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Blanxe
Author of 34 Stories

Rated: M - Portuguese - Romance/Friendship - Reviews: 33 - Updated: 10-31-09 - Published: 07-31-08 - id:4438035

Autora: Blanxe

Beta: Illy-Chan

Casais: 5x4 1x2 basicamente.

Classificação: Universo Alternativo, Yaoi, Swing, Lemon, Romance?

Aviso1: Leu a classificação ae? Então, é Swing, logo, ninguém é de ninguém, pelo menos no que se refere à sacanagem geral...

Aviso2: Esta fic foi feita em réplica ao desafio lançado por Kiara Salkys: 5x4, onde o Duo e o Wufei só podem ter um pelo outro uma grande amizade; o Heero tem que traçar o Wufei (1x5 – Blanxe chora mt) em algum ponto da história; o nome do Solo só aparecer se for na lápide de um cemitério (Kiara psica que adora matar o Solo); e eu não me lembro, mas tem alguma coisa sobre 1x2 (ohohohohoh).

Tema Escolhido - Swing: troca de casais com consentimento de ambos os lados... a regra principal é: os casais que chegarem à ‘festa’ obrigatoriamente continuarão os mesmos, ao irem embora... mas Kiara disse que regras foram feitas para serem quebradas e que poderia juntar algum extra a esse tema se achasse que ficaria muito PWP...


Boundaries


Wufei pensava em como poderia manejar aquela situação sem que sua cabeça desse um nó ou fosse afetada de uma forma não condizente ao que fariam aquela noite. Em meio à pilha de pastas e um monitor ligado exibindo a última planilha na qual deveria estar trabalhando, pela primeira vez Wufei Chang estava com a cabeça bem distante do seu dever.

- Fei.

Estava namorando há quase dois anos – conhecera o belo executivo numa reunião na casa de um amigo e depois de conversarem muito, no dia seguinte o loiro lhe telefonara e convidara para jantar. Dali em diante foi rápido para que se tornassem amantes.

- Oooh, Feeei.

O amava. Não existiam questionamentos em relação a isso, mas ainda assim, desde que o outro – do nada - lhe propusera uma experiência nova, ficara difícil impedir-se de pensar em tudo o que poderia acontecer depois daquela noite, no quanto o que estava para fazer abalaria ou mexeria com suas convicções e a forma de encarar as coisas.

- OOOH, WUFEEEEEI!!

O que mais o incomodava era estar realmente ansiando por aquela noite, como não fosse anormal estar prestes a transar com o marido de seu melhor amigo. Mas a verdade estava clara aos seus olhos - e seu corpo só confirmava, com toda aquela ansiedade, que a idéia o excitava muito.

- Deu vírus no teu computador, china!

Wufei se sobressaltou, quebrando bruscamente a linha de seus pensamentos e voltou a focar sua visão no monitor, escutando uma risada vinda da mesa atrás da sua. Estreitou os olhos vendo que não existia nada de errado com seu computador e virando-se para trás na cadeira giratória, encarou o homem que ainda tinha a expressão tomada pelo divertimento.

Às vezes se perguntava como permitira que aquele idiota se tornasse tão importante ao ponto de considerá-lo seu melhor amigo. Mas se lembrava. Infância compartilhada desde que tinham uns cinco anos de idade, passando por colégio e faculdade juntos e, por fim, ambos trabalhando para a mesma empresa, dividindo a mesma sala. Ele estava em sua vida há mais tempo do que qualquer um, como um carrapato, mas assim era Duo Maxwell e não poderia desejar que fosse de outra forma.

- Qual o seu problema, Maxwell? Quer me enfartar?

- Você é muito novo pra enfartar, Fei. – o moreno respondeu com uma risada.

- Já viu as estatísticas? – rebateu, erguendo uma de suas sobrancelhas escuras.

- Eu tava aqui te chamando, te chamando e você nem tchum pra mim. – Duo explicou. - Só usei de algo que realmente é importante pra te tirar desse transe.

Wufei balançou a cabeça negativamente. O que mais poderia esperar do americano aloprado?

- E o que você queria? – finalmente quis saber.

- Saber o que estava pensando aí. – respondeu indicando a ele com a cabeça.

Wufei riu sardonicamente e deu as costas para Duo.

- Eu não acredito.

- Ah, Fei! Me conta! – Duo insistiu, inclinando-se para frente em sua mesa com os braços cruzados apoiado na mesma. - Você nunca se distrai em seu trabalho e nas poucas vezes que te vi assim foi porque estava incomodado com sua opção sexual… e isso foi lá no ginasial.

Às vezes o chinês gostaria de saber como o amigo conseguia buscar aquele tipo de comparação e, principalmente, como conseguia se lembrar de coisas de tanto tempo atrás.

- Maxwell, vá trabalhar que você ganha mais. – evitou novamente de responder. Na verdade não se sentia confortável em conversar sobre o assunto, ainda mais com Duo, afinal, estaria na cama com o marido dele logo mais dali a algumas horas.

- Aposto que está em debate mental com o lance de hoje à noite, acertei?

O chute de Duo foi mortalmente certeiro e internamente Wufei se contraiu. Entretanto, continuava não disposto a entrar nos méritos de seus pensamentos com ele. O amigo infelizmente teria que se conformar.

- Por que acha que ficaria me questionando? – questionou, novamente se virando para encarar o amigo, vendo nos olhos dele ainda muita curiosidade. - Todos nós concordamos.

- Por que foi idéia de Heero e Quatre. – Duo apontou com ares de sapiência. - Aposto que está receoso, não está?

- Para ser franco, não. – desviou um pouco da verdade, soando convincente o suficiente para ver a decepção no semblante do jovem americano. - Se fosse para entrar numa espiral de dúvidas, eu não teria aceito.

- Você está mentindo. – Duo ainda insistiu.

- Não estou.

- Está sim.

- Não vou ficar nesse bate e rebate infantil. – Wufei grunhiu, voltando-se para o computador com plena intenção de ignorar o outro homem e trabalhar.

