Help
Home Just In Communities Forums Beta Readers Dictionary Search
: B s . A A A    : full 3/4 1/2   : E E   : Light Dark Anime/Manga » Naruto » SPM Sociedade dos Poetas Mortos

Shinigami Agatha
Author of 19 Stories

Rated: K - Portuguese - Romance/Poetry - Sakura H. & Sasuke U. - Reviews: 55 - Updated: 07-17-09 - Published: 05-18-08 - id:4264365

N.A: Yo minna-san o/ O capítulo está bem curto, e até um pouquinho sem-graça. A minha intenção era fazer algo que emocionasse. Mas há dias em que o cérebro não funciona. As minhas aulas voltarão dia 2, isso é estressante. Mas deixa baixo. Podem ler. Lá embaixo, eu faço comentários importantes.

Área V.I.P.:

Kune chan

Danipj

Pietra-chan

Demetria Blackwell

Irmãs Uchiha

Miuky Haruno

SPM – Sociedade dos Poetas Mortos – Capítulo III – Ressuscitando a amizade

“Que os braços sentem

E os olhos vêem

Que os lábios sejam

Dois rios inteiros

Sem direção”

Dois Rios - Skank

Era uma vez uma flor, um pequeno príncipe, e um humano.

Antes que eu me esqueça: Ninguém viveu feliz para sempre.

A flor, desde pequenina, sentia-se inferiorizada pelos outros, dizia para si mesma que era muitíssimo feia, e diferente de todas as outras belas flores que brotavam ao seu redor. Mas, quando conheceu um príncipe loiro, não contou pra ele como se sentia. Pelo contrário. Ela se supervalorizava na frente do pequeno príncipe, que acabou desenvolvendo um enorme afeto por ela, ainda que soubesse que a flor não era totalmente verdadeira. Antes de tudo, esse príncipe vivia isolado, morando sozinho em um mundo tão pequeno. Não estava solitário porque queria. E sim porque, toda vez que saía do seu círculo, não era tratado bem. Até que a flor apareceu em sua vida, e ele aceitaria ir a qualquer lugar por ela. E fez isso. Saiu de seu mundo seguro por causa de um puro altruísmo. Passou por muitos lugares, até chegar ao seu destino: Um mero humano. O homem não tinha amigos. Desde cedo, ele sofrera desilusões. E acabou se entregando a elas. Certa hora, o homem acabou se espantando com o amor que a flor e o príncipe possuíam, com o modo como eles se entregavam tanto aos seus sentimentos. E o Pequeno Príncipe teve de dizer para o homem que era isso que importava: A bolha de sentimentos, isso que era sério. Ao final, não adiantou muito. O homem continuou em seu mundo, cuidando das coisas que acreditava serem sérias, de vez em quando se lembrando do seu amigo. Mas eles eram de mundos diferentes, não? Como continuar com a amizade? Os objetivos e destinos deles eram diferentes, não? Não importa quantos anos se passaram, ainda houve muita coisa que o humano ficou sem saber sobre flores cativadas e príncipes loiros.

- Eu falei o que sinto. Agora é sua vez de ser sincera. Diga as coisas de errado que eu fiz para você e todos daqui. Principalmente para você.

- Por que, Sasuke? Eu não quero falar sobre esse passado.

- Por que não?

- Porque isso vai me machucar!

- Eu pensava que você só sumiria se fosse machucada fisicamente.

- O quê?! Sasuke, eu sou a verdadeira!

- O quê?! Você mentiu pra mim?

- Na-na-ni-na-não! Em nenhum momento eu disse que era o clone.

- Ainda não acredito que... Quer dizer que o tempo inteiro eu me declarava para você?

- Isso é um problema agora?

- Não... Não. Claro que não. Eu, eu só pensava em fazer isso de outra maneira.

- Em que reencarnação você iria dizer algo romântico para mim?

