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Capítulo 11 – Juntos...
Ed cansou de esperar Winry de pé e sentou no sofá, os dois iriam para o centro comercial de Rizembool para comprar os materiais escolares dela, mas ela estava demorando.
- Vou me arrumar e volto já, já. – Ed disse imitando a voz de Winry. – Hunf! Se esse é o já, já dela, qual seria o demorado?
- Hei! – Winry exclamou e atirou uma chave de fenda na cabeça de Ed que gemeu. – Que história é essa de ficar fazendo imitação minha?!
- Ai, Winry! Era só brincadeira!
- De mau gosto, isso sim!
- É que você estava demorando...
- E isso te dar o direito de ficar me imitando?
- Não. Desculpa. – Ele disse fazendo beicinho. Winry suspirou.
- Aff... Tá bem, eu te perdôo. Mas não quero te ver fazendo isso de novo. Se alguém visse teria pensado que você é gay... – ela disse sarcasticamente e viu Ed escancarar a boca.
- Como é?!
- É... Você faz uma imitação muito boa, sabe... – ela disse analisando as unhas, mas ria intimamente da cara que ele estava fazendo.
- Ah, é?
- É.
Sem pensar duas vezes, Ed segurou Winry pelo o braço e a imprensou contra a parede.
- Quer dizer então que eu pareço gay? – ele perguntou com o rosto muito próximo dela.
- Com certeza. – ela disse já não conseguindo conter o riso.
- É mentira. – ele sorriu – Você nunca beijaria um gay. – ele disse antes de beijá-la intensamente, mas depois de um tempinho Winry o afastou.
- Minha vó pode nos ver. – ela murmurou e o afastou
- Tá bem, vamos de uma vez comprar suas coisa.
- Sim.
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Os dois andavam lado a lado pela a calçada, Edward percebeu que aquela cena atraia muitos olhares, afinal, ele era um estranho e estava ficando na mesma casa que Winry e agora andavam juntos, provavelmente estavam pensando que os dois estavam namorando, mas não se importou, cada qual com sua opinião e na verdade estava gostando, e, realmente estavam namorando. Ou não. Não tinha certeza. Tudo dependia de Winry.
Mas Winry estava se sentindo incomodada com tantos olhares, afinal, em cidade pequena, você pode estar andando com um amigo por aí e no dia seguinte as pessoas chegam na sua casa perguntando de quantos meses você está... Ela amava Ed, era verdade, mas ninguém ali o conhecia, e nem sabia que haviam se beijado horas antes, mas com certeza já estavam imaginando o que poderia ter acontecido entre os dois.
Andaram em silêncio por mais algum tempo quando Winry puxou Ed para a livraria da cidade, lá poderia encontrar tudo o que precisava para levar a escola, e se sobrasse algum dinheiro, iria comprar algum livro, fazia tempo que queria ler um romance...
“Mas por que ler um romance se eu já estou vivendo um...” – ela pensou e não conseguiu evitar que um sorriso surgisse em seu rosto.
- Tá pensando no que? – Ela se assustou quando Ed perguntou isso.
- Nada não.
- O.k. – Ele disse, mas pela sua expressão, Winry pôde perceber que ele não ficou muito satisfeito.
- Eu vou ali escolher o caderno, se você quiser ver algum livro ou sei lá...
- Tá bem... – ele disse e sumiu entre as estantes de livro, que Winry sabia que levava a sessão de alquimia. Ela suspirou pesadamente e foi até um balcão onde tinham alguns cadernos em exposição.
Winry estava tão concentrada escolhendo o caderno, que não viu Ed escapar da loja sorrateiramente.
Depois de finalmente ter comprado o caderno, canetas etc; Winry olhou aos lados a procura de Ed, mas não o viu, se enfiou entre as estantes de livro chamando seu nome, mas não houve respostas, e não encontrou Ed, começou a se desesperar, ele não podia ter saído da loja, ele não sairia sem avisá-la, sem falar que não conhecia a cidade, poderia esquecer em que loja estava antes e iria acabar se perdendo.
Ela ia sair da loja quando Ed entrou, sem pensar duas vezes, ela o abraçou fortemente.
- Onde esteve?! – ela perguntou após soltá-lo.
- Fui dar uma volta.
- Dar uma volta? Eu quase morri do coração e você foi dar uma volta?
- Desculpa.
- Argh!!! – ela saiu da loja pisando pesado, Ed a seguiu, chamando-a, mas ela não parava, até que a alcançou e a segurou pelo o braço.
