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Disclaimer: Naruto és meu sim, (: És tão, mas tão meu, que Itachi e Jiraiya estão mortos, odeio-os. D:
30 Cookies # Set Verão # Tema Fraqueza
Fraqueza.
Corria pelo corredor vazio olhando para os lados, esperando ver algo indesejável. Suas madeixas loiras atrapalhavam um pouco a sua visão e o incomodava, colando-se à sua nuca.
Mas Naruto não ligava.
Seu estômago doía. Não sabia explicar muito bem se era um enjôo que não o deixava pensar direito, ou se era uma pontada aguda que, de sua barriga, passava para a coluna, fazendo-o se contorcer.
Desistira de encontrar uma posição agradável para sua barriga na cama e resolvera ir até seu pai. Era sempre com ele que se sentia melhor.
Encostando-se à parede, para poder regularizar a dor em seu estômago, o pequeno tocou na maçaneta da porta. À essa hora, seus pais deveriam estar dormindo.
Com cuidado, ele enfiou sua cabecinha dentro do cômodo e procurou por seu pai. Ele estava lá, dormindo, como ele diria, com Morfeu. Seu rosto estava calmo, diferente de seu cabelo. Sua mãe estava abraçada a ele, também dormindo.
O menino abriu mais a fresta da porta e adentrou o lugar, tentando se concentrar em não fazer barulho.
“Papa...” O loirinho chamou, murmurando no ouvido do pai.
Não foi preciso chamar mais uma vez. Lentamente, o loiro abriu os olhos e sorriu para o filho.
Naruto sempre pensou. Sempre teve certeza que o sorriso de seu pai era iluminador.
“Naruto...” disse, tocando a bochecha corada do menor, acarinhando as marquinhas de cicatriz que lá havia.
“Papa... Eu não me sinto bem...” O menino choramingou, seus olhos enchendo-se de água. Na frente de seu pai, Naruto perdia suas forças. Sentia que, frente a ele, devia ser acalentado. “Minha barriga dói, papa.” Concluiu, enxugando uma lágrima quente que caíra de um dos seus olhos azuis. Azuis como o céu, como o mar, como os do seu pai.
Minato sorriu afável. Virando-se, depositou um beijo na testa de Kunshina, que continuava dormindo, e se levantou cuidadosa e lentamente.
O mais velho se agachou, ficando na mesma altura que o menino e beijou o topo de sua cabeça, pegando na mão dele.
“Vamos para o seu quarto.” Murmurou, se erguendo e pegando o filho no colo, que envolveu a cintura do pai com as pernas e deitou a cabeça no ombro dele.
Minato caminhou até o quarto do filho e deitou o menino na cama. “Onde dói?” Perguntou, vendo os largos e brilhantes olhos o encararem pidonhos.
“Aqui.” Informou, pousando a mão em seu ventre.
Gentilmente, Minato pousou a mão no lugar onde a mão do filho estivera e começou a massagear. Seus movimentos eram quase fantasmagóricos. Eles eram calmos, doces e suaves.
Naruto não sabia e acreditava que nem nunca saberia, mas estar perto de seu pai, o fazia esquecer-se de tudo. Já não sentia a forte dor e nem a náusea que sentia antes.
“Está passando?” O maior perguntou, parando os movimentos circulares.
“Aa” O loirinho confirmou, fechando os olhos.
“Yokatta.” Namikaze suspirou, depositando um leve beijo onde estivera massageando.
Naruto o encarou sorrindo. Amava seu pai. Amava sua mãe também, mas... O sentimento que o menino nutria por seu pai era diferente do amor que nutria pela sua mãe.
“Quer que eu fique mais um pouco aqui, Naru-Chan?” Minato perguntou, acariciando os fios loiros do menor.
O menino se sentou na cama, aconchegando-se ao peito do pai e fez que sim com a cabeça.
Namikaze sorriu. Amava seu filho. Amava-o tanto que se pudesse dar a vida de todos para salvar a de Naruto ele daria.
Minato sentiu que o pequeno adormecera. Cuidadosamente, deitou-o na cama, olhando ternamente para o filho. Ele era igual a si próprio.
Sorrindo, encostou seus lábios aos avermelhados dele. Foi apenas um toque sem delongas. Nada mais. Quando o maior apartou o toque, Naruto abriu os olhos. E sorriu. “Durma” Namikaze perdiu, arrumando as madeixas loiras do filho.
Levantando-se, ele foi até a porta e a abriu, mas o menor se levantou e, caminhando até ele, abraçou sua cintura.
“Naruto...” Chamou, virando-se e se agachando, ficando na altura do menino.
O loirinho, como seu pai fizera, juntou seus lábios aos do pai. Minato, surpreso, continuou de olhos abertos. Seus olhos azuis encaravam outro par de olhos largos. Da mesma cor.
O mais velho sorriu. “Eu te amo.” Disse, apartando o beijo.
“Eu também, papa.” Naruto urgiu, seus grandes olhos azuis brilhavam.
Namizake se esticou, tomando novamente os lábios do filho. O que sentia por Naruto era algo tão carinhoso.
Sentia quase uma necessidade insana de aprofundar o toque. Torná-lo mais íntimo. Sua língua foi pedindo passagem por entre os lábios do menor, sentiu-o hesitar.
Mas, antes de entrelaçar ambas as línguas, Minato cessou o toque. Ele não roubaria a doce inocência de seu único filho.
Namikaze Minato era o homem mais forte que alguém poderia conhecer. Ele sabia que era o denodo do filho. Mas...
Naruto era a sua fraqueza.
Não. Eu não odeio o Jiraiya e MUITO menos o Itachi, TTOTT Itachi é delso, -baba-