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Liligi
Author of 32 Stories

Rated: T - Portuguese - Romance/Drama - Albus S. P. & OC - Reviews: 46 - Updated: 06-15-09 - Published: 07-29-08 - Complete - id:4432805

Cap I

Há dezenove anos a Grã-bretanha permanecera em paz, a sombra do mal havia sido extinguida, e dois mundos tiveram que se levantar – mesmo que aos poucos – das cinzas que esta sombra havia deixado para trás.

Muitas famílias ficaram abaladas, mas sua estrutura aos poucos foi recuperada, muitas lágrimas e muito sangue foram derramados, tudo havia considerado ‘para o bem maior’ . Mas até que ponto esse ‘bem maior’ iria?

Até a extinção dos chamados trouxas? Da sobrevivência dos ‘puros de sangue’? Ou quem sabe, até a morte de um dos escolhidos.

“Um não viverá enquanto o outro sobreviver...”

A frase que selaria o destino de um bruxo das trevas ou selaria o de um garoto que, por causa do amor de sua mãe, sobreviveu.

Harry ganhou a batalha final, entretanto, perdera muito. Por causa de Voldemort seus pais estavam mortos, seu padrinho Sirius, Dumbledore, sua fiel coruja Edwiges, seu professor Lupin, Tonks, a amiga estranha e até mesmo Fred, um dos seus amigos mais chegados.

Depois de muitos anos de sofrimento e culpa sua vida havia se reestruturado, casado agora com Gina, com quem teve três filhos: Tiago, Alvo e Lílian.

O filho mais velho já estudava em Hogwarts, e Alvo iria no início do ano letivo.

Embora os dezenove anos tivessem sido calmos, uma nova presença sombria ameaçava o mundo bruxo...

XxX

A professora McGonagall assumira o cargo de diretora da escola de bruxos, e naquela noite procurava por alguém especial.

A rua arborizada estava mal iluminada naquela noite, algum poste de iluminação tinha uma lâmpada quebrada. A professora, mestre em transfiguração, novamente transformara-se em um gato pardo e esperava calmamente sobre um galho de árvore.

Uma sombra cresceu ao longo da rua, mas ao se aproximar, a senhora de idade –transformada em gato – percebeu que era apenas uma garotinha, não tinha mais que uns onze anos.

Com olhos curiosos, McGonagall observou a menina que andava desacompanhada tarde da noite passar por ela e seguir adiante na rua, sempre séria e altiva, mas atenta ao menor ruído que ouvia.

Os longos cabelos castanhos caiam-lhe sobre os ombros e balançavam com o movimento do vento, os olhos castanhos olhando sempre adiante, era, com certeza, uma garota muito segura de si.

McGonagall achou que já era de se revelar, aproveitando que a rua estava vazia, passava das nove, e naquele momento as famílias mais nobres dormiam alheias à presença da bruxa, ou da garota que andava sozinha, ou até mesmo do poste apagado.

- Rosaly Spencer?

A garota virou-se e olhou com o mesmo olhar frio para a bruxa, sem alterar a expressão –na qual Mcgonagall esperava que se tornasse de assombro – parando a mais de três metros de distância dela.

- Você é Rosaly Spencer?

- O que quer? – A garota disse num tom firme, mas ainda impassível.

- Apenas falar com você.

- Você me aborda no meio da rua tarde da noite, para dizer-me apenas que quer conversar comigo? Aliás, ‘truque’ interessante o que você acabou de fazer...

- Sei que deve estar confusa, afinal, acho que já deve ter percebido que é diferente da maioria das pessoas a sua volta.

- Bem... – ela começou – Acho que está em vantagem. Sabe meu nome, sabe de meus problemas, quanto eu estou completamente desinformada, ou talvez se você se aproximasse para onde há luz eu poderia até ver o que posso fazer.

McGonagall achou melhor fazer o que a garota pedia, não queria causar uma desconfiança nela.

- O que quer de mim? – a menina tornou a perguntar – Vejo que você também não é igual aos outros... Tem as mesmas habilidades que eu.

- Habilidades? – McGonagall repetiu – Então, vejo que á está inteirada de seus poderes.

- Não perguntarei mais uma vez o que quer de mim.

- Rosaly ou srta. Spencer, como preferir que eu a chame, você completou onze anos, e nessa idade pessoas iguais a nós, costumam ir a um lugar especial, onde seus poderes podem ser desenvolvidos.

- Vá ao ponto. – Rosaly disse categórica, McGonagall respirou profundamente, era bem mais difícil fazer isso pessoalmente do que mandar uma carta por uma coruja.

- Você é uma bruxa, Rosaly.

-... – Mesmo com a revelação a garota de cabelos castanhos não demonstrou reação alguma, continuava indiferente àquela conversa igual a quando a começaram.

- Vim convidá-la para ir para a escola de bruxos, Hogwarts.

- Geralmente os convites são feitos por corujas, não?

- Co...Como você sabe disso? – Minerva gaguejou, atordoada com a resposta que a garota dera.

- Acha que eu não sabia que era uma bruxa? Por favor... – ela falou em um tom debochado.

- Bem, até onde sei você foi criada por trouxas...

