas. Com Potter a amizade fluía como a água de uma cachoeira na qual choca contra as pedras e percorre o rio até sabe-se lá onde, sempre percorrendo... Isso era a amizade deles. Nunca acabaria.
Não era algo trivial e muito menos amava o melhor amigo.
Olhou para os olhos amarelados que o fitavam com um carinho quase possível de se pegar. Era isso. Nunca precisaria chorar por causa do lupino. Nunca separar-se-ia dele, ainda tinha a parte de Lupin dentro de si. Tinha a pureza que se instalara nele como um vírus. Como um vírus que estraga suas defesas e muda todo o seu comportamento, sua vida, seus modos, sua rotina, tudo o que diz respeito de si mesmo. Sempre teria Remus dentro de si, em cada célula de seu corpo, em cada pensamento de sua mente, sempre o teria.
Voltou a beijar a palma do menor, o abraçando logo após. Era disso que precisava para sentir-se completo. Era somente Remus o que precisava. Não era necessário sentir saudades dele,
porque nunca iriam separar-se. Apartou o abraço e enquadrou o rosto parcialmente andrógino, o beijando logo depois, com todo amor e intensidade que sentia.
Black devorava a boca do loiro, parecendo querer fundir ambos os lábios. Envolvia a língua fria de Lupin com a sua que era cáustica. Perpassou o céu da boca do loiro, fazendo-o suspirar com a carícia, gentilmente mordeu o lábio inferior de Remus passando a língua por sobre ele depois.
“Sirius...” O menor lhe chamou em forma de gemido.
“Eu te amo.” Black retrucou muito próximo de Remus, suas testas encostadas.
Lupin fechou os olhos. Sirius conseguia colocar toda a verdade contida em seu ser, em meras palavras. Sorriu. Por mais que fossem poucos, o lupino já ouvira alguns ‘eu te amo’, mas todos eles eram tão diferentes um dos outros. Por exemplo, quando sua mãe acariciava o topo de sua cabeça, em meio a um abraço apertado, ela se agachava, ficando na mesma altura que Remus, então lhe tocava a face e como se desse um presente imortal dizia: ‘eu te amo’.
Para o pequeno, isso era realmente um presente imortal. Era a prova vívida do amor de sua mãe. Era algo, era o seu escape para o mundo licantropo. Enquanto tivesse sua mãe, o amor dela, ele seria um humano. Ele teria família e poderia dizer-se ser um bruxo normal.
Era algo imensurável para si.
Já seu pai, era como uma recompensa. Ele chegava com aquele sorriso que só ele sabia dar, o que Remus herdou, e pegava-o no colo, o rodando como um adolescente que encontra com os amigos depois de um longo tempo. Com camaradagem. Seu pai o rodava, rindo junto com Remus e depois o colocava no chão, ficando na mesma altura do filho. Ele ficava por um momento sério e se aproximava mais do pequeno, como se fosse contar um segredo e dizia: ‘eu te amo’.
Depois de um tempo, Remus não mantinha o olhar ansioso e sim contente. Não era mais uma surpresa saber que o pai lhe diria ‘eu te amo’, a surpresa foi embora, mas o sentimento de que ganhava algo como um prêmio, continuava. Ele sabia que tudo valia depois daquele ‘eu te amo’.
Para o lupino era a felicidade invadindo o seu coração.
Sirius... Ele era diferente. Chegava ao pé de seu ouvido, e mantinha um monólogo. Ele o acariciava, lhe entorpecendo. Depois, Black afagava suas madeixas deixando-o arrepiado. Remus esperava as suas palavras. Aquelas que só seriam dirigidas para ele. Mas elas não vinham.
Lupin o olhava ansiosamente, tentando fazê-lo ler seu pensamento, mas o animago não era legilimente, porém, para si, eram legíveis os pensamentos do lupino. Então, Black o olhava, sorrindo misteriosamente e o beijava lentamente, induzindo sua língua pelos lábios finos, rosados e gelados. Elas se tocavam, se acariciavam e permaneciam assim por um longo tempo. Sirius esperava pacientemente o amante acostumar-se, sempre seria assim. Com Remus tudo seria como a primeira vez. E ele não sentia impaciência.