Diálogos sempre terminam. Por várias razões. Como a falta de idéias. Como a sede que brota depois de uma longa conversa. Como muitas idéias e sede de beijo. Sim, sede de beijo. A boca precisa deles. Os beijos são uma droga que vicia quando se está apaixonado. E aqueles dois pareciam estar em abstinência naquele momento. Um precisava do outro. Sakura queria algo romântico? Então, ela teria. O que é mais romântico do que um beijo apaixonado? Para eles não houve e nunca haveria.

- Desculpa por ter... pensado que você mentiu pra mim – ele engoliu em seco. – Prometi que nunca magoaria você – disse, desconsertado, olhando e segurando as mãos dela.

- Você não magoou – ela disse, com um sorriso confiante. – Todos cometem pequenos enganos.

Ainda estavam de mãos dadas. As mãos dela soavam felicidade. Ele percebia o suor, mas não se incomodava, era bom sentir que ela estava tão perto dele, e que ele fazia aquele efeito nela. Enquanto em outro momento falavam pelos cotovelos, trocando de assunto rapidamente, naquele instante permaneceram de boca calada. O silêncio estava tão agradável, criava um bom clima para os apaixonados se entreolharem e sorrir bobamente. Mas uma hora esse silêncio foi quebrado. Não que algum deles tenha falado. Foi o céu que disse algo: Estava prestes a chover em Konoha.

- Vai chover – falou Sasuke, preocupado, enquanto retirava o olhar de Sakura para poder fitar a escuridão das nuvens que cobriam o céu, elas eram bem densas.

- Calma. Fica aqui. Vou pegar o seu uniforme – informou Sakura, virando as costas, deixando o moreno sem saber exatamente o que fazer. Eles demoraram demais pra perceber que choveria. O amor é mesmo cego?

Outro trovão soou, enquanto Sasuke olhava Sakura subir na árvore de novo, sem sujar as mãos. Ela fazia exatamente os mesmos passos de antes. Passos perfeitos. Rapidamente estava de volta para ajudar Sasuke no que ele quisesse. Era uma escrava mais valiosa do que o próprio mestre. O que ele poderia oferecer para alguém? O que ela poderia oferecer pra alguém? Muita coisa. Enquanto a única coisa que Sasuke poderia oferecer para ela eram os seus sentimentos. O que era essa insegurança de Sasuke? Por que ele não se sentia bom o suficiente para Sakura? Será que ele já era assim antes, e ela o amava da mesma maneira?

- Aqui está. Tava batendo um vento forte lá, acabou secando – ela disse sorridente. Sasuke não sabia. Mas o que importava era que ela estava ali, cuidando dele. Por que não aproveitar o bom momento?

- Obrigado – ele agradeceu, começando a colocar o seu uniforme.

Sakura gritava por dentro. Por que ele tinha que se vestir? Ela bem que poderia ter dito que estava cansada, que não conseguiria subir na árvore de novo. Que burra!

- E agora, o que a gente vai fazer? – ele perguntou, realmente querendo saber qual seria a próxima aventura; talvez Sakura montasse uma cápsula protetora para eles não se molharem com a chuva.

- As pessoas da vila estão fechando o comércio. Tá todo mundo indo pra casa. Antes de a chuva cair, não vai haver ninguém andando pelas ruas, é nossa chance de entrar – Sakura falava, como se fosse um general de exército, bolando a infiltração em área inimiga.

- Nós vamos pra vila agora? – perguntou surpreso. – Mas o seu clone ainda nem voltou!

- Ela entregou o meu recado – informou calma.

- Como você sabe? Telepatia?

- Algo do gênero. Quando o clone morre, as informações que ele adquire vêm para nós. Ou seja, mesmo que você estivesse se declarando para o meu clone, depois eu saberia de tudo – ela disse sorridente, e viu que Sasuke não gostava de falar sobre o mico que havia pagado ao confundi-la com seu clone. – Ela disse que eu estou levando uma pessoa que encomendará uma missão.

- Como assim? Você não disse que me mostraria como sendo o antigo Sasuke? – ele estava confuso com as idéias de Sakura.

