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Branca Takarai
Author of 53 Stories

Rated: T - Portuguese - Adventure/Friendship - Legolas - Reviews: 8 - Updated: 05-15-09 - Published: 11-16-08 - id:4660240

White Feathers

Resumo: (Semi Universo Alternativo). Aragorn desaparece misteriosamente. Legolas decide procurar o amigo, e acaba encontrando muitas surpresas em seu caminho.

Nota da autora: Bom, eu havia tirado esse fic do site por vários problemas pessoais (problemas com a faculdade, falta de inspiração, desanimo para escrever, etc...), mas resolvi re-postar. Andei relendo e não acho que está tão ruim quanto nas primeiras leituras, e esse tempo ausente também me ajudou a amadurecer algumas idéias. Enfim, espero conseguir escrever, pois tenho ótimas idéias para esse fic em mente e gostaria muito de colocá-las no ‘papel’.

Prólogo

A noite era extremamente longa. E Legolas mal conseguia esconder sua ansiedade para que o sol surgisse enfim por trás daquelas nuvens que encobriam o céu. Aragorn prometera, há uma semana atrás quando partira, que voltaria naquele dia, e desde então o elfo lutava contra sua vontade de abandonar a promessa que fizera e ir em busca do amigo que saíra em uma missão tão arriscada.

Sabia muito bem que Aragorn se culpava pela guerra em meio a qual a Terra Média se encontrava, mas não concordava nenhum um pouco com o fato do futuro rei de Gondor levar todas as dores daquela terra destruída em suas costas. Tentava argumentar dizendo que todos eram responsáveis pelo que acontecia, tanto homens, como elfos, anões e hobbits. Cada um tinha sua parcela de culpa pela guerra que acontecia e que parecia que nunca teria fim.

Mas até aquele momento Aragorn ainda não aparecera, e isso começava e muito a preocupar o elfo.

– Você vai ficar de vigília esperando aquele humano bobo voltar até quando? – Legolas se sobressaltou ao ouvir a voz displicente de Elrohir. Estava tão perdido em seus próprios pensamentos que não se deu conta que o gêmeo estava por perto.

– Não ouvi você se aproximar – Legolas disse um pouco sem jeito.

– Muito bem – Elrohir exclamou ironicamente. – É assim que se é atacado por trás. Aprendeu a lição, elfo lento?

– Estou preocupado com Aragorn – Legolas explicou sem dar atenção a provocação de Elrohir.

– Conte-me uma novidade – o gêmeo retrucou entediado.

– Estou falando sério, Elrohir! – Legolas disse um pouco irritado, fato que arrancou uma ligeira gargalhada do elfo moreno.

– Pelo menos eu consigo te fazer perder a postura séria – Elrohir falou ainda rindo. – Mesmo que seja da postura séria para a postura “Elrohir, se você disser mais alguma bobagem, irei treinar tiro alvo, e você será o alvo!”.

– Pare de atormentar o Legolas, Elrohir – Elladan apareceu antes que Legolas tivesse chance de responder alguma coisa. – Estamos todos preocupados, será que não entende isso?

– Não – Elrohir respondeu e girou os olhos. – Estel prometeu que iria voltar hoje, e nem amanheceu direito ainda! E mais, ele foi sozinho porque quis! Humano teimoso!!! Se tiver correndo algum perigo, a culpa é por culpa dele que não quis aceitar a nossa ajuda.

– Você fala isso, mas também está preocupado – Elladan rebateu sem se alterar. Elrohir sussurrou qualquer coisa que Legolas preferiu nem entender, e voltou a se debruçar sobre o pára-peito da varanda esperando ver algum sinal do amigo humano. Mas nada mudou.

Em Valfenda estavam a salvos de toda guerra e dor que se espalhava pela Terra Média desde que Sauron recuperara o Um Anel. Mas sabiam que não seria assim para sempre. Em um momento ou em outro a fortaleza dos elfos acabaria caindo, como já havia acontecido com outros lugares e reinos.

Por alguma razão, que não conseguiam descobrir ou compreender, Sauron parecia ter receio de atacar os elfos diretamente, e dos povos que viviam na Terra Média, eram um dos poucos que ainda tinham todas as bases erguidas e fortes.

Aragorn soubera de uma invasão que seria realizada em um vilarejo humano próximo a Gondor e prontamente decidiu que iria até lá levar as pessoas que lá residiam até um lugar seguro. Quatro dias seriam suficientes para isso. Mas já era o sétimo. E todos estavam angustiados pela falta de noticias do guardião.

– E Lorde Elrond? – Legolas perguntou para quebrar o silêncio incomodo que havia se instalado.

– Com Arwen – Elladan respondeu prontamente. – Ela não está nada bem.

Ilúvatar – Elrohir sussurrou após um suspiro de irritação. – Tudo por culpa daquele humano teimoso! Eu já disse a ele que se fizer Arwen chorar, vai ter que se esconder por uma semana porque se eu encontrá-lo vou deixá-lo incapaz de andar.

