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Author of 31 Stories |
N/A¹: Olá, pessoas, ha quanto tempo!Como faz realmente um tempão q não posto, vim att logo xD'
Nesse capítulo vcs vão entender o pq do nome da fic, (pra quem não sabe, forbbiden love significa "amor proíbido") e vão conhecer novos personagens. ^^
Sem mais spoiler por enquanto.
Boa leitura
(POV da Nessie)
Acordei naquele dia nublado radiante, era segunda-feira. Qualquer adolescente normal gemeria ao lembrar disse e cobriria o rosto com o travesseiro enquanto tentava dormir de novo, mas para mim era o dia mais emocionante da minha vida. Pela a primeira vez na vida eu ia para um colégio! E o melhor, meus pais não iriam, os moradores de Forks ainda deviam se lembrar deles, e seus rostos jovens não iriam passar despercebidos.
Saltei da cama e rapidamente me aprontei, desci e meus pais estavam na cozinha, papai lendo o jornal como sempre, e como sempre, mamãe fazia meu café. Cumprimentei os dois alegremente e me sentei na mesa para tomar meu café da manhã.
- Animada? – Minha mãe perguntou.
- Sabe que sim! – Respondi.
Meu pai riu ao meu lado.
- A maioria dos adolescentes se sentem desanimados quando vão para a escola.
- É, mas eles já vão à escola desde pequenos, eu não.
- Certo, querida, termine de comer, temos que levá-la até a casa de Carlisle, ele vai levar você e a Gabrielle para a escola.
- Okay. – Respondi simplesmente e continuei a comer.
(POV da Gabrielle)
Segunda-feira. Outro dia, em outra escola para ir. Eu não estava muito animada, é claro que eu preferia ir à escola a ficar vagando sem rumo pela a casa dos Cullen ou pela a floresta, mas eu não me sentia com ânimo para enfrentar as mesmas aulas de novo. Poxa, eu já estive no segundo ano por décadas! Era bem cansativo!
Arrumei-me sem ânimo e desci, Esme prepara meu café da manhã novamente, mas dessa vez não havia tanta comida, na noite de Sábado eu disse a ela do que eu gostava, não queria que ela fizesse tanta comida para se estragar.
- Bom dia, Esme. – Saudei sentando-me.
- Bom dia, querida. – Ela me deu um beijo em minha testa. Eu não me importava, Esme era realmente carinhosa, e eu a devia muito. – Coma. Edward, Bella e Nessie devem estar chegando logo.
Eu assenti e comecei a comer algumas torradas e um copo de suco de laranja, o mais rápido que pude. Ouvi o carro se aproximar e terminei tudo o mais rápido que pude, depois subi e peguei minha mochila.
Quando desci novamente, Edward, Bella e Renesmee já estavam na sala com o resto da família que eu ainda não havia visto.
De repente todos os olhos se voltaram para mim.
- Bom dia – Cumprimentei, encarando o chão enquanto tentando esconder meu rosto vermelho.
- Está pronta para o primeiro dia de aula? – Renesmee perguntou animada.
- Como eu sempre estive nos últimos... Err... Anos...
Ela apenas sorriu e então Edward e Bella se aproximaram.
- Eu queria lhe acompanhar no seu primeiro dia de aula. – Bella disse e eu senti que esse era o momento família, então arranjei uma desculpa e saí da sala, mas mesmo assim, ouvi a conversa.
- Está tudo bem, mãe. – Nessie disse.
- Tome cuidado, Nessie – Edward disse enquanto dava um beijo estalado na testa dela – Há muitos humanos por lá.
- Eu tomarei papai. – Ela disse um pouco aborrecida. Provavelmente chateada pelo pai não confiar nela.
Edward suspirou
- A casa vai ficar muito vazia á tarde, sem você.
- Você pode superar.
E a cena foi seguida de mais abraços, mesmo não estando lá eu sabia. E nesse momento, eu senti um vazio no peito, sentia falta dos meus pais mais que tudo no mundo, mas o pior é que eles nunca iriam voltar...
- Seu avô levará vocês e a Gabrielle, apressem-se. – Bella disse. Certo, essa era minha deixa pra voltar para a sala.
