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: B s . A A A    : full 3/4 1/2   : E E   : Light Dark Anime/Manga » Death Note » Love me to death

Aries no Ma
Author of 9 Stories

Rated: T - Portuguese - Romance/Angst - Light Y. & L - Reviews: 26 - Updated: 03-06-09 - Published: 09-11-08 - id:4532198
Notas da autora: Death Note não me pertence, etc, etc, etc

Notas da autora: Death Note não me pertence, etc, etc, etc. Direitos reservados a Tsugumi Ohba, Takeshi Obata e cia. Me deu vontade de escrever uma fic diferente... e aí estamos. Terminei os dois primeiros capítulos antes de postar pra ninguém querer me fritar em óleo quente depois do final do primeiro XP Porque vocês precisarão de paciência comigo... mas quem espera sempre alcança, certo? Enjoy!

Resumo: L coloca em prática uma nova tática extremamente ousada para encurralar Kira. O jogo se torna uma obsessão e ambos acabam caindo na própria armadilha. O primeiro a sucumbir a esse amor doentio será o perdedor. Yaoi/lemon/dark lemon.

Love me to death

I

Traição

O corredor escuro e imenso prolongava-se à sua frente. Ele respirava depressa. Não se lembrava ao certo como chegara até ali, mas estava certo de seu objetivo. Suas pernas moviam-se por conta própria. Andava depressa, espirrando água. Estava encharcado. A tempestade lá fora rugia e batia violentamente contra as janelas do prédio. Ele andou até o final do corredor e virou à direita. Apressou o passo até começar a correr. Estava próximo de seu objetivo, mas tão nervoso que acabou parando depois da porta onde queria entrar, girou depressa nos calcanhares, espalhado mais água pelo corredor, e parou derrapando em frente à porta. Aquela porta. Respirou fundo. Sentia a lâmina fria em contato com a pele de seu tornozelo, onde escondera a faca. Suas mãos tremiam. Era agora ou nunca. Decidido, entrou no aposento.

O quarto estava abafado e ainda mais escuro que o corredor. A única fonte de luz que iluminava o lugar era um abajur pequeno em que alguém jogara uma camiseta por cima, para diminuir ainda mais a luz. Fechou a porta atrás de si. Já avistara a silhueta dele, deitado no sofá, espalhado, sem camisa. Dormia, ou ao menos assim parecia. Aproximou-se dele e tirou a camisa molhada, jogando-a a um canto. Seu coração estava disparado. Ele se sentou ao lado dele no sofá, debruçou-se e aproximou os lábios dos dele. Uma gota escorreu de sua franja e caiu na bochecha do outro, antes que ele o beijasse.

Ele abriu os olhos e olhou-o como se fosse normal vê-lo sempre àquela distância.

- Boa noite, Raito-kun.

Raito sorriu.

- Boa noite, Ryuuzaki. Pensei que estivesse dormindo.

- Eu estava.

L tinha o rosto impassível. Não se intimidando, Raito continuou sorrindo.

- Claro que estava. Eu queria fazer uma surpresa pra você.

- O fato de você ter vindo aqui com toda essa chuva é uma surpresa para mim. E você está me molhando, Raito-kun.

- Desculpe – murmurou – mas agora que você já está molhando, não vejo razão para levantar daqui.

E aproximou-se ainda mais.

- Por que você veio?

Raito tornou a sorrir.

- Elementar, meu caro Ryuuzaki – e acabou com a pouca distância entre os dois, beijando-o.

O detetive não hesitou em corresponder. Agarrou os cabelos molhados de Raito, intensificando ainda mais o beijo. Agora, Raito decididamente tremia. Flutuava entre seu desejo de possuí-lo ali mesmo e o de fazer o que devia fazer.

L segurou-o pelo ombro e o fez deitar o tronco sobre o dele. Raito respirava depressa, nervoso, enquanto L parecia calmo. Calma essa que o deixava ainda mais nervoso. O detetive arranhou-o nas costas, e Raito gemeu no meio do beijo.

“Maldito... ele quer me distrair... ele sabe... ele o roubou de mim...”

Assim pensando, sentiu sua mente fria e calculista começar a voltar à tona. Com sua exímia habilidade em controlar os sentimentos, Raito continuou a beijá-lo, enquanto sua mão rumava para onde estava escondida a faca sob sua calça, amarrada ao tornozelo. Sem fazer barulho, tirou-a de lá. Lentamente aproximou-a do pescoço de L... mas antes que encostasse nele, sentiu um toque frio em seu próprio pescoço. Raito abriu os olhos e se afastou. Viu, horrorizado, L segurando outra faca contra seu pescoço.

