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Se Naruto me pertencesse... (6)
30 Cookies # Set Verão # Tema Resposta
Vergessene Kinder
Ele me olhava teimoso e eu, pela segunda vez negava.
“Mas...”
“Sasuke, outra hora.”
Revoltado, ele bufava e me olhava enervado. Eu o chamava e ele, como sempre, vinha até a mim. Eu, então, cutucava com dois dos meus dedos a testa dele, deixando o lugar avermelhado.
Como se acabasse de saber que, no meio da história, a dita cuja acaba, ele me olhava ainda mais contrariado e virava as costas para mim.
E eu me perguntava, ao passo que ele ia tomando distância de mim, quanto tempo duraria a raiva dele.
Havia outra coisa que eu me perguntava constantemente: Quando perceberíamos o real sentimento que havia entre nós?
Com o tempo, eu passei a perceber cada detalhe sobre Sasuke, cada ação, cada movimento, cada mudança de expressão... Com o tempo, eu percebi tudo sobre Sasuke.
Ele sempre voltava e eu sempre sorria com isso. Ele abria a minha porta e eu, já sentindo um sorriso nascer em meus lábios, só o olhava entre divertido e compreensivo.
Eu apenas queria protegê-lo. Talvez minha negação fosse apenas um escape para o que eu vivia.
Ele se sentou em minha cama e pôs-se a me observar. Eu o ignorei por um tempo, mas depois lhe dei a devida atenção.
“Sasuke, eu estou...”
“Tudo bem!” ele urgiu, como se fosse importante, para mim, saber que ele me compreendia. Mesmo estando zangado, parecia-me que ele precisava disso. “Eu só queria saber se eu...” ele olhou para a parede às minhas costas. “Posso ficar aqui com você.” Ele pediu corando.
Olhei para o chão. Seria hoje. Hoje eu mataria todo o meu clã. Destruiria a vida de meu otouto fazendo com que ele me odiasse. Hoje seria o dia no qual eu falaria para ele ser forte. Para ele sobreviver e me odiar a ponto de me matar.
Irônico, certo? Agora ele pedia por minha companhia e, daqui a algumas horas, ele me odiaria. E, de tudo sobre nós, o que ele mais iria querer era distância entre mim e ele.
“Não.” Eu disse. Quão humilhante seria para ele, saber que esteve passando um tempo comigo, depois que eu fizesse o que pretendia fazer?
Eu senti, em meu âmago, meu eterno arrependimento. Ele me olhou com mágoa, seus olhos se alargaram e eu vi encherem-se de lágrima.
O que eu poderia fazer? Eu queria ir lá e abraçá-lo com toda a minha força. Queria poder unir nossos corpos. Queria dizê-lo que o que eu faria era para o bem da vila, para o bem dele.
Mas eu não diria. Eu não queria. Eu preferiria que Sasuke apenas me odiasse, ao invés do toda sua família.
Ele se demorou, parecendo não acreditar realmente que eu havia negado isso a ele.
Bem, eu o tinha feito.
Sasuke se levantou e eu senti que seu corpo e seu coração estava quebrado.
Ele abriu a porta e a fechou, sem mesmo olhar para mim. Eu desabei sobre a cama, tentando me segurar a algo que me prendesse. Algo que fosse forte demais para que não me desse chance de arrependimentos. Para que não me fizesse correr até Sasuke, o abraçá-lo e dizer a ele que eu o amava tanto a ponto de matar todo meu clã.
Só precisava de uma resposta.
E, por Deus, eu não a achava. Não achava nada que me prendesse àquela promessa, além, claro, do que eu passei vivendo entre guerras. Tudo era infinitamente menor em relação a Sasuke. Ele foi o único que me trouxe paz em meio à guerra.
E, mesmo assim, eu sabia que o que eu iria fazer, cortaria para sempre, além da morte, até, meus laços com Sasuke. Aquele que tornou minha vida menos insuportável.
Me levantei da cama e caminhei até a porta. Ainda podia ver meu otouto no corredor, agora entrando em seu quarto. Marchei até lá. A cada passo que dava minha coragem de esvanecia.
Devagar, eu abri sua porta, ele não me notou. Sasuke estava sentado em sua cama, olhando para seu criado mudo. Seu semblante estava calmo e, por um minuto, todo meu arrependimento se esvaiu.