- Já vamos? – Perguntei.
- Aham. – Nessie disse e Carlisle logo apareceu, eu não fui a única a ter a idéia de fugir do momento família.
- Vamos, meninas. – Carlisle disse e nós o seguimos.
O sedã negro parou em frente À Forks High School, e nesse momento todos os olhares se voltaram em nossa direção, provavelmente estavam admirando o carro de Carlisle, incomum por aqui, ou todos estavam sabendo das novas garotas Cullen chegando, o que fez com que meu estômago revirasse, eu não queria ser o objeto de apreciação de todos os trezentos alunos daquela escola, embora eu soubesse que seria difícil ficar longe dos ‘holofotes’.
Olhei para Nessie, e ela estava suando frio, nervosa com o primeiro dia de aula, — e, sem duvida, por todos os olhares daqueles adolescentes sobre nós — eu sorri para ela para deixá-la mais confiança, a escola não era tão ruim, e pra ela seria menos ainda já que era o seu primeiro dia.
- Pronta, Nessie? – Perguntei
Ela acenou, confirmando, mas não disse nada.
- Então, vamos.
Despedimo-nos de Carlisle e descemos do carro, esperamos ele se afastar para nos viramos para a entrada da escola, os adolescentes ainda nos olhavam esquisito, ora olhavam para Nessie, ora para mim — A diferença entre nós era visível, eu morena, ela branquinha, eu de cabelos lisos e negros, ela de cabelos core de cobre e cacheados, então como poderíamos ser parentes? — e isso me deixou impaciente para chegar à sala logo.
Respiramos fundo e fomos até a secretaria, uma mulher de cabelos ruivos nos olhou impressionada – Principalmente para Renesmee, com certeza lembrando de Edward — ela nos deu as boas-vindas, um horário, um mapa, e uma caderneta para cada uma, os professores teriam que assinar as cadernetas e deveríamos levá-las no final do dia.
- Ei, estamos em Química II juntas – Renesmee disse comparando nossos horários – E em Literatura e Francês!
- Que bom. – Eu sorri. - Qual a sua primeira aula?
- Biologia.
- Okay, a minha é história.
Guardamos nossas coisas em nossos armários e nos despedimos, nossas aulas ficavam em prédios diferentes. Eu não tive dificuldade em achar a minha sala, sempre fui boa com mapas — Nos primeiros anos que morei em Paris eu tive que usar muitos para achar os locais turísticos que eu queria visitar... O que foi? Garotas imortais também ficam entediadas!
Eu andava distraída pelas galerias da escola, a cena de Renesmee e os pais dela tocavam em minha cabeça, paralelamente, memórias de meus pais também me invadiam, e eu fiquei absorta em tudo aquilo, tão absorta que não notei mais nada a meu redor... Até que eu esbarrei em alguém e fui ao chão.
- Ai! – Resmunguei irritada.
- Me desculpe! – Uma Mão foi estendia para mim e eu agarrei sem nem menos olhar para o dono dela, mas eu sabia que era um homem, pela a voz.
Quando ergui meu rosto encontrei um par de olhos azuis marinhos me encarando. O rapaz que havia me derrubado — e me ajudado a levantar — era simplesmente lindo. Tinha os cabelos negros curtos, mas bagunçados que caiam sobre seus olhos azuis marinhos, e tinha a pele pálida, atrás dele estava uma garota que parecia ter a mesma idade que nós, ela tinha longos cabelos castanhos, olhos da mesma cor que também eram um pouco cobertos por um franjão, e tinha a pele muito pálida também, em contraste com sua roupa preta.
Mas o que fez com que minha respiração se tornasse descompassada, assim como meu ritmo cardíaco e fez com que eu começasse a suar frio foi o fato do cheiro do sangue daquele garoto ser tão... Apelativo... Parecia ser o melhor cheiro do mundo, e minha garganta começou a queimar com a sede que se apoderou de mim, mesmo que eu tivesse caçado há menos de uma semana.
- Você está bem? – O garoto perguntou. Sua voz parecia uma melodia linda, mas o cheiro de seu sangue estava sendo demais para mim, e o pior, é que eu não conseguia soltar minha mão da mão dele.