- Sim, eu fui criada por trouxas, mas meu sangue é tão puro quanto o seu. E eu menti. Claro que a conheço. Você é Minerva McGonagall, a diretora de Hogwarts, a escola onde os bruxos são mandados para aprenderem a utilizarem sua magia corretamente. – ela fez uma pausa, McGonagall continuava completamente sem reação – Não há muitas coisas que vocês possam me ensinar que eu já não saiba. – Rosaly continuou, sem dar muita importância ao silêncio da bruxa. – Feitiços, poções, azarações. Aprendi tudo em livros. Deve saber que nessa mesma rua mora uma outra bruxa, não é? Sarah Farrel. Eu a conheci pouco depois de descobrir meus poderes, ela me mostrou vários livros usados por bruxos e me ensinou a usar meus poderes corretamente. Não preciso de sua escola.

Rosaly deu as costas e recomeçou a andar, Minerva estava estática com tanta informação, via a garota se afastar lentamente rua acima, sem ao menos hesitar.

- Espere! – ela finalmente conseguiu dizer. Rosaly parou novamente e virou para encarar McGonagall. – Pense melhor.

- Por que eu iria querer ir para Hogwarts?

- Bem, imagino que você tenha uma conexão com o mundo bruxo, ao qual você pertence, bem maior do que imagina. – ela disse tirando algo de um bolso interno da capa. – E pensei que seria corajosa suficientemente para tentar desvendar os seus próprios mistérios.

McGonagall aproximou-se de Rosaly e colocou um objeto dentro da mão dela.

- Daqui a dois dias enviarei uma coruja a você, pense sobre isso e responda. – ela disse, virando-se e depois desapareceu em pleno ar.

Rosaly observou a cena acontecer diante de seus olhos; Primeiro a bruxa estava lá e no momento seguinte ela havia desaparecido, sabia que técnica era aquela, bem, pelo menos na teoria: Desaparatação.

Ela abaixou os olhos para sua mão e olhou com atenção o objeto que McGonagall deixara para ela. Era um medalhão de ouro. Com o pingente em forma de coração, em que havia suas iniciais: R. W.

A bruxa abriu a jóia e viu em cada parte do coração duas fotos: Numa delas, havia uma mulher, tinha cabelos longos e lisos, tão castanhos quanto seus grande olhos, e em seu braço estava um bebê que sorria, entretanto havia um fato que chamava a atenção, o fato das fotos se moverem. Na outra foto havia a foto apenas da bebê que tentava pegar a câmera com um sorriso bobo em seus lábios.

Rosaly fechou o medalhão. Sabia quem eram aquelas pessoas, pela a grande familiaridade. A mulher era muito parecida consigo, ela tinha certeza de que ela era sua mãe. E o bebê era ela.

Guardou o medalhão dentro do bolso da calça jeans e seguiu para a casa onde sua outra mãe e seu outro pai a esperavam.

XxX

Alvo Potter era um garoto engraçado, ou assim seus irmãos o consideravam. Faltavam quatro dias para as aulas começarem, mas o garoto já havia arrumado e desarrumado mais ou menos quatro vezes o seu baú.

- Ei, Al – O garoto ouviu seu irmão mais velho, Tiago, chamá-lo – você tá levando umas ferraduras, né? Porque eu já te falei que assim que você pisa no salão comunal os veteranos irão te azarar, certo?

- E-Eu... É mentira, Tiago! – O garotinho berrou inseguro.

- Ah, não é não. Quando eu entrei no salão comunal pela a primeira vez, o Edward Jonas do terceiro ano me azarou e eu fiquei três dias todo verde.

- Só porque você é azarado não quer dizer que eu também seja. – Al disse voltando a remexer nos objetos em seu baú.

- Eu não sou azarado! – Tiago protestou.

- Você é sim!

- Não sou não, Alvo! – Tiago falou quase gritando.

- Ah, você dois podem parar! – Gina adentrou o quarto – Seu pai já está dormindo! Ele teve um dia muito cansativo, sabiam? – ela ralhou.

- Desculpe, mamãe. – os dois responderam em coro.

- Vão dormir. Agora!

- Sim. – Tiago levantou-se do chão onde estivera sentado o tempo todo, passou pela a mãe e depositou m beijo na bochecha antes de ir para seu próprio quarto. – Boa noite, mamãe.

- Boa noite, Tiago. Boa noite, Al. – Ela se aproximou do filho do meio e depositou um beijo em sua testa.

XxX

Rosaly não conseguia dormir. O medalhão no criado-mudo ao lado de sua cama chamava sua atenção. Ela poderia conhecer vários feitiços, várias maldições e ter conhecimento do mundo mágico. Mas não conhecia sua árvore genealógica.

Sarah a havia dito que todo bruxo puro-sangue é ligado, e ela até mesmo conhecia sua mãe, mas não falou muito do por que a mãe a ter abandonado num mundo onde ninguém conhecia a magia, ou seres mágicos.

Decidiu que no dia seguinte iria falar com Sarah e depois pensaria se iria ou não para Hogwarts.


Oiii!

Esta eh a minha primeira fic de Harry Potter, então espero reviews sinceros!

A fic provavelmente será enorme jah q eu quero q abranja até q eles tenham dezessete anos (ou seja, até q eles se formem em hogwarts), mas eu quero q vcs sejam pacientes, pois eu tenho mtas fics pra fazer XDDD

Esses primeiro ano da fic, vai ser mais focado na Rosaly e no passado dela, então, gostando ou não da história, deixem um review, ok?

Bjus

Liligi.



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