Então, ele abraçava sua cintura delgada e o apertava de encontro a si, encostando a testa dele na de Lupin. Suas respirações se mesclavam e Remus conseguia sentir o cheiro quente do namorado, do mesmo jeito que Sirius conseguia sentir o sabor refrescante dele, que apenas ele tinha.
Por mais que não quisesse, era o lupino que sempre abria os olhos primeiro e depois como se Sirius soubesse, abria os seus logo em seguida, deixando Lupin parcialmente frustrado. Os olhos grises abriam lentamente, diferente dos amarelados que apartavam como que por impulso. E para Lupin, a próxima reação de Black sempre seria um mistério, porém sempre vinham as palavras cujo dono sempre seria Remus. ‘Eu te amo’.
Para o loiro, ouvir a frase pelo animago era a mistura de imensurável com felicidade. Era como se aquilo fosse a maior coisa que ele obtivesse na vida, a mais feliz, a melhor. A frase invadia seus poros injetando uma felicidade descomunal, dando-o prazer. Sentia a grandeza dentro de si. Só de ouvir aquelas palavras, sentia-se capaz de tudo.
O menor abriu os olhos.
“Eu te amo mais porque eu preciso mais de você, do que você de mim.” respondeu manhosamente.
Sirius soltou uma risada pelo nariz. “Tolo”Resmungou, apertando a cintura delgada.
“Não me chame de tolo!” Reclamou, espalmando a mão no abdômen dele e o empurrando de leve.
O animago desceu uma das mãos que seguravam a cintura de Remus e pousou-a em cima do sexo dele, acariciando-o sutilmente, fazendo o outro suspirar enquanto fechava os olhos aproveitando o momento.
Black sorriu triunfante e lascivamente, enquanto observava a reação do loirinho. Gentilmente, o deitou em cima da mesa, pondo-se sobre ele ao mesmo tempo em que o menor abria os olhos. Olhos profundamente amarelados que fitavam os seus grises, com intensidade, mesmo com o olhar infantil que ele tinha.
“ToloDisse, dando um selinho no loiro. Tolo Deu um beijo na bochecha macia de Remus. Tolo Beijou a outra bochecha. “Apenas...” O beijou no nariz. “... Meu...” E lhe beijou na boca, um beijo sereno, preguiçoso. “... Tolinho. Concluiu sorrindo encantadoramente.
Lupin sorriu, o abraçando. Amava Sirius e era somente disso que precisava.
Fim. Ç.Ç’
Ui... Essa foi a OneShot mais demorada que eu já escrevi, x.x’ eu comecei no dia 15 de Fevereiro e fui terminar no dia 22 de Março, T.T.
Bem, talvez não tenha ficado claro, mas eu vou tentar dar uma resumida sobre o meu POV.
Para mim, Sirius é o tipo de pessoa que é indiferente, saca? Como disse, é o tipo de pessoa que consegue viver sem emoções. E, pra mim, Lupin é um serzinho que sempre sofreu e, mesmo tendo os pais e coisa e tal, nunca teve ninguém que chegasse e dissesse: “pô, véi, vou virar animago pra gente curtir a night juntos, que tal, meirmão?”... E quando ele entrou para Hogwarts ele teve exatamente isso!
Então, para mim, Lupin sempre foi incompleto, vazio por dentro, mesmo sendo amado, faltava outra coisa nele, coisa que foi ocupada por Sirius (;
Agora, para Sirius, eu acho que ele foi “obrigado” a viver sem emoções, sabe? Então, uma pessoa que não tem emoções, tecnicamente, é independente de tudo, XD #incorpora o Sai#. Mas, junto de Remus, ele percebe que ele é dependente de algo, e esse algo é Lupin (L)
Ok, (: Acabei, u.u
Ah, e a última coisa (K3) eu não fiz essa fic pensando na pasta de dente Close Up – Fire Ice. T.T' Quando eu estava dando uma revisada que eu notei uma certa semelhança Y.Y Isso é tão triste... (oiq)
Enfim, agora eu fui (mesmo!) espero que tenham gostado, ;-;
Juro que fui. U.U (h)
Nox.