Não respondi, apenas tentei prender minha respiração pelo máximo de tempo possível.
- Eu acho que ela está passando mal. – A garota disse se aproximando de mim.
- Você está passando mal? – Ele perguntou, eu demorei um pouco para balançar minha cabeça negando.
- Tem certeza? Podemos te levar para a enfermaria. – A garota disse, eu não agüentei mais prender minha respiração e respirei fundo, como resultado minha garganta queimou dolorosamente.
- E-eu... Preciso ir. – Respondi de um fôlego só e saí dali o mais depressa possível
Entrei no prédio em que seria minha próxima aula e parei na porta, onde me apoiei, enquanto tentava recuperar meu fôlego. O que havia acontecido? Por que aquele cheiro era tão tentador? Eu teria que perguntar Carlisle o que aquilo significava. Eu fiquei algum tempo deliberando sobre o assunto ali e não notei a fila de alunos que se formou até um pigarro me trouxe de volta a realidade bruscamente.
- Hum-hum. Se não se importa de sair do meio, senhorita...
- Desculpe. – Eu murmurei e passei para o lado deixando a massa de adolescentes passarem pela a pequena porta e depois olhei para a pessoa que acabara de chamar minha atenção. Ele com certeza não era um aluno. – Me desculpe. – Eu repeti.
- Você deve ser a senhorita Cullen.
- É... Gabrielle... – Era difícil me acostumar com essa história de Gabrielle Cullen até pouco tempo atrás eu era chamada de Gabrielle Bouvié.
- Chegou cedo, está bem?
- Estou sim.
- Certo, então. Eu sou o professor Harry Baker. A aula vai começar entre senhorita Cullen.
- Tá...
Ele passou por mim e eu o segui pouco depois, felizmente ele não pediu que eu me apresentasse à turma, ele apenas assinou minha caderneta me deu boas vindas novamente.
-Sente-se ao lado da Srta. Burnett – O professor disse, eu olhei a sala a procura de um assento vazio, já que eu não sabia quem era a senhorita Burnett, a cadeira vazia devia estar ao lado dela, quando avistei um lugar vazios meus olhos logo correram para a pessoa sentada a o lado e congelei. Era mesma garoa de mais cedo. Ela tinha passado junto com os outros alunos? Eu não a havia visto entrar!
- Pode ir. – O professor me encorajou, provavelmente pensando que eu estava encabulada.
Eu andei de cabeça baixa até o lugar vazio, sentindo os olhares de todos na sala sobre mim, dei graças a Deus quando cheguei a minha cadeira e o professor chamou a atenção de todos.
- Oi, você está melhor? – Me virei para encarar a garota.
- Aham. – Foi só o que eu consegui dizer.
- Que bom. Eu sou Malena.
- Gabrielle, Prazer.
- O prazer é meu. – Ela estendeu a mão para que eu apertasse, mas eu não poderia fazer isso, minha pele era muito quente, ela acharia que eu estou com febre.
- Ah, desculpe, minhas mãos estão saúdas. – Menti.
- Tudo bem. – Ela abaixou a mão. – Então, o que aconteceu com você lá fora?
- Ah, eu não sei. – Disse meio sem graça. – Acho que fiquei nervosa.
- Hum... O Shane ficou muito preocupado.
Oh, então o nome dele é Shane.
- Então... Hum... O Shane é seu namorado?
- Ugh! Não! Nós somos meio-irmãos. – Ela balançou a cabeça. Quando o fez eu pude sentir o mesmo aroma que senti antes lá fora. O mesmo que Shane tinha. Menos intenso, claro, mas era o mesmo aroma tentador.
- Sério? – Ergui uma sobrancelha – Vocês não se parecem muito.
- É... Eu me pareço mais com a minha mãe, que morreu, ele e a Ana se parecem mais com nosso pai.
- Oh. – Eu percebi que ela estava um pouco triste, então tratei logo de mudar de assunto – Então, o que você acha dessa aula em particular?
Malena me olhou de um modo estranho, claro, não era a pergunta mais interessante, mas era com certeza melhor do que ficar naquele clima de tristeza!
