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Dreamcatcher
Author:
Juliane.chan1 PM
O Apanhador de Sonhos é um amuleto indígena norte-americano criado para aprisionar os pesadelos. Mas será que o amuleto é páreo para perigos do além? Capítulo 2. Inspirado em livros dos mestres do terror Stephens King e Wes Craven.
Rated: Fiction T - Portuguese - Supernatural/Suspense - Dean W. & Sam W. - Chapters: 2 - Words: 2,811 - Reviews: 5 - Favs: 3 - Updated: 09-18-08 - Published: 07-10-08 - id: 4385667
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O Ladrão de Sonhos Dreamcatcher

Disclaimer: Supernatural não me pertece, pois se pertencesse, Dean não sairia da minha casa.

A história se passa durante a primeira temporada de Supernatural.

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Capítulo 1:

"Não, a Morte não é algo que se espera no fim.

É companheira silenciosa que fala com voz branda,

sem querer nos aterrorizar, dizendo sempre a

verdade e nos convidando à sabedoria do viver.

A branda fala da Morte não nos aterroriza

quando fala da Morte.

Ela nos aterroriza por falar da Vida."

(Rubem Alves)

Sol forte, poeira na estrada. Sam Winchester estava terrivelmente entediado, com calor, suado, sujo, faminto e com sede, pois a água em sua garrafa estava há muito tempo aquecida pelo calor e por isso inapropriada para saciar sua garganta e seu corpo.

Dirigia há horas, enquanto seu irmão mais velho ressoava no banco do passageiro, após ter dirigido boa parte da noite. Cansado do silêncio, quebrado apenas pelo ronco de Dean, e fatigado pelo calor, o rapaz cutuca o irmão com certa força para despertá-lo.

- Acorda, Dean!

- Hã? –o outro rapaz abriu os olhos, meio sonolentos. Os esfregou e olhou para o seu irmão caçula.- Chegamos a Phoenix?

- Não. –respondeu frustrado.-Acho que pegamos algum desvio errado.

- Você pegou algum desvio errado.

- A gasolina tá acabando.

- Droga.- o rapaz se ajeita no banco e olha para a estrada que parecia interminável.- Tem uma placa adiante.

Ao passarem pela placa, avistaram os dizeres:

"Bem Vindos a Prudence.

Há 3 milhas."

- Deve ser um buraco no meio do deserto.- suspirou Dean.- Tomara que tenham um posto de gasolina decente.

- Se tiverem um restaurante decente.

- Prudence. Este nome me é familiar...

Sairam da estrada principal, pegando uma esburacada estrada que os levaria até o seu destino. Pouco mais de três quilômetros depois, avistaram um homem, indígena, de idade avançada, usando roupas que um dia foram brancas e um chapéu preto com uma pena na cabeça, ele apoiava a mão sobre uma bengala e estava sentando em uma pedra na beira da estrada. Sam estacionou o carro.

- Ow, por que parou? –indaga Dean.- Não damos carona.

- Perguntar se estamos no caminho certo.-respondeu o mais novo, saindo do carro.

Dean suspirou ruidosamente, descendo do carro e caminhando depressa atrás do irmão, que se aproximava do idoso.

- Er, com licença senhor. Esta estrada dá em um lugar chamado Prudence. Lá tem um posto de gasolina?-Sam perguntou e o velho parecia fitar o nada.- Senhor?

- Está morto?-Dean perguntou e recebeu um olhar reprovador do irmão.-Só perguntei.

O velho começou a rir baixinho, rouco. Os dois irmãos se entreolharam.

- Você tem o humor irônico de John Winchester, rapaz. Gostei. -comentou o índio surpreendendo Dean e Sam.-Não há nada em Prudence, a não ser a morte. É uma cidade amaldiçoada!

- Conhece nosso pai?

- Iktomi me disse que vocês viriam. E pediu que eu lhes entregassem isso.-o velho estendeu a mão, onde segurava um objeto feito com aro de cipó e uma teia feita com cabelo de cavalo a Dean.

- O...o que é isso?-perguntou Sam.

- Um apanhador de sonhos.-Dean explicou.- Quem falou de nós?

- Iktomi...A aranha.

Sam e Dean ponderavam que o sol devia ter fritado o cérebro do velho, ou o que ele dizia se devia a idade aparentemente avançada. Mas ambos já vivenviaram tanta coisa que nem tudo deveriam duvidar. Um breve silêncio se instaurou entre os três homens. Silêncio este quebrado pela voz rouca e cansada do índio, que se levantou da pedra.

- Olhe o diário de seu pai. Ele anotou as palavras de Iktomi quando esteve aqui.- e com o apoio da bengala, começou a caminhar para dentro do deserto.- Se vão para Prudence, precisarão do diário e do presente de Iktomi.

