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Enigma
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“Perco-me nos seus olhos
Que estão sempre a me dizer
Como um enigma, você vai perceber
Decifra ou devoro você”
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Um pesadelo.
Era isto que eu estava vivenciando. E pensar que há algumas horas eu estava apenas me preocupando com o que deveria comprar para o hospital.
Mas agora...
Estou aqui, cercada de estranhos, com exceção daquele que vi na farmácia... Okashira? É, acho que era disso que os outros o chamaram. Olhá-lo era como presenciar um tempestuoso e gelado inverno. Estranho, mas ao mesmo tempo...
- Senhorita Takani, certo? – o homem que me chamou era provavelmente o mandante do assassinato de meu professor e tutor. Ele certamente não era do tipo que sairia lutando e matando, bastava um olhar. Olhos profundos, rosto fino e extremamente magro. Apesar disto...
- Sim... Sou eu mesma.
- Vocês podem sair, ficarei sozinho com a garota. – senti certo pânico ao ver aqueles cinco homens saindo do quarto, restando apenas aquele que mencionou meu nome. Mas não poderia de maneira alguma reagir contra ele, já que havia uma arma sobre a mesa e eu podia sentir. Se fosse necessário, ele não hesitaria em atirar em mim. – Então... Acho que podemos entrar em um acordo, sim?
- A-acordo?
- Claro! Afinal, o doutor está morto, e bem... – aquela pausa fez com que eu estremecesse involuntariamente, afastando-me até me sentir acuada naquele sofá vermelho. E ele chegando cada vez mais perto... Até que eu pudesse sentir seu hálito quente perto de meu ouvido. – Preciso de alguém que o substitua.
Agora tudo fez sentido... Aquele ser asqueroso só não me matou porque eu poderia lhe servir para algo... Não pude deixar de sentir mais medo e repulsa por ele.
- Não se preocupe garotinha. Ninguém vai lhe fazer mal, está bem? Tudo vai dar certo, desde que... Você faça o que eu mandar.
- O que tenho que fazer?
- Apenas... Um pequeno remédio, sim?
- Então você um tipo de médico?
- Bem, podemos dizer que sim.
Se eu soubesse... Teria escolhido a morte naquele dia...
Alguns meses se passaram, e agora eu sabia, aquilo que eu fabricava não era remédio, mas sim, ópio. Uma droga. Mas por mais que eu tentasse, eu não conseguia parar, meu medo de morrer não permitia. Eu admito, sou extremamente covarde. E para fugir, faço qualquer coisa, qualquer coisa mesmo.
- Parece que você não está tendo um bom dia, senhorita Megumi.
- Hum? Ah, tudo bem... É só que...
- Se quiser posso tentar alegrá-la, que tal?
Beshimi era o único que não aparentava ser mal, apesar da aparência... Aparência... De certa forma todos dessa mansão são estranhos, mas o que mais me chama atenção era o líder deles. Não, não estou falando de Takeda, mas sim do Aoshi. Não por sua beleza, mas sim porque de todos daqui, ele foi o único que nunca sorriu não que eu tenha visto, é claro. Até Hannya eu já vi ‘sorrir’. E digo mais, só tinha uma pessoa que usava máscara aqui, e não é Hannya.
- Beshimi, nós iremos sair em meia hora, esteja pronto. – falando nele...
- Sim senhor... Desculpe senhorita Megumi, prometo que assim que voltar venho lhe fazer companhia.
- Tudo bem... Vá indo, senão você vai se atrasar. – eu me sinto bem perto de Beshimi, isso eu não posso negar, perto dele eu me sinto... Não muito sozinha.
Aoshi apenas encarou-me silenciosamente. Mas é como dizem, uma imagem vale mais do que mil palavras. Bastava olhá-lo nos olhos que era possível ver um mundo totalmente diferente e desconhecido, pronto para ser explorado a qualquer momento. Era atraente, mas ao mesmo tempo assustador.
Talvez se...
Hoje faz um ano que estou aqui, mas parece que foi ontem que vivi aquele dia de terror absoluto... Mas me vendo agora, já não sinto tanto medo assim... Ou parece que estou começando a me conformar. Afinal... Aqui não é tão ruim. Desde que eu faça o que Takeda ordene. Caso contrário...
O céu parecia ter acordado do mesmo jeito que eu... Sofrendo. Não me sentia bem e meu único desejo nesse dia seria dormir e esperar o mal estar passar. Mas a encomenda de Takeda estava atrasada, e parecia que a cada dia ele pedia por mais e mais. Logo, não darei conta.
- O que houve minha linda raposinha? Por que ainda está deitada quando deveria já estar em sua sala?
- Não me sinto bem... Gostaria de descasar, só por hoje... - eu não deveria ter dito isso. Mal pude terminar a frase e ele me ergueu pela nuca, era possível sentir o ódio mortal que ele estava sentindo. E sem qualquer aviso, soltou-me grosseiramente.
- Você tem uma hora. Se vista e vá à sua sala. Caso contrario... Não irei me responsabilizar por meus atos.
Novamente senti o medo aflorar-se dentro de mim. Mesmo sentindo-me mal eu deveria, ou melhor, eu era obrigada a fazer.
Mesmo cambaleante eu segui em frente, indo para minha sala... Mas não me sentia bem, nem um pouco. Mais e mais minha visão foi se turvando e antes de desmaiar, senti alguém me segurando.
- Senhorita Megumi...?
Shinomori Aoshi, seus braços são tão quentes...
O final ficou parecido com o primeiro capítulo. HSADAUYGUFGUFYGS
Mas tudo bem, eu gostei de ter escrito. Antes tarde do que nunca, certo?
Fiquei feliz de finalmente ter ido idéias para a fic.
Prometo que vou atualizá-la logo.
Como sou pedinte sem vergonha...
Quero reviews. *3*