- Honestamente, bem chata. – Ela disse sorrindo. Ufa, pelo menos funcionou.
Eu e Malena ficamos conversando pela maior parte da aula, embora eu estivesse preocupada com as notas — Não as minhas, eu já havia estudado aquilo centenas de vezes, mas com as de Malena —, conversávamos baixinho para que o professor não escutasse. O meu dia não estava sendo tão ruim até agora, eu me pergunto como o de Renesmee estava indo.
(POV da Nessie)
Certo, a minha primeira aula era de biologia. Respirei fundo várias vezes para me acalmar ou eu ia acabar como Jake quando nervoso — tremendo — e eu não queria que todos me olhassem como uma louca por estar daquele jeito. Segurei meus livros contra meu tórax e segui para a minha sala, senti minhas pernas fraquejarem ao ver que quando os adolescentes passavam olhavam para mim com curiosidade.
Ótimo, eu era a atração principal!
Resolvi esperar até que todos tivessem entrado aí eu entraria — Só esperava não conseguir problemas ao ser a ultima a entrar no meu primeiro dia de aula.
Quando não havia quase ninguém no corredor, resolvi entrar, a professora de Biologia era uma mulher alta de longos cabelos negros e olhos verdes. Ela vestia um vestido azul marinho que ia até acima de seu joelho e usava um batom vermelho que destacava seus olhos. Quando me viu para ali, no meio da porta timidamente, mandou que eu entrasse gentilmente.
- Você deve ser uma das garotas Cullen. – Ela disse gentilmente.
- Sim, eu sou Nessie.
- Nessie? – Ela me olhou de um modo esquisito.
- Er... Renesmee, é que me chamam de Nessie por meu nome ser muito complicado.
- Oh, tudo bem. Meu nome é Stephanie está a caderneta para que eu assine? – Eu a entreguei a caderneta que me deram para ser assinada, ela assinou caprichosamente e me devolveu. – Seu lugar é ali, senhorita Cullen.
Meu lugar era na segunda fileira da esquerda, perto da janela, ao meu lado sentava um garoto. Ele era branquinho — Era de se esperar numa cidade chuvosa como essa — tinha cabelos tons diferentes de loiro — Alguns tinham cor de areia e outros um tom um pouco mais claro, como se ele tivesse feito luzes — que caiam sobre seus olhos azuis.
Sentei-me ao seu lado, percebi que ele me olhava de soslaio e fiquei um pouco incomodada. Eu realmente não gostava de ser o centro das atenções — Não de tanta gente, eu só estava acostumada com isso com a minha família, mas eu também não gostava — Joguei meu cabelo sobre o ombro pra evitar seu olhar e abri o livro na página que a professora falara.
- Hum-hum... – Acho que ele decidiu tomar alguma decisão. Bom, assim ele aparava de me encarar.
Virei meu rosto para encará-lo.
- Sim? – Perguntei.
- Oi, você é uma das garotas novas, não é? Renesmee, não é isso?
- Sim.
- Desculpe, eu ouvi você dizer à Srta. Roberts.
- Tudo bem.
- Eu sou Nick, prazer Renesmee.
- Muito prazer. – Eu sorri para ele.
A Srta. Roberts começou a escrever algo no quadro e eu me obriguei a prestar atenção, era apenas uma revisão sobre plantas, fácil. Ela escrevia e os alunos copiavam tudo no caderno, achei melhor fazer o mesmo, embora não tivesse dificuldade na matéria.
- E alguém lembra os principais minerais que as plantas precisam? – Srta. Roberts perguntou, mas ninguém respondeu e eu tive a impressão de que precisava responder. – Vamos lá, só cinco?!
- Er... – Levantei a mão, novamente todos os olhos se voltaram para mim.
“Vamos lá Renesmee, concentre-se.” – Pensei em pânico.
- Sim, Renesmee?
- Os minerais são Carbono, Hidrogênio, Oxigênio, Potássio, Enxofre, Ferro... Acho que já está bom.
- Muito bem, Renesmee. Vocês deviam aprender com sua colega – Ela disse aos outros alunos – É o primeiro dia dela aqui e já está brilhando.