- Winry!
- Tem idéia do quanto eu fiquei preocupada?
- Eu sinto muito. Não achei que você fosse ficar tão irritada.
- Mas eu fiquei. – ela falou mais alto do que o ideal
- Então deixe eu me redimir. – ele sorriu e tirou algo do bolso embrulhado em papel de presente.
- O que é isso? – ela perguntou
- Abre.
Ela abriu o papel e se emocionou ao ver um colar com um pingente de coração.
- Ed... É lindo! – ela exclamou.
- É pra você. Desculpe ter saído daquele jeito, mas eu queria te dar algo especial.
- Não precisava, sabe disso.
- Você merece, Win. – Ele se inclinou para beijá-la, mas ela deu um passo para trás.
- No meio da rua não, Ed.
- Ah, tá... – Ele disse emburrado.
- Não faz essa cara. É só que...
- Eu sou um completo estranho, e ninguém pode ver a gente se beijando, não é? – ele completou
- Não. Quer dizer, sim... Ah, sei lá! Eu só quero que tenha paciência.
- Claro. Eu sou o Sr. Paciência. – Winry estreitou os olhos
- Tá mesmo querendo que eu jogue a minha chave inglesa na sua cara?
- E de onde você vai tirar uma chave inglesa, espertinha? – ele perguntou ironicamente
- Pra sua informação, Sr. Alquimista, eu tenho uma dentro da minha bolsa para emergências. – Ed engoliu em seco.
- Sério?
- É sim.
- Hehe... É melhor a gente ir pra casa, né, Win? – riu nervosamente
- Vamos.
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- Vovó, chegamos! – Winry anunciou fechando a porta atrás de si.
- Como foi lá no centro? – A velha perguntou calmamente
- Foi tudo bem. Comprei tudo, agora só falta organizar e me preparar para o ouvir o mesmo discurso dos professores. – Winry fez uma cara de intelectual e continuou – A juventude é o futuro de nossa nação, mas para isso precisam estudar, se esforçar e serem gente de bem e blábláblá... – Ed soltou uma risadinha quando ouviu a imitação da amada.
- Parece que eu não sou o único bom em imitações aqui. – Falou debochado
- Hum... Claro que não, Ed. Nisso eu sou boa também. – Winry disse
- Esses jovens... Não faço a mínima idéia do que estão falando. – Pinako falou e depois se dirigiu a oficina.
- Agora eu vou lá em cima ajeitar as coisas do colégio e escolher a minha roupa.
- Escolher a roupa? Por que não deixa isso pra amanhã? – Ed perguntou
- Não dá tempo.
- Aff... Garotas! Por que é que vocês não podem simplesmente abrir o armário pegar qualquer coisa? – Ele disse após girar os olhos.
- Ora, Ed, como é que você quer que eu me vista? Como você?
- O que há de errado com o modo que eu me visto?
- Não há nada de errado, fica bem em você. Mas nós, garotas, somos mais vaidosas. Precisamos de tempo para nos arrumar.
- Ah, sei. Maquiagem, roupa, cabelo... Tudo perfeitinho só para atrair os idiotas da sua sala... – Ele disse mostrando-se enciumado, o que fez Winry sorrir.
- Hummm... Parece que o grande fullmetal alchemist está com ciúmes. – ela disse marotamente.
- É claro que eu tô! Não quero nenhum jogador de futebol perto da minha garota! – ele disse num tom alto
- Hei, fala baixo ou a minha avó vai escutar. – ela sussurrou pra ele
- Que seja.
- É melhor eu ir... – ela disse pegando as sacolas e subiu, Ed a seguiu.
Winry jogou tudo o que havia comprado em cima da escrivaninha, enquanto Edward se jogou na cama dela e ficou observando seus movimentos. Depois, de organizar todo o material em uma mochila, Winry foi até o armário e abriu as portas procurando o que vestir. Analisava cada peça de roupa, e com o que combinaria.
Ed já se cansara de tudo aquilo, se perguntava de onde ela tirava tamanha paciência para olhar peça por peça do armário. (Que ele notou não estar muito organizado) Ele se aconchegou na pequena cama de solteiro e passou a mão por baixo do travesseiro, tocando em um objeto de espessura fina. Ele tirou o tal objeto de baixo do travesseiro e, então, percebeu que se tratava de uma foto de Winry e seus pais.