- Isso depois! Você não vai poder contar a sua história para uma multidão raivosa. Antes, você irá para a minha casa, e eu contarei a história para Tsunade, a Hokage, e para o Naruto. Com a ajuda dos dois, você ganhará a confiança de toda a Konoha.

- Você tem de me contar melhor os seus planos – bufou Sasuke.

Sakura não respondeu. Ela olhou para o seu próprio corpo, como se estivesse procurando alguma idéia. E, de repente, rasgou um bom pedaço da parte de cima do seu uniforme. Sasuke tentou não demonstrar a surpresa, mas seus olhos se arregalaram um pouco, assim como sua boca ficou meio boquiaberta. Sakura notou que ele havia ficado meio bobo, e ferveu de felicidade por dentro, ao saber que também fazia efeito nele. Mas logo lembrou do plano.

- Toma. Coloca isso no rosto, para escondê-lo – ela estendeu o tecido.

Sasuke o pegou e o colocou como uma máscara.

- Isso não vai ficar muito suspeito não? – ele perguntou, com a voz abafada.

- Não. Você só quer esconder a sua identidade. Pedir uma missão em segredo.

- Se você diz...

- Então, vamos? São poucos metros de distância até à vila.

- Beleza - ele estava entusiasmado.

Eles conversavam pouco, mesmo assim, o tempo passou rápido. Logo começou a chover. Uma chuva calma, que logo engrossaria. Por isso, eles apertaram o passo. Em menos de dez minutos, haviam chegado ao rumo e se deparavam com o enorme portão de Konoha.

- Yo, Sakura! – acenou uma pessoa.

- Quem está com você? – questionou outra pessoa.

- Ah, ele veio encomendar uma missão secreta. Não posso revelar a identidade – ela falava, fingindo estar calma.

O pano escondia o rosto de Sasuke, mas não os seus olhos. Olhos escuros e ferozes. Os homens conheciam aquele tipo de olhar. Mas tentaram acreditar que estavam se enganando. Ninguém com aquele tipo de olhar vivia. Ninguém. Mas eles deviam arriscar?

- Não recebemos nenhum comunicado. Ele não pode passar.

Os homens viram sangue no olhar de Sasuke.

- Tsunade-sama está me esperando. E não são vocês que vão me deixar aqui, parada, sendo molhada pela chuva, com raiva, não é? – já não conseguia fingir estar calma diante das dificuldades que os homens impunham.

Sasuke percebeu que Sakura estava ameaçando. E isso funcionou. Logo os homens deixaram-nos passar, como se estivessem com medo de Sakura. Será que ela era forte o suficiente para machucá-los?

- Não disse que estaria tudo vazio? – ela perguntou, com um tom de vitória na voz.

Estava certa. Os únicos andando pelas ruas de Konoha eram Sakura e Sasuke. Às vezes, as pessoas surpreendem pensando que são feitas de açúcar, não se dão nem ao luxo de observar a chuva pela janela. E Sakura agradecia a isso. No momento em que a deixaram entrar na vila, não observaram os seus passos, e não perceberam que ela ia num caminho contrário ao que dissera que iria. Estava indo para a sua casa, deixar o seu amor protegido.

- Moro ali – ela apontou para uma porta, que Sasuke logo identificou. – Aqui está a chave – ela estendeu a mão fechada para ele. – Aconteça o que acontecer, não saia de lá. Entendido?

- Por que você não vai me deixar com algum clone? – ele perguntou com naturalidade.

- Minha casa é segura. Ninguém nos reparou. Só haverá problemas se você sair de lá. Por isso que eu peço para não sair. Nesta vila há muitos ninjas. E o mais fraco deles é mais forte do que você – revelou, com a intenção de deixá-lo com medo. – Agora vá – ela pediu docemente.

Sasuke virou as costas e foi com o coração na mão. Sua garota demorou a dar o primeiro passo e sair dali. Queria estar certa de que ele não sairia, por nada no mundo, no mundo dela, no mundo dele. Senão, ele morreria.