Okay. Eu acho que foi um erro responder, mas é isso que se faz numa aula... Certo?
- Uau, Você é bem inteligente. – Me virei automaticamente para Nick, ele sorria encantado para mim, e eu não pude evitar, mas corei.
- Er... Obrigado.
- Acho que vou poder tirar vantagem disso. – Eu arregalei meus olhos, ele apenas riu. – Só se você me ajudar, claro? Eu não colaria de você nem nada do tipo.
- Oh! – eu exclamei. – Tudo bem, eu te ajudo.
- Então, qual sua próxima aula? – Nem precisei pensar muito, eu tinha uma memória muito boa, já sabia meu horário de cor e já havia decorado o mapa, também.
- Matemática II.
- A minha também. – O rosto dele se iluminou. – Aí, você quer almoçar comigo... Err... Quer dizer, com galera, sabe?
- Oh... Er... Não dá, eu vou almoçar com a minha... Er... Irmã...
- Você podia trazer ela.
- Eu não sei. Vou perguntar a ela aí eu te encontro no refeitório.
- Okay. – Ele parecia um pouco desapontado, mas eu não iria deixar Gabby sozinha, além do mais eu preferia ficar um pouco com alguém que eu já conhecia... Certo, não há muito tempo, mas que eu conheço melhor do que essa gente.
Quando a aula terminou Nick me disse que estava torcendo que minha ‘irmã’ aceitasse a proposta e nós nos encontrássemos no almoço, eu disse que ia tentar convencê-la, ele me deu um abraço, de despediu e foi para sua próxima aula. O resto do dia passou como um relâmpago, quando notei, já estava na hora do almoço!
(POV do Shane)
Eu não prestei atenção em nada do que os professores disseram nas aulas hoje. Minha mente havia se prendido àquela cena que aconteceu mais cedo.
Aquela garota parecia em estado de choque, ou algo do tipo, e, mesmo assim, parecia um anjo...
Não, não um anjo.
Anjos são puros, ela tinha um ar muito provocante para ser um anjo, uma deusa, talvez, a deusa mais linda que existia na face dessa Terra.
Eu estava sentado na mesa que eu geralmente sentava com Malena e Ana Paula, minhas irmãs. Hoje eu saí mais cedo da aula, o refeitório estava deserto, o que era bom, pois eu poderia pensar em paz, sem ter aquelas garotas me perturbando — Eu não era popular nem nada, mas sei por que algumas garotas gostavam de me amolar, e eu tinha que agir educadamente, mas hoje eu com certeza poderia mandá-las para o inferno, só quero pensar...
Aqueles olhos verdes ainda me encaravam em minha mente, ela tinha olhos tão bonitos, diferentes de qualquer garota daqui... Na verdade, ela era diferente de qualquer garota daqui. Nenhuma das garotas daqui tinha aquele tom de pele dourado, nem aqueles olhos ou aqueles lábios vermelhos — Ela era única.
Fiquei tão imerso em meus pensamentos, na memória de minha deusa, que não percebi que o refeitório começou a encher, minha atenção só foi tirada quando minha irmãzinha de 12 anos, Ana, sentou-se ao meu lado.
- Você tá fazendo aquela cara. – Ana disse. Seu lindo rosto iluminando-se.
Minha irmã era muito parecida comigo, ela tinha longos cabelos negros e uma franja — que eu achava que estava grande demais e precisava de um corte—, tinha olhos castanhos, e na verdade, ela estava mais para uma garota de quinze anos e não de apenas doze, acho que ela puxou isso de mamãe, aparentava ser mais velha do que realmente era.
- Que cara, mocinha? – Perguntei bagunçando seu cabelo, ela afastou minha mão e fez um bico. – Não faz isso! – Ela ralhou e depois me respondeu – Você está fazendo a cara de intelectual, duh!
Ela disse como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
- Oh, mesmo?
- Aham. Se você sentasse numa pedra e apoiasse o queixo na mão ficaria como aquela estátua, O pensador.
Eu sorri. Ela era muito inteligente, ela e a Malena me entendiam como ninguém, e eu também as conhecia muito bem, tínhamos uma ligação muito forte, principalmente eu e Malena, o que era bom, já tínhamos mães diferentes e tínhamos a mesma idade — Malena é apenas alguns meses mais velha que eu.
