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Titulo: Um motivo para amar flores.
Cap: Único ato.
Autora: Helena Hiwatari Masako. (Helena Becker Cordeiro)
Observações: presente de aniversario para Anamateia. Espero que goste.
Advertência: beyblade não me pertence nem a personagem usada aqui.
Resumo: por um acaso jogado ao nada, ele encontra um motivo para amar flores, não importando sua cor ou seu cheiro. Mas uma entre exceção, uma flor azul no qual combina com ele, ainda mais dada por ela. Kai x Occ, presente para Anamateia.
Notas da autora: Um motivo para amar flores é uma fic dedicada a Anamateia presente de aniversario. Passei cerca de quatro dias pensando em como escrever uma historia boa quando do nada surge uma idéia realmente boa, a única que gostei. Só avisando, esta simples demais, mas por causa das provas e trabalhos que estou tento não tenho tanto tempo para elaborar uma “comprida”. Então, Ana se contenta com essa pequena historia. E um feliz aniversario (adiantado).
Único ato.
O belo aroma dos inúmeros buquês das mais variadas flores daquela floricultura contaminava o ar dessa manha calma. As ruas ao lado estavam todas cobertas por flores dos mais variados tamanhos cor-de-rosa, que cobriam as ruas e as calçadas por onde as pessoas passavam. Era mais um dia de primavera que vinha lentamente não se importando com as outras estações, e se alguma delas reclamar, primavera nada pode fazer, já que a maioria dos seres humanos amam essa época do ano onde pode-se acordar quando o sol estiver surgindo com o ouvir do doce canto dos passarinhos em sua janela. Uma coisa tão perfeita era, primavera nunca se entristecia, pois sabia que um dia ela teria que partir, mas iria alegrar um outro local. Assim ela agia com precisão.
A rua em que ficava a floricultura era bastante movimentada em algumas horas do dia, mas hoje estava razoavelmente habitada. O vento gélido batia em seu cabelo bicolor os fazendo ficarem meio que em desordem, mesmo assim ele continuava seu passeio matinal.Não contava que hoje descobriria que há coisas valiosas escondidas em lugares que mal imaginava estar, mesmo sendo considerado um dos lugares não tão atraentes para si. Estava tão concentrado em rever a lista de coisas a fazer mentalmente que não se importou em saber para onde ia. Mas por um descuido deixou que seus olhos avermelhados fossem guiados por uma pequena borboleta de um tom vermelho muito forte.
Nunca tinha visto uma borboleta assim, tão majestosa. Deixando ser levado por ela, a viu pousar em um buquê de rosas brancas daquela floricultura humilde. Vermelho no branco, algo chamativo mais ao mesmo tempo perfeito, era algo difícil de descrever. Com seus dedos delicados, ele colocou perto da borboleta lentamente, tentando não fazer nenhum tipo de movimento brusco para que ela não levanta-se vôo. E assim, quase conquistando sua confiança ele deixou com que um pequeno sorriso, quase imprescindível de se ver formar em seu rosto jovem.
- Parece que você gosta de flores- uma voz diferente das outras que já ouviu o assustou mesmo não demonstrando isso.
Ele não esperava, com um movimento brusco sem querer fez com que a borboleta voasse. Inconformado apenas a observou enquanto ela se dirigia para um destino incerto que precisa ser construído aos poucos. Suspirou antes de encarar a garota, abriu seu par de lábios para falar, mas deles nenhuma palavra saiu. Aqueles olhos vermelhos como fogo, como a da borboleta o focavam, para que de preocupar com a borboleta se tem algo melhor do que ela? Depois de alguns segundos, finalmente conseguiu achar as palavras certas para que não soassem com desprezo.
-Por que diz isso?- após o transe em que se encontrou, voltou a focar as flores brancas a sua frente.
-Oras, faz tempos que esta aí apenas olhando as flores!- falou em tom brincalhão.
Sim, estava há algum tempo apenas apreciando o pequeno inseto. Não as flores, pois não possuía um motivo pra apreciá-las sequer uma gota de beleza. As rosas brancas eram à parte, lembravam a do enterro de sua mãe, a flor favorita dela. Era mais do que um gosto, e sim um ódio que crescia dentro dele cada vez mais e mais querendo o consumir por vez.
-Isso não quer dizer que goste delas ou não, garota- apenas um olhar não significa nada quando seus olhos não possuem mais nenhum brilho e apenas refletem dor e sofrimento.
-Ana. E o seu?- se dispôs a sua frete, o empurrando um pouco para trás, quase indo para a rua.
-Kai- parecia que ele tinha se recomposto depois de sua queda, sua voz voltou ao normal sendo fria como sempre e com a mesma expressão em seu rosto serio.
-Prazer em te conhecer! –o encarou com um olhar malandro, sempre sorrindo como o sol radiante no alto dos céus com poucas nuvens que insistiam em ficar com ele, não o deixando só.
-Não digo o mesmo.- a viu fazer uma cara de desanimo. Essa expressão não combinava definitivamente com ela.
Uma rajada de vento bateu em ambos os corpos, e os fios loiros do seu cabelo tocaram a pele pálida do jovem moço ali parado a sua frente. Kai fechou seus olhos sentindo o frio percorrer seu corpo, gostava quando isso acontecia principalmente quando trazia o cheiro do mar, mas nesse caso, trouxe o cheiro das flores. Quando reabriu seus olhos percebeu o enorme erro que tinha cometido em estar ali. Olhou em volta apenas vendo a civilização andar pela cidade, algumas crianças indo as escolas e seus pais as acompanhando. Respirou fundo, retomando o fôlego antes de continuar seu passeio. Já se passavam das nove da manha, sendo assim teria que chegar em casa menos de dez minutos.
-A gente se vê- e assim virando de costas para ela, continuou seu caminho. Como um reflexo rápido ela se pôs a sua frente e encaixou uma pequena flor azul clara em seu casaco negro que ia até seus joelhos. Sem entender apenas ficou olhando para ela e quando ia falar algo, dois dedos dela tocaram seus lábios finos, o fazendo se calar.
-Uma das flores que eu mais curto- deu uma piscadinha para ele e voltou ao seu lugar onde deveria estar trabalhando e não puxando papo. E assim ela foi cantando de boca fechada uma canção sem importância.
Kai pensou em olhar para trás. Pensou, mas não realizou. Se fizesse isso, qual era a razão ele acharia para voltar àquela floricultura apenas para apreciar as flores? Achou algo muito melhor do que isso, algo mais belo do que as flores, até mais bela do que a primavera em si.
Desde então, como se fosse uma descoberta, ele arranjou um motivo para amar flores, principalmente aquelas pequenas de cor azul claro que um dia ele desejou que sempre morresse, para ir até lá, apenas comprar mais uma ou será que existe um outro motivo? Não queria admitir mais em sua face estava escrita todas as respostas para as perguntas que rodeavam seu coração.
Entre as flores você me achou
Uma raridade no meio das outras
Uma coisa simples porem radiante
Como um dia posso ter me perdido?
Como uma borboleta eu percorro
Inúmeros caminhos em que muitas vezes
Só me resta desejar boa sorte
Para aqueles que conseguem seguir em frente
Pois sem a parte que me completa
Continuarei inútil aos meus olhos
E essa parte que me falta é você
Fim
Notas finais da autora: espero que gostem. Sei que esta pequena, mas dei o melhor de mim. Agradeço a todos que leram, obrigada.
Hiwatari :3