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O carro parou em frente, mostrando que a placa de ‘Não estacione aqui’ podia ser ignorada, mas só por ele.
- Chegamos – disse, abrindo a porta do carro.
- É aqui?
- Sim, é aqui, Zetsu. Agora, saia do carro pra nós entramos lá – falou, depois de bater a porta.
O outro imitou o gesto, mas após, ficou parado.
- Não é por nada, não, Madara-sama, mas tem certeza absoluta que essa é uma boa idéia?
- Absolutamente. Vamos dar a volta, que precisamos entrar por onde ninguém nos veja.
- E é claro, pra isso, você para o carro bem na frente.
- Zetsu, ande! Isso é sinônimo de importância, e você vai assustar as criancinhas...
- Claro! Já contou a elas quem fundou Konoha?
- Shodaime, quem mais? Agora desempaca daí.
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- Madara-sama, não é que eu não confie, mas...
- Quantas vezes eu vou precisar lhe explicar?
- Até eu entender.
Eles pararam na porta lateral, e já ouviam barulho e alguns gritos.
- Vou lhe falar agora, pra você não me atrapalhar. Amanhã é o aniversário do meu querido Itachi – zombou. – Todo o ano, ele se isola completamente com o Sasuke em algum lugar, porém esse ano, o querido irmãozinho dele lhe fará uma festa surpresa.
- Eu sei, eu fui convidado.
- Então, como eu dizia, finalmente eu vou poder lhe dar um presente, e é claro o que as pessoas chamam de ‘presente escroto’. Não é isso?
- É sim, mas... Se é pra sacanear ele, dava um creme pra rugas, um livro de auto-ajuda, uma tesoura pra ele cortar o cabelo... E não um... um...
- É apenas um garoto.
- Venha cá, eu estou meio confuso. O aniversário é do Itachi ou do Orochimaru?
- Me escute primeiro. Estamos num orfanato, não estamos?
- Sim.
- Para ‘sacanear’ o Itachi, como você diz, precisamos pegar no ponto fraco dele, que é...?
- O irmão.
- Exatamente! Bem, quando eu estava passando por aqui há umas semanas atrás, quase que eu bato o carro. Tinha alguns adolescentes perto do portão, e um deles era praticamente gêmeo do Sasuke.
- Então você vai dar a ele o menino?
- Sim, mas vou dizer que eu o adotei para dá-lo de presente para Itachi... Bem, você sabe... Satisfazer suas necessidades. Afinal, do modo que ele tratava a antiga namoradinha, e da forma na qual nem chega perto dessa noiva que querem arranjá-lo, podemos concluir...
- Que ele vai te matar.
- Ora, vamos, vai dizer que nunca quis vê-lo irritado?
- Ele não vai se irritar com isso, ele só vai te matar mesmo.
- Mas esse não é golpe de misericórdia!
- Ai. Qual é, então?
- Eu vou levar um pro Sasuke também! Imagina a cara dele?
- Foi muito bom te conhecer, Madara-sama.
Madara sorriu e começou a subir as escadas, Zetsu, visivelmente a contragosto, subiu também.
- E vai conseguir adotar as crianças assim tão rápido?
- Já entrei com os papéis...
- Eu não deixaria uma criança com você, nada pessoal.
Ele se virou, e pôs as mãos na cintura.
- São adolescentes, não crianças. E além do mais, qual o problema em deixar o Fundador de Konoha e da famosa academia de advocacia Akatsuki levar umas criançinhas para cuidar na sua velhice? Olha pra mim, eu tenho uma estátua do tamanho de um prédio!
- Ok, já entendi, não vou te contestar... Mas qual é o menino que você pra dar pro Sasuke?
- Oh, você precisa vê-lo! Ele parece muito com uma raposa, ele é perfeito!
- Err... Madara-sama? – a voz veio do topo da escada.
- Olá, Sarutobi! – sorriu, virando-se.
O senhor desceu os primeiros degraus e fez uma expressão de amabilidade.
- E esse é...?
- Ah, esse é o Zetsu, meu parceiro... É da Akatsuki. Ignore as duas cores dele, é apenas problema de pele.
- Olá Zetsu-san... Não se preocupe, com essas crianças eu já me acostumei com tudo.
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O menino abriu a porta, e jogou a mochila pelo chão. Parou em frente à escada e gritou:
- Aniki?
Era óbvio que ele não estava em casa, pensou, mas todo cuidado é pouco. Começou a abrir a farda que estava vestindo, enquanto caminhava até o criado mudo. Ele tinha que ser extremamente cauteloso, afinal, seu irmão tinha que pensar que estava tudo normal, e que amanhã ele estaria quietinho indo para o colégio, e não arrumando uma festa-surpresa. E ás vezes, tinha a impressão de que Itachi lia seus pensamentos.
Olhou o convite restante. Não, não ia mandar. Certamente ele não ficaria feliz se juntassem seus pais, e os seus prováveis futuros sogros. Por um motivo, achava que o irmão não gostava dessa idéia de quererem um casamento pra ele. Principalmente se a noiva tinha a idade de seu otouto e de cada 10 palavras, gaguejasse 9.
