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Branca Takarai
Author of 53 Stories

Rated: T - Portuguese - Adventure/Friendship - Legolas - Reviews: 8 - Updated: 05-15-09 - Published: 11-16-08 - id:4660240

Capítulo 03 – O poder da Esperança

Legolas olhava para o céu. Não havia estrelas. Aquilo nunca fora um bom sinal. O príncipe estava mais preocupado ainda. Seus olhos azuis estavam mais escuros, demonstrando o quão distantes e obscuros eram seus pensamentos.

Apertou levemente o colar de Arwen que estava seguro em sua mão esquerda. Prometera a bela elfa que iria levá-lo de volta, em segurança, mas a cada segundo que passava, Legolas ficava mais e mais sem esperanças de encontrar o amigo com vida.

Sabia que não deveria pensar assim, que não deveria ser tão pessimista, mas não conseguia ser como Elladan ou Elrohir. Aragorn, por várias vezes, afirmara que Legolas tinha o dom de se desesperar com facilidade. Ele balançou levemente a cabeça, insatisfeito. O guardião sempre dizia isso em tom de brincadeira, mas o elfo pensava que era a mais pura verdade.

Esperança. Aquela palavra lhe trazia algumas recordações.

Legolas estava sentado em uma confortável cadeira na varanda de Valfenda observando a magnífica vista da manha nascente. Realmente aquele lugar lhe proporcionava muita paz, e o príncipe sentia que poderia ficar ali, apenas observando o sol nascer e depois se esconder entre as nuvens, pelo resto do dia.

Ah, você está aí! – Elrohir exclamou impaciente. Legolas virou-se para fitá-lo, e viu que o elfo estava acompanhado pelo pequeno Estel.

Legolas viu que Estel apertou a mão de Elrohir com mais força quando se aproximaram, e entristeceu-se por perceber que o pequeno continuava com um pouco receio quando o via. Não entendia porque despertava tal medo no pequeno humano.

Não é muito cedo para ele já estar de pé, Elrohir? – Legolas achou melhor ignorar o fato, e dirigir-se ao gêmeo mais novo.

Caiu da cama – Elrohir respondeu carrancudo, mas logo deu uma risada ao ver o príncipe arregalar os olhos. – Modo de falar, elfo bobo!

E por que o trouxe para cá? – Legolas perguntou confuso.

Ele me venceu! Essa fase é terrível! Lembre-me para ter filhos apenas quando eu for um elfo MUITO paciente como Ada ou você! – Elrohir desatou a falar muito rápido e Legolas não entendeu nada.

O que falando? Não entendo nada – Legolas falou balançando levemente a cabeça.

A fase do ‘Por que?’! – Elrohir exclamou emburrado.

Por que está zangado, El? – Estel perguntou timidamente fazendo com que o gêmeo soltasse um sonoro ‘OUVIU?’ e Legolas risse um pouco.

Não se preocupe, Estel – Legolas disse em um tom bondoso. – Elrohir está apenas um pouco chateado, mas logo passa.

Estel olhou preocupado para Elrohir que continuava resmungando e falando algo sobre ter cuidado quando fosse ter filhos.

Você o está assustando, Elrohir – Legolas disse pacientemente.

O pequeno humano soltou a mão do elfo, e aproximou-se do príncipe, analisando bem o seu rosto. Legolas estranhou o fato, tendo em vista que, na maioria das vezes, Estel preferia manter-se distante.

Legolas- Estel pronunciou o nome do príncipe lentamente. – O que é esperança?

Como? – Legolas questionou demonstrando confusão.

O que é esperança? – Estel repetiu a pergunta.

Responda essa, Las – Elrohir provocou em um tom de ironia.

Legolas ponderou um pouco enquanto era observado atentamente pelo pequeno Estel.

