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: B s . A A A    : full 3/4 1/2   : E E   : Light Dark Anime/Manga » Beyblade » O Renascer da Fênix

H. Hiwatari S.
Author of 18 Stories

Rated: T - Portuguese - Suspense/Supernatural - Kai H. - Reviews: 2 - Published: 12-07-08 - id:4702287

Título: O Renascer da Fênix.
Autora: Helena Hiwatari Masako.
Anime: Beyblade.
Gêneros: suspense,terror, ação, comédia, romance, sobrenatural.
Observações: alguns personagens usados aqui não me pertence e sim a Ana. Fic “dedicado” a ela, por ter me agüentado todos esses anos.
Advertência 1: beyblade não me pertence.
Advertência 2 *******: envolve assunto cientifico, torturas, violência (palavreado inapropriado foi banido). Maus hábitos e consumo de álcool descontrolado. (entre outros)
Resumo: Ele desapareceu por longos sete anos. È como morrer humano e renascer como um monstro. Aos poucos, esta começando a entender como virou uma ameaça ao seu avô. É possível perdoar alguém que te abandonou na hora que mais precisava?

Primeiro ato.

Sete anos pode parecer uma eternidade. Mas não é.

Mas, sete anos é muito tempo.

Escuridão, uma força sufocante. Ele tinha aprendido isso desde que era pequeno, quando era submetido a treinamento constante para ser o melhor de todos. Quando ele era submetido a estar sozinho para sempre.

Semi-acordado, ele respirou irregularmente sentindo o ar entrar por sua garganta como se fossem cacos de vidro passando por ela. Ao respirar ele sentiu muita dor. E a ultima vez que tentou falar e que se lembrava, sentiu uma dor suficientemente para fazê-lo desmaiar e não queria correr o risco novamente. Quando ele respirava, ele sentia a escuridão invadir sua boca, entrar pelos seus pulmões e o infectá-lo, machucar seu coração passando por cada rachadura e a abrindo cada vez mais. Infiltrava em seu corpo com a intenção de matá-lo lentamente, cobrindo sua visão e mesmo pelo fato de apenas enxergar o escuro ele sabia que não estava em casa, sabia que não estava no tanque do laboratório. Ele apenas não sabia onde estava. Mas ele sabia que estava sozinho. Tentou mexer seu braço e percebeu que ambos estavam presos a uma fria corrente a cima de sua cabeça quando tentou trazer-lhes para perto de si.

Ele desejava saber o que havia acontecido. Estava perdido no tempo, não sabia quantos minutos, horas, dias, meses e até anos estava ali. Poderia ser apenas alguns dias, mas e antes disso? O que tinha acontecido?

Lembrava-se que tinha ido parar em um laboratório após sua viajem para a sua terra natal, Rússia, mas não lembrava como nem o porque. Tinha chegado de viajem, estava exausto, queria chegar a mansão e dormir por um longo tempo, um carro da companhia do seu avô veio buscá-lo no aeroporto e depois disso, mais nada. Então ele acordou com seu corpo dolorido ligado a um monte de fios, cabos transparentes como uma experiência ainda não concluída. Lembrava-se dos inúmeros olhares tentadores vendo cada centímetro que seu corpo mexia e as conclusões escritas em plaquetas médicas. Arquivos confidenciais. Respirava com a ajuda de aparelhos especializados, todos as máquinas ligadas e cada uma produziam zumbidos irritantes, uma delas retirava seu sangue e o limpava e depois passava para seu corpo novamente, talvez era insuficiência renal, ou era isso o que ele pensava. Ou era isso que eles queriam que ele pensasse...