Do lado esquerdo estava a mãe de Winry, uma mulher alta e esguia, muito parecida com Winry. E do lado direito, o pai de Winry. Um homem alto de cabelos e olhos castanhos, em seus braços estava Winry. Ela devia ter uns seis ou sete anos naquela época, vestia um vestido rosa e tinha um lindo sorriso no rosto.
- Quem te deu permissão para mexer nisso? – Winry disse furiosa após tomar a foto das mãos do alquimista.
- Desculpa, é que eu achei debaixo do travesseiro. – ele respondeu, sentando-se.
- Não, me desculpe. Eu não devia ter falado com você desse jeito. – ela falou mais calma.
- Você tem muita saudades deles?
- Todos os dias...
- Não se preocupe, Win – Ele disse abraçando-a – Embora eu não acredite nessas coisas, eu sei que eles estão olhando por você.
- Obrigado, Ed. – Ela disse e retribuiu o abraço.
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O vento frio da madrugada fazia as folhas da árvore ao lado do quarto de Winry dançar. A jovem encontrava-se adormecida, mas em seu sonho, a jovem encontrou algo que a perturbava, pois se debatia debaixo dos lençóis, seu rosto banhado de suor e suas expressões eram de dor, e logo, seus murmúrios transformaram-se em gritos o que acabou acordando o jovem que dormia tranqüilamente não muito longe.
- Winry? – Ele perguntou baixinho entrando no quarto e fechando a porta ao passar.
Ele se aproximou e viu a situação da garota e teve pena, pois ela não parava de chamar o nome de seus pais em seu sonho.
- Winry... – ele a chacoalhou um pouco – Acorde, meu amor.
Winry abriu os olhos de uma vez, sua respiração estava irregular e seu coração batia acelerado, viu Ed sentado ao seu lado e ficou mais tranqüila.
- Ed? – Ela murmurou abraçando-o, deixando que algumas lagrimas escorressem por seus olhos.
- Você está bem? – Ele perguntou fazendo com que ela o fitasse e acariciou seu rosto.
- Estou... – murmurou com a voz fraca
- O que houve? Você estava tão mal...
- Não é nada, Ed. Foi só um sonho ruim...
- Com os seus pais? – ele perguntou e viu Winry lançar-lhe um olhar surpreso que logo foi substituído por um de pura tristeza
– A vovó acordou? – ela mudou de assunto
- O quarto da sua avó fica no andar inferior, ela provavelmente nem te ouviu. – ele falou tranqüilamente – Winry... Você teve esses sonhos por causa da foto, não é? Eu não devia ter mexido nas suas coisas, só abriram feridas que já haviam cicatrizado... – ele falou em tom de culpa.
- Não é sua culpa, Edward. – ela disse colocando uma mão sobre o rosto dele – Não se preocupe comigo. Eu ficarei bem.
- Não! Todo mundo precisa de ajuda, mesmo que não admitam! Você não é exceção! Deixe-me ficar ao seu lado, Winry! Eu quero estar sempre lá quando você precisar! Sempre! – ele disse decidido.
Winry sorriu e encostou sua testa na de seu amado, ficaram daquele jeito por longos segundos, apenas encarando-se e sentindo a respiração um do outro roçar em sua pele.
Mas, o jeito que Winry o olhava, a respiração suave dela em sua pele, fazia com que a razão de Ed se esvaísse por completo. E, não demorou muito para que ele a tomasse em seus braços e a beijasse com ardor.
Winry passou os braços ao redor do pescoço dele, enquanto Ed aprofundava o beijo, sentia-se completamente inebriada com tudo aquilo, seu toque, seu beijo, tudo parecia um sonho! E não percebeu que, aos poucos, Edward a deitava na cama, sem interromper o beijo.
Quando ele se afastou, ficaram se encarando longamente, parecia que o tempo havia parado, ela sorriu e então Edward voltou a beijá-la, e aos poucos, ele tirava sua camisola, enquanto Winry passava seus dedos lentamente por suas costas, causando arrepios no loiro.
Ele se ergueu um pouco e a fitou por um tempo, enquanto acariciava seu rosto.
- Eu te amo. – Ele disse e recebeu um sorriso de Winry
- Eu também te amo. – Ed voltou a beijá-la, e, naquele instante esqueceram-se de todo resto...
N/A: Oie pessoas, que saudades *---------*
Vou matar minha saudade rapidinho. Gente, meu pc quebrou. De novo. Eu estou em reabilitação. A porcaria do vicio na internet é horrivel D: kk
ok, ok... Esse capítulo foi meio.. err.. meloso?
Bom, digam vcs u.u
To indo perturbar meu primo.
Bjuuus