Eu não sou tão sábio quanto Mestre Elrond para responder a uma pergunta como essa – Legolas começou a dizer lentamente. – Nem imagino ser possível definir um sentimento tão grandioso como a esperança em palavras. Mas, para mim, esperança é uma luz que temos aqui – levou uma das mãos ao peito. – E que nos guia por trilhas escuras até que sejamos capazes de ver a luz do sol, das estrelas ou da lua mais uma vez.

Então, você passou muito tempo com essa luz brilhando? – Estel perguntou inocentemente e Legolas não entendeu bem o que o pequeno estava tentando colocar. – Morava em uma floresta escura e fechada, não é? Não via luz fora, então a tinha dentro de si!

De certo modo, sim – Legolas respondeu com um sorriso. – Mas, deve sempre manter a luz da esperança em seu coração.

Eu sou a luz! – Estel concluiu por fim. Legolas e Elrohir trocaram um olhar de confusão.

O que quer dizer com isso? – Elrohir indagou enquanto tocava levemente a cabeça do menino.

Estel sorriu, meio travesso, como se soubesse de algo que ninguém mais tinha conhecimento.

Ouvi o Mestre Elrond dizer que eu sou a esperança – Estel disse com o peito estufado de puro orgulho.

O seu nome significa ‘Esperança’, Estel – Legolas esclareceu.

Sério? – Estel arregalou os olhos, bastante surpreso.

Sim – Legolas sorriu enquanto confirmava.

Então, eu sou a luz duas vezes mais forte! – Estel exclamou animado.

Humano bobo – Elrohir resmungou após girar os olhos, e Legolas sorriu. Sabia que o gêmeo mais novo já havia sido completamente conquistado por aquela criança.

El... – Estel parou de dar pulos no mesmo lugar e virou-se para o elfo moreno. – Por que nem o sol, as estrelas ou a lua não caem nas nossas cabeças? – perguntou em seu melhor tom infantil arrancando um grunhido de Elrohir e uma longa gargalhada de Legolas.

– Você parece estar muito preocupado – Legolas abaixou a cabeça e viu Katherine parada a sua frente, porém manteve certa distancia dele.

– Estou apenas pensando – foi a resposta curta do elfo.

– Desculpe por não ter ajudado em sua busca. Imagino que esteja muito zangado comigo.

Legolas a encarou mais detidamente. Ela estava agindo igual a Estel quando este era apenas uma criança.

– Pensa realmente isso? Por isso está com medo de mim? – Legolas perguntou, e seus passos lentos não eram ouvidos pela jovem, e no momento seguinte, o príncipe sentiu como ela se assustou ainda mais ao perceber que ele se aproximara.

– Não estou com medo – ela afirmou com veemência.

– O que Elrohir contou? – Legolas indagou em um tom calmo.

– Como? – o rosto de Katherine ganhou um ar de confusão.

– Ele gosta de exagerar em seus contos e por isso as pessoas costumam me temer – Legolas explicou um pouco insatisfeito, e não pode evitar que lembranças de muito tempo atrás lhe invadissem a mente novamente.

O arqueiro já havia perdido a noção do tempo. Treinava horas a fio, mesmo com a fina garoa que despencava do céu. Mais cedo tivera o prazer de desfrutar mais uma cena de Elrohir completamente enrolado tentando responder a mais uma das perguntas do pequeno Estel.

Desta vez, a pergunta fora: Por que o céu chora?

No fim das contas, o gêmeo mais novo acabou perdendo a paciência, e levou a criança até a biblioteca onde Elrond estava para que ele respondesse ao questionamento do pequeno humano.

A flecha atingiu o alvo certeiramente mais uma vez, mas Legolas ainda não estava satisfeito. Preparou-se para disparar mais uma vez, mas ouviu um barulho. Virou-se, e não foi difícil descobrir o esconderijo do seu ‘espião’.

O que faz escondido aí, Estel? – Legolas perguntou calmamente, e o menino saiu de trás da árvore com um sorriso amarelo.

Não há como se esconder de um elfo, não é? – Estel comentou sem graça.

