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: B s . A A A    : full 3/4 1/2   : E E   : Light Dark Anime/Manga » Shaman King » Funbari's Histories

Artemys Ichihara
Author of 40 Stories

Rated: K+ - Portuguese - Adventure/Family - Reviews: 6 - Updated: 10-09-08 - Published: 04-01-08 - id:4170730

Capítulo 1 – O Retorno

Playlist: Dissapear - Hoobastank


Capítulo 1 – O Retorno

Depois de anos. Seis longos anos. Yoh e Anna estavam de volta à colina de Funbari. Porém, Hana não entendia: como puderam mentir tanto tempo para ele? Não era mais simples ter dito desde o começo que aquela era Tamao Tamamura e não sua mãe? Por que teriam mentido para ele tanto tempo? Devia haver um motivo. Mas ele não iria perder tempo perguntando. Sabia que os pais não iriam responder.

Era uma noite clara e fresca aquale em que eles se “conheceram” – sim, porque Hana não considerava aquilo um reencontro. Anna chegou e olhou para Tamao, dizendo: “agradeço pelo que fez. Porém, acho que não devemos mais mentir para o Hana”. Tamao olhou os dois e, com um enorme sorriso e lágrimas nos olhos, assentiu. Chegou perto de Hana, colocou suas mãos sobre os ombros do garoto, ajoelhou-se na frente dele e então disse: “Perdoe-me, senhor Hana, por mentir para o senhor durante tanto tempo; porém, essa é a verdade, eu não sou Anna Asakura, nunca, fui; meu nome é Tamao Tamamura. Me... Perdoe...”

Hana estava perplexo. Seria mentira ou sua mãe (ou o que quer que fosse) estava chorando? Então Anna nunca existira? Anna não era real? Era uma invenção?

- Então... Anna nunca existiu? – murmurou Hana. Como podiam! Não poderiam ter dito a verdade desde o começo?

- Não. Eu existo e estou aqui. – disse a mesma viz que recomendara a Tamao que parasse de mentir, enquanto tirava o capuz, mostrando seus olhos negros e profundos e seus cabelos louros, porém, não muito longos.

Logo atrás dela, estava um homem com o corpo cheio de cicatrizes e um sorriso meio bobo no rosto, enquanto mexia nos cabelos compridos e castanhos.

- Minha camiseta rasou, então resolvi ficar sem ela, hehe – foi tudo o que ele disse – acho que não me conhece. Sou Yoh Asakura. E também... – o homem deu um longo suspiro, com o mesmo sorriso bobo na face – e também o seu pai.

Hana contiuava perplexo. Então aquele era Yoh Asakura? Aquele? O garoto tinha certeza, esperava bem mais dele, para o que falavam do tal homem. Porém, ele não parecia nem metade do que lhe falavam, apesar de emitir uma forã muito grande. Para não demonstrar sua surpresa – e por que não, decepção – apenas sorriu de volta.

Anna percebeu a decepção do garoto, estava pronta para repreende-lo quando, nun subito, o garoto pensou: “as aparências podem enganar e a força dele é bem grande”. Anna sorriu para o garoto. Sabia que iria gostar dele.

Então, Anna terminou de despir a capa que usva e abraçou Hana. Seria verdade ou era apenas impressão que aquela moça (ou sua mãe, que seja) estava chorando? Naquele abraço, ele notou algo de familiar nela...

“Da estrada!” – Hana pensou – “Eles são o casal da estrada!”

- Sim, somos o casal da estrada. – Anna disse terminando o abraço e, com os olhos vermelhos e cheios de lágrimas, fitou os olhos cor de chocolate do filho. Continuavam idênticos aos do Yoh.

- Você pode ler mentes... mãe? – Hana perguntou inocentemente. Anna, ao ouvir como Hana se referiu à ela, abraçou-o novamente, aos prantos. Tamao sorriu, não aguentava mais aquela mentira começada há seis anos, uma mentira que nem ela sabia o fundamento.

Há seis anos

- Mas... Senhora Anna... E o Hana? – berrava Tamao, desesperada. Sabia o quanto Anna era apegada ao garoto.

- Cu-cuide dele por nós – Anna disse numa voz de choro contido – e-e ca-caso... Não, não, independente do caso, diga que é Anna Asakura e finja ser eu.

- Mas, por que, Anna, por quê? – Tamao perguntava, ainda desesperada.

- Não importa agora os motivos... Por favor... Cuide bem dele. – Anna respondeu, chorando. Era preferível, para ela, perder a própria vida a fazer aquilo.