- Humph! – Duo cruzou os braços sobre o peito, fazendo a sua melhor expressão infantil de quem estava invocado, afundando-se em sua cadeira. - Eu sou seu melhor amigo, sabia?

- Você não me deixa esquecer. – Wufei rebateu secamente.

- Deveria confidenciar seus prantos e pesadelos pra mim. – o americano reclamou com falso rancor. Vendo depois de alguns longos segundos que fora terminantemente ignorado, se deu por vencido. - Bah, desisto!

Wufei sorriu discretamente, achando no fundo engraçadas as reações do amigo. Apesar de ser um adulto, estar casado e tudo o mais, Duo ainda mantinha aquele jeito moleque e às vezes inocente. Era sincero ao extremo e o chinês acreditava ser por isso que exigisse o mesmo em troca quando estava num relacionamento, tanto de amizade quanto amoroso. Infelizmente não queria compartilhar seus pensamentos com o americano: conhecendo-o bem, sabia que certamente ele interpretaria aquilo como alguma insegurança ou mesmo dúvida de sua parte quanto o que haviam decidido, o que na verdade não era. Estava determinado a ir até o fim, mas isso não o impedia de ponderar sobre muitas coisas.

oOo

Quatre tinha saído para ir tirar o carro da garagem e voltara para apressar Wufei, receoso de que pudessem se atrasar. Estava ansioso por aquela noite desde que conversara com Heero e propuseram a idéia aos seus respectivos pares. Duo não levara muito tempo para dar uma resposta positiva, como imaginara, afinal, o americano se empolgava fácil com qualquer coisa, mas Wufei pensara por mais de uma semana e isso deixara os outros três na dúvida se conseguiriam concretizar a experiência ou não. No entanto, o amante concordara e queria que nada mudasse no último instante.

- Já está pronto, Fei? – o loiro perguntou em voz alta, ao entrar no apartamento.

- Quase. – Wufei respondeu de volta no mesmo tom, indicando que ainda se encontrava no quarto. Quatre não demorou a chegar ao cômodo e ver o chinês terminando de calçar os sapatos. - Você realmente parece ansioso.

- Não tenho porque mentir. Eu estou. – Quatre admitiu. - E você? Não se sente excitado com a situação?

Wufei franziu o cenho, fazendo uma careta de desgosto e admitiu:

- Na verdade, se eu tivesse que transar com Duo, não.

Quatre riu. Também não conseguia imaginar o namorado aceitando transar com o melhor amigo. O relacionamento deles era como o de verdadeiros irmãos e Wufei não conseguiria ver ou sentir nada pelo americano que passasse disso.

- Isso não foi uma negativa. – brincou, enquanto o outro homem se levantava e sorria levemente para si.

- Não, não foi. – confessou, incrivelmente sem qualquer vergonha.

- Então minha idéia não foi tão estúpida como acusou no início. – Quatre contemplou sorrindo displicente, se aproximando do namorado e envolvendo seu pescoço com os braços.

- Não fique convencido. – Wufei repreendeu, dando um leve beijo em seus lábios. - Eu ainda não acredito que vou fazer isso.

- Relaxa, Fei. – falou dando leves tapinhas em seu ombro e se afastando, saindo do quarto e sendo seguido de perto pelo chinês. - É só sexo.

- Não precisa me lembrar. – Wufei resmungou. - Acho que o que me deixa mais tenso é o fato de ser Heero.

Quatre novamente deu de ombros, passando em meio à sala em direção da porta e não conseguiu se impedir de ironizar:

- Não é como se você fosse trepar com seu melhor amigo.

- Não, mas é o marido dele. – rebateu de pronto, um pouco incomodado com a facilidade com que Quatre encarava o que estavam prestes a fazer. Não era com estranhos que iriam dividir um momento íntimo, era com seus amigos e, apesar de parecer simples, no fundo não era.

- E daí? – Quatre parou antes de abrir a porta para saírem e virou-se para encarar o namorado. Não queria que ele desistisse justo naquele instante. Seu temor não poderia se tornar realidade. - Você vai estar com o marido dele, enquanto seu melhor amigo vai estar fazendo o mesmo comigo. Que peso na consciência é esse, Wufei?

- Sei lá… - confessou constrangido. - Ainda é meio estranho.

- Essa impressão vai passar uma vez que estivermos lá. – resolveu finalizar a conversa antes que fosse longe demais, abrindo a porta e apagando as luzes.

Não sabia dos motivos do namorado em ter aceito fazer a troca de casais, mas o seu não estava fazendo questão de esconder. Queria abrir novas possibilidades, viver coisas diferentes sem abrir mão do relacionamento que tinha com Wufei. Amava-o muito e queria continuar com ele, porém, o prazer que poderiam desfrutar com outras pessoas não precisava necessariamente separá-los, ou macular o relacionamento que tinham com falso moralismo. Podiam ser sinceros um com o outro e aproveitar da mentalidade aberta e madura que compartilhavam para buscar por novos horizontes juntos.

E era isso que esperava provar para Wufei aquela noite.

oOo

Ao volante dentro do carro, Heero olhava de esguelha para o marido que estava distante, o olhar violáceo perdido em seu próprio reflexo no vidro ao lado de seu assento. Desconfiava muito do que se passava por aquela cabecinha complicada e sem hesitar mais, vendo que se aproximavam de seu destino, o abordou:

- Você está quieto.

Duo piscou, saindo do transe em que se encontrava e endireitou-se no banco do carona e olhou para o outro homem com o cenho franzido.

- Estou?

- Está.– o japonês respondeu, assentindo com a cabeça

Duo suspirou e voltou a olhar pelo vidro fechado, sem realmente se importar em reparar para o jeito preocupado do marido pelo reflexo.

- Acho que só não tenho nada pra dizer.

- Vai chover canivetes. – Heero debochou, mas continuou seriamente. - Está nervoso?