O que está fazendo aqui fora? – Legolas ignorou o comentário, e mostrou-se estar realmente irritado com o menino. Mas, logo em seguida, arrependeu-se do tom usado uma vez que Estel se encolheu um pouco. – Está frio, e ficar nesse sereno pode não fazer bem a você.

Eu... Eu queria te ver treinar – Estel disse enquanto apertava as mãos, nervosamente. E conseguiu surpreender a Legolas com a resposta. – Mas... Por que você pode ficar na chuva e eu não posso? – emendou a pergunta, e fez um careta ao terminar. – Esqueci que Elrohir me proibiu de dizer a palavra ‘Por que’.

Legolas não pode deixar de sorrir com ingenuidade do menino.

Porque você é apenas uma criança, e seu corpo ainda é fraco – Legolas explicou pacientemente. – Você pode ficar resfriado. Não seria bom ficar de cama com tantos lugares bonitos para serem vistos aqui, não é mesmo?

Estel balançou a cabeça negativamente.

Então, entre e vá imediatamente tirar essa roupa molhada – Legolas disse despreocupado enquanto voltava a se virar em direção do alvo, mas sentia o olhar curioso de Estel ainda em suas costas. – Terei que falar outra vez?

Tudo o que Elrohir conta... – Estel começou a dizer lentamente, mas parou no meio da frase.

O que Elrohir conta? – Legolas perguntou com o cenho franzido.

Você é o elfo mais forte que existe! – Estel exclamou com admiração.

Legolas quedou-se sem fala por alguns instantes. O que, por Ilúvatar, Elrohir andara inventando e contando para a pobre criança?

Seja lá o que Elrohir tenha contado, garanto que ele exagerou e muito – Legolas disse, voltando-se mais uma vez, para encarar o pequeno humano.

Não, não! El não mente!!! – Estel balançou a cabeça freneticamente. – E contou sobre suas aventuras pela floresta! As conquistas, e lutas!

Pelos Valar! Iria ter uma conversa realmente muito séria com o gêmeo mais novo. Não poderia simplesmente dizer ‘Elrohir mentiu sim’, o brilho nos olhos de Estel o impedia de fazer isso, além disso, o pequeno admirava Elrohir e seria um grande baque saber que o gêmeo exagerara em seus contos.

Não é mentir, Estel – Legolas explicou com cautela. – Ele apenas fantasiou um pouco nos acontecimentos. Até porque, muitas vezes, ele não estava lá.

Estel continuou balançando a cabeça em sinal de discordância.

E Mestre Elrond? Elladan? Elrohir?

Mestre Elrond é muito sábio – Estel disse lentamente, após refletir por poucos segundos. – Elladan é um muito bom curador. E Elrohir é muito desastrado!

Legolas não conseguiu conter o riso com o final da resposta. Pelo jeito não conseguiria tirar aquela idéia de ‘elfo mais forte’ da cabeça do menino.

Elrohir não ficaria nada feliz se ouvisse isso – Legolas comentou após controlar o riso.

Sabe – Estel começou a dizer enquanto abaixava a cabeça para encarar os próprios pés. – Eu pensava que tinha muito medo de você.

A frase do menino apenas confirmou algo que Legolas já sabia.

E não tem mais? – Legolas perguntou tentando não parecer decepcionado com a afirmação feita anteriormente.

Estel exibiu um grande sorriso enquanto balançava a cabeça.

Eu nunca senti medo – Estel esclareceu. – Sempre foi admiração. Você é o grande elfo das muitas estórias que ouvi. Eu tinha... Receio de incomodá-lo.

Legolas, pela segunda vez, ficou sem palavras.

Você jamais me incomodaria – o príncipe disse, assim que reencontrou a voz. Como uma criança conseguia ser tão doce daquele jeito? – Agora, volte e tire essas roupas molhadas.

Ainda parecendo inconformado, Estel assentiu.

Você poderia me ensinar arco e flecha? – perguntou esperançoso.

Quando você for capaz de segurar o arco – Legolas disse com um sorriso. E Estel fez um enorme bico.