Sasuke notou que havia entrado na casa de Sakura com o abominável pé esquerdo. Ele nunca fora supersticioso. Mas, diante dos últimos acontecimentos, todo cuidado era pouco na hora de bancar o cético. E aquele pé esquerdo realmente ficou cutucando os seus nervos, como se ele realmente tivesse lhe dado azar, pois a sensação de estar naquela casa não era boa. O lugar tinha um ar sombrio. Nenhuma janela aberta. Nenhuma lâmpada acendendo um pouco de sossego. As únicas luzes chegavam atravessadas pelas brechas, as mesmas brechas pelas quais se infiltrava a água da chuva lá fora. O cheiro era de mofo e abandono. Havia teias de aranha servindo de cortinas nas janelas. A cada passo, havia um abraço de poeira. Aquele lugar não combinava nem com um fio de cabelo da Sakura que o moreno pensava conhecer.

O buraco parecia mais saído de uma cena de filme de terror em preto e branco. Era, definitivamente, semelhante a uma casa mal-assombrada. Não faltava nem a trilha sonora, a chuva já fazia esse papel. O que faltava eram as assombrações. Elas poderiam estar esperando. O fantasma do antigo Sasuke poderia muito bem estar se escondendo da visita, para atormentá-la na hora certa, não? Sasuke tentou afastar esse pensamento. Sakura dissera que o lugar era seguro, ele tinha que confiar naqueles olhos esverdeados. Aliás, era impossível não confiar neles. Só de lembrá-los, o espírito do moreno ficou bem mais calmo do que estava ao chegar.

Sakura era tão meiga. Sasuke não acreditava que ela poderia mentir. Ele caia direitinho em todas as palavras dela. A menina disse que morava em outro mundo, e ele acreditou, e estava nesse mundo. Ela disse que existia outro Sasuke, ele acreditou, e viu uma foto representando o time sete. Ela disse que a casa dela era segura, ele acreditou, e nada de ruim havia acontecido a ele, ainda. Sakura era verdadeira. Diferente das outras garotas que se autodenominam românticas, e ficam esperando que um príncipe encantado ou um sapo vá servir-lhes. Essas garotas são egoístas. E Sakura não era assim. Sasuke estava começando a colocar, na cabeça, a idéia de conviver com ela para sempre. Por que não?

Ele continuou aceitando pensamentos como esse enquanto procurava os botões que ligaria as lâmpadas. Ele teria aberto as duas janelas que havia ali para um bom ar circular limpando a casa, mas ainda chovia. A chuva estava ficando mais forte. Ele só queria que Sakura não fosse tão doce ao ponto de ser feita de açúcar, quando encontrou os botões, trouxe luz à casa, e começou a observá-la direito, em vez de notar somente o cenário cinza de poeira.

Estava em um local que servia de sala de estar e jantar ao mesmo tempo. Isso era perceptível por causa dos móveis. Havia um sofá onde caberiam três pessoas e uma poltrona, ambos estranhamente de uma cor vermelha desgastada pelo tempo. Vermelho? É, afinal, Sakura tinha estilo. Só esperava que ela não decorasse a casa quando já estivessem casados. Havia também uma mesa rodeada por duas cadeiras, no centro da mesa havia um cesto de frutas apodrecidas. Sasuke tentou retirar os olhos dali e os parou num estante cheia de livros. Ele se aproximou mais, para ter certeza de que não era uma miragem. E não era!

Seu dedo indicador passeou sobre uma fileira de livros em pé. Eles também estavam banhados de poeira e esquecimento. Um desses livros era rosa. Não havia nome para identificá-lo, a cor feminina se estendia por toda a capa, feita de algum couro sintético. Sasuke havia puxado com cuidado, como se segurasse uma preciosidade, e tivesse medo de que ela fosse desfeita com um simples toque. Ele abriu a preciosidade com o mesmo carinho, para ler o que estava escrito na primeira página.