Era a única coisa que lhe vinha na cabeça para deixar Duo naquele estado retraído. Ele parecia tão empolgado quando conversaram sobre a troca, não havia dúvidas de que o americano estava disposto a entrar naquela brincadeira sem remorsos, sem afetar o relacionamento estável que tinham construído, entretanto, naquela noite algo parecia estar corroendo o outro e se algo incomodava Duo, o incomodava também.

- Um pouco. – Duo respondeu depois de um tempo em silêncio.

- Quer desistir? – perguntou. Precisava ter certeza que não estava dando um passo em falso, que estavam juntos naquela decisão. Jamais queria deixar o marido contrariado ou obrigado a fazer algo que não fosse de sua real vontade. - Eu vou entender se não quiser…

- Não diga asneiras, Heero. – Duo o cortou rispidamente. - Eu concordei, não foi?

- Mas não é crime se arrepender. – Heero contemplou, manobrando o carro para entrar no estacionamento do estabelecimento. - Melhor antes do que depois.

- Não se preocupe. Eu só estou ansioso. – afirmou, finalmente lhe oferecendo um sorriso.

Heero suprimiu um suspiro e tomou como garantida a palavra do marido. Ele não mentiria para si e estava certo de que lhe contaria se estivesse incomodado e quisesse voltar atrás. Só esperava que Duo realmente se divertisse aquela noite.

oOo

Duo observou o corpo esguio que se movimentava na pista, enquanto ao seu lado seu marido beijava efusivamente o outro oriental. Estava ali por causa dele, concordara em estar naquela casa porque o amante queria tentar algo diferente, mas não se sentia confortável ainda com a situação, não conseguira relaxar o bastante para se conformar que a pessoa que amava estava devorando a boca do outro homem sentado perto deles.

O loiro, namorado de seu melhor amigo, tinha se ausentado da mesa onde estavam para arrumar algo mais reservado para eles e, enquanto isso, Heero e Wufei usaram esse tempo para começarem a se entender. Sabia que quando o loiro retornasse teria que entrar com sua parte na barganha, mas não tinha certeza se faria aquilo por ele mesmo ou apenas para não envergonhar Heero.

Enquanto não havia qualquer sinal de Quatre, ficou imerso em seus próprios pensamentos, em seus próprios debates pessoais, observando mais distante as pessoas que faziam da pista de dança um local ainda não maculado pela intenção da casa de swing. Pelo menos ali as pessoas não estavam quase arrancando as roupas umas das outras. Haviam casais dançando juntos, alguns toques e beijos, mas nada tão ousado quanto o que via em algumas mesas.

Existiam alguns rapazes que dançavam sozinhos e raciocinou que estes deveriam ser contratados pelo estabelecimento para que entretivessem os clientes que por ventura quisessem uma adição às brincadeiras da noite ou que apenas viessem ao local desacompanhados.

Suspirou.

Não deveria ter aceitado ir até ali. No início realmente tinha se empolgado, achado muito interessante, mas naquele dia… desde que acordara e entrara em sua mente que aquele era ‘o dia’, tudo começara a parecer tão sem sentido. Nada comentara com Heero ou com Wufei, pois acreditara que aquela impressão iria passar no entanto, não foi o que aconteceu.

Ficou observando um dos dançarinos em particular, enquanto pensava no quanto aquela noite poderia afetar suas vidas dali por diante. Wufei e ele eram amigos de longa data; e fora assim que Heero e Quatre entraram na equação: o japonês sendo seu marido e o árabe como amante de Wufei. Foram justamente esses dois que tiveram a idéia mirabolante de tentarem aquela experiência. Nunca em sua cabeça Duo poderia imaginar que existisse uma atração de Heero por Wufei, nem muito menos de Quatre para consigo. Eram amigos, aquele tipo de coisa normalmente não deveria acontecer. Mas… ali estavam eles. Num local próprio para aquele tipo de situação, parte da intenção já em prática bem ao seu lado.

Quatre era um homem bonito e, apesar do rosto angelical, exibia todo um jeito malicioso quando realmente queria. Poderia se sentir atraído por ele facilmente, poderia querer que ele o possuísse sem qualquer misericórdia… poderia tantas coisas, mas naquele momento só conseguia ver o ato que faria como uma coisa mecânica, uma forma de não se sentir excluído de algo que todos os outros queriam muito.

Suspirou novamente e… se retraiu.

Quando viu que o homem a quem admirava há alguns minutos dançar com movimentos tão insinuantes e olhar diretamente para si, estranhou, mas ao mesmo tempo sua respiração ficou presa. De longe podia ver o instinto predador que os olhos demonstravam juntamente com o sorriso despretensioso que moldava seus lábios puramente masculinos.

Ele tentou ignorar e pegou o copo da bebida que havia pedido um pouco antes de seu marido esquecer que ele existia. O forte licor desceu rascante em sua garganta, refletindo-se nitidamente na careta que instintivamente se contorceu seu semblante. Seus olhos, curiosos e desobedientes, se lançaram mais uma vez à procura do homem que dançava tão naturalmente em meio às batidas da música.

Os orbes violetas se arregalaram ao ver que este tomava a iniciativa de deixar a pista e se aproximar com passos lentos, quase felinos e olhos que o estudavam e prometiam coisas que não sabia se estava pronto para encarar. No entanto, se viu incapaz de ignorá-lo novamente.

O moreno alto nada disse. Parou à sua frente, focando os olhos - que agora Duo poderia quase jurar que eram de um verde profundo - nos seus e ficou assim por alguns segundos.

Duo sentiu-se nervoso com aquela situação. Sua garganta mais uma vez ficando seca, fazendo com que levasse a língua aos lábios umedecendo-os num gesto inconsciente, porém, atiçando um sorriso no canto da boca do desconhecido que lhe estendeu a mão, permanecendo completamente silencioso, mas deixando claro seu pedido mudo.

