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graay
Author of 17 Stories

Rated: K+ - Portuguese - Romance/Humor - Draco M. & Harry P. - Reviews: 15 - Published: 10-20-08 - Complete - id:4607772

Lumus.

ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤJuro solenemente não fazer nada de bom, :D.


Hair Obsession.

Penteia esse cabelo direito, Draco!” Essa era uma frase que eu constantemente ouvia. E, por causa dela, meu futuro foi modificado bruscamente.

Meu digno nome é Draco Malfoy, sim. Malfoy. Uma das famílias mais Puro-Sangue que pode existir. Orgulho-me muito disso, porque as reles ralés dos Sangues Ruins destroem a imagem do mundo bruxo.

Okay. Eu não vou pôr em pauta o meu querido livro ‘Puro-Sangue e suas mais nobres famílias’ aqui, até porque, eu venho aqui para contar sobre minha vida que foi destruída apenas por uma simples frase.

Quando eu era pequeno, eu já tinha classe, bom gosto e luxo, mas havia uma única coisa que eu não conseguia, nem com a ajuda de Merlin, me habituar: pentear meu cabelo.

É simples, mas eu era uma nobre criança que... Gostava de andar luxuosamente vestido, porém com o cabelo despenteado. Era mundano? Errado? Imoral?

Sim. O era.

Meu querido e nobre pai sempre dizia: “Se você continuar com esse cabelo do jeito que está, você vai se arrepender amargamente.”

Bem, quando entrei em Hogwarts, onde a há muitas pessoas reles ralé, eu comecei a escovar meu cabelo. Não tão bem, mas eu escovava e isso era um passo. Afinal, eu tinha que mostrar o quão nobre eu era.

Sim, eu sou muito nobre, tenho sangue azul, inclusive. E, como meu pai, tenho um bom gosto que só os soberanos têm.

Quando entrei em Hogwarts eu percebi que eu tinha um pequeno problema.

Não.

Não era porque de nobre, só havia eu lá. Mas sim porque havia muita ralé de cabelo feio. Muito feio mesmo.

Quero dizer, Hermione Granger. Podre. Sem mais palavras.

Weasley. Que diabos! Vermelho é uma cor reles.

As gêmeas... Parvati e Padma, eu não sei. Não gosto de pessoas como elas: feias. Cabelos extremamente longos saíram de moda! Há muito tempo. O último pedaço longo de cabelo que foi visto no Mundo da Magia foi da barba de Merlin, por Merlin!

Hm... Nota mental: nunca deixar Lucius Malfoy saber disso.

Remus Lupin. Humf. Sinceramente... Ele, por ser Sangue-Ruim, deveria saber que existe tinturas de cabelo. São ótimas para cabelos grisalhos.

Bem, mas nenhum desses compara-se a um único e exclusivo “corte” de cabelo. Nem Voldemort que tinha uma carequinha lustrosa perdia para ele. Eu odeio pessoas sem cabelo, só pra constar. É muito não-nobre.

Bem, eu não sei o que deu em mim, mas... Eu sentia quase que uma... Fixação em sentir as madeixas negras e rebeldes daquele bastardo. Ver aquilo – sim, não podíamos chamar aquilo de cabelo – desafiando a lei da gravidade era algo que me... Que ninguém leia isso, mas me cativava.

Eu sei. Eu estou parecendo um Trouxa. Isso me envergonha e você não sabe o quanto.

Bem, o cabelo do Cicatriz era simplesmente... Revolto demais, irritante demais, negro demais, bagunçado demais e... E... Por que ele podia usar o cabelo daquele jeito e eu não?!

Quero dizer, não que eu esteja com inveja. Claro que não. Eu sou um puro nobre, e nobres não sentem sentimentos... Reles.

Mas aquele Testa-Rachada me desafiava. Eu sei! Quero dizer, o idiota nunca gostou de mim, o que me fez odiá-lo profundamente.

Tudo bem... Não tão profundamente...