Pegou o telefone e começou a discar. Ainda tinha tantas coisas a fazer...
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- Xeque-Mate - o garoto de cabelos azuis sorriu por cima do tabuleiro.
- DROOOOGA, SORA! Eu odeio esse jogo – o loiro bateu na mesa.
- É por que você é muito burro, Naruto!
- O quê? Repita isso se for homem – levantou da mesa, com as mãos em punho.
- Ei, estressadinhos, - a menina de coques se pôs entre os dois – menos, muito menos, quase nada.
- Tá, tá... – Sora encostou-se à cadeira. – Cadê o Sai?
- Ele foi chamado pelo Sarutobi – a garota explicou. – Acho que tem algo a ver com a adoção, por que vieram dois caras esquisitos aí...
Naruto arregalou os olhos.
- TenTen, o que você sabe?
- Nada de mais, mas parece que é o tal Madara, mesmo!
- Será que ele veio pra te buscar, Naruto?
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Os dois homens estavam sentados, e a sua frente, atrás da mesa, estava Sarutobi.
- Sabe, Madara-sama, você ainda pode desistir.
- Zetsu... Compreenda! Não vou desistir.
- Vem cá, - ele se aproximou do outro, sussurrando – e se o vovô descobre isso?
- Não chame o Sarutobi de vovô, ele é mais novo que eu – sussurrou também.
- Você e Tsunade-sama me assustam, sério!
- Ele não vai saber.
- É mas, e as pobres crianças, coitadas? Elas acham que vão pra um lar!
- E vão. Perceba, Zetzu, a graça está justamente em Itachi e Sasuke acharem que eles são pra uso... Bem, pessoal. E eles acharem que é uma linda família feliz...
- Você é maléfico.
- Assim eu fico sem graça...
Duas batidas na porta.
- Pode entrar.
O menino entrou e parou em frente à porta, fechando-a em seguida. Ao virar, o queixo de Zetsu caiu. Era uma cópia do Sasuke, só que mais magro e mais branco, sem o cabelo emo.
- Kami-sama – balbuciou.
- Imagina a cara do Itachi quando o ver – Madara sussurrou.
- Sai, este é Madara-san, aquele que eu lhe falei.
- Prazer em conhecê-lo – disse, fazendo uma pequena reverência.
- Ele vai vir pegá-los amanhã, então eu sugiro que deixem as malas prontas. Onde está o Naruto?
- Está com TenTen e Sora no pátio.
- Tudo bem, foi apenas um aviso. Pode ir agora.
- Com sua licença – disse, abrindo a porta.
Após o garoto sair, Madara comentou:
- Ele é tão educado, não?
- Bem... – o velho tirou o cachimbo – O Sai é um menino altamente disciplinado, mas tem problemas com as outras crianças, e não sabe bem como agir... Veio para cá há no máximo três anos. Já o Naruto... Você já foi avisado, Madara-san, esse menino parece ter um demônio no corpo, apesar de ter um bom coração.
- Contanto que ele seja uma criança extrovertida – ‘para atazanar o moleque do Sasuke’, pensou.
- Ah, extrovertido é a palavra exata. Mas ele é um pouco barulhento e bagunceiro...
- Para mim está ótimo, vai dar vida àquela casa sombria...
- Se você diz, eu confio em você.
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Sai desceu as escadas correndo, e arfou um pouco. Olhou para frente. Naruto, sentado em uma cadeira, TenTen deitada na grama, e Sora praticamente deitado no tabuleiro.
- Não está tendo aula agora?
Os três olharam pra ele.
- Não queremos ir – a menina falou. – O que aconteceu lá em cima?
- O homem que vai nos levar está aí, aliás, Naruto, você devia tê-lo visto.
O loiro pulou da cadeira e correu até o amigo.
- Sério? E aí? Como ele é? Ele disse alguma coisa? Quando nós vamos?
- Amanhã.
- Amanhã? – os três perguntaram em uníssono.
- Sim.
- Mas é muito rápido – Sora falou assombrado. – Não podem fazer isso!
- Está falando isso porque não quer que eu vá embora, Sora?
- Por mim você morre, Naruto.
- Ah, eu sei que você me ama.
- Eu vou sentir a falta de vocês dois – TenTen falou sorrindo. – Mesmo.
- Obrigada, TenTen – o menino se virou para Sai. – Você não vai falar nada, ser de gelo?
- Vou, você tem que arrumar sua mala, porque a minha já está feita.
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Ele rodou na cadeira, observando o escritório. Já estava há 17 minutos ali sem que ninguém viesse incomodá-lo. Mais alguns segundos e bateria o recorde.
- Itachi-san – a porta foi quase arrombada.
- Kisame, entre civilizadamente – disse, fechando os olhos.
- Pein-sama perguntou se você quer folga amanhã.
- Adoraria, mas tenho trabalho a terminar. Onde estão os papéis que lhe pedi?
- No fax, daqui a pouco está na sua mão – o homem (?) se aproximou jogando uma revista na mesa. – Já viu o horóscopo de hoje.