Ele se lembrava vagamente do rosto de seu avô dar aquele sorriso quando conseguiu enxergar direito, antes era tudo embaçado como se usasse óculos de grau e se lembrava disso, pois teve essa experiência quando criança. Também se lembrou de se sentir enjoado por um momento, era como se seu intestino recusasse alguma coisa e depois disso apenas sentiu uma picada na nuca e voltou a adormecer contra vontade. Quando acordou, estava sozinho como nas diversas vezes em sua vida, mas essa vez era das poucas que se encontrava com medo e com ódio de estar só. Como ele odiava estar sozinho! Os fios que estavam presos a seu corpo, estavam largados as suas costas e entre seus dedos o vidro que o separava do mundo estava totalmente em pedaços. Suas feridas abertas pelos cortes deixavam escorrer seu sangue contaminado por algum produto químico que ele desconhecia, deixavam se misturar a água verde que tinha o envolvido por tempos incertos e percebia que não conseguia respirar direito, não conseguia se levantar e todas as vezes que tentava, seus braços tremiam. Faltava forças.

Um barulho igualado a um tiro feito por uma arma, e logo mais conseguiu ver a porta do local sendo derrubada quando girou um pouco a cabeça. Ele tinha visto algo mais, que demorou a reconhecer e quando reconheceu, preferiu nunca ter acordado.

Sangue.

Litros e litros de sangue estavam ao seu redor, o cheiro do metal que penetrava em suas narinas o enjoava mortalmente. Corpos caídos sem vida e provavelmente sem sangue, com olhos abertos e a maioria dos olhares assustados estavam direcionados a ele. Percebeu também pedaços do que seriam pessoas, orgãos ou algo parecido, amontoadas a poucos metros dele. Ele certamente estava com medo. Conseguiu sentir seus dedos da mão e ao apertar, algo o impediu. Ergueu a mão direita que tremia e viu que segurava uma faca suja de vermelho e viu seu reflexo nele. Meu deus, o que ele tinha feito?

Seus olhos começaram a arder ao serem tocadas pela luz fraca vinda de uma das lanternas seguradas por um dos soldados de uma força tarefas desconhecidas. Viu armas sendo pontadas para ele, e percebeu que não conseguia mais respirar. Após isso, ele apagou.

Após isso, ele votou a dormir. Como antes.

Não sabia quanto tempo.

Ele acordou finalmente ali.

E esse “ali”, ele não sabia onde era.

-Hei, hei, o que temos dentro da caixa?- seu interesse foi despertado pela voz que tinha acabado de ouvir. Ela vinha de fora, e então, por dedução ele estaria em um lugar fechado. E essa confirmação veio logo mais ao escutar o ruído da suposta porta se abrindo, provocando-lhe uma imensa dor de cabeça.

Duas imagens apareceram, e seus olhos novamente arderam por causa da luz emitidas pelas lanternas quando o encontraram, cerrando os olhos, mesmo não vendo, sabia que eles se aproximavam dele. Seguravam tacos e atentos para ver se encontrava algum material que pudessem vender e ganhar algum lucro, eles caminhavam lentamente até ele. Não reconheceu nenhum deles e mesmo que conhecesse, não conseguiria identificar por causa de toda aquela maldita escuridão. Tentou respirar fundo, e novamente parecia que cacos de vidro o cortavam, rasgavam-no provocando feridas. Ele tossiu, e com sua saliva veio seu sangue, mas não sozinho veio com algo a mais, tal coisa que não sabia o que era.

-De onde você veio, garoto?- disse o mais velho, encostando seu taco no queixo dele, fazendo-o erguer a cabeça, e avistou seus olhos cor de vinho, totalmente apagados. Ele esperou pela resposta, mas ela não veio. Então se abaixou e pressionou ainda mais o objeto na garganta dele -Estou falando com você.

O mais novo da dupla entrou no local dando passos pequenos e se virou bruscamente para a saída ao ouvir um ruído vindo de fora. Logo mais, provavelmente uma lata de lixo se chocou contra o chão, talvez pela pasagem de um gato ou outra coisa assim.

-Mano, ouvi alguma coisa.- disse trêmulo se juntando ao seu amigo. Apontou para a única saída com sua arma dando passos para trás, e se enroscando em seus próprios pés. Ele estava com medo, certamente apavorado com a situação. Não era todo dia que encontrava uma enorme espécie de caixa feita de aço e metal no meio de uma base militar abandonada e encontrava um garoto totalmente em mau estado com apenas a escuridão fazendo companhia á ele.