O americano ficou sem saber o que fazer, como reagir. As batidas da música pareciam mais altas do que nunca em seus ouvidos, reforçando o impulso que começava a querer se apoderar de seu corpo. Lembrou-se de que logo ali ao seu lado Heero parecia não se importar com o que ele estava fazendo, nem muito menos recordar-se que viera acompanhado, mas… não era exatamente por isso que estavam ali naquela casa de swing? Não era essa a sugestão que aceitara se submeter ao irem pela primeira vez naquele lugar?

Inspirou profundamente querendo ganhar coragem e deixar de lado a inibição, aceitando a mão que lhe era estendida. Quando os dedos dele se entrelaçaram aos seus, puxando-o para onde até então estivera dançando, Duo sentiu seus batimentos se acelerarem. Não acreditava no que estava fazendo, apesar de saber muito bem que não havia nada demais – ainda – em dançar com outro cara.

A música em si já o envolvia e os movimentos a princípio hesitantes, tímidos, aos poucos ganharam maior desenvoltura, mais ritmo, confiante no olhar que recebia do outro homem.

Seus movimentos começaram a ficar perfeitamente sincronizados com o do outro homem. Perfeitamente seguro e normal. O gingado dos quadris de um lado para o outro, os braços um pouco levantados… O desconhecido mantinha os olhos em seu rosto, mas a música, o jeito dele dançar, a forma como acompanhava a letra da canção sem emitir qualquer som…

Sentiu a aproximação sutil de seus corpos e surpreendeu-se quando uma das mãos do dançarino tocou sua cintura, trazendo-o mais para perto. Frente a frente; seus quadris se movendo um contra o outro.

Duo gemeu ante a sensação, mas o barulho da música abafou completamente o som, enquanto seus olhos violetas se fecharam e sua cabeça inclinou-se para trás, sentindo logo em seguida a respiração do outro moreno em seu pescoço totalmente exposto. A mão forte deslizou por um de seus braços, subindo suavemente, tocando seu pescoço até sua nuca, onde os dedos se entrelaçaram em seus cabelos por debaixo da trança castanha, forçando-o a endireitar-se e obrigando-o assim a olhá-lo diretamente.

Um sorriso libidinoso brincava nos lábios do homem mais alto. Com a pegada em sua nuca puxou sua cabeça para trás, enquanto a outra mão se mantinha firme em sua cintura fazendo com que a parte superior de seu corpo se inclinasse para trás. O dançarino se inclinou para cima de Duo, seu corpo se mantendo pressionado ao dele e seus quadris nunca cessando os movimentos contra os do homem de trança. Sua respiração quente novamente sobre a pele exposta de seu pescoço, sussurrando palavras que batiam com o som da música.

Ele trouxe seu corpo para cima, fazendo-o virar. A mão que antes estivera em sua nuca agora passeava por sua garganta, seus dedos se abrindo e impulsionando-o a inclinar sua cabeça para encostar-se no ombro dele, enquanto a outra em sua cintura deslizava para sua barriga, subindo por seu tórax, arrancando um suspiro dos lábios entreabertos quando novamente desceu, pressionando-se ainda mais contra si até chegar ao seu baixo ventre, o outro moreno apertando-o contra seu corpo e sussurrando mais daquelas palavras que não chegavam ao entendimento em sua mente.

Seus corpos continuaram a se mover, mas o controle estava totalmente nas mãos do moreno de olhos verdes que o virou novamente para si, fazendo com que seus olhos se abrissem.

Quando foi que os fechara?

Tão perto… Notou o brilho da pele suada do dançarino e algo no fundo de sua mente gritava para se afastar. Entretanto, Duo não conseguia. Quando seu rosto esbarrou contra o dele molhado pelo suor, foi como gelo acariciando sua pele, que parecia queimar. Respirou o cheiro amadeirado do perfume que ele usava, sentindo-se ficar ainda mais inebriado do que já estava.

Com seus corpos colados, Duo permitiu que suas mãos corressem pelo peito coberto pela camiseta escura justa ao tórax do outro homem, subindo até que envolvessem seu pescoço. Baixou a cabeça assim como a do outro estava e seus corpos continuaram a se movimentar como se não fossem controlados por eles próprios.

- Eu quero dançar com você. – ele sussurrou e essas foram as primeiras palavras que Duo registrou desde que haviam se tocado.

- Você já está. – respondeu, surpreso por parecer que estava sem ar, por sua voz soar tão desejosa.

- De novo. – o moreno replicou e puxou-o pela nuca novamente, fazendo com que o olhasse diretamente. – E de novo… - seus lábios sussurraram junto aos dele como se quisesse fazer daquilo um segredo só deles. - …e de novo…

Duo engoliu em seco, o movimento fazendo com que sua boca praticamente roçasse na dele. Estavam próximos demais, sua respiração parecia presa em sua garganta, seu corpo queimava, seu membro latejava de uma excitação estranha e, de repente, tentou se lembrar de algo. Deveria estar em outro lugar, sentindo aquele tipo de tesão com outra pessoa. O que tinha mesmo ido fazer ali?

O dançarino de olhos verdes demonstrou um ínfimo sorriso no canto da boca e lentamente passou a língua pelos próprios lábios. Um gemido escapou novamente da garganta de Duo quando o ato feito com tanta proximidade o fez compartilhar da mesma sensação do movimento. A umidade da língua do outro homem esbarrou em seus lábios, deixando um rastro ardente que fazia com que Duo ansiasse por mais.

Ele desviou os lábios levando-os até o ouvido do homem de trança e sussurrou bem junto a este, fazendo com que Duo se arrepiasse com o hálito quente impresso em cada palavra sussurrada.

- Outro tipo de dança… outro lugar…

Duo engoliu em seco ante a proposta implícita nas palavras do dançarino e a sua mente finalmente voltou a trabalhar ao lembrar-se de Heero. Não poderia haver outra dança em nenhum outro lugar.

Afastou-se com custo, seu próprio corpo não querendo responder à ordem de sua mente, mas o fez e olhou constrangido para o homem num pedido de desculpas, se contendo ainda mais por aquela súbita atração querer trair sua razão.