- Hey, parece que a Malena fez uma nova amiga. – Segui a vista de Ana até onde Malena estava e enrijeci. Era ela. A garota de mais cedo, a deusa.
Ela e Malena vinham conversando animadamente, como se já se conhecessem a vida inteira. As duas pararam no meio do salão e outra garota se aproximou, tinha cabelos cor de bronze e cacheados e a pele albina, a deusa falou alguma coisa e a garota que havia chegado apertou a mão de Malena. As três ficaram conversando ali por algum tempo e foram para a fila.
Elas continuaram a conversar na fila, e eu não podia ouvir por conta do barulho, quando pegaram seus almoços, Malena falou alguma coisa para a garota de olhos verdes, ela pareceu hesitante, falou alguma coisa com a garota ruiva e depois fez um sim com a cabeça. Logo, as três estavam vindo em nossa direção.
- Quem devem ser? – Ana perguntou, eu apenas fiz um gesto qualquer e ela não disse nada.
- Oi, Shane, oi Aninha. – Malena disse quando estava próxima o suficiente. – Essas são Gabrielle e Renesmee. – Ela apontou para cada uma das garotas.
O nome dela é Gabrielle. Soa como o nome de um anjo, mas não combina com uma deusa... Não, combina sim... Argh, não importa, combina com ela e qualquer maneira.
- Oi. – Gabrielle disse um pouco baixo e de um modo que demonstrava que ela estava completamente sem graça.
- Oi. Você está bem? – Perguntei me lembrando de mais cedo.
- Estou, só estava nervosa. – Ela respondeu.
- Hum... Desculpe, nem me apresentei. – Me levantei – Sou Shane Burnett.
- Gabrielle Bou... Er... Cullen. Essa é minha irmã, Nessie... Digo, Renesmee. – Ela disse um pouco atrapalhada, eu a achei ainda mais linda por não ser tão perfeita quanto parecia.
- Irmãs? – Ana perguntou com seu tom de incredulidade – Mas vocês não se parecem nem um pouco!
- Ana, por favor. – Eu disse, lançando-lhe um olhar feio. – Desculpem a minha irmã.
- Não, tudo bem. Eu sou adotada. – Gabrielle respondeu, e isso me comoveu.
- O que aconteceu com seus pais? – Ana perguntou.
- Meus pais morreram há pouco tempo. – Gabrielle respondeu. Senti meu peito apertar ao ver uma sombra de tristeza em seus belos olhos verdes.
- Opa, desculpe. – Ana disse constrangida – Acho que eu devia aprender a morder minha língua.
- Devia mesmo. – Concordei. – Então, Gabrielle e... Hã... Desculpe, não gravei seu nome. – Disse para a garota de cabelo cor de cobre.
- É Renesmee, mas chama de Nessie, é mais fácil pra lembrar. – A garota disse.
- Er... Tem certeza?
- Claro. – Ela sorriu confiante.
- Mas Nessie não é o nome do monstro daquele lago na Escócia? – Ana murmurou para mim, eu apenas murmurei um ‘shh’ em resposta.
- É sim. – Nessie disse para Ana. Ela não podia ter ouvido o que Ana sussurrou, podia? – Foi um... Er... Amigo meu que me apelidou assim.
Ana olhou para a mesa com as bochechas rosadas, ela realmente precisava ter que controlar a curiosidade.
- Então, garotas, sentem... – Eu disse apontando para as cadeiras vazias.
- Ah, bom, fica para outra vez. – Gabrielle disse – É que nós combinamos de sentar com um amigo da Nessie, sabe?
- Oh, tudo bem, eu entendo. – Respondi, mas na verdade estava um pouco desapontado pela resposta.
- Numa próxima vez, certo? – Malena perguntou.
- Claro. – As duas responderam em juntas.
- Foi um prazer conhecer vocês três. – Nessie disse.
- Eu digo o mesmo. – Gabrielle disse.
