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H. Hiwatari S.
Author of 17 Stories

Rated: K - Portuguese - Humor/Drama - Kai H. & Tala - Reviews: 4 - Published: 12-24-08 - Complete - id:4739570

Titulo: Tale of Christmas.
Autora: Helena Hiwatari Masako.
Anime: beyblade.
Gêneros: comédia/um pouco de drama.
Observações: Kai e Tala são crianças.
Advertências: o anime não me pertence. O natal não me pertence.
Resumo: mesmo com todos aqueles presentes direcionados para eles, existia um que não estava ali. Um abraço carinhoso seria o suficiente para cobrir a falta dele.

Notas importantes: Kai e Tala são crianças, entre seis e sete anos.
Processo: completo.


Tale of Christmas.

Amanhã de Natal.

Começava agora, uma manhã de Natal magnífica, onde a neve caia lentamente lá fora escondendo tudo o que tocava num manto branco. Tudo estava silencioso, nenhum ruído dos pássaros, nenhum barulho de carros, muito ao menos vozes das pessoas, tudo se encontravam em um perfeito silêncio maiorias das crianças estavam sonhando em suas camas, com os presentes que iriam abrir, e as surpresas que iriam encontrar. Os sorrisos que iriam dar e o belo abraço familiar que iriam conceder aos pais. Em um dos quartos daquela casa, a situação era, bem, digamos assim, diferente.

Duas meras crianças sentadas em suas camas, o ar de desapontamento caíra ali e se estabelecera sem pedir permissão. Ambos estavam frustrados por não terem conseguido capturar o Papai Noel na noite anterior, com as inúmeras armadilhas na chaminé e no telhado, e nem capturar alguma rena para vender para o zoológico da cidade. Eles estavam cansados, estavam se sentindo como verdadeiros idiotas fracassados em seu primeiro ato de criminalidade infantil. (eu sei como é isso, fracassar no primeiro homicídio culposo... EPA! Quem disso isso?!)

-Já são cinco da manhã- sussurrou o mais velho, olhando para o relógio no alto da parede.

-Agora são cinco e um da manhã- retrucou o outro olhando para o relógio que tinha mexido um ponteiro que indicava os minutos. Ele se remexeu na cama impaciente com as horas, pareciam que elas não passavam.

-Então...- o ruivo se levantou da cama e acendeu o seu abajur, iluminando uma parte do quarto, inclusive seu companheiro de dormitório, que já estava pondo seu chinelos de pelúcia- Bora?

-Bora- Kai concordou com ele, saindo do quarto e andando até a escada, esperando impacientemente pelo seu melhor amigo. Ao vê-lo aparecer no corredor, tomou sua posição aos pés da porta do quarto de sua “babá”e optou por esperar mais um pouco mais, dando chance de começar um novo sonho onde Boris estava numa ilha cercada de mulheres e bem na hora do rola e rola ... Pá! Ele acorda.

Um minuto se passou.

Tala já estava ao lado da porta.

Mais uma fração de segundo até...

-PRESENTES!!!- as duas crianças gritaram juntas em sintonia acordando o único adulto na casa que acabou se assustando com o grito e caindo da cama batendo a cabeça na quina da cabeceira, ficando desacordado, onde na região tinha feito um pequeno corte por onde saia sangue, manchando o tapete brando feito em Paris, mas voltando ao assunto... As suas crianças desceram a escada rapidamente com passos grandes consumindo um degrau de cada vez para não serem pegos e jogados para o lado de fora e o pior de tudo, com a porta fechada, igualmente no natal passado.

Eles correram tentando não bater em nenhum móvel ou vaso de porcelana que poderia cair e quebrar, eles apenas tentaram. Derrubaram dois vasos caros de porcelana de primeira e derrubaram uma mesa onde continha o telefone e algumas taças de cristal guardadas para ocasiões especiais. As maiorias das coisas estavam em pedaços, mas nenhum dano foi causado a eles.