Hoje foi o último dia na academia. Dei um passo muito importante na minha vida: Me tornei ninja de verdade, sou genin. Era para eu estar feliz, não? Mas, por que eu quero mesmo ser ninja? Nem eu mesma sei. Talvez seja pra mostrar que eu posso fazer algo. Meu grande sonho não é me tornar a melhor, nem a mais famosa. Só quero um pouquinho de reconhecimento, não só dos outros, de mim também. Não adianta querer me enganar e dizer que eu sou boa. Simplesmente me sinto um lixo. Principalmente quando estou ao lado dele. Ele luta tão bem, é tão lindo, sabe o que quer e vai atrás disso, enquanto eu sou um estorvo, não sei lutar, não ajudo em nada, nem na hora de amar. Hoje ele disse que eu sou irritante, e com razão. Nós vamos ficar no mesmo grupo. E vou ter de aturar olhar para ele. Ele. Ele. Ele. E terei de me conter. É uma ambição muito grande pedir pra servir a ele, pedir pra servir pra ele? Pior que é. Sasuke não precisa de mim. Sasuke parece ser perfeito.”

Era essencialmente isso que estava escrito.

Sasuke sabia que era errado bisbilhotar o diário dos outros. Mas ele tinha de saber sobre o passado por si só, já que Sakura não o contaria. Era importante descobrir o que ele havia feito. Por isso, sentou-se na poltrona e ficou passando as folhas, lendo cada letra, cada pingo de tinta, cada pingo de lágrima. As anotações de Sakura eram rápidas, objetivas, cheias de informações. Algumas palavras o tocavam profundamente.

Por que eu sou tão fraca?...

Despedaça o meu amor.

Estou caindo num abismo sem fim.”

Até que ele chegou na última página do diário, talvez a página mais importante.

- Não vá! – eu gritei com o máximo de minha voz enquanto o via seguir em frente, sem se dar ao trabalho de me olhar.

Tudo estava terminando.

Meu coração estava na minha mão, sendo molhado por minhas lágrimas.

Até que, de repente, ele usou sua velocidade e ficou atrás de mim.

Senti a voz dele às minhas costas.

- Sakura, arigatou – foi a única coisa que saiu da boca dele, com aquela voz linda.

- Sa-su-ke-kun – eu consegui falar, antes de perder os meus sentidos.

Quando acordei, ele não estava lá.

Eu fui abandonada num banco de rua, onde as minhas lágrimas haviam secado.

Ainda não acredito que ele realmente foi.

Eu disse que iria com ele, que o ajudaria em sua vingança.

Mas ele não me quis.

Sou mesmo inútil.”

Sasuke sentiu que havia algo diferente. Não só no seu coração, que parecia ter recebido muitas facadas durante a leitura do diário. Mas havia algo diferente na casa: Não havia mais o irritante barulho de água. A chuva havia parado, no mesmo instante em que ele terminara de ler. Ótimo. Ele se levantou, colocou o diário na estante, e, antes de procurar o próximo, foi abrir as janelas. Como já foi dito, eram duas janelas, assim como eram duas portas, as quais ele preferia não ultrapassar. Os ferrolhos da primeira janela pareciam estar começando a enferrujar, a ficar endurecidos, mas, com um pouco de força, Sasuke conseguiu abri-los e trazer um pouco de ar fresco à casa.

Ele colocou a cabeça na janela, para observar lá fora. Já havia anoitecido. O céu parecia uma gigantesca folha pintada de tinta preta. Quando seu olhar voltou para baixo, ele viu que havia alguém passando pela janela, observando ele. Droga. Será que colocar a cabeça na janela era semelhante a sair de casa? Claro que era! Sasuke olhou novamente. Ele havia se preocupado com o fato de alguém ter o visto, que nem se preocupava em ver se reconhecia quem era esse alguém. E ele reconhecia muito bem. Quando olhou mais uma vez, percebeu quem era a pessoa que o olhava com os olhos arregalados, como se não acreditasse no que via. E realmente não acreditava. A pessoa era Naruto, o seu melhor amigo.

Refletiu-se um filme com imagens do passado na cabeça do menino loiro, enquanto ele, rapidamente, fitava as feições do garoto moreno.