Virou-se para ir embora e dando apenas alguns passos, sentiu seu braço ser segurado, detendo-o de continuar. O corpo do outro homem se aproximou, encostando-se ao seu por trás e Duo fechou os olhos sentindo-se afetado novamente pela proximidade que mantinham.

- Eu vou tirá-lo para dançar novamente… - ele se abaixou para sussurrar em seu ouvido e, em seguida, se afastou.

Duo respirou fundo e caminhou de volta à mesa. Heero e Wufei não estavam mais lá e Quatre o esperava sentado, com um sorriso de quem estivera observando a cena há algum tempo e gostara muito do que vira.

Não duvidava que o loiro apreciasse um bom vouyerismo, só que Duo não estava ali para ir para cama com um desconhecido, a intenção não era aquela, apesar de ter sentido coisas com aquele homem que nem chegara perto de sentir por Quatre nas últimas horas.

oOo

Quatre fechou a pequena sala enquanto Duo olhava ao seu redor com um pouco de curiosidade. Haviam optado por um ambiente mais individual, principalmente por ser a primeira vez que visitavam o lugar, mas ainda assim, o americano sentia-se estranho por estarem a sós e ter noção do que fariam ali, mesmo depois do que acontecera há minutos atrás enquanto dançava com aquele desconhecido. As sensações sequer haviam deixado seu corpo ainda e a simples lembrança da proximidade do outro homem fazia com que seu pulso se acelerasse.

Sequer sabia seu nome…

O corpo de Quatre pressionou-se ao seu por trás, o abraçando, e sentiu um beijo úmido na junção de seu pescoço que provocou um arrepio por seu corpo, mas fez com que ficasse tenso.

- Não precisa ficar receoso, Duo. Vai ser bom.

Queria acreditar que se tratava de ansiedade, porém, ficava cada vez mais difícil manter aquela afirmativa.

- Quatre, eu… - se virou para tentar conversar, talvez chegar aos termos em desistir daquela brincadeira sem sentido, mas surpreendeu-se com a pressão dos lábios do loiro contra os seus.

A respiração ficou presa, seus olhos se arregalaram, enquanto seu corpo era pressionado contra a cama. Se tinha pensado em deixar tudo de lado, a idéia perdeu todo o sentido quando sua boca foi invadida avidamente pela língua de Quatre e seu baixo ventre estimulado pela pélvis do loiro. Seus olhos se fecharam ao sentir a ereção do árabe movimentar-se, esfregando-se e fazendo que um calor familiar crescesse.

O fato de há pouco seus hormônios terem sido estimulados pelo misterioso dançarino ajudava a esquecer um pouco a coerência e obedecer apenas as demandas de seu corpo.

Quatre queria que aquela experiência fosse realmente prazerosa para o americano. Apesar de ter sido um dos que sugerira aquela mudança, temia que, por alguma razão, acabasse apenas sendo uma aventura sexual frustrante para ambos os casais. Ficara entusiasmado quando retornara e vira que Wufei e Heero estavam se entendendo mais do que perfeitamente bem. O excitara ver o namorado beijando e sendo beijado com tanto desejo pelo outro oriental: imaginar o que os dois provavelmente estariam fazendo no quarto adjacente ao deles só impulsionava-o mais a aproveitar o máximo daquela brincadeira também.

Sentira que Duo estava receoso, vira por segundos nos olhos ametistas a dúvida e a intenção de talvez parar antes mesmo de começar, mas intercedera a seu modo. Queria provar a ele que não havia nada demais no que fariam, que valeria a pena – e, pela forma como agora correspondia avidamente ao beijo, com seus braços envolvendo-o e o jeito como sua pélvis se embalava contra a sua, não havia questionamentos que conseguira fazê-lo mudar de idéia.

oOo

Wufei não pensava em nada. Como poderia?

Quando Heero se aproximou mais, respirando em seu pescoço, mordicando sua orelha, o que não fazia sentido passou a ter e sua reação instintiva – a de tomar a boca do outro homem na sua foi recebida com uma volúpia que só fez com que aquela voz em sua mente mudasse totalmente de opinião e lhe incentivasse a buscar por mais.

As palavras de Quatre ainda ressoavam: só sexo.

E era exatamente isso que sentia naquele momento. Instintos, necessidade de satisfazer a excitação que o dominava. Sinceramente não imaginara que para si seria fácil entrar no clima da coisa, principalmente pela ciência de que se tratava do marido de seu melhor amigo. No entanto, lá estava, num dos quartos reservados daquela casa de swing, praticamente deitado na cama, os cabelos negros soltos do confinamento caindo suavemente para frente, seu torso nu, a calça bege que vestia com o zíper aberto e Heero entre suas pernas, ajoelhado no colchão lhe sugando o sexo exposto.

A iluminação indireta dos spots dava ao pequeno cômodo um aspecto agradável, permitindo que não ficasse claro demais nem totalmente na penumbra, ressaltando os músculos das costas nuas de Heero, que se movimentavam conforme sua cabeça subia e descia ao ocupar a boca completamente com a ereção de Wufei e retroagir, saboreando cada centímetro com vigor.

Ofegos escapavam dos lábios do chinês que admirava com os olhos nublados seu membro desaparecer dentro da boca de Heero. Inconscientemente impulsionava a pélvis de encontro aos movimentos, querendo enterrar-se mais profundamente. Os olhos azuis do outro homem o fitavam com malicia e apreciação, enquanto suas mãos subiam por suas coxas, apertando sua cintura e, em seguida, puxavam a calça bege para baixo.

Heero abandonou o sexo de Wufei para arrancar a calça que impedia de tê-lo completamente nu e quando jogou a peça de roupa para o lado, foi surpreendido pela boca do outro oriental na sua. O chinês erguera o corpo, colocando-se, assim como ele, de joelhos na cama e assaltara sua boca com devassidão, invadindo-a com a língua. Segurou-o pela nuca, seus dedos se entrelaçando e sentindo a textura suave dos fios extremamente lisos, enquanto Wufei abria com urgência o jeans que vestia. A calça foi abaixada até o meio de suas coxas e seu membro intumescido liberto de seu confinamento, mas a tortura estava longe de ter fim.

