Help
Home Just In Communities Forums Beta Readers Dictionary Search
: B s . A A A    : full 3/4 1/2   : E E   : Light Dark Anime/Manga » Yu Yu Hakusho » Secrets

Liligi
Author of 31 Stories

Rated: T - Portuguese - Romance - Kurama M. - Reviews: 16 - Updated: 09-16-09 - Published: 05-01-08 - id:4230335

Capítulo 13 - Dúvidas

O despertador continuava a tocar depois de vinte minutos e nada de Natsumi acordar. Depois de ter aceitado o pedido de Namoro de Kurama, os dois beberam uns dois copos de vinho, mas enfim, ela não era muito forte para bebidas.

Além do mais ficaram até de madrugada naquele restaurante apenas aproveitando a companhia um do outro, e ouvindo a música. Chegou em casa exausta e assim que encostou a cabeça no travesseiro, adormeceu.

Não estava disposta a abrir os olhos e apagar a imagem de Kurama que ainda permanecia em seus sonhos, relembrando a noite com seu amado.

- Bom dia, Natsumi. – a garota ouviu a voz da mãe, mas não usava o tom doce habitual, estava muito severo e Natsumi sabia que iria levar uma bronca. – Já são oito e vinte sabia?

- Bom dia, mãe... – ela murmurou esfregando os olhos.

- Natsumi, eu deixei que você saísse com aquele rapaz, mas lembro de ter lhe dito para voltar ainda ontem. – A sra. Tatsuyo disse severamente.

- Eu sei...

- Você chegou quase duas da manhã, Natsumi! Eu fiquei muito preocupada.

- Desculpa, mãe... – ela falou encarando um ponto no chão.

- Minha filha... – a mãe da jovem sentou-se na cama ao lado da filha e fez a encarar. – Eu sei que um namorado pode parecer a melhor coisa do mundo, mas, Natsumi, você não deve se deixar influenciar! Você nunca chegava tarde em casa, mas desde que começou a sair com esse rapaz você já passou a noite fora e ontem você chegou quase de manhã!

- Desculpa mesmo... Eu só... Nós ficamos dançando e... Bem...

- Naty, você sempre foi muito responsável, mas ele parece ser o seu oposto.

- Por que está dizendo isso?

- Ele nem ao menos é maior de idade e já tem uma filha! Isso é sinônimo de irresponsabilidade, não acha?

- Eu sei mãe... Mas, ele mudou desde que a filha dele nasceu. E eu o amo. Você mesma diz que os opostos se atraem, não é?

- Ora, não use meus argumentos contra mim, mocinha. – ela disse rindo. – Eu só quero que tenha cuidado, minha filha. Para que não aconteça com você o mesmo que aconteceu com a moça que namorava o Kurama. Um filho na sua idade mudaria toda a sua vida.

- Hunf... Não me compare a Botan! Ela fez questão de abandonar a filha só para continuar como era antes... – ela disse rancorosa.

- Não estou a comparando com essa moça, sei que nunca faria isso. Mas também não quero que a história se repita. Agora levante, tome um banho gelado e um café bem forte.

- Tá... – ela disse se jogando novamente na cama.

x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

Kurama dormia profundamente com Kaori em seus braços. A menina já estava desperta e havia resolvido brincar com os cabelos do pai, mas ele estava tão cansado que nem sequer sentiu.

O celular tocou no criado-mudo ao lado da cama, o toque era alto e fez com que o rapaz acordasse.

- Bom dia, filhinha. – ele falou, sorrindo, ao perceber que a filha já estava acordada;

Tomou-a no braço e sentou-se na cama, depois pegou o celular e uma raiva profunda apoderou-se de si quando viu o número no identificador de chamadas.

“Botan! O que ela quer essa hora da manhã?!”

Pensou em desligar o telefone, seria o melhor a fazer, mas a curiosidade foi maior e ele acabou aceitando a ligação.

- O que quer? – ele perguntou furiosamente.

- Alguém acordou com o pé esquerdo. – Ouviu a voz sarcástica de Botan do outro lado da linha. – Bom dia para você também, Kurama.

Kaori deu um risinho quando ouviu o pai gemer depois dela ter puxado o cabelo dele.

- É a Kaori que está aí? – ela perguntou, curiosa.