- Hoje não, Kira – sussurrou o detetive.

Raito gelou.

- Ry... Ryuuzaki... do que...

- Não, Raito-kun. Nada do que você falar vai me convencer que você é inocente.

O outro engoliu em seco. Ele tinha realmente... bem, se fosse o caso, não dava mais pra remediar. Mas como ele conseguira roubá-lo? Talvez ele realmente tenha subestimado o maior detetive do mundo. Lentamente, sua expressão foi se transformando num sorriso, um esgar.

- É mesmo, Ryuuzaki? E o que vai fazer, vai me matar? Cortar meu pescoço e me ver agonizar no chão, é isso?

- Não é isso que você ia fazer comigo?

O sorriso de Raito imediatamente sumiu. Havia algo de frio, de gélido na voz de L que ele estranhou e, por alguma razão, aquilo o incomodou profundamente. Ficou em silêncio. Sim, era isso que ele ia fazer com L, mas por que não tivera coragem? Era seu inimigo, a maior barreira entre ele e o seu mundo ideal...

L pressionou a faca contra a garganta de Raito, produzindo um corte ínfimo. O sangue escorreu em um filete rapidamente contido pela língua do detetive. Raito sentiu a faca afastar-se do seu pescoço e a boca de L alcançar o corte. Soltou um suspiro. O detetive deu um chupão no local sem dó, fazendo Raito apertar os olhos e soltar uma exclamação de dor. A exclamação mesclou-se a um gemido quando L alcançou com a outra mão seu membro por cima da calça. Não... como pôde pensar em matá-lo? Não podia... simplesmente não podia... ele precisava de L... desesperadamente...

Sua mão direita afrouxou e a faca cujo destino era a garganta de L caiu com um baque metálico no chão.

- Ryuuzaki... – chamou Raito, em meio a um gemido, ajeitando-se por cima dele de modo a ficar com as pernas entre as dele.

- O que foi, Kira? – havia um jeito diferente com que ele pronunciava o nome “Kira”, era um sussurro, quase um gemido, que causava arrepios em Raito.

- Você não pode me matar... – sussurrou, ofegante agora com o contato entre os sexos de ambos, ainda que por cima da roupa. Olhava diretamente para L.

O detetive soltou uma risadinha pelo nariz. Extremamente atípica. Alguma coisa estava errada. Muito errada.

- Eu já matei você.

- O que quer dizer com...

Um ruído de corte, e uma dor lancinante do lado do abdômen.

- RYUUZAKI!!

Ele virou o corpo num ato instintivo e caiu de costas no chão. O sangue escorria sem parar. Ele colocou a mão sobre o corte, numa tentativa inútil de estancar.

L se levantou e olhou para ele de cima, segurando a faca, a arma do crime, o sangue escorrendo pela sua mão...

- Você... você...

A voz de Raito engrolou. Sentia o sangue subir-lhe à boca e o quarto girar à sua volta. A expressão de L era impassível. Com muito esforço, sentindo a vista turvar, Raito levantou o tronco apoiando-se no cotovelo e o encarou, uma expressão mortificada no rosto.

- Por quê, Ryuuzaki?! – berrou – POR QUÊ?

- Foi a única forma de matar o Kira que existia em você, Raito-kun. E de garantir que você não me mataria antes... eu o matei antes mesmo de chegar aqui.

Do bolso traseiro da calça, L retirou um caderno preto.

Raito arregalou os olhos.

- Você roubou... você realmente o roubou...

E, abrindo o caderno, jogou-o no chão para Raito. Ele se virou de borco para conseguir ver o caderno, e em meio aos borrões que sua vista começava a formar, conseguiu ler, na caligrafia de L:

Yagami Raito

Morte por esfaqueamento

Início às 02:45

Vai até seu maior rival, hesita em matá-lo e é morto por ele em seguida.

- Não...

A vista de Raito começou a escurecer. L falou de algum lugar muito distante.

- Sayonara, Kira.

- Não... Não...

Raito conseguiu levantar o rosto e olhá-lo, a raiva expressa em cada fibra de seu rosto. Pensou ter visto lágrimas nos olhos de L. Mas Raito não se comoveu. Soltou um urro de fúria que parecia vir do fundo da alma. E então, tudo escureceu.



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