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: B s . A A A    : full 3/4 1/2   : E E   : Light Dark Anime/Manga » Bleach » HIGHWAY TO HELL

Black-chan
Author of 5 Stories

Rated: K - Portuguese - Romance/Adventure - Ichigo K. & Rukia K. - Reviews: 65 - Updated: 11-08-09 - Published: 08-04-08 - id:4448040

Have a Drink on me

-Kurosaki Ichigo! – A professora olhou para a turma e viu que era mais uma falta.

Inoue Orihime mordeu os lábios e olhou para a janela, Arisawa Tatsuki e Asano Keigo que por sinal apanhava da garota pararam e cochicharam alguma coisa. Enquanto isso a professora ia contando as faltas do tal Kurosaki. Ishida Uryuu estava impaciente, a aula não começava. Sentado atrás dele estava Kojima Mizuiro, no celular, claro. Sado Yasutora também não tinha ido à aula, acabara de descobrir. Com o silêncio da professora o burburinho começou.

Kuchiki Rukia, a novata, observa tudo aquilo, repassando mentalmente o nome dos alunos. Ainda estava os conhecendo, não queria parecer mal-educada. O mínimo que podia fazer é saber ao menos como aquelas criaturas se chamavam. O barulho aumentou.

-CALADOS! – A professora gritou.

Rukia quase caíra da carteira, mas nem foi notada, pois muitos o fizeram.

-Digam... – começou a professora olhando por cima dos óculos – Alguém aí tem notícias do Yasutora ou do Kurosaki?

Ninguém respondeu, e fez-se silêncio de vez na sala. Era a milésima vez que ouvia aqueles nomes. O tal Morango-san e Chad. Ficou imaginando quem e como seriam e porque ainda não tinham ido à aula aquela semana.

-Tudo bem então. Vamos começar essa merda. Abram na página 78 do livro de matemática...

Rukia esperava mais daquele colégio. Professores loucos, alunas avoadas, alunos desaparecidos... sem contar as brigas do intervalo. Aquilo era uma escola de classe média alta? Tudo bem que tudo era limpo e existiam livros nas carteiras, que também eram individuais. Mas mesmo assim, aquele ambiente se diferenciava pouco da escola de Rukongai.

O sinal tocou anunciando o intervalo, e Rukia ao contrário dos outros alunos não se levantou, somente pegou um livro e o lanche que havia levado, encostou-se na carteira e começou a ler enquanto mordia um sanduíche.

Do lado de fora da sala as garotas a observavam.

-Hey.. vocês não acham que devíamos chamar a Kuchiki-san pra lanchar de novo com a gente? – Inoue, a peituda princesinha havia convidado Rukia desde 1º dia em que ela entrou no colégio.

-Ouvi dizer que ela é de Rukongai, e foi adotada a poucos meses pelos Kuchiki. – disse Tatsuki enquanto apertava os cadarços do tênis.

-Qual dos Kuchiki? – Alguém indagou.

-Byakuya, Kuchiki Byakuya. – Tatsuki já em pé dizia isso para as amigas, e observava os olhares atentos e as exclamações.

Byakuya era peixe grande. Promotor temido e odiado da violenta cidade de Karakura, casado com Kuchiki Hisana. Era rico, bonito e futuro chefe da família que comandava metade das empresas locais. Peixe grande, e dos bons.

-Uauu.. Mas e aí, que tal convidá-la? – Inoue insistiu – Vamos poder perguntar mais coisas... Ela não fala muito não é mesmo!? - Inoue olhou para as amigas que fitavam a pequena transferida. Todas concordaram. E Chizuru foi na frente:

-Vamos minha linda, vamos lá chamar a nossa indefesa novata! – Chizuru puxava Inoue e as outras.

Rukia lia concentrada um livro sobre física quântica, tentando entender, e fracassando em sua missão. De repente viu-se cercada de garotas sorridentes e bem alimentadas. “Vem comer com a gente Kuchiki Rukia-san” E como ela podia recusar? Fechou o livro, pegou o que sobrava do sanduíche e saiu quase que carregada em meio aquele pandemônio cor-de-rosa.

Foram descendo e se dirigiam até o pátio, enquanto isso o interrogatório a La primeiro contato com os colegas de classe não parava.

-Mas como eles te acharam? – Tatsuki perguntou pra confirmar o caso.

-Em um evento beneficente, minha irmã me viu, ficou pasma com a semelhança entre nós e procurou o representante do distrito. Ele confirmou que me criaram em orfanatos e o DNA nos deu a certeza de que eu era a irmã desaparecida de Hisana.

-Sugoooooooi Kuchiki-san! Você tirou a sorte grande como em um conto de fadas! – Inoue achava o máximo.

-E o que você está achando do colégio?