Mesmo sendo uma situação séria, Elladan e Legolas não conseguiram conter uma leve risada ao ouvir a afirmação do gêmeo.

– Você continua protetor demais em relação a nossa irmãzinha – Elladan disse ainda com um ar de riso. – Arwen gosta de Estel, nem adianta tentar fazer nada para separá-los.

– E quem disse que eu quero separá-los? – Elrohir retrucou impaciente. – Eu só quero que Estel fique longe de problemas, assim Arwen ficará bem.

– Isso é totalmente contra a natureza dele – Legolas suspirou e pendeu levemente a cabeça para o lado. – Se ele não voltar hoje, eu irei procurá-lo.

– Sabe, Legolas – Elrohir começou a falar em um falso tom de seriedade. – Por isso você e Estel são tão amigos! Um mais teimoso que o outro!!! Como pretende procurá-lo? Tem um mapa mágico ou algo que rastreie pessoas desaparecidas?

– Calma – Elladan pediu pacientemente ao irmão. – Não adianta você tentar descontar as suas frustrações em cima de Las. Ada jamais permitiria que ele saísse em uma busca maluca atrás de Estel.

– E Legolas lá escuta alguém quando coloca alguma coisa nessa cabeça? – Elrohir retrucou emburrado.

– Eu ainda estou aqui – Legolas disse lentamente. – Esqueceram? Ou vão continuar falando sobre mim como se eu não pudesse ouvir?

– Desculpe – os gêmeos disseram em uníssono.

– O pior é pensar que nós teremos que ir junto nessa sua viagem sem sentido – Elrohir reclamou torcendo o nariz.

– Quem disse que eu quero a companhia de vocês? – Legolas indagou enquanto erguia levemente a sobrancelha.

– Está vendo que elfo mau agradecido? – Elrohir exclamou exaltado.

– Os dois – Elladan disse demonstrando um pouco de irritação. – Querem parar de falar como se essa viagem fosse coisa certa? Estel não prometeu que iria aparecer hoje? Ele costuma cumprir suas promessas. Então, parem de ficar fazendo planos! – e saiu antes que um dos dois elfos tivesse tempo de responder.

– Acho que ele ficou aborrecido – Legolas comentou sem dar muita importância aos passos pesados de Elladan se afastando.

– Você acha? – Elrohir perguntou com ironia. – Eu tenho certeza.

Os dois continuaram na varanda por um bom tempo, conversando ora sobre assuntos sem importância, ora sobre a terra em guerra em que viviam. Acabaram não notando o tempo passar, e quando perceberam já passava e muito do horário em que a família costumava se reunir para o desjejum.

Ada vai nos matar – Elrohir resmungava enquanto caminhavam até uma das copas do pequeno palacete. – Você sabe como ele é rígido com horários. Nos trata como se fossemos elfinhos tolos.

– Para ele, é o que sempre seremos – Legolas sorriu serenamente deixando Elrohir um pouco desconcertado. Legolas sempre acatava de bom grado qualquer ‘título’ que lhe fosse atribuído, como o de elfo tolo ou teimoso. Não reclamava e muito menos discordava.

Porém, antes de chegarem ao local onde a família realizava suas refeições encontraram com Elrond e Elladan conversando quase aos sussurros. Legolas e Elrohir se entreolharam desconfiados, e aproximaram-se.

– Aconteceu alguma coisa? – Elrohir perguntou um pouco receoso pela resposta. Podia pressentir que algo ruim havia acontecido. Elladan estava nervoso, e isso afetava e muito o outro gêmeo.

– O que houve, mestre? – Legolas insistiu temendo que, para a sua segurança, acabasse ficando no ‘escuro’ sobre os acontecimentos.

– Aqui não é o melhor lugar para conversamos – foi a resposta que obteve de Elrond. – Nem o momento.

– Eu quero saber o que houve! – Legolas disse sério. – E se o senhor não me contar, eu darei um jeito de descobrir. É algo com Estel? Eu sinto que as trevas estão se tornando maiores ao redor dele. O que aconteceu, mestre? Por favor, não me deixe entre as sombras.

– Era uma armadilha – Elrond disse tentando manter o tom de sua voz estável, mas foi impossível ao ver como os olhos de Legolas imediatamente perderam o brilho. – Uma armadilha... E Aragorn caiu. Não sabemos onde ele está, e se ainda está vivo.

– Não – Legolas balançou levemente a cabeça recusando-se a acreditar em tal informação. – Ele... Ele ainda está vivo. Eu posso sentir.

– O que faremos, Ada? – Elrohir perguntou quase que em um sussurro. – Estel é... Nossa esperança de paz algum dia. O que devemos fazer?

– Eu não sei, menino – Elrond disse fechando os olhos por um segundo, e quando tornou a abri-los viu que Legolas já estava na metade do corredor. – Legolas!

No entanto, o elfo não respondeu ao chamado de seu mestre. Não iria ficar parado enquanto o seu amigo estava preso. Não mesmo. Iria procurá-lo, nem que tivesse que ir até os confins de Mordor para encontrá-lo.



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