Tudo bem! Me fez... Argh! Me fez ficar fascinado por aquela erva daninha. Sim! Ele era uma erva daninha... Eu não sei bem o que elas fazem... Eu sei que destroem as plantações... Aliás, no meu livro ‘Puro-Sangue e suas mais nobres famílias’ eu denomino os Sangues Ruins de Ervas Daninhas.

Enfim, quando eu via aquelas madeixas que, literalmente, apontavam para todos os lados eu ficava um pouco hipnotizado, sabe? Assim, eu queria porque queria tocar nelas.

Eu sempre fui criado com luxo, portanto eu chegava e falava: “Eu quero isso, ralé.” e eu o tinha, mas eu sabia que não seria assim com o Testa-Rachada. Então, como eu sou um nobre inteligente, eu tive a idéia.

Fazer o Cicatriz irritar-se comigo a ponto de cairmos, desculpe o termo “Trouxístico”, na porrada.

Com um olho roxo eu percebi algo... Não muito interessante: Numa briga, não se dá para acariciar os cabelos alheios.

E o maldito mestiço me fez ficar uma semana trancafiado como um mísero elfo doméstico em meu nobre quarto. Porque, claro, eu não sairia assim... Feio.

Bem, é claro que eu quis pagar na mesma moeda e, durante cinco anos, continuamos a cair na porrada continuamente. Por varinha ou não, eu não conseguia tocar nas madeixas rebeldes dele e isso me chateava.

Honestamente.

Mas Merlin gosta é dos nobres e bem criados, porque ele me ajudou.

Estava eu calmo e sereno andando pelo corredor que levava ao banheiro dos Monitores. Isso eu estava no sexto ano. Bem, estava eu andando quando eu vi a... Praga entrando nele. É claro que democrático como eu sou, eu fui lá para tirar uns... Míseros cinqüenta pontos de Gryffindor.

Aliás, eu já contei o quão arcaico Gryffindor era? Não tanto quanto Lady Gray que usava cinza.

Enfim.

Esperei um pouco, claro. Queria pegá-lo com a boca na botija. E então, eu entrei calmamente e... Admito que eu meio que fiquei perdido. Quero dizer, o idiota parecia ser magricelo demais e alto demais para tal magreza. Dando um aspecto... Que eu diria ser o de um ET.

Bem, admito que o idiota era magro, mas ele, definitivamente, não me lembrava um ET. E sim algo bem... Er, enfim.

Bem, Potter estava de costas, retirando a camisa branca e... Ele realmente é estranho. O normal é tirar primeiro a parte de cima e por último a parte de baixo.

Sim.

Harry Potter o Testa-Rachada, Cicatriz estava nu. Nu. E agora entrava naquela banheira que parecia uma piscina.

Oun... Eu senti algo incrivelmente novo em meu baixo ventre.

O Cicatriz mergulhou fundo, deixando seu corpo parcialmente à vista. As bolhas de sabão que lá haviam impediam a minha vista. Não, obviamente, que eu quisesse ver algo ali.

Bem, eu podia ficar lá, esperá-lo emergir-se e, quando eu visse sua expressão assombrada de ‘oh, me pegaram’ eu falaria: “Potter, Potter. Você prefere Cinqüenta pontos a menos ou... Ou...” Hm, depois eu vejo a continuação da frase.

O importante era: em qual ângulo eu ficaria mais arrogante e assustador? Bem, nada melhor que uma figura imponente bem em um dos vértices da piscina.

Me encaminhei para o vértice mais próximo e esperei o bastardo emergir.

O Testa-Rachada nadava na outra extremidade da piscina e, foi com prazer intenso, que eu o vi avistar-me e ficar surpreso.

Um a zero, Malfoy. Heh. A vida é tão nobre quando um Malfoy ganha.

Sorri de lado e o vi me olhar com raiva. Conseguia ver seus olhos faiscarem. Ok. Não conseguia, mas finja que eu via.

“Malfoy...” ouvi-o sussurrar, como se me ameaçasse.

“Potter...” eu disse, observando-o vir até a mim, quero dizer, não até a mim. Mas até as roupas dele que estavam a uma distância considerável de mim.