Ficaram conversando e Rukia pode confirmar que eram boa gente, as garotas do 3ºC do Colégio de Karakura a adoraram e ficaram impressionadas com a simpatia da baixinha.

- E por fim temos nas escadas os viciados em games e mais a direita, de roupas escandalosas o pessoal do teatro. Ah sim! E aquelas ali são do 1º ano.

-Vocês andam separados assim? – Rukia ficou maravilhada com tamanha subdivisão. “Estranho, em Rukongai só tinham dois grupos. Os dos que tinham sapatos, e os que não.”

-Nãããão Rukia-chan, todos se dão bem aqui. Eu mesma faço parte do clube de teatro e Inoue do de costura por exemplo. – Chizuru disse orgulhosíssima.

-Ahh sim..

-Aqueles no terraço são Keigo e Mizuiro, os outros são de outra sala e do 2º ano. O Keigo é maluco, e o Mizuiro é o pegador. E Michiru tem uma queda grande por ele.

-Que maldade Tatsuki! Isso não é verdade Rukia-chan, eu nunca tiv...

As garotas riam alto e se provocavam em relação aos garotos. Rukia ouvia nomes e palavras como ”ficar”, “gostar” e tudo o mais, mas se distraiu quando viu como Orihime parecia estar em outro lugar, olhando para o nada.

-Ei Tatsuki-chan – Rukia chamou. – O que ela tem?

-Ah, acostume-se desde já. Ela fica assim quando o Ichigo não vem.

As garotas se calaram ao ouvir a conversa das duas. Inoue olhou para as amigas desconcertada e tentava passar a imagem de que estava totalmente inteirada do assunto.

-Ah, estou curiosa. Quem são esses dois? O tal Morango e o Yasutora? – “Boa, já estava morrendo de curiosidade mesmo.” Pensou.

As garotas fecharam a cara. “Fiz algo errado?”. Mas Inoue se iluminou e abriu a boca:

-Ele... ele é... o Kurosaki.. ele.. – A ruivinha ficava vermelha, e não conseguia dizer nada.

-É só um punk revoltado, um arruaceiro, bom de briga. E o Sado é um grandalhão de poucas palavras, muito amigos, andam juntos o tempo todo. Às vezes Ishida, aquele nerd da nossa sala anda com eles também, mas ninguém ainda descobriu o motivo do vínculo entre eles. Na verdade Ishida parece odiá-los ás vezes.

-E...porque vocês não gostam desses caras desse jeito? Eles fizeram alguma coisa?

-Várias. O Sado já quebrou muito nariz nessa escola, se bem que alguns bem que mereceram. E o Ichigo, aquele baka, não perde uma oportunidade pra fazer da calmaria um caos. É um punk mesmo.

Elas não davam sinal de que queriam conversar sobre aquilo. Inoue sorriu para Rukia. O sinal tocou e quando elas subiam Rukia ouviu no canto do ouvido: “Kuchiki-san, ele não é tão mal assim, o Kurosaki-kun...”

Para Rukia estava tudo bem, se esses caras eram assim, para ela seria moleza. Rukongai era periferia, revoltados e anarquistas davam em árvores por lá. Tranquilíssimo.

A semana havia acabado e a garota ficou feliz em ter feito laços com os colegas do colégio. Nem percebeu que já havia se tornado um sucesso entre eles. Ela era naturalmente encantadora.

Rukia tinha a sua disposição um motorista, mas não se dava bem com essas coisas, e como já tinha 18 anos, habilitação, e adorava dirigir não via mal algum em ir sozinha para a escola. Mesmo que isso desagradasse Byakuya. Ela na verdade não ia com a cara daquele homem, e Hisana era uma completa desconhecida também. Se conheciam a três meses, e Rukia, quando teve a confirmação do parentesco relutou até o último segundo para que não a levassem de sua vida, para que não a enchessem de grana e a tirassem de longe de seus amigos. Mas não adiantou. E mesmo sendo maior, por ser sustentada pelo dinheiro dos Kuchiki, Rukia devia andar na linha com eles. ”Vamos ver até onde isso vai dar.” Remoia sempre.

Já na nobre cobertura custeada também pelos parentes, Rukia decidiu tomar um banho e descansar. O lugar estava cru, ela ainda iria decorar quando estivesse com a cabeça no lugar, porque tempo e dinheiro, tinha de sobra.

Eram sete da noite quando ela comeu a última colher do brigadeiro e sentiu sozinha mais uma vez. Aquela vida de amiguinhas, roupas, internet, almoços chiques de domingo e festas não combinava com ela.”Você pode sair da periferia, mas ela não sairá de você.” Rukia trocou de roupa, pegou a bolsa, a chave de um dos carros, e saiu em alta velocidade para o seu pub preferido.


-Cheguei!

A casa estava silenciosa. Ele jogou o casaco preto no sofá e ia começar a esvaziar os bolsos quando viu Yuzu acender a luz e aparecer no pé da escada.