- Eu não acredito nessas coisas e você sabe disso.
- Você é um ser muito incrédulo, como diria o Hidan – sorriu zombeteiro. – Devia prestar mais atenção...
Ele se levantou, e antes de abrir a porta, mandou um olhar cúmplice, saindo logo em seguida. Itachi captou o recado. Kisame queria lhe dizer algo, mas não podia fazê-lo por algum motivo. Pegou a revista na mão e procurou. De 20 de maio a 20 de junho, gêmeos:
“Astral bom para cortar de uma vez por todas as falsas ilusões e se ater a complexidade mais concretas da sua intimidade e família, com Lua e Saturno puxando você pela perna, quando no fundo seu desejo era voar mais alto e mais livre. Você vai ter que fazer mais esforço para ser minucioso e racional nas tarefas.”(¹)
- Que ridículo... – falou, mas parou ao perceber que a palavra família estava sublinhada.
Oh, não.
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Ele estava deitado na cama, olhando o teto. Olhou ao redor, e percebeu que todos od meninos já estavam dormindo. Sentiu um pouco de inveja deles. O fato de poderem se adaptar, de estarem ali, felizes, uns com os outros. Ele se sentia um estranho.
O som do vento na janela estava-o incomodando. Levantou, e pé sobre pé, caminhou para fechá-la. Ao segurar na barra, olhou para fora. Naruto estava deitado na grama do pátio. Virou-se e percebeu que a figura deitada na cama dele estava disforme. Eram lençóis. Suspirou e pulou a janela.
- O que está fazendo? – perguntou, deitando-se ao lado dele.
- Sai? – o garoto se assustou. – Ah... Eu estava olhando as estrelas.
- Por quê?
- Como assim ‘por quê’?
- Porque está olhando as estrelas?
- São bonitas – sorriu. – E não importa onde você está, elas estão olhando.
- Eu nunca reparei nisso.
- Gosto da visão daqui...
- Você está com medo, não está?
- De quê?
- De ir embora.
- Eu não!
- Ora vamos, Naruto. Você cresceu aqui. É normal ficar receoso com mudanças.
- Sai, onde você ouviu isso?
- Li num livro.
- Òbvio. Ás vezes acho que você não sente nada.
- Ás vezes eu acho que você é uma menina, mas nem por isso você é.
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Ele abriu a porta, e teve alguns segundos antes do cachorro gigante e laranja vir correndo em sua direção.
- Quieta, Kyuubi – Sasuke falou, sem tirar os olhos do livro. Ele estava sentado no sofá, já de pijama. – Demorou, aniki.
Ele fechou a porta e pôs a pasta sobre o criado mudo, caminhando até o irmão. Abaixou-se e deu um peteleco na cabeça dele, usando dois dedos.
- Já está na hora de ir pra cama.
- Eu já vou.
Passou tranquilamente, e já ai indo pro quarto, sob o olhar submisso de Kyuubi, quando se virou, afrouxando a gravata:
- Sasuke, você está sabendo de algo que eu não sei?
- Como assim, aniki? – falou sem encarar o irmão, ainda lendo.
- Sasuke, olhe pra mim.
Ele levantou o rosto, fingindo desinteresse.
- Está sabendo de algo que eu não sei?
- Não que eu me lembre.
O mais velho cerrou os olhos.
- Nada com... ‘Família’.
Sasuke sentiu um frio na espinha.
- Ah, Madara ligou hoje. Pediu pra você retornar.
- Ignore-o. Só isso?
- É, só me lembro disso mesmo.
- Veja se não demora pra dormir, você tem aula cedo.
- Claro, boa noite, aniki.
- Boa noite, otouto – disse, entrando no quarto.
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- Sabe o que Sarutobi-sama me disse?
- Não – brincou com a grama.
- Que vamos morar com dois irmãos.
- Eles não têm pais?
- Eles têm, mas o mais velho se desentendeu com eles e foi morar sozinho, e então o mais novo decidiu morar com ele.
- Nossa – Naruto se assustou. – Que estranho... Largar os pais por opção...
- Eu achei legal o fato de que eles são unidos.
- Humpft.
- Vamos dormir, venha – ele disse, se levantando.
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Mal o sol nasceu, já estavam acordados. Medo. Ansiedade. Receio. Suspeita.
Mas todos tinham uma coisa em comum. Sabiam que aquele dia, 9 de junho, seria um longo dia.
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MWAHAHAHHA. E finalmente, está aí \o\
Titio Madara é mau (666’) E será que ele vai conseguir o que ele quer? Será que os irmãozinhos terão suas necessidades satisfeitas? O que será que vai acontecer com os pobres órfãos? E essa orgia... digo... festa do Itachi?
(¹) – Eu te JURO que é o horóscopo de hoje de gêmeos. Procure na internet, se não acreditar.
Tentativas de homicídio, já sabem – botãozinho ROXO.
Para MIR-CHAN (não chame mais seu advogado), Ju e Reneev que me encheram pra postar logo xD