Quando ameacei abrir mais a porta, ele soluçou. Eu conseguia ver a luta em seu semblante para impedir as lágrimas. Ele, aparentemente desistindo, puxou as pernas para cima e, abraçando seus joelhos, deitou a cabeça ali.
Mortificado.
Ouvi-lo chorar de uma maneira tão desprendida, como se... Como se soubesse que sua vida estava a ponto de ruir, me destruía aos pouco. Ele tentava ser silencioso, não mostrar sua fraqueza, mas a dor que sentia em seu peito, parecia ser maior que a força de vontade dele.
Eu sentia, de alguma forma, que a dor dele se igualava à minha. Era lancinante.
Queria dar tudo a Sasuke. E, por uma fração de segundo, eu quis entrar lá e ficar com ele o tempo que ele quisesse, quis consolar meu otouto. Mas na hora em que percebi o que eu mais queria, descobri que o que me prendia àquela promessa era o meu carinho por Sasuke.
Silenciosamente, eu fechei a porta e andei até o meu quarto. As horas passavam estranhamente rápidas. Daqui a pouco chegaria a hora dele ir para a academia.
Olhei para a janela. As nuvens perpassavam lentamente o céu, formando sombras no chão. E lá, andando lentamente, estava Sasuke. Forcei a vista, achando que estava confundindo-o com outrem, mas não. Era ele.
Deus... Eu amava Sasuke. Eu ambicionava protegê-lo e... Só de saber que ele estava bem e do meu lado, já me fazia melhor.
Abri a janela e o chamei, esperei que olhasse para mim. Vi-o parar e olhar ao redor, seus olhos não chegaram a me alcançar, me deixando frustrado quando ele seguiu seu caminho rumo à academia.
Corri até a porta e de lá, desci as escadas de forma veloz. Otoosan me olhou reprovador, mas eu ignorei. Seria a última vez que eu veria aquele olhar e isso me causou um calafrio. Jogando isto para um lugar longínquo da minha mente, abri a porta de casa e saí para o caminho que levava até os portões da vila.
Ele estava há passos na minha frente. O chamei novamente. Ele parou e me olhou entre ansioso e intimidado. Eu dei alguns passos e o chamei com a mão, ao passo em que eu freava minha passada.
O rosto dele iluminou-se como o sol ilumina o dia, e eu senti pena por ele. Pela primeira vez eu sentia um sentimento desse gênero. Sasuke me amava, eu sabia, e isso, para mim, era a pior coisa que existia.
Ele sofreria. Eu sabia.
Ele chegou até a mim e, como de costume, eu o cutuquei com meus dois dedos. Foi engraçado, admito, ver o contraste de suas reações. Sua face iluminada, tornou-se emburrada, como sempre acontecia quando fazia isso com ele.
Sorri. Eu sempre sorria. Meu único sorriso verdadeiro.
Ele se virou para seguir seu caminho, mas eu o segurei pelo braço, fazendo-o se virar para mim novamente.
Vi surpresa em seus olhos. Encaramos-nos por um momento e eu sabia apenas de uma coisa: aquele era o nosso último contato.
Eu o abracei. Eu o abracei e pude ter certeza de que nem nas piores lutas, nos mais longos treinos, meu coração batia tão insistentemente forte como agora. Sasuke com certeza podia ouvi-lo.
Perguntava-me se algum dia ele iria saber que isto era por causa dele.
Esperava que não, sem nem mesmo saber a resposta.
Owari. Ç.Ç
Well, creio que isso era para ser uma drabble, '-', mas por alguma razão desconhecida (lê-se: ficou um cu ambulante) eu engrandeci-a. XD
Hm, essa fic eu dedico a mim, :D, ninguém, NIN-GUÉM faz fic para mim, então o jeito é fazer para mim mesma, né ;-;, nem de aniversário eu ganho fic.
Porra... D:
Ah! E o nome da fic, :3 hihi (q) eu não sei porque eu coloquei assim, .-., talvez porque... '-'
Outra coisa: perdoem e relevem os erros, :x, não foi betada, as always, e.é
Ja na e sal grosso em vocês, :D!