- Tamao, por favor, cuide dele por nós, tá? Realmente temos que ir. E faça tudo o que pedimos, é para a segurança do Hana. Não sabemos quando iremos voltar, pode demorar meses ou anos... Cuide bem dele pela gente. E não questione os métodos da Anninha... Você sabe o quanto ela está sofrendo com tudo isso – recomentou Yoh num com calmo, porém, profundamente triste. Agora que tinham pistas concretas sobre o paradeiro do Shaman King - a quem estava procurando desde o dia em que ele havia aparecido na sua casa, deixando sua marca em Hana – eles deviam ir procurá-lo. Não queriam que Hana corresse perigo. Mas precisavam ir atrás de Hao.

- Digamos que sim – Yoh respondeu com um sorriso enquanto via Anna agarrar o garoto e molhar as costas de sua camiseta.

Enquanto Anna, que havia largado Hana e sentado com ele na grama, conversava com o filho sobre todas as coisas que ele havia feito durante esse tempo todo, Yoh chamou Tamao um pouco mais afastada deles e lhe perguntou se ela havia feito o que eles haviam pedido. “Fiz o que pude”, foi o que Tamao respondeu. Yoh agradeceu e perguntou por Ryu. “Ele foi atrás do Horo-Horo”. “Conseguiram o que queriam?”, Tamao perguntou, curiosa. “Felizmente, sim. Hao resolveu dar uma segunda chance à humanidade. Mas resolveu sumir por uns tempos. Disse ele que, quanto estivesse mais bem preparado, viria aqui ver o Hana” Yoh respondeu, sorridente. Era bom estar em casa novamente. “E... a marca?” Tamao perguntou, preocupada. “Perdeu o efeito”, Yoh disse, aliviado. Finalmente Hana estava livre de Hao e eles poderiam viver em paz.

- Anna! – era a voz de Ryu, berrando, junto de um cara de cabelos azuis.

- Nervosinha! – o de cabelos azuis gritou. No momento em que ele disse o som do último “a”, sentiu um tamanco bater no seu rosto. – Realmente, senti falta disso. – disse com um sorriso na face vermelha tendendo a roxa.

- Sim, faz muito tempo – Anna respondeu; o semblante sério voltando – Está bem, Horokeu?

- Horo-Horo, e estou bem. Esse daí é o Hana?

Hana olhava para o homem de maneira curiosa. “Cabelo... azul? Será que todos os amigos dos meus pais têm cabelos esquisitos assim?”, pensou Hana.

- Grande parte deles – disse Anna, e Hana olhou para ela, confuso. Ela lia mentes mesmo. Só podia ser aquilo – Não é uma habilidade da qual me orgulho, mas pode ser muito perigosa para você, mocinho! – Anna comentou e abraçou o garoto mais uma vez.

- S-S-Sim, eu sou Hanna, Hanna Asakura...

- Eu sou Horokeu Usui. Horo-Horo para qualquer um, já que eu não gosto muito do meu nome. Yooh! Quanto tempo! – e saiu correndo para cumprimentar o amigo. Hana achou estranho o fato de ele não ter abraçado ou sequer chegado muito perto de sua mãe. Anna tornou a explicar as coisas.

- Seu pai é meio ciumento. E Horo-Horo cansou de sentir a força oracular e o que estivesse na mão de seu pai tentando assassiná-lo. Por isso, ele não chega muito perto de mim. Só quando queremos irritar o Yoh – e então sorriu, abraçada ao filho. – Aprendeu, não? – Anna disse sarcasticamente a Horo-Horo quando esse se aproximou dela. Yoh conversava com Ryu.

- Que nada. Deixa ele ficar mais sossegado para ele ver. – o sorriso de Horo-Horo era de criança que planejava fazer arte.

- Você é um idiota mesmo. – Anna disse, abraçada ao filho e apoiando o queixo na cabeça de Hana. Horo-Horo sorriu.

Era uma fresca noite, aquela em que se conheceram. Depois de toda aquela confusão de boas-vindas, eles resoloveram entrar. Tamao conversava com Ryu mais à frente; no meio Anna abraçava Hana que abraçava Yoh; e mais atrás, estava Horo-Horo, que contemplava a noite estrelada. Daquele lugar dava para se ver perfeitamente as estrelas que cintilavam no céu.

Hana, que estava abraçado aos seus pais, desvencilhou-se dos braços deles e correu em direção à Tamao; quando a alcançou, puxou seu vestido. Ela se virou.

- S-s-s-será que posso te chamar de tia?

Tamao não aguentou e abraçou Hana fortemente.

- Claro que pode – ela disse, abraçada ao garoto – anda, vamos entrar – disse ela empurrando Hana para dentro de casa. Talvez fosse mesmo melhor entrar. Estava ficando frio lá fora.

-

primeiro capitulo, espero que tenham gostado.

meio OOC? com certeza, mas em 6 anos, muita gente muda.

eh isso aih!

beeeijos,

Artemys Ichihara



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