- Ei, aonde vai?-Sam pergunta.

- Para casa.-respondeu o velho.

- No deserto. Você não mora em Prudence?-Dean perguntou alto.

- Eu não. Lá reina a morte.

O idoso continuou caminhando em meio ao deserto escaldante, até sumir do campo de visão dos rapazes, como se fosse uma miragem, o fruto da mente de viajantes castigados pelo sol.

- Aquilo era real?- Dean indagou.

- Não sei. O que é um apanhador de sonhos?-apontou para o objeto na mão do irmão.

- Um tipo de amuleto protetor. Para afastar os pesadelos.- respondeu segurando o objeto como se fosse inútil e o entrega a Sam.-Toma. Presentinho.

- Espere Dean. O velho dizia que conhecia nosso pai. E se ele pediu que nos entregasse este amuleto, pode ser importante!

- Não foi nosso pai quem pediu que o velho gagá nos entregasse isto. Foi...-fez suspense.- A aranha.

Sam o olhou com reprovação, pegando o amuleto e caminhando para o carro.

- Depois do que vivemos nestes últimos meses, não deveria tirar sarro de algo assim.-o repreendeu.

- Ah, qualé. Você sabe que eu enfrento demônios há muito tempo. Demônios, fantasmas, uma família enlouquecida, assassinos seriais, lendas urbanas, monstros mitológicos...mas até eu tenho meus limites. Uma aranha disse ao velho para nos entregar este brinquedo.-enquanto Dean falava, Sam pegou o diário e o folheava, depois o entrega a Dean aberto e entra no carro.- O que foi?

- Iktomi, a aranha sagrada.-disse ligando o carro.- Papai teve um encontro com ela.

Dean entrou no carro, lendo o diário e suspirou olhando para Sam.

- Ele sonhou com a aranha.

- É assim que ela se comunica no nosso plano, pelos sonhos. Ela vive no Mundo dos Sonhos.-dirigiu em direção a Prudence.

- "A vovó aranha que trouxe o sol e o fogo aos índios e ensinou-lhes também a arte de fazer a cerâmica."-fecha o diário.- Acho que nosso velho bebeu muito neste dia.

- Continua a ler.-pediu Sam.- Vira a página.

- " A morte se arrasta nos sonhos dos mortais."-e viu uma imagem desenhada na página seguinte.- " O Inimigo."

- O que você acha?-indagou Sam.

- Que eu deveria estar dirigindo...-suspirou, o entrarem na cidade de Prudence.

Um amontoado de casas e traillers, mãos assustadas que fechavam as portas e janelas. Crianças pequenas e curiosas que os olhavam, antes de serem arrastadas para dentro de suas casas por outras mais velhas.

- Lugar aconchegante.-Dean diz com sarcasmo e olhou o relógio.-Reparou?

-O que?

- Treze horas. Estas crianças não deveriam estar na escola?

- Olha aquilo, Dean.-o outro apontou para uma placa com o número da população da cidade.

Estavam marcas da letra X, riscadas com carvão sobre o número da população: 721 habitantes...e agora marcavam em ordem descrecente atualmente: 384 habitantes.

- Isso não é um bom sinal.-murmurou Sam.

Dean olhou pela janela do seu carro e depois desceu deste, olhando ao redor.

- O que está havendo aqui?-perguntou-se.

- "Aqui reina a Morte."-respondeu Sam, lendo uma pichação em um muro.

Dean olhou para trás para ver sobre o que o irmão falava. Sam estava fora do carro, andando hesitante na direção da igreja local. Dean o alcançou, notou que apenas crianças os observavam.

-Ei, menino!-Dean chamou um garoto de mais ou menos catorze, que os fitava com receio.-Sabe onde tem um posto de gasolina?-o menino sai correndo.-Não? Ótimo!

Sam abriu as portas da igreja e nela havia um menino, de cabelos e olhos negros a lhe fitarem sem expressão.

- Cadê seus pais?-Sam perguntou e o menino não respondeu.- Onde estão os adultos? Tem um nome?

Novo silêncio. Dean ficou ao lado do irmão.

- Tem algo neste lugar que eu não gosto.

-Só tem crianças aqui. Não se preocupe.

-Eu assisti Colheita Maldita! Não me venha pedir para não me preocupar!

-Dean...

-Ei, guri. Onde está sua mãe? Seu pai está aí?

-Eles se foram.-respondeu uma menina atrás dos rapazes, de cabelos e olhos igualmente negros.

- Foram para onde?-Sam admirou-se.

- Uma noite fomos todos dormir, quando acordamos, todos se foram...foram para o deserto e não voltaram mais.

-Todos desapareceram?-perguntou Dean incrédulo.

Continua...

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