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Author of 22 Stories |
Time: Kinky
Autor: Lycanrai
Beta: Tathi
Par/Personagem: Minerva/Norra
Classificação: G
Resumo: Minerva é mandada em uma missão importante para a Ordem da Fênix, e fica indignada ao descobrir o que esta acontecendo na verdade.
Disclaimer: Nada é meu, só o plot.
Notas (opcional): Ao contrário de “Nor-r-ra”, como é escrito no livro, aqui será “Norra”, pois fica bem melhor não?
Gato Ultrajado
O mundo bruxo estava um caos. O surgimento de um bruxo das trevas estava espalhando terror e confusão em meio a bruxos e trouxas. Lord Voldemort, como o bruxo se intitulava, tentava alcançar os lugares mais altos do Ministério da Magia com a utilização de magia negra e feitiços proibidos. Ele não poupava trouxas e a cada semana aumentava o número de mortes misteriosas entre os não bruxos.
O bruxo não parecia ter compaixão nem mesmo com seus servos, os chamados Comensais da Morte. Aparentemente a tortura era uma coisa comum vinda do Mestre das Trevas.
Minerva McGonagall não concordava em nada com os argumentos e atitudes desse bruxo e foi sua revolta diante da morte de inocentes que a fez entrar para a Ordem da Fênix – além de sua amizade antiga com o diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e fundador da Ordem, Albus Dumbledore.
A professora de Transfiguração foi um dos primeiros membros a entrar na Ordem. Na verdade, foi a segunda, sendo a primeira pessoa com quem o diretor discutiu suas idéias de combater Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado, como os bruxos começavam a chamar Lord Voldemort. Tudo bem que se contarmos com a Fênix em si, a bruxa foi a terceira, mas isso não vêm realmente ao caso.
O que importa nessa historia é que, logo no começo da Ordem, quando os poucos bruxos que faziam parte da organização começaram a participar de missões em campo, Minerva foi escalada para uma missão de altíssima importância.
Pelo fato de Minerva ser uma animaga, Dumbledore achou que ela seria a pessoa perfeita para ir até a comunidade brasileira que havia nas periferias de Londres e descobrir o que estava acontecendo com os gatos de dita comunidade.
Havia uma forte suspeita de que o Lord das Trevas estivesse usando os gatos em algum ritual desconhecido. Infelizmente nem ela, nem o professor Dumbledore conseguiam imaginar que tipo de feitiço ou ritual podia estar sendo feito com a utilização de gatos. Felizmente a Seção Proibida da biblioteca de Hogwarts era um local perfeito para essas ocasiões. Depois de algum tempo de procura, a professora resolveu ficar com um livro intitulado “De Rituais Bizarros a Seus Elementos Ainda Mais Bizarros”, porque afinal, matar gatos para um fim desses era realmente uma coisa bizarra, na opinião dela.
Menos de dois dias depois ela já se encontrava em frente a uma das lareiras públicas do Ministério, com uma mala xadrez nas mãos. Entregou seu pedido de utilização para o vigia, que ficava ao lado da lareira, e já ia enchendo a mão de pó-deflu quando ele a olhou por sobre o pergaminho meio amassado que ela havia entregado e perguntou.
“O que a senhora está indo fazer numa comunidade brasileira? Se não se incomoda que eu pergunte...”
“Claro que não. Eu tenho familiares lá. Minha família por parte de pai é do Brasil.”
O homem a olhou com um pouco mais de atenção depois disso.
“Tem certeza? A senhora me parece inglesa demais para ter sangue brasileiro...”
“É claro que tenho certeza!” Respondeu, franzindo o cenho, contrariada. “Agora se me dá licença...” jogou o pó no fogo e entrou nas chamas esverdeadas sem olhar para trás. Falou “Casa da Feijoada” em alto e bom som e logo estava sentindo a sensação já conhecida de rodopiar entre o espaço. Saiu em uma lareira pequena que dava numa saleta ainda menor.
