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Anime/Manga » Inuyasha » The Smell of Death
Miss Clarisse B
Author of 13 Stories
Rated: K - Portuguese - Hurt/Comfort/Romance - Sesshomaru & Rin - Reviews: 9 - Updated: 06-20-08 - Published: 04-25-08 - Complete - id:4218470
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The Smell of Death

por Clarisse Braga


"Queres viver, então viva. Queres partir, então parta... Não receie sonhar, não irei lhe repreender."

"A vida é curta, minha paciência também."

Em um belo argumento, duas almas se separam. Viver. Eis o motivo. Necessário era que se partissem em duas? Não. O desejo por razão e o orgulho falam mais alto. Instinto humano... Instinto que se aplicou a todos os youkais igualmente. Agora se pergunte: por que tanta discórdia entre etnias tão parecidas?


- The Smell of Death -

Chapter 1 - The End of All

Vagar sem rumo aparenta ser algo comum entre dois indivíduos. Estes em especial, humana e youkai. Tantas qualidades nos dois, discórdia predominante. Em um desentendimento, uma relação de anos foi destruída por puro egoísmo de ambos. Ela rumou norte, ele rumou sul.

O estranho era... Eles se amaram.

Não foi uma história de amor puro e meloso como se é contado em livros e novelas. Um afeto implícito. Apenas revelado em seus orbes... Castanho e mel. Nunca declarado, nunca revelado. Guardado em sete chaves se manteve até o fim. Se ambos retornariam a se encontrar era algo que o destino determinaria por si próprio, e obviamente, não se daria o luxo de revelar-me.

Se sofriam? Era como se deixassem o sangue escorrer por sua face, marcando uma fina linha desde seus olhos brilhantes. Uma noite sem lua, fria e desesperadamente agradável, por mais impossível que isso possa ter parecido... Era aliviante.

Não ter a preocupação de estar fazendo tudo corretamente para deixar de decepcionar ao companheiro. Não se importar com a aparência, ignorar o fato de sua roupa estar mal vestida, se suas madeixas não estarem escovadas. Simplesmente esquecer os bons modos, chingar o mundo com raiva. Sim, eles se completavam... Mesmo sem saber.

Eis que no fim de tudo, o arrependimento aparece. Por não terem desfrutado de todos os momentos. Evitar desperdiçar palavras, horas em quietude. Pelo fato de não terem feito, dito, expressado, gritado, anunciado toda a imensidão de coisas que sentiam por dentro... A pergunta:

"Se soubesse, teria me impedido de partir?"

Sentimentos não são selecionados por nós. Se o fizessemos... O caos predominaria na escuridão confusa que iria se tornar nossas vidas.

Para aquietar sua mente e corpo, a não-youkai reencontrou o mar. Com os pés mergulhados na água salgada, deixou de lado o vento congelante, o fato de suas vestes ficarem molhadas. Esticou os braços para os lados, sentindo o forte cheiro da maresia apagar-lhe os ultimos vestígios do perfume dele. A mulher de olhos claros e marrons, cabelos ondulados e pele perolada suportou a dor de se encontrar sozinha em uma noite como aquela. Gostaria tanto de tê-lo perto de si, de poder abraçá-lo uma primeira vez... Chorou. Deixou a alma descarregar toda a solidão e sofrimento que tinha consumindo por dentro.

Em busca de sanidade, o não-humano se acomodou em meio a uma floresta. Sem armas, sem espadas ou escudos, nem mesmo armadura. Deixou tudo no caminho. Apenas usava aquela tralha toda para protegê-la, e agora que ela tinha se despedido, não era mais necessário carregar consigo o peso extra. Subiu em uma árvore, se ajeitando desconfortável em um dos troncos mais altos. Observou o céu sem luar, apenas raras estrelas a lhe mirar. Tudo estava tão diferente sem aquela pessoa. O silêncio havia se expandido imensamente, tomado conta de seu semblante. A expressão séria e intimidadora tinha retornado à sua face. Tudo estava como há anos atrás... Antes dela entrar em sua vida, a revirando de ponta à cabeça. Ele se sentia cansado... Cansado de lutar.

Aonde iriam agora? Sem o compromisso de antes, sem ter de buscar por vingança. Aonde? Se lembravam dos antigos tempos. Qual apenas uma leve brisa já lhes animava o espírito, preenchia com forças para continuar, sorrindo. Sorrindo? Aquela face cansada do youkai não reconhecia mais isso.

Em meio à pensamaentos e questões os dias passaram ligeiros. Como um copo de leite, que se derrama, não se pode arrepender por tê-lo derramado... Igualmente pelo tempo perdido. Apenas horas em dimensões desconhecidas, mergulhados em lembranças.

"É só um ruim sonho... Nada mais..."

Rin repetia para si mesma. De fato, o dia em que deixaria-o lhe parecia distante. Enganada foi e enganada ficou, abandonando sua velha vida. Não mais suportaria a cena em que se encontrava ao lado do imponente youkai. O seguia fiél, aonde quer que ele fosse, lhe dando apoio e alguém para quem voltar à, quando terminasse uma luta... Um apoio. Seria isso? Um mero suporte para as horas de necessidade?

"Use-o e depois ponha de volta no lugar."

Um objeto. Noites inúmeras ela dormiu embalada pelo rítmo de suas lágrimas. Pelo peso das coisas que tinha que ter falado. Amar e ser amado é algo impossível? Já chegou a acreditar que sim. Não suportava significar não muito mais do que uma serva para ele. Quando o inverso, ela sempre o considerando demasiadamente... O venerava.

"Por que isso acontece comigo?"

Mais uma indagação que ambos tinham em comum.

Tola. A humana sempre se iludiu, crendo que ele estaria sempre, como ela, voltando e a recebendo, lhe esperando gentil, com palavras doces para reconfortar em um momento de necessidade. Quando mais se precisa, as faces se revelam. Sesshoumaru, não era assim. Imprevisível era sua descrição. Quem seria aquele homem com que dividiu anos e anos de vida? Nunca soube muito sobre ele... Nunca iria saber o suficiente.

Por mais chocante que fosse, Rin passou os dias, após se separarem, em frente à praia. Sentada em um futon improvisado, com seu kimono marrom e azul. Esperava. Aguardando por ele. Imaginando se lhe causava saudade... Mas considerava que a saudade era a morte da esperança. Não ousou sentir falta dele desta maneira... Resistia.

Em um conflito interior, era complicado explicar o que se passava na cabeça de uma pessoa apaixonada. Partidas e chegadas. Contradições. Provérbios complicados tentavam determinar o que ela sentia. Impossível. Queria deixá-lo, mesmo assim, não queria ficar longe. Na verdade, não buscava liberdade, não buscava outro alguém para amar, não procurava outro tipo de vida, não havia nenhum sonho para realizar mais importante que... Ter uma pequena e solitária prova, mostrando que o youkai se importava...

...Se importava com ela.

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