Eles pararam ao ver a grande arvore de natal totalmente enfeitada com pisca-piscas, bolas coloridas, e outros enfeites que não davam para quebrar. Isso os fez desistir de capturar algumas e montar uma barreira de neve em frente à casa e atacar em quem passasse por ali. Parecia que todo o brilho estava direcionado para ela, com a estrela dourada no topo, capturava os olhares inocentes deles. Mas por pouco tempo.

Logo eles foram capturados pelos presentes.

Magníficos presentes. Embrulhados em papéis brilhantes, prontos para serem arrancadas às forças. Clamando para serem abertos. Chamando os nomes dos endereçados.

Ambos não sabiam quais iriam abrir por primeiro. Os olhos correram a todos, vendo, apreciando, checando os nomes de quem mandara. Perdidos em tantos presentes. No entanto, ambos sentiam a falta de alguém que dessa vez não mandou nenhum presente.

O silêncio se estabeleceu mais uma vez. A vergonha de ter esquecido envolvia as duas crianças que estavam lado a lado.

-Desculpe, mas como não ganho nenhuma mesada, não pude comprar-lhe um presente de Natal.- Tala disse rapidamente, tropeçando nas próprias palavras, com medo de não deixar claro, e principalmente de magoar seu melhor amigo. Abaixou o olhar, mirando os seus chinelos. Ele não podia fazer mais nada, além disso. Não tinha mais nada a fazer. Estava envergonhado.

-Desculpe também, por não fizer um cartão desejando-lhe um bom Natal.- sussurrou após um pequeno momento de silêncio que parecia que tinham durado horas. Estava com vergonha, estava se sentindo um fracassado por não ter feito nada para seu melhor amigo.

Mas mesmo assim...

Ambos sempre estiveram um ao lado do outro. Nunca estavam ausentes. Sempre se ajudaram quando um precisava.

Eles sorriam quando algo estava dando certo. Eles apoiavam os planos, mesmo sabendo que poderia dar errado. Eles conversavam durante horas sobre assuntos avessos. Eles brincavam a toda hora, pois não havia nada melhor do que isso. Eles choravam quando se lembravam dos pais, da morte de cada um. Eles riam de coisas absurdas, porém engraçadas. Eles se divertiam juntos mesmo naqueles dias quando estava chovendo.

Eles não eram apenas melhores amigos. Eles eram como irmãos.

Tala venceu a vergonha, e se virou para seu companheiro, para seu “irmão”.

-Feliz Natal, brô.- disse antes de dar um abraço apertado no menor, que foi correspondido. Ficaram ali, algum tempo desfrutando de ter uma companhia nesse dia. Eles não tinham pais para acordar pulando em cima e nem ouvir sermões para não comer tanto doces logo de manhã ou não tentar destruir os presentes, mas eles tinham um ao outro, e era isso o que contava agora.

-Tala...Eu não consigo respirar- o menor resmungou e sentiu sendo solto pelo ruivo, ouvindo um “desculpa” sem graça. Agora, era a hora de abrir os presentes e com as fitas, fazer algumas armadilhas pela casa, para Boris cair nelas e eles roubarem doces e tortas da geladeira.

O melhor natal. Até o próximo.


Notas finais da autora: pois é. Uma fic de natal como tinha prometido a Dark Gang. Sabe, eu sempre gostei dessa amizade entre o Kai e o Tala, no anime da para perceber que um protege o outro, como irmãos. Fic curtinha, e daí? Escritora em estado de tristeza e frustação não consegue fazer milagres.

Espero que tenham gostado.

Desejo um bom Natal a todos.

Não se esqueça: no natal, presente não é tudo, mas ajuda.

Em especial a minha prima Lê que ta meio longe...(meio?), a Aislyn (adorei o cartão, obrigada) e a Ana ( e ae dude? xD).

Hiwatari.



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