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Capitulo 5- Transmutando lembranças.
- Bom dia. – Ed se aproximou de Winry e a beijou levemente
- Bom dia, Ed. – ela disse levemente vermelha.
- O que foi? Não gostou do beijo?
- Claro que sim... É que eu não estou acostumada. Só isso.
- Então pode se acostumar, porque daqui pra frente você vai receber muitos e muitos beijos! – ele disse puxando-a para si e dando-lhe uma série de selinhos.
- Ed! – ela o repreendeu
- O que? Vai dizer que não gosta?
- A minha avó deve descer logo!
- Que seja! Nós estamos namorando e ela vai saber uma hora ou outra.
- Isso... É serio? – ela disse desacreditada.
- Ué, você achou que eu te beijei por beijar? Eu te quero muito, Win. – ele disse antes de puxá-la para um beijo intenso.
- hum hum...
Ed e Winry se viraram e deram de cara com Pinako e Al olhando-os da porta da cozinha.
- Acho que foi mesmo uma boa idéia trazê-la para Rizembool...
- Vovó! – ela disse se afastando de Ed. – Eu... Eu...
- Se acalme Winry! Nunca foi segredo pra ninguém que vocês sentiam algo um pelo o outro. Agora parem de se agarrar e me ajudem com o café.
- Já vai! – Riza dizia enquanto largava o copo de suco na mesa, ela abriu a porta e... – Coronel?
- Bom dia, Riza.
- O que faz aqui, coronel?
- Riza... Hoje é domingo! Nada de coronel, por favor. Então, vamos?
- Vamos? – ela disse com a sobrancelha erguida.
- Sim. Vim te convidar para irmos dar um passeio.
- Eu não acho que seja certo.
- Vamos, por favor. – ele disse suplicante.
- Tudo bem.
Os dois foram para um parque (oh mania de colocar parques O.o), mas ao chegar Riza teve uma ‘surpresinha’. Roy sem qualquer aviso beijou-lhe intensamente.
- Se case comigo, Hawkeye.
- Co-Coronel...
- Você é a mulher da minha vida! ( ¬¬ Tão Roy Mustang, né!?Com certeza seria uma coisa que ele diria freqüentemente) Quero que fique o resto dela comigo!
- Eu não...
- Não diga que não. – ele disse erguendo o rosto dela com os dedos e depois tirou um anel do bolso e colocou no dedo da tenente que se encontrava perdida, sem saber o que fazer. – Case-se comigo.
- Mas o exército...
- Nada tem a ver com nossa vida.
- O exército é minha vida!
- Sendo assim case-se comigo lá! Mas case-se comigo! Sei que me ama, não há como negar, e eu te amo também. Merecemos ser felizes. O que me diz?
Ela ficou em silêncio por uns minutos antes de dar a resposta.
- Sinto muito... – Roy sentiu seu corpo fraquejar diante daquilo – Mas não posso mais negar o que sinto, não é mesmo? Eu aceito.
Ele sorriu e depois a beijou e ergueu-a no ar sem deixar de beijá-la.
Winry estendia algumas roupas no varal quando sentiu dois braços fortes rodearem sua cintura, depois sentiu os lábios de seu namorado tocarem de leve seu pescoço o que fez com que a jovem estremecesse.
- Oi. – ele disse próximo ao ouvido dela. (ele tá meloso d+ Y.Y, mas ñ adianta... num consigo fazer ele orgulhoso! Afinal... dizem que o amor supera todas as barreiras! .)
- Ed! – ela exclamou com a voz rouca – Você me assustou!
- Desculpe-me. Eu quero que venha comigo. Tenho uma surpresa.
- Outra? Na ultima rolou um beijo...
- Essa é bem melhor.
- Bem melhor como? – ela perguntou com uma sobrancelha erguida
- Ah, vem logo. – ele a arrastou para uma árvore um pouco distante da casa.
- Agora me conta! –ela dizia enquanto o olhava atentamente.
- E se eu te dissesse... Que eu sei como trazer sua memória de volta!
- Tá falando sério?
- Uhum.
- Mas como?
- Alquimia. Uma alquimia antiga. O que me diz? Você quer que faça suas lembranças voltarem?
- Claro Ed! – Ela o abraçou.
- Ótimo... Então que tal hoje de noite?
- Sim. Eu nem sei como agradecer! – ela disse com lágrimas nos olhos.
- Eu sei.
Ed a puxou e a beijou, depois a deitou na grama.
- Te amo. – ele disse um pouco erguido colocando uma mecha dos cabelos dela detrás da orelha.
- Te agradeço, Ed.
- Ué, e por que?
- Por cuidar de mim... Por me amar principalmente.