- Até logo. – Respondi enquanto elas iam para o outro lado da sala, enquanto eu não perdia Gabrielle de vista. O que estava acontecendo comigo? Era isso que chamavam de ‘amor à primeira vista’?
(POV da Gabrielle)
Nunca me senti tão intrigada por mero humano. Juro. E olha que vivi entre diferentes tipos de humanos: Franceses metidos a besta, vagabundos, emos, os brasileiro (esses na maioria eram animados, afinal, não tinham do que reclamar!), roqueiros, patricinhas, aqueles que levam tudo para o lado religioso, os trabalhadores, humildes e os comuns.
Shane com certeza estava no grupo dos comuns. Mas algo nele não era comum, ele me atraia de um modo que nenhum homem jamais fez. E o sangue dele...
Bom, prefiro não comentar, geralmente prefiro alimento humano à sangue, principalmente se for sangue humano. Mas, honestamente, eu poderia jurar que pude sentir o sabor do sangue dele, tão doce quanto o cheiro que ele exalava, tão irresistível...
Eu só podia estar ficando louca! Eu não sei se poderia ficar perto dele por muito mais tempo antes que eu cometa algum erro, um erro terrível.
No final do dia eu esperei Renesmee na porta do prédio para irmos até a secretária devolver os estúpidos caderninhos. Ela não demorou muito e seguimos rapidamente para o lugar apertadinho onde a mulher de cabelos cor de fogo nos esperava.
- Como foi o primeiro dia de aulas, garotas? – Ela perguntou simpática e eu sorri educadamente, mas Nessie parecia realmente feliz por ela ter feito aquela pergunta.
- Foi ótimo! – Nessie disse.
- Que bom. Até logo garotas.
Acenamos para ela e deixamos o prédio até a frente do colégio, tínhamos que esperar Carlisle chegar. Droga, eu espero que meu carro chegue logo do Brasil, não quero ficar pegando carona com Carlisle. Nada contra ele, é só que eu realmente não gosto de dar trabalho aos outros.
- Hey, o que você achou do Shane? – Nessie perguntou como quem não quer nada. Eu virei meu rosto para ela e ergui uma sobrancelha.
- Por que a pergunta?
- É que eu tive a impressão que vocês já se conheciam, naquela hora em que a Malena nos apresentou à ele.
- Ah... Bom... – Eu disse um pouco sem graça – É uma longa história que eu prefiro contar quando chegarmos em casa. Preciso consultar Carlisle numa coisa...
Nessie franziu o cenho visivelmente confusa.
- Só confie em mim. – Eu disse.
- Okay...
Inspirei profundamente me lembrando do cheiro dele, mas só então eu senti um outro cheiro — ou seria fedor? — e gemi.
- Jacob está vindo... – Disse em voz alta e o rosto de Renesmee se iluminou, depois ela farejou para ter certeza e seu sorriso se alargou.
- É sim! É o Jake! – Tenho certeza que se ela pudesse (ela não podia, pois acabaria pagando um mico.) ela estaria saltitando.
Não demorou muito para que um rabbit — Tá eu admito, eu entendo um pouco de carros... Papai tinha uma garagem cheia deles... — estacionasse em frente ao portão e o rosto de Jacob surgisse por detrás do vidro.
- Querem uma carona?
- O que está fazendo aqui?! – Nessie perguntou com um sorriso de orelha a orelha... Acho que não vai ser muito difícil juntar os dois.
- Eu vim pegar você e a garota bronzeada ali. – Ele apontou para mim – Avisei para a sua família.
- Cuidado com o que fala Jacob Black. – Eu disse enquanto me aproximava. Credo! Esse cheiro de cachorro molhado dele parecia duas vezes mais forte. – Eu sou igual a planta carnívora.
- O que? Você come insetos? – Ele sorriu da piada boba que fez e eu também sorri.
- A não ser que você se considere um...
Ele riu novamente.
- Como foi seu dia de aula? – Ele perguntou docemente à Renesmee. Eca. Muito meloso para assistir.
- Ah, foi indescritível! – Ela respondeu.
- Então, mostre. – Eu não entendi o que ele quis dizer com aquilo, mas no segundo seguinte, Renesmee ergueu a mãe tocou o rosto de