Legolas – falou lentamente, naquele tom de ‘Quero saber mais uma coisa!’. – Por que você pode ficar na chuva?

Estel! – os dois ouviram a doce voz de Celebrian. – Saia dessa chuva agora mesmo!

Estou encrencado? – Estel perguntou preocupado.

É o que parece – Legolas respondeu enquanto fazia um aceno positivo. – E eu acho que Lady Celebrian é a mais forte – acrescentou em um tom de brincadeira. – Então, corra logo até lá senão quiser saber como é ser puxado pelas orelhas.

Estel, instintivamente, levou as mãos às orelhas, e saiu correndo em direção do pequeno palacete, fazendo com que Legolas risse.

– Ele realmente não contou nada – Katherine disse, fazendo com que Legolas deixasse seus devaneios um pouco de lado.

– Então por que você tem medo de mim? – Legolas tornou a perguntar, e a jovem friccionou ainda mais seus olhos que quase sempre permaneciam fechados.

– Já disse que não estou com medo – Katherine afirmou em um tom decidido. – Apenas sinto a sua angustia, e não quero incomodá-lo.

– Você tem os sentidos muito aguçados para uma humana – Legolas comentou e aparentemente sua voz soou displicente, surpreendendo a jovem ainda mais.

– Eu realmente não consigo entendê-lo – ela confessou, por fim. – Em um momento parece que está prestes a explodir de tanta preocupação, e em outros está totalmente tranqüilo. Os seus amigos são mais fáceis de compreender.

– A pessoa que sumiu e que eu busco nesta jornada... – Legolas começou a dizer lentamente, sem saber ao certo o que iria dizer. – É meu melhor amigo. Um irmão, na verdade. Sinto muito se estou assustando você com essa minha atitude e minhas mudanças repentinas de humor.

Ele percebeu que a garota iria retrucar, mas foi mais rápido para continuar seu discurso.

– E eu tenho que lhe ser grato, afinal, você ajudou Elrohir.

– Eu já disse que não foi nada – Katherine sentiu o rosto ruborizar. – E, eu tenho certeza de que seu amigo está bem e vocês irão encontrá-los.

Legolas adoraria saber como os humanos conseguiam ser sempre tão otimistas e esperançosos.

– Como aconteceu? – Legola perguntou de repente fazendo com que o rosto de Katherine ganhasse um ar de confusão.

– O que? – ela retrucou ainda mostrando-se confusa.

– Sua visão – Legolas esclareceu. – Se for uma pergunta intima demais, não se preocupe em responder.

– Eu era muito pequena, tinha apenas cinco anos quando aconteceu – a jovem começou sem parecer se importar com a curiosidade do príncipe, mas seu tom era triste.

E Legolas arrependeu-se imediatamente da pergunta. Com certeza, aquela história não deveria trazer boas recordações.

– Nosso vilarejo foi invadido. Não havia como nos defendermos, eles eram muitos e nosso povo não era guerreiro, vivíamos apenas do que plantávamos. Trancaram-nos dentro da casa, eu, meus pais e meu irmão mais novo de apenas dois anos, e atearam fogo na casa. Em meu desespero, acabei batendo em uma cômoda e o que estava em cima dela caiu sobre mim, inclusive um liquido que eu realmente não tenho idéia do que fosse e atingiu-me diretamente no rosto. Minha vista ficou turva, e a última coisa que eu vi foi meu pai arrebentar uma parte da parede por onde eu e meu irmão conseguimos sair. Mas, meu irmão não resistiu às queimaduras e morreu dias depois.

– Sinto muito – Legolas disse rapidamente. – Não queria trazer recordações tão terríveis para você.