Juro por Merlin que eu esperava que o imbecil fosse me xingar, ou algo do gênero, mas não. Ele simplesmente saiu da banheira, como se não houvesse ninguém ali além dele e começou a vestir suas roupas.

Detalhe que Draco Malfoy, eu, um nobre, nunca deixaria de notar: O Testa-Rachada não se secou. E aquilo sim era considerado algo bem plebe.

Mesmo com esse detalhe, eu continuei pasmo pela falta de pudor do Cicatriz. Eu era tão... Indiferente assim? Okay. Agora eu me irritei!

“Potter!” Chamei-o, corando ao perceber que ele parara de subir com a sua boxer. “Uh, hm...” Eu apenas perdi a linha de raciocínio. “Você prefere que eu retire cinqüenta pontos ou...”

“Ou o quê?” ele perguntou com uma expressão de tédio.

“Ahn?” perguntei não entendendo.

“Ou o quê, Malfoy.” Ele repetiu.

“Uh... Eu...”

“Vai me dedurar?” perguntou, dando de ombros. “Legal.”

Tuuuudo bem. Eu não gostei nadinha disso e admito que fiquei preocupado. Potter tinha me largado de mão? Era isso? Realmente, pensando bem, ele não se deixa mais irritar com as minhas provocações.

“Hey!” chamei, irritado.

Ele me olhou, talvez esperando eu dizer algo. Eu não sei, provocá-lo, talvez.

Mas eu não disse nada. Na verdade eu não sabia o que dizer, mas isso não vem ao caso.

Okay. Eu disse sim, mas foi algo bem inesperado.

“O que houve?”

Realmente foi inesperado, porque ele me olhou. Olhou novamente. Parou e pareceu pensar. E então, quando ele finalmente entendeu, me olhou estranho.

“Quê?”

Ok. Eu começava a odiar o Potter. Ele era lerdo, idiota e fazia parte da plebe. Além de ter me dado uma cicatriz digna de um... Bem, dela eu não me incomodo, por que achei bem sexy. Mas enfim. Odiava pessoas lerdas e conviver com Crabble e Goyle fazia isso com as pessoas.

Fiquei calado. Recusava-me a responder.

“Você perguntou o que houve comigo?” ele me perguntou, e eu começava a ver o quão difícil era domar meus olhos fazendo-os não olhar para o tórax molhado do Potter. Não que houvesse algo interessante lá.

Só as gotas, talvez.

Levantei minha sobrancelha alva e bem delineada.

“Olha, Malfoy. Eu o odeio e continuo odiando e isso não vai mudar,” ele disse, olhando-me nos olhos e, pela primeira vez, as palavras dele me feriram como o Bicuço me feriu naquele dia. “mas me desculpe.” Ele sussurrou tão baixo que eu não pude ouvir. Quero dizer, às vezes você consegue saber o que a pessoa diz, mas não necessariamente ouvi-las e entendê-las. Então, esse foi o caso.

“Você...”

“Eu não sabia o que aquele feitiço fazia, na verdade. Eu não quis machucá-lo daquela maneira. Eu o odeio, mas não faria isso com você.” Ele me disse, olhando para o chão. E, mesmo dizendo que me odiava, eu senti um pouquinho de... Orgulho, talvez, ao ouvi-lo falar aquilo.

“Ah...” tentei colocar descaso no meu tom. “Não é como se tivesse doído tanto.” falei arrogante.

Olhei de canto de olho para ele e o vi me olhar com uma sobrancelha negra erguida.

“Talvez só um pouco.” comentei, pensativo.

Potter era estranho, eu já disse? Era um meio sorriso aquilo que ele esboçou?

Sim. Era um meio sorriso e... Era tão cativante. Eu realmente quis sorrir.

Merlin!

Eu não quis sorrir! Eu já estava sorrindo.

Potter desgraçado, Potter desgraçado. Meu mais novo mantra.

“Posso ver?” ele perguntou e, por impulso, eu achei que seria legal falar: Sim, claro.