Wufei endireitou-se, tomando as nádegas de Heero em suas mãos, apertando-as e trazendo-o ainda mais para junto de si. Seus sexos se tocaram e foram comprimidos por seus corpos, seus quadris se movendo, friccionando as ereções uma contra a outra, enquanto entre o beijo que os dois homens trocavam, ambos deixavam escapar gemidos e ofegos de prazer.

oOo

Quatre estava embevecido com a forma com que Duo respondia aos seus toques. O americano era extremamente sensível e sonoro, deixando claro quando, na exploração a seu corpo, encontrava uma zona erógena. Havia descartado as próprias roupas e fizera o mesmo com as do homem deitado abaixo de si na cama; o contraste de sua pele por demais pálida com a tonalidade um pouco menos alva da do outro quase não era tão evidenciada graças à baixa luz do quarto.

Sentia os espasmos do americano enquanto chupava seu pescoço e ao mesmo tempo torturava um de seus mamilos eriçados. Roçava seu sexo contra o dele, sentindo ambos viscosos pelo pré-gozo expelido com a excitação.

O loiro foi mordendo levemente até alcançar o lóbulo da orelha do moreno, que inclinou a cabeça mais para o lado, mostrando sua apreciação e dando-lhe total acesso àquela área. A longa trança aos poucos se desfazia sozinha, não tendo mais nada que a prendesse no lugar e as mechas castanhas se espalhavam pelo travesseiro. Enquanto lambia seu ouvido, Quatre admirava o rosto corado de Duo, que mordia o lábio inferior mantendo os olhos fechados. Ele era realmente um homem muito bonito e não duvidava que Heero fizesse tudo por ele. Pelo que sabia, qualquer coisa mesmo…

Levou a mão até o queixo do moreno e virou seu rosto para si, tomando sua boca num novo beijo, lento e profundo, explorando e deixando ser explorado enquanto suas línguas se acariciavam.

Aproveitou para tatear e pegar o tubo que deixara separado.

Quatre poderia tomar o americano se quisesse – afinal, ele estava completamente entregue e submisso as suas vontades - mas queria provocá-lo, prová-lo como homem que era.

Deixou de lado a boca que poderia ficar beijando a noite inteira se lhe fosse permitido e fez um caminho de beijos e chupões até o mamilo que até há pouco brincava e a princípio umedeceu-o com suaves lambidas, para em seguida morder delicadamente o pequeno botão róseo, sentindo sua própria ereção pulsar ao som do gemido alto de Duo. Continuou atormentando-o, alternando de um mamilo para o outro, sugando, mordiscando, ao mesmo tempo em que, já tendo descartado a tampa do tubo, usava o lubrificante para seu devido intuito.

oOo

Heero grunhiu ao sentir a boca de Wufei em seu sexo. Ainda estava de joelhos na cama e o outro homem se abaixara para tomar sua ereção no mesmo ritmo que fazia anteriormente com ele. Tomando um punhado dos fios negros, o japonês guiou a cabeça do outro oriental, forçando-o a engolfá-lo por inteiro, sem deixar que nenhuma parte de seu membro ficasse à mostra. A torturante sensação de estar completamente envolvido por aquela umidade morna, somada à visão do corpo de quatro na cama, só fazia que desejasse por mais o quanto antes.

Continuou a reger os movimentos de Wufei, até que, com a pegada que mantinha em seus cabelos, o fez cessar, mantendo sua cabeça parada com firmeza e decidindo ditar ele próprio o ritmo do vai e vem. Fechou os olhos quando as estocadas que dava dentro da boca do chinês geraram gemidos que vibravam em seu membro.

Não fazia comparações entre o que estava sentindo ali com o que sentia com seu marido, mas era inegavelmente diferente e enlouquecedor, a sensação se tornando mais incontrolável quando sentiu dedos acariciando seus testículos.

Seria um passo para o ápice se não o parasse ali mesmo.

E foi o que fez.

Retirou seu sexo da boca de Wufei, não se importando em controlar ou esconder a respiração pesada. Puxou o outro homem para um beijo sedento para em seguida posicioná-lo como o queria na cama, daquele mesmo jeito que o estava admirando anteriormente, de quatro, mas agora completamente exposto para si.

Wufei se contraiu quando a língua de Heero tocou seu ânus ele segurava com firmeza suas nádegas ao mesmo tempo em que as mantinha apartadas. Tentou, mas o gemido baixo escapou de sua garganta, enquanto sentiu o homem lhe acariciar e forçar passagem em sua entrada.

Por alguns momentos aproveitou das sensações. Seu corpo estava coberto de suor, bem como o do japonês e já estava a ponto de pedir por mais, quando sentiu a língua retroagir e um movimento na cama. Fechou os olhos quando identificou a glande da ereção de Heero sendo pressionada contra sua entrada.

Trincou os dentes e prendeu a respiração enquanto aos poucos o outro homem se empurrava para dentro de seu corpo, centímetro por centímetro, até a pélvis dele encostar-se em suas nádegas.

oOo

Duo segurava os cabelos do loiro que sugava seu sexo, enquanto sua outra mão agarrava-se ao lençol da cama. Era loucura o que estavam fazendo, sabia que era, mas uma loucura que seu corpo não queria resistir e parecia que Quatre sabia exatamente comoe onde tocá-lo para fazer com que sua razão não retornasse de forma alguma.

Ele invadia seu corpo com três dedos, entrando e saindo, massageando sua passagem como se estivesse preparando-o para recebê-lo, mas, ao mesmo tempo, estimulando-o como se quisesse que chegasse ao orgasmo logo.