-Deve ser algum animal.- respondeu rapidamente tentando descontrair a situação e ao mesmo tempo, ele estava avaliando mentalmente o rapaz ali, indefeso e totalmente machucado. Ele conhecia aquele rosto, tinha visto varias vezes na televisão, só que agora parecia estar mais velho. E teve uma idéia brilhante em pedir resgate, é claro após saber quem é o rapaz e seus familiares e nessas condições, talvez ganhasse algum dinheiro realmente gratificante.

Sob a luz da lua e o silencio que tinha acabado de se estabelecer, ninguém desconfiou e viu uma sombra se mover pelos telhados abandonados das cabanas da base militar. Movia-se com cuidado, procurando não provocar nenhum barulho capaz de chamar atenção, pisava com leveza para não pisar em uma telha e dar um em falso. Um capuz lhe cobria o rosto desconhecido, e a capa que usava, queimada nas pontas, acompanhava seus movimentos e o vento.

Eles não estavam atentos o suficiente.

E essa sombra desceu dos telhados e ficou parada ali, agachada, na única passagem de entrada e saída. A capa balançava a brisa repentina e deixava transparecer um brilho de uma lamina de três pontas -Toc, toc, alguém quer brincar?- disse em tom cínico e descontraído fazendo com que todos os presentes se assustassem com sua chegada simultânea.

-O que...- sussurrou o mais velho que deu alguns passos para trás, com a respiração acelerada, segurou firme com as duas mãos seu taco de madeira e juntou-o ao corpo na posição de defesa. Estaria pronto a qualquer momento para avançar, nem que isso levasse tempo para ver algum movimento que o ameaçava.

Tinham sido descobertos. Era mau sinal.

Silencio.

Riso.

-Yo.- os cumprimentou rapidamente.- A parada é a seguinte: evaporam e nada acontece com vocês.- explicou ficando em pé, e apoiou-se na parede enquanto dava seu melhor sorriso (sarcástico e cínico). Mandou um olhar que eles não perceberam para o garoto preso certificando-se que nada tinha acontecido com ele, por enquanto.

-Ae, achamos primeiro então é você quem vaza.- disse dando uns dois passos para frente, tentando mostrar quem era que mandava no lugar. Ele tinha uma leve impressão que isso não iria adiantar nada. Ele estava certo muito antes de agir.

-Vocês foram os primeiros a abrir, não a encontrar.- murmurou alto o bastante e com cuidado afastou sua capa e retirou na cintura sua arma. Uma que possuía três pontas afiadas e finas, e uma bainha feita de madeira lisa com suas inicias. – Então vamos brincar.- disse girando o sai entre seus dedos e com a outra mão livre, apenas afastou a capa mostrando que estava armado com alguma arma de fogo.

Espera.

Ele avançou sobre o grandão que já estava com o taco já preparado para bater. O primeiro passo em falso dado pelo bandido foi tentar acertar o desconhecido no tempo errado. E isso lhe custou dados nada agradáveis. Com essa chance, o desconhecido bateu no braço do homem com a bainha do sai e em seguida complementou com um corte profundo acertando uma artéria fazendo com que o sangue jorrasse para uma direção qualquer. Alguns pingos tocaram-lhe em seu rosto perto de seus lábios.

Mesmo com a dor intensa que parecia queimá-lo, o bandido atacou sem pensar no que estava fazendo e sem ver seu oponente dando um soco no ar, e isso o deixou vulnerável na região do tórax, e do nada levou um empurrão na região abdominal fazendo-o dar alguns passos para trás e sem aviso prévio recebeu um corte mais profundo do que o primeiro na região afetada, e sentiu como se algo o rasgasse por dentro, um enorme corte feito. Suas forças estavam sumindo, ele não conseguia mais se segurar e pensou por um momento que fosse o fim da linha, quando olhou para baixo e viu aquele mesmo sorriso de antes se expandir naquela face pálida.

Dois segundos.