- Não tem problema. Mas agora eu tenho que arrumar as coisas pra fazer a transmutação. Não quero que nada dê errado. – ele disse se levantando.
- Tudo bem. – ela o olhou indo em direção a casa. Winry ficou deitada na grama antes de levantar-se e terminar de estender as roupas.
“- Te agradeço, Ed.
- Ué, e por que?
- Por cuidar de mim... Por me amar principalmente“.
“Ela será mais feliz se puder lembrar de tudo... Mas eu terei que desaparecer da vida dela, não quero que ela sofra junto comigo. O que eu faço é para o bem dela e esse será meu único consolo”. – Ed pensava.
Hawkeye estava sentada no sofá com a cabeça encostada no ombro de Mustang, se não conseguia parar de amá-lo então era melhor se entregar a esse amor, ela pensava.
- E pra quando vamos marcar o casamento? – Roy perguntou querendo quebrar o silêncio que tomara conta da sala além de ter curiosidade em saber.
- Eu não sei... Mas não acho que agora seja o momento oportuno.
- O quê?
- Vamos esperar um pouco, Roy... Manter isso em segredo. Quando a poeira estiver baixado nos casaremos.
- A poeira está baixa! Está tentando se esquivar? É isso?
- Não! –ela disse ofendida, mas era verdade em parte – É que eu estou com um mau pressentimento.
- E você nunca erra?
- Não.
“Ótimo! Mais essa!” – ele pensou.
- Vem. – Ed segurou a mão de Winry ao perceber que ela tremia um pouco – Está com medo?
- Um pouco. – ela meneou a cabeça.
- Você não confia em mim? – ele disse se fazendo de ofendido.
- Eu não disse isso! – ela apressou-se em dizer
- Se você está com medo é porque não confia em mim!
- Não é isso, Ed! – ela disse o abraçando, ele ria intimamente ao ver a preocupação da garota em deixá-lo bem. – Eu só estou nervosa, afinal eu não lembro de nada!
- Ah! Anda logo.
- Ed não fique chateado, por favor!
- Relaxa, eu estava só brincando. – ele disse com um sorriso maroto.
- Não faz isso! Eu fiquei preocupada!
- Tá! Desculpa! Vem cá. – ele roçou seus lábios nos dela. – Vamos começar.
- Ed...
- Quê? Não me diga que desistiu!
- Não é isso... E se depois que você trouxer minhas velhas memórias de volta as recentes sumirem?! Eu não quero esquecer que nós estamos namorando.
- Não precisa se preocupar, você não esquecerá as lembranças recentes, mas ainda assim recuperará as antigas.
Ele pegou um giz e desenhou um enorme circulo de transmutação no chão da oficina e depois pediu que Winry ficasse no meio. Tocou as mãos e depois as tocou no piso. Os contornos do circulo se iluminaram, Winry fechou os olhos e caiu desmaiada no chão da sala, enquanto Ed sentia o sangue borbulhar... As mudanças começavam.
As imagens demoravam um pouco para entrar em foco. Winry tentava identificar as coisas ao seu redor.
- Como você está? – Ed perguntou ao ver que a namorada acordava
- O que aconteceu? – ela percebeu que estava deitada entre os braços de Ed.
- Você desmaiou.
- É verdade...
- Então... Lembra-se de algo?
Ela ficou em silêncio por uns instantes.
- Lembro... De tudo! Lembro que você fez uma transmutação humana e foi pra Central se tornar um cão do exército, que me deixou sozinha e que vai continuar a me deixar sozinha se eu ficar em Rizembool! – ela disse fazendo uma cara de desgosto – E ainda por cima pode arranjar uma namoradinha substituta nessas viagens!
Ed sorriu.
- Eu nunca faria isso! – dito isso a beijou. – Bem-vinda de volta.
Após ter dito isso ele sentiu uma forte dor percorrer cada centímetro de seu corpo, e sentiu a conhecida sensação do seu sangue fervendo. Sabia que aquilo se seguiria por um mês até se transformar completamente numa quimera.
- Ed? O que foi? – Ela perguntou ao ver Ed gemendo um pouco.
- Nada... É só uma indisposição. – Mentiu – É melhor que eu vá dormir.
- Não vai comigo contar para os outros que eu recuperei a memória?
- Que tal deixar pra amanhã de manhã, Win? Assim você faz uma surpresa. – ele disse não conseguindo mais conter a dor.
- Tem razão.
Ela o seguiu para o andar superior onde ficavam os quartos.
- Boa noite. – ela disse depositando um beijo suave nos lábios dele.
- Pra você também.
Ed seguiu para seu quarto e se sentou na cama tentando conter um grito que queria sair, teria que suportar toda aquela por mais um tempo até que conseguisse deixá-la. Mas só de pensar que teria que abandonar Winry, seu coração doía.