“O quê?” perguntei, sacudindo a cabeça.

“A cicatriz.” Ele perguntou e, automaticamente, a mão esquerda dele foi até a marca em formato de raio na própria testa.

Corei. Quero dizer, a cicatriz era em meu tórax. Meu tórax. Quero dizer, eu só me trocava na frente da mamãe.

Eu não sei exatamente qual foi a minha expressão, só sei que o Testa-Rachada veio até a mim e pousou delicadamente as mãos dele no meu abdômen enquanto eu arregalava meus olhos e corava mais ainda.

Agradeci a Slytherin por Potter estar focado apenas em suas mãos que, agora, desabotoavam a minha camisa, fazendo assim, com que ele não visse as minhas bochechas rubras pela...

Um minuto!

As mãos dele estavam desabotoando a minha camisa? Era isso mesmo? Merlin!

Okay, okay, Draco. Você consegue.

Respirei fundo, abri a boca e falei: “Potter...”, mas quando eu percebi que nada, exatamente nada saía pela minha garganta eu desisti.

Quero dizer, eu sou um nobre! Não fui educado para tais momentos.

O Cicatriz já havia aberto cinco dos sete botões da minha camisa. Apenas os dois de cima ainda continuavam fechados e o idiota não parecia se importar.

Para mim, seria algo como ‘oh, a aparência é bem feia, realmente. Tchau, Malfoy’. Mas não foi.

Quando senti os dedos caminharem por toda a extensão da cicatriz eu arfei. Quero dizer, me pegou de surpresa. Eu realmente não pensei que ele fosse fazer algo desse gênero, sabe?

Ele olhou preocupado para mim e... Oun... Eu nunca havia reparado o quão verde eram os olhos dele e... Ele estava tão...

Draco idiota, Draco idiota, Draco idiota...

Sentia os dedos caminharem pelo meu tórax calmos, como se temessem encostar realmente em mim, o que me dava um certo espasmos de vez em quando. O Testa-Rachada olhou para o lado e, se aproximando de mim, encostou os lábios no meu pescoço.

Sim! Ele... Beijou o meu pescoço e foi tão terno que eu suspirei com o contato.

Potter maldito, Potter maldito, Potter maldito...

Era muito reles choramingar?

Seus lábios úmidos e quentes foram percorrendo um caminho até chegarem à minha boca. Ele ainda me olhou antes de tomar meus lábios. Eu, ainda idiotamente pasmo, permaneci com os olhos abertos.

Quero dizer... Potter, porra! Me beijando.

As mãos dele chegaram ao limite da minha calça, onde a cicatriz quase terminava.

É... Eu engasguei. No meio do beijo. Quão subalterno alguém pode ser?

Ele separou-se de mim e eu o vi sorrir. Seus alvos dentes estavam à minha frente e, admito, era bom, muito bom.

O que era bom? Bem, eu não sei. Eu sei que estar ali com Potter – Potter! –, com ele me beijando era algo extremamente bom. E então, não perdendo tempo – nobres não tendem a perder tempo –, eu puxei ele para mim e o beijei.

E finalmente eu pude colocar minhas nobres mãos naquelas madeixas tão... Extasiante.

Elas eram macias e, mesmo não sabendo realmente, eram cheirosas. Não estava pensando muito bem, porque eu estava totalmente entregue às sensações que o Testa-Rachada me propiciava. De tudo aquilo, a única coisa que eu tinha razão era:

Eu, Draco Malfoy, tinha uma psicose com cabelos graças ao meu pai. E as madeixas de Harry eram as melhores.

E eram minhas.


Primeiro, :D, Ju, i love you, you know, K3, e essa fic é totally feita para você, filea, ○o○, espero que tenha realmente, REALMENTE, amado a fic, :3

Segundo, :P, finjam que a Sectumsempra foi até abaixo da cintura do Draco, U.U, OK, OK! NÃO tão baixo assim, XDD!!

Também relevem as datas e tals. :x

Uhn, that's it.


Malfeito, feito.

Nox.



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