Não se segurou quando a pressão se tornou impossível de suportar e gritou de prazer quando explodiu dentro da boca de Quatre, que habilidosamente sorveu todo líquido, parecendo se deleitar com tal ato.

Duo começou a sentir o torpor… entretanto, apesar de ter afastado a boca de seu sexo, Quatre continuou a penetrá-lo com os dedos, acariciando-o por dentro, enquanto beijava sua virilha, deixando marcas avermelhadas ao chupar a pele sensível.

- Quatre… - pediu sem fôlego.

Inclinou a cabeça para frente a tempo de ver o sorriso travesso nos lábios avermelhados do outro homem.

- Ainda não terminamos. – ele sussurrou, afundando os dedos até tocarem seu ponto de prazer e fazendo com que arqueasse as costas, um gemido rompendo de sua garganta enquanto seu corpo inteiro estremecia. – Quero bem mais.

Duo queria gritar para que ele parasse, mas ao mesmo tempo para que continuasse. Seu corpo queria mais e Quatre estava disposto a saciar sua vontade, atingindo repetidas vezes sua próstata, arrancando mais e mais respostas em forma de gemidos e fazendo com que seu membro sequer chegasse a ficar realmente flácido.

Quatre deu uma última lambida na ponta de sua ereção para depois retirar os dedos de dentro de si. Por um lado, Duo sentiu-se aliviado, por outro sua necessidade pulsava por mais da atenção que o loiro vinha lhe dedicando. Suspirou quando o corpo do árabe cobriu o seu mais uma vez e o beijou.

Percebeu a movimentação, as pernas dele se posicionando uma de cada lado de seu quadril, deixando-o completamente exposto. Num gesto involuntário, suas mãos se ocuparam das nádegas alvas, acariciando-as e sentindo a viscosidade que existia entre elas. Rapidamente tomou ciência que Quatre já havia se preparado provavelmente em algum momento que não fazia importância em tentar se recordar, mas aquilo o pegou de surpresa.

Quatre apartou o beijo, sentindo a tensão que tomara conta do corpo de Duo e sorriu, indo sussurrar em seu ouvido.

- Aproveite. – o loiro deslizou-lhe a língua pela orelha, para em seguida erguer o corpo e tomar a membro intumescido do americano e posicioná-lo em sua entrada.

Duo o olhava meio aturdido, porém, tudo perdeu o sentido quando Quatre abaixou-se sobre sua ereção. Seus olhos se fecharam, suas mãos apertaram as nádegas do loiro, apartando-as e, por alguns segundos, esqueceu-se de respirar. Seu sexo foi completamente absorvido pelo corpo do árabe que, em seguida, o puxou pelo braço, fazendo com que erguesse o tórax e o encontrasse para um novo beijo.

oOo

Seu corpo era invadido pelo membro de Heero sem qualquer sutileza e isso só fazia com que apreciasse mais o ato. A dor há muito já fora esquecida, a única coisa que permanecia era o prazer das estocadas rigorosas do outro homem, que segurava com firmeza em seu quadril, usando-o de apoio para seus movimentos.

Para alguém tão quieto e sério como Heero, o chinês nunca imaginara que este pudesse ser tão intenso entre quatro paredes. Duo sempre fazia seus comentários desnecessários contando como o japonês era carinhoso, cuidadoso; e estes entravam em completa contradição com a postura do homem ali, naquele momento. Não que estivesse reclamando, pelo contrário, mas por um momento lhe veio a dúvida se Duo estaria mentindo - ou se aquela atitude do oriental não era mesmo uma coisa comum.

Seus questionamentos foram banidos quando o corpo de Heero encostou-se por cima do seu, fazendo com que deitasse na cama de bruços. A ereção re-iniciou as estocadas que momentaneamente haviam parado e o embalo dos movimentos do homem sobre si causavam uma fricção prazerosa de seu sexo contra o colchão.

Pela forma como Heero ofegava junto ao seu ouvido, Wufei sabia que ele não duraria muito, por isso, aproveitou para se render às sensações, começando a mover a pélvis sobre o colchão, se perdendo completamente ao sentir sua próstata ser atingida. Aumentou a fricção de seu membro, estremecendo quando Heero se retirou completamente de seu corpo e depois voltou a se enterrar de uma única vez.

Wufei sentiu uma mordida em seu ombro esquerdo e os movimentos em seu corpo se tornarem mais intensos, até que os espasmos tomaram conta de si de forma violenta, quando jatos de seu sêmen abandonaram sua ereção sujando os lençóis e o colchão, ao mesmo tempo em que Heero grunhia e o preenchia com seu gozo.

oOo

Duo beijava Quatre com volúpia enquanto o loiro se movia para cima e para baixo em seu colo. Escutava os gemidos do quarto contíguo e reconhecia exatamente os donos dos mesmos e isso era o que mais o impelia a continuar. O loiro comprimia seu sexo dentro do corpo esguio e pálido, enquanto estimulava um de seus mamilos rolando-o entre seus dedos. Não costumava ser dominante na cama e depois que se casara, isso nunca mais acontecera. Não tinha reclamações, era em si um submisso por natureza, no que se tratava de sexo gostava de ser possuído e não o contrário, mas não podia negar que a experiência ali estava sendo boa, afinal, o árabe o estava manipulando muito bem.

Quatre estava extasiado com a sua capacidade de conseguir de Duo exatamente o que queria. Para alguém que só ficava por baixo na cama, o americano mostrava-se bem responsivo às suas vontades e o loiro não queria nada além do que testar os limites dele.

Fez movimentos circulares com o quadril, sentindo as unhas curtas do americano se enterrarem em suas costas. Tombando o corpo para trás, deixou-se cair de costas na cama, trazendo o americano consigo, sem interromper o beijo. Abraçou a cintura dele com as pernas, sentindo-o não hesitar com a troca de posições.