-Ichi-nii, é você? – A menina ainda estava sonolenta. – Ichi-nii... Ichi...MEU DEUS! – Yuzu abriu bem os olhos. O irmão estava coberto de sangue, suado e com cortes. - Você está bem? O que você fez? Vem aqui eu vou...

-Deixa Yuzu – Ele interrompeu. – Deixa isso, eu to legal, vou tomar um banho e lave essas roupas por favor – Dizia enquanto tirava a camisa.

Ele subiu e foi para o banheiro. Yuzu já estava acostumada com aquela cena.

-E a Karin? – Ele disse de dentro do Box.

-Está na casa de uma amiga.

Depois de tirar o sangue do corpo e fazer a barba, ele deu um jeito nos cortes com bandagens, comeu o resto da comida que estava na geladeira e desabou no sofá. O telefone tocava. Estava decidido a não atender. Mas não conseguiu, como sempre.

-Mas já? ... Certo, te encontro lá em meia hora. ... Vai demorar sim, tou sem carro, sem bike, sem grana e com 4 meses de aluguel atrasado, ou seja, você paga. ... Falou, tchau.

A menina lavava o banheiro quando ouviu o irmão gritar lá de baixo: “Vou sair e se a Karin não chegar dá um jeito de ir dormir” e em seguida a porta bater. Quis chorar, mas já aprendia com a irmã e ser forte.


Rukia adorava a música daquele pulgueiro mal freqüentado. E adorava também o fato de Hanatarou trabalhar ali, e justamente para Ganju. Ela tomava sua segunda dose de uísque barato colada no balcão e ria bastante dos tropeços de Hanatarou enquanto servia. O lugar era ótimo, cheio de bêbados, gente divertida, cerveja e amigos. Se bem que daquela vez, tirando os dois, não tinha tido notícias dos amigos. Depois de algum tempo e mais algumas doses, ela viu que tinha de ir. “Tenho aula amanhã, já deu.” Pediu a conta ao amigo mas ele a impedia.

-Não Rukia-chan, fica mais, tem bastante tempo que você não vem, e aqui é por conta da casa.

A música aumentou, Shoot You In The Back do Motorhead. O bar se encheu de uma vez, e uma briga ameaçava começar atrás da garota.

-Olha eu vou mesmo Hanatarou, está tarde, dá tchau pro Ganju pra mim.

-O que você disse Rukia-chan!?

-An? Dá TCHAU PRO GANJU PRA MIM. TCHAU! ENTENDEU!?

“Meu deus, estou gritando? Não vi que estava tanto barulho aqui. An, o que o Hana disse? É pra eu ir lá dentro ver o chefe? Que chefe? Ah! Ganju!” Os dois tentavam se comunicar inutilmente no meio do barulho e da confusão que começava a tomar forma. Hanatarou que estava servindo um homem a uns 5 passos de Rukia fez um sinal para que ela esperasse. E quando começou a andar em direção a garota um copo explodiu na parede soltando cacos que passaram a poucos centímetros dele. Hanatarou gelou, Rukia, segurou a bolsa e quando ia descer da cadeira quase teve um ataque ao ser surpreendida por um rapaz que acabara de cair com a cabeça em cima do balcão. Rukia parou todos seus movimentos e respirou fundo, abriu os olhos que se fecharam pelo susto, e deu de cara com um garoto um pouco mais velho, de cabelos rebeldes, arrepiados e alaranjados, cortes no rosto, uma cara amarrada e olhos castanhos que bem abertos fixavam-se nos seus. O tempo que ficaram se olhando foi insignificante, porém o suficiente para que invadissem a alma um do outro.

-Yo. – O garoto disse abrindo um sorriso e tentando se levantar. A música tinha aumentado mais e a confusão chegava ao ápice, mas os dois pareciam estar isolados daquilo. Quando Rukia decidiu falar alguma coisa, seja lá o que fosse, foi mais uma vez surpreendida pelo soco certeiro que o garoto acabava de levar.

O tempo voltava a passar rápido como antes. Ela fechou os olhos e pulou o balcão, lá atrás se escondeu junto de um Hanatarou bem atordoado. A música não parou, e o ambiente fervia, copos, garrafas, cadeiras, tudo quebrava. Ruka jurou ver um bola de bilhar quebrar a máquina de chopp e o chão se inundou da bebida.

Para o ruivo seria mais uma noite normal, se não fosse por seus olhos ainda estarem sendo tragados por aquele oceano profundo com o qual havia se deparado segundos antes.

Continua...


N/A

Bleach não me pertence, esse é uma diversão de fã para fã.

Esse é o primeiro capítulo de uma história que eu estou publicando no orkut, na comunidade Ichigo e Rukia fanfics, espero que gostem e deixem reviwes.

Depois coloco +. Beijos.



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