Apenas dois segundos levaram para ser jogado contra a parede de aço com força, fazendo com que ficasse a marca de seu corpo nela, quando escorregou e caiu no chão frio, deixando para trás um rastro de sangue, segurando o machucado profundo em sua barriga tentando conter o sangramento. Ele gemia de dor, era algo que nunca tinha sentido antes, seu sangue se espalhava rapidamente pelo local e cada segundo que passava a vontade de adormecer se tornava imensa. Ele esperava que sue colega fizesse algo, mas sabia que era em vão.

-Só sobramos eu e você, Medroso.- disse olhando de canto para o garoto que tremia dos pés a cabeça. Ele segurava o seu taco, e se não estivesse junto ao corpo, provavelmente já estaria caído no chão. Ele podia notar o medo nos olhos do jovem que tomava conta do corpo todo. E estava se divertindo com a situação.- Pega leve, não vou te machucar.- se virou para encarar aqueles olhos amedrontados. – Bem, não muito...

Ele não tinha para onde correr. Ele era uma presa encurralada. E seu predador estava vindo sem remorso. Era uma má noite, pelo menos para ele. Ele viu a sombra se mexer e correr até ele com seu sai pronto para cortar-lhe ao meio.

ooooOOOOoooo O tempo passou.

Amanheceu naquele dia.

Os pequenos raios do sol entraram pela janela do apartamento no centro da cidade e pela hora, dava para ouvir buzinas e sussurros das conversas que as pessoas tinham enquanto passavam por perto. Seus olhos roxos estavam perdidos na imensidão do céu que não era mais azul, era um cinza claro, e seria assim por um longo tempo. Ainda não sabia como os raios ultravioletas podiam atravessar as nuvens dessa cor, mas não se importava com isso no momento. Ele tinha mais coisas não cabeça, coisas que ocasionavam a vida de alguém. Tal pessoa que ainda não conhecia totalmente e nem pretendia.

Suspirou desanimado. Mandou seu olhar triste para longe. Enquanto mantinha a mente longe, brincava com seu sai, onde as laminas estavam totalmente limpas e nenhum rastro de sangue podia condená-lo ao o que aconteceu naquela noite. Ele tinha se divertido, depois disso chegou com o garoto no apartamento, estava totalmente exausto, tinha carregado ele por toda a cidade até chegar lá. Estava sem carro, sem sua Psychotic, sem nenhum automóvel ou modo de locomoção. Atraiu olhares confusos e severos, mas não ligou, pelo menos estava em sua região e todos ali o conheciam, na verdade apenas aqueles importantes. Ele era um rostinho conhecido nos subúrbios da cidade e amava isso.

Afastou a garrafa vazia de sua cerveja favorita ao ouvir um resmungo rouco. Seus olhos capturaram o garoto que tinha acabado de acordar depois de quatro dias sob o soro e nutrientes injetados através de agulhas em sua pele. Não esperava por isso, não sabia a reação, mas parecia que a dose de calmante ainda estava fazendo efeito, pois nenhum movimento brusco tinha sido feito até então. Levantou-se e caminhou até a cama, desligou um dos aparelhos que ele achava desnecessário e no outro monitor, checou os batimentos e a respiração. Estavam normalizados.

-Finalmente.- disse o desconhecido que tinha ajudado-o na noite passada, se aproximado e vendo o olhar confuso do jovem milionário que tinha um mandato de buscas. Sorriu.


Notas finais: em fim...o que posso dizer? Bem, minha mãe comentou que essa fic é uma das mais “sujas” que já escrevi, por ter aquelas advertências e tudo mais, mas será apenas a mais levinha. Por enquanto ta light, mas para o povo que não gosta dessas coisas eu vou pegar leve nas descrições, ‘kay? Mas, em fim...espero que tenham gostado do primeiro capitulo que é mais para a introdução da estória toda. Ta meio confuso eu sei, explicações ao decorrer...não se matem por isso. Posso demorar a postar por causa que estou cheia de coisas a fazer, mesmo estando de férias, então não se preocupem.

Para Ana que dedico essa fic totalmente.

Para minha prima Lê que esta viajando, e sempre tem um tempinho pra ler! xD

Bye.



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