O entre e sai do membro de Duo dentro de si era extremamente prazeroso e lânguido, fazendo com que Quatre gemesse em resposta. O moreno interrompeu o beijo e levantou o corpo, elevando uma das pernas do loiro, permitindo ao seu sexo mais acessibilidade, retomando os movimentos e se afundando cada vez mais no canal apertado do loiro. Arfava admirando o vai e vem de sua pélvis, a forma como seu membro entrava e saia do corpo abaixo do seu.

Ondulou seu membro dentro da passagem e viu que encontrara a posição certa do que queria, quando Quatre gritou e arqueou as costas. Repetiu o movimento, ao mesmo tempo tateando os testículos do loiro e, motivado pela mesma reação, tomou a ereção que pulsava e a acariciou, tocando a glande melada e circundando-a com o polegar.

Quatre sentiu a penetração se tornar mais firme, ganhar mais força e intensidade, ao mesmo tempo em que seu sexo era manipulado seguindo o mesmo ritmo. Saber que era Duo que o tocava, que o invadia, o deixava no limite. Levou a mão a um de seus próprios mamilos, acariciando-o, se excitando ainda mais ao ver a apreciação nos olhos ametistas pela forma como estavam nublados, admirando seu corpo nu, verdadeiramente dominados pelo prazer que podia lhe proporcionar.

Mordeu o lábio inferior quando as estocadas passaram atingir de forma mais constante seu interior e espalhar choques de puro prazer por seu corpo que se contorcia pedindo por mais, enquanto seu sexo era massageado, estimulado para atingir seu ponto máximo.

Mas foi o gemido alto de Duo, a sensação morna dos jatos de seu gozo dentro de si que fizeram com que Quatre se retesasse e gritasse o nome do americano, explodindo enquanto sujava-lhe a mão e seu próprio abdômen com sêmen.

Voltou a si apenas quando sentiu que Duo se afastaria e seu corpo se desligaria do seu; deteve-o, envolveu-o pela cintura com as pernas e puxou-o pelo braço para que se deitasse sobre si. Sentia o ritmo acelerado dos batimentos dele, assim como os seus estavam e ficou satisfeito quando o moreno o abraçou e descansou a cabeça na junção de seu pescoço, permitindo que aos poucos sua respiração ofegante se amenizasse.

Sentindo ainda o sexo do americano dentro de si e a viscosidade que começava a escorrer de suas nádegas, Quatre passou a língua pelo lóbulo da orelha do outro homem, mordiscando-a em seguida, sorrindo levemente ao perceber o arrepio que ressaltava-se na pele suada.

Duo fechou os olhos firmemente, tentando bloquear os sons que vinham de fora daquele quarto. Gemidos, grunhidos, ofegos Pareciam tão distantes, mas ao mesmo tempo tão próximos. E não deveria se sentir assim, já que acabara de compartilhar das mesmas ou senão mais exaltadas reações com Quatre… só que seu coração não reagia como sua mente. Escutar Heero tendo prazer com outra pessoa, com seu melhor amigo, o feria de uma forma egoísta e dolorosa.

Não havia como retroceder, não mais…

Continua...


Notas da Autora-Blanxe:

Bem, tae o primeiro capítulo do desafio. Kiara, espero que tenha gostado dessa primeira parte e, como disse no email, vou deixar pra desenrolar melhor nos próximos, tah?... Se te serve de alento, saiba que sofri pra desenvolver isso, principalmente pra fazer o meu Fei de uke... (chora mt)... e você nem sabe a luta que tah sendo pra centrar as coisas nos termos que você exigiu...

Notas da Beta-Illy-Chan :

Meu Deus... Meu Deus... MEU DEUS... MEU SÃO YAOI!!

AWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWW!!

Blanxe, Blanxeeeeeeeeeeeeeee... Que fic CAÍDA-DOS-CÉUS é essa, mulher?

JESUS!! Uma fic cujo...

...casal principal é 5X4 AWWWWWW!! (começa a berrar de novo), que nada mais é a PRIMEIRA FIC no fandom nacional com eles!! (Corrija-me se estiver errada) AMEI cada linha sobre Wufei e Quatre: ambos se amam de forma super madura, decidida, sem neuras e sem frescuras!! Só para constar, ambos estão com uma CARACTERIZAÇÃO MARAVILHOSA – o Wufei, está muito bem retratado, mas caracas, o Quatre ROUBOU A CENA, na minha opinião!! Very thanks por esta caracterização ADULTA E MASCULINA do Quatre, mulher! o/

...casal secundário 1x2 – A humanização do Heero com o Duo foi tudo, sinceramente: afinal, ele poderia ficar retratado como o eterno cara insensível que só queria traçar o objeto do desejo – mas não, você o mostrou como apaixonado mesmo pelo Duo; tanto que estava disposto a desistir do swing se o outro não estivesse se sentindo bem com a coisa toda. MUITO legal mesmo isso. E a ‘excitação-que-depois-virou-insegurança’ do Duo MUITO BEM TRABALHADA também \o/

...personagem ‘carta-na-manga’ – TROWA!! Afes, que entrada na fic, hein, Tro? Meu coraçãozinho ficou mó nas alturas!! XD

...lemons iniciais serão SWING!! (solta fogos em Natal/RN)

Meu SÃO YAOI!!

Desnecessário dizer que fui à Lua, com o 1x5, ne? (Illy que é TARADA nos dois orientais juntos: 1x5, 5x1, 1x5x1, 5x1x5... enfim XD)

...mas... o Quatre ROUBOU A CENA outra vez, ele ficou PERFEITO no lemon – Além de mostrar que SABE SEDUZIR MUITO BEM, ainda deu uma ‘chance de ouro’ para o Duo ser ativo \o/ U-lá-la!!

Ou seja... Outra fic FANTÁSTICA SUA, mulher!! E claro – com muito pano para manga para um future angst de quebrar corações! YES!

E não posso esquecer...

Kiara? Querida, eu deveria erguer um altar para você, por ter proposto uma Fic Desafio dessas para a nossa Blanxita!! Sério!! To em dívida contigo, fique sabendo! \o/\o/


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