• Primeira lembrança •

Passeava sozinho, quando encontrou uma outra criança abandonada, observando o lago. Ele se aproximou dela, os dois apertaram as mãos, e sorriram, como se soubessem que se tornariam grandes amigos. Eram Naruto e Sasuke.

• Segunda memória •

Um bando de garotas formava uma roda ao redor de Sasuke.

Enquanto Naruto permanecia sozinho, num canto.

• Terceiro fantasma •

- Meu nome é Uchiha Sasuke. Eu odeio várias coisas e existem poucas coisas de que eu gosto. Eu não tenho sonhos. Porque sonhos não se realizam. O que eu tenho são ambições: A de matar um certo homem e a de trazer o meu clã de volta.

• Quarto flash •

Sasuke alimentava Naruto, que estava preso num tronco de árvore. O moreno sabia que era proibido dar comida ao loiro. Mas o fez.

• Quinta imagem •

Sasuke era ferido por várias agulhas, salvando Naruto.

• Sexta imagem •

Naruto era ferido por quilos de areia, salvando Sasuke.

• Sétima assombração •

Naruto não lutava com Sasuke. Sasuke não lutava com Naruto. Naruto lutava contra Sasuke. Sasuke lutava contra Naruto. Sakura gritava e arriscava sua vida para interferir na luta. Onde estava a amizade?

• Oitava foto •

Eles lutavam novamente.

- O que sabe sobre mim? Você que não tem pais nem irmãos?! – seu olhar ficou com mais ódio, e sua voz com mais fúria. – O que sabe você, que está sozinho desde o início, hein?!...

Sofremos por causa de nossos laços. Consegue compreender a dor de perder todo mundo?

- É verdade que não tenho pais nem irmãos e que não entendo a dor que sente.

- Então, por quê? Por que, Naruto? Por que vai tão longe por mim?

O loiro falou, sem perder tempo pensando:

- Para mim, este é um dos meus primeiros laços! É por isso que vou te impedir!

O moreninho colocou o seu protetor na cabeça e avisou:

- Muito bem, romperei esses laços!

• Mais uma memória •

Depois de anos, eles finalmente haviam se encontrado.

- Seu sonho não é se tornar Hokage? Por que você tinha tempo perdido correndo atrás de mim em vez de treinar?

- Será que alguém que não consegue salvar nem o seu melhor amigo consegue se tornar Hokage? O que você acha, Sasuke?

• Uma última fotografia •

Sasuke agonizava de dor, jogado ao chão, e recebia as lágrimas de Sakura para serem misturadas ao seu sangue. Ele estava morrendo. Morrendo. Morrendo. Morrendo, não?

Sasuke atacou Konoha, e acabou morrendo nela, não?

- Sa-su-ke! – conseguiu soletrar, com uma voz arranhada.

- Naruto – falou, sorrindo, estava contente em finalmente conhecer o loiro.

Sasuke: Um é pouco.

Sakura: Dois é bom.

Naruto: Três é perfeito.

N.A.: Yeah! Naruto-kun apareceu! Sim, o Time Sete é perfeito! Ou, ao menos, era perfeito. E queria agradecer à Neko Sombria, por estar sendo beta-reader.

DESAFIO: O próximo poema vai ser do Sasuke, como um pedido de desculpas. Então, alguém aí é capaz de fazer algo que agrade? Eu postaria aqui na fanfic, com os direitos autorais certinhos. Mas isso se aparecer alguém, e algum texto bom. Senão, eu mesma escrevo uma dessas minhas coisas enjoadas. Podem me enviar seus trabalhos por MP, review, ou me adicionar no msn. O msn é sweetgirl/underline/8d/arroba/hotmail/ponto/com. E eu sou tagarela!

COMERCIAL: Gente! Eu fiz uma fanfic chamada ‘Pensando torto’. O casal é SasuSaku, que, como vocês já sabem, está em falta no mercado. Por favor, poderiam ler?

Continuar ou não continuar?

Eis a questão!

Não percam a próxima embromação de Sasuke Para Mim!

Quem não enviar review não conseguirá parar de dançar a ‘dança do quadrado’ misturada com ‘créu’ 8D



Return to Top