Espanou um pouco as cinzas da roupa e saiu da sala. A Casa da Feijoada era, na verdade, uma hospedaria bem grande, ao contrário do que a pequena lareira levava a pensar. Não era tão grande quanto o Caldeirão Furado, mas não deixava muito a desejar para esse. Foi até o balcão onde um homenzinho baixo lhe recebeu e entregou as chaves do quarto que ocuparia.
A professora deixou sua mala sobre a cômoda e sentou-se na beira da cama, pensando em como começar sua busca. Logo resolveu que dar uma volta pela comunidade para ver se encontrava algo de suspeito seria uma boa maneira de começar.
Minerva estava absolutamente indignada. Aquela deve ter sido a missão mais curta de qualquer sociedade secreta do mundo. Não podia acreditar naquilo! Que audácia!
A professora havia saído para caminhar pelo local no mesmo dia em que chegou à comunidade. Percorreu algumas lojas onde teve a oportunidade de provar várias das frutas típicas do Brasil. Bananas, mamões, kiwi... Haviam diversas frutas de aspecto colorido e delicioso naquele lugar. Além de muitas outras lojas com muitas coisas interessantes do país.
A professora McGonagall passou uma tarde particularmente agradável e já estava praticamente esquecendo de sua missão quando foi atraída por um aroma simplesmente delicioso. Ela seguiu o cheiro, virando a esquina e se vendo na entrada de uma ruela onde várias pessoas estavam sentadas em mesinhas de ferro, tocando um típico samba brasileiro e cozinhando, na brasa, a fonte do odor delicioso. Minerva se aproximou curiosa do rapaz que cuidava da comida e observou o que estava no fogo. O garoto lhe abriu um imenso sorriso faltando alguns dentes antes de perguntar, matreiro:
“E aí tia? Vai um espetinho de gato?”
Os olhos da mulher por pouco não saltaram das órbitas. Espetinho de gato? Não era possível. Como, em sã consciência, alguém poderia comer um gato? Maldita missão! Então ela havia descoberto tudo! Os gatos estavam sumindo pois haviam malucos para comê-los?
A senhora nem ao menos respondeu ao garoto. Girou nos calcanhares e saiu pisando duro. Nunca, em toda a sua vida, sentiu tanta raiva. Aquilo era um absurdo! Um abuso!
A única coisa que a conteve de fazer uma loucura e ter sua vingança por todos os pobres bichanos que estavam lá, fatiados e espetados rodando na churrasqueira foi o fato de não ter o quê apresentar aos aurores para justificar alguns traseiros queimados. Ela era um ser racional, e como tal, passou na hospedaria que já não lhe parecia assim tão boa, pegou sua pequena mala xadrez e utilizou a lareira para chegar por flu até sua sala em Hogwarts.
Ainda estava praticamente soltando fogo pelas ventas quando saiu pelo corredor. Parou pouco mais de cinco passos à frente de sua porta e respirou fundo, tentando se acalmar. Transformou-se no gato de listras amarelas e caminhou com desenvoltura exemplar pelo corredor à procura de seu refúgio.
Dois andares acima, encontrou o que procurava. Madame Norra estava deitada, enrolada sobre uma cadeira acolchoada em uma sala de aula vazia. A gata amarela observou o outro animal que respirava tranqüilo com uma beleza elegante e logo pulou na cadeira para deitar ao seu lado.
Aqueles pobres gatinhos brasileiros podiam estar ferrados, mas ela sabia que sempre poderia contar com sua querida Madame Norra para algum conforto.
C.A.T.: LOL !! KI BUNITINHOW - Homens malvados q comem “surraxquinho” de gato Menina q mora numa ilha em q come esse tipo de coisa e ainda acha bom... Vou fazer o quê? Gatinho faz bem pra saúde u.ú
Como sempre reviews sao bem vindas.