- Não te interessa. – ele respondeu com aspereza.

- Claro que me interessa, ela é minha filha.

- Se eu me lembro bem você deixou a ‘sua’ filha nos meus braços e concordou que nunca mais iria procurá-la. – ele falou entre os dentes, depois ouviu Botan suspirar do outro lado da linha.

- Não vamos começar a discutir de novo, não é?

- Não, Botan, porque esse já é um assunto encerrado.

- Kurama... Não fale assim...

- E como quer que eu fale? Carinhosamente?

- Seria até bom.

- Botan eu não... – ele dizia, mas ela o cortou.

- Kurama... Eu sei que eu errei.

- Você errou? Do que está falando, Botan? – ele falou sarcasticamente.

- Eu sei que eu errei – ela disse pacientemente – Mas podemos tentar de novo. Começar do zero. Pela a nossa filha! Nós...

- Chega! – ele gritou – Não há ‘nós’, Botan. Assim como não há um futuro para nós dois. Pela a Kaori? Eu faria qualquer coisa pela a minha filha, mas colocá-la ao seu lado é algo que eu não faria. Só faria a minha filha sofrer.

- Não fale assim. – ela disse nervosa. – Eu amo a Kaori. Sou a mãe dela!

- Não, Botan! Porque mães que amam seus filhos não os usam como chantagem e também não os abandonam! E você já fez os dois! Isso NÃO parece amor para mim!

- Eu me arrependo muito... – ela falou com a voz pastosa, Kurama teve certeza de que ela fingia um ataque de choro. – Eu não deveria...

- Mas você o fez. E agora é tarde. Eu já disse isso uma vez, Botan: Nos esqueça. Estamos bem melhor sem você. E só para a sua informação, eu já tenho uma namorada, muito melhor do que você jamais foi. Adeus.

Ele falou e logo em seguida desligou o telefone.

x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

Natsumi entrou debaixo do chuveiro, seu corpo estremeceu com o contato com a água fria. Mas era necessário, já que não estava acostumada com bebidas e uma ressaca não seria nada bom no início de fim de semana. Ela suspirou quando sentiu seu corpo mais leve, como se a água tivesse lavado o cansaço que ela sentia.

“O que será que ele está fazendo agora?” – ela pensou, olhando fixamente para um ponto na parede, mas sem se dar conta do que fazia.

Não havia combinado nada com Kurama para o fim de semana. Ela achou melhor deixar que ele ficasse um tempo com a filha, afinal, era a filha dele. Dele e da Botan...

Ela abaixou a cabeça. Ela não gostava de lembrar de Botan, não só pelo fato dela ser uma pessoa detestável, mas também porque sabia que um dia ela possuiu o coração de Kurama, e era isso que a magoava mais. Ele já a amara antes. A prova de que ele amara Botan era uma criancinha pequena de cabelos vermelhos e olhos azuis. Se não se amassem, não teriam chegado a tal ponto, mesmo que a gravidez não tenha sido planejada.

Ela não podia de deixar de se comparar a Botan. É claro que lhe parecia uma idéia odiosa, mas, inconscientemente, era o que ela sempre fazia. Botan, mesmo daquele jeito terrível, sempre foi muito bonita. Provavelmente a mais bonita de todo o colégio. Ela podia conseguir o que quisesse, na hora que quisesse, sem que ninguém se preocupasse se era certo ou errado, como ela mesma não se preocupava. E tinha Kurama... O rapaz que as duas amaram. Mas que apenas Botan conseguiu oferecer o maior motivo de felicidade para ele.

Ela sentiu algumas lágrimas rolarem por seu rosto e se misturarem com a água do chuveiro. Não se importava em chorar. Estava se sentindo sentimental e queria chorar. Ela geralmente não lutava contra seus sentimentos.

Botan seria sempre a mãe de Kaori.

Não importava do quanto a menina gostasse de Natsumi, ou quantas vezes Kurama repetisse que Kaori gostava dela. Botan seria sempre a mãe de Kaori. Elas tinham uma ligação mais profunda do que apenas uma presença física. Elas eram ligadas por laços de sangue, que na maioria das vezes era mais forte do que qualquer outra coisa, e ela sabia disso.

Ela forçou-se a conter suas lágrimas depois de fechou o chuveiro. A última coisa que queria era sua mãe com uma expressão preocupada sobre os sentimentos da filha. Ela detestava quando ficava muito emocional e sua mãe ficava preocupada do por que daquilo.

Ela enrolou uma toalha ao redor de seu corpo e deixou o banheiro em direção a seu quarto. O que estava precisando naquele momento era de um pouco de música.

x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

Kurama estava deitado no sofá. Kaori estava sobre sua barriga brincando com seu gatinho de pelúcia. Aquele era seu brinquedo favorito da pequena. Enquanto brincava exigia o urso perto de si, senão começava a chorar em protesto a falta de seu bichinho.

Mas o rapaz de cabelos vermelhos não prestava atenção à filha, sua mente vagava em outras coisas, ainda estava muito aborrecido com a ligação de Botan. Por que ela continuava insistindo em se meter na vida deles? Estavam perfeitamente bem sem ela. Em sua mente surgiram imagens do tempo em que os dois se davam bem.

Os dois juntos pelo colégio, sem que armassem alguma confusão, seus encontros, quando ia ao cinema, as compras, as praias, só os dois. Eles se amavam, não tinha como duvidar.

“Onde todo aquele amor foi parar?” – ele se perguntou tristemente enquanto virava sua cabeça para olhar sua filha, dentro de seus intensos olhos azuis. Os mesmos olhos de Botan.

Mas ele abaixou o olhar para o chão novamente. E quanto a Natsumi? Ele a amava. Sabia disso. Não queria machucá-la em hipótese alguma, mas não podia evitar em pensar nisso.

x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

O dia passara sem muitas novidades. Natsumi tentou ao máximo disfarçar sua preocupação, e para sua surpresa, ela conseguiu disfarçar muito bem. Ela jantara em silêncio junto a sua mãe, que fazia perguntas ocasionalmente e ela respondia prontamente, embora estivesse um pouco dispersa, e sua mãe imaginou que isso fosse por ela ter ido dormido tão tarde no dia anterior.

Quando terminou de jantar, ela levou seu prato para a pia e depois foi até sua mãe, lhe depositou um beijo e desejou boa noite antes de subir para seu quarto.

- Boa noite, mamãe.

- Boa noite, Naty.

Natsumi estava extremamente exausta, ela não tinha vontade de tomar um banho, tudo o que queria fazer naquele momento era se jogar na sua cama e adormecer. Dormir o máximo que pudesse.

Ela trocou a roupa que vestia por seu pijama, um shortinho roxo e uma camiseta cinza e depois se deitou em sua cama, não demorou para que o sono chegasse e ela caísse em um sono profundo, acompanhados por pesadelos que envolviam Kurama e Botan juntos novamente.

Não era o início de relação que ela queria.

x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

Kurama olhava Kaori adormecida em seu berço. A garotinha estava tranqüila, segurava seu gatinho e estava coberta com um cobertor rosa. Ele se inclinou e beijou a testa de sua filhinha, ele adorava vê-la adormecida daquele jeito.

Ele deitou em sua cama, os pensamentos dando voltas ao redor de Natsumi. Por um lado estava muito feliz por ter começado a namorá-la, realmente feliz, mas por outro lado Botan não saia de sua cabeça.

Ele deixou um suspiro de desgosto sair.

“O que eu faço a respeito disso?” – Ele pensou enquanto encarava o teto.

x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

Natsumi revirava debaixo de suas cobertas. Seus sonhos desagradáveis prosseguiram por toda a noite, deixando-a inquieta. Mas ela ouvia um certo plinc há algum tempo. Não sabia identificar de onde surgira, ou por que surgira. Mas o som parecia cada vez mais alto e a fez acordar. Ela olhou desnorteada através de seu quarto e percebeu que o barulhinho era real, e ela o ouviu vindo de sua janela.

Ela levantou-se, não se importando realmente de estar descalça e o chão estar um tanto frio, e seguiu até a janela e abriu as cortinas. Ela percebeu que o barulhinho era pedras sendo atiradas, e olhando para baixo ela viu que era Kurama quem as atirava.

Ele sorriu para ela e ela retribuiu, depois olhou para o relógio sobre a mesinha de cabeceira. Era quase seis horas da manhã, o que ele fazia ali àquela hora?

Natsumi gesticulou para Kurama para que ele esperasse. Ela desceu as escadas silenciosamente e abriu a porta, o rapaz já se encontrava parado ali.

- O que está fazendo? – ela perguntou num sussurro, mas a única resposta que obteve foi um sorriso do rapaz. – Por que está aqui?

Ela perguntou novamente enquanto o puxava para dentro e fechava a porta em seguida. Ele se aproximou dela e envolveu seus braços ao redor da cintura dela, depois se inclinou e depositou um leve beijo nos lábios da morena deixando-a completamente sem chão.

- Eu vim te ver. – foi a resposta dele.

- Não são nem seis da manhã. – ela não conseguiu não sorrir. Ele disse que estava ali para vê-la, o que era estranho era o horário.

- Eu sei. Mas eu queria fazer algo especial com você hoje.

- Como assim? – ela perguntou confusa.

- Quanto tempo falta para as seis? – ele perguntou.

- Hmmm... Cinco minutos. – ela respondeu, ainda sem entender o porquê de ele estar ali.

- Certo. Ainda temos cerca de vinte e cinco ou trinta minutos.

- Eu não entendo. – ela murmurou.

- Vem.

Ele puxou a mãe dela e os dois foram para o lado de fora. Ele a guiou até o quintal, onde ela percebeu haver um cobertor sobre o chão, ela ficou ainda mais confusa com tudo aquilo. O que será que Kurama pretendia? Natsumi lançou para ele um olhar inquisitivo que ele respondeu com um outro olhar, que ela pôde decifrar como um pedido de paciência.

Ele continou a guiá-la até o cobertor, onde ele se sentou e fez com que ela sentasse com ele entre suas pernas enquanto ele passava um braço ao redor de sua cintura e depositava um beijo em seu pescoço.

- Kurama, eu não entendo... – ela murmurou.

Ele riu.

- Vamos assistir o sol nascendo. Só nós dois. Como um encontro informal.

Ele respondeu, ela virou o rosto para encará-lo. Todo a angustia que tinha sentido na noite anterior esvaindo-se, um sorriso brotou em seus lábios, o pensamento dos dois tendo um momento especial para comemorar o início do namoro a alegrou. Mas ela logo se lembrou de algo que a fez se preocupar.

- E Kaori?

Ele se inclinou e depositou um beijo na testa de Natsumi.

- Ela está dormindo. Acredite, Kaori dorme feito uma pedra e tem um organismo bem pontual. Ela só acordará depois das sete e daqui para lá eu já estarei de volta.

- Tem certeza?

- Absoluta. Não precisa se preocupar.

Um breve silêncio se prosseguiu. Um silêncio agradável que era desfrutado pelo casal. Natsumi libertou-se dos braços fortes de Kurama e ajeitou para poder encará-lo melhor, com um belo sorriso no rosto. E ficou assim por um certo tempo.

- O que foi? –ele perguntou intrigado do porquê de ela o estar encarando há algum tempo.

- Eu te amo. – ela disse por fim.

Ele sorriu. Tanto pela a declaração da jovem, quanto por ela, timidamente, ter se inclinado em sua direção ansiando por um beijo. Quando ela estava perto o suficiente ele a puxou para junto de si e a beijou com ardor, pouco tempo depois se separaram e voltaram à posição inicial.

- Olhe. – Kurama sussurrou no ouvido da namorada – O sol está nascendo.

No horizonte as nuvens azuis claras eram tingidas por um dourado que aumentava pouco a pouco, e a vista era complementada com alguns pássaros que voavam naquela direção. Ela sorriu. Só havia visto o sol nascer uma vez, quando era muito pequena. Nem sequer se lembrava de como era lindo. Mas agora tudo era especial porque Kurama estava ali com ela.

- É lindo...

- É...

Ele murmurou e depois deitou sua cabeça no ombro dela enquanto os dois assistiam aquele espetáculo de tirar o fôlego.


N/A: Eu, eu sei... Faz mais de um século que eu não atualizo secrets. Infelizmente, não sei quando atualizarei de novo, esse era o último capítulo que eu tinha digitado, não sei quando vou ter inpiração ou tempo para digitar outro :/

Enfim, mandei os capítulos 12 e 13 e espero que compense em alguma coisa.

Reviws, por favor.

Bjus

Liligi



Return to Top