– Depois disso... – Katherine continuou, como se não tivesse sido interrompida. – Eu vim morar com minha avó aqui. Foi muito difícil me adaptar. Eu chorava todas as noites enquanto pergunta ao Criador: “Por que fez isso? Por que levou minha família? Por que me privou da visão?”. Mas as respostas não vieram com o tempo. E eu entendi que não adianta ter pena de mim mesma, nem ficar trancada no quarto o dia inteiro iria resolver alguma coisa. Aprendi a ‘ver’ com meus outros sentidos, e assim pude ajudar minha avó nos últimos anos de vida dela.

– E por que continua vivendo aqui sozinha? – Legolas não conseguiu conter sua curiosidade.

– Eu me acostumei com esse lugar, afinal cresci aqui – Katherine respondeu com simplicidade. – Vou com freqüência ao vilarejo que fica aqui perto ensinar a duas crianças que são como eu a aprender a ler.

– Então, o vilarejo fica aqui perto? – Legolas exclamou e apertou levemente o colar que ainda segurava.

– Sim – a garota balançou levemente a cabeça. – Duas horas e meia de caminhada.

– Você disse que ensina as crianças a ler – Legolas comentou, só então processando o restante da afirmação da jovem que apenas sorriu em resposta. – Você tinha tudo para ser uma pessoa...

– Infeliz? – Katherine completou ao perceber que o elfo não conseguia encontrar uma palavra. – Nossa vida passa muito rápido, não temos o dom da imortalidade como vocês. Não poderia me dar ao luxo de permanecer infeliz, com certeza não era isso que meus pais desejariam.

– Você é realmente uma pessoa muito forte, Katherine, qualquer outro em sua situação teria desistido – Legolas disse, e, novamente, a jovem apenas sorriu, mas desta vez com as bochechas um pouco mais rosadas.

– Eu posso pedir algo, Legolas? – a jovem perguntou timidamente.

– Se estiver ao meu alcance – Legolas respondeu com simplicidade.

– Posso ‘vê-lo’? – Katherine fez seu pedido quase em um murmúrio que não teria sido ouvido se Legolas não tivesse uma audição aguçada.

O príncipe não respondeu. Apenas segurou a mão da jovem que estremeceu com o toque inesperado e a levou até seu rosto.

Com um certo receio, as mãos da jovem começaram a ‘passear’ pelo rosto de Legolas. Lentamente. Desenhando em sua mente cada traço do belo rosto do elfo. As bochechas, a boca, o nariz, a testa, até chegar às orelhas.

– Seus olhos devem ser da cor do céu em um belo dia ensolarado – Katherine concluiu, por fim, com um sorriso enfeitando seus lábios. – Porque você é exatamente como os anjos das estórias da minha avó.

– Exagero – Legolas disse sentindo seu rosto arder um pouco. – Tocou em Elladan e Elrohir. Eles também são como eu.

– Não – Katherine fez um leve aceno com a cabeça. – Sua pele é mais delicada. Tive medo de quebrá-la só em tocá-la.

Legolas não disse nada. Se a menina queria, que ficasse com suas ilusões.

– Agora, eu quero pedir algo – Legolas disse após breves segundos de silêncio.

– Claro.

– Diga-me onde encontrou este colar.

– Uma das crianças que me entregou – Katherine respondeu prontamente.

– O vilarejo foi invadido recentemente? – Legolas tornou a perguntar e recebeu um aceno negativo.

Aquilo não fazia sentido algum. O vilarejo não fora atacado, mas Aragorn passara por lá. Como ele perdera o colar que Arwen o presenteara? Era o bem mais valioso do guardião. E quando e como fora essa emboscada que ele sofrera?

De qualquer forma, o arqueiro sabia que estava seguindo pelo caminho certo.

– Obrigado – Legolas disse, por fim. – Elrohir já está praticamente recuperado. Pela manhã, partiremos para o vilarejo.

– Posso levá-los – Katherine prontamente disse. – Assim você poderá conversar com a criança que me entregou o colar e saber onde encontrou.

– Seria uma grande ajuda – Legolas sorriu. – Sou-lhe grato.

E sem dizer mais nada, foi em direção da pequena casa para conversar com os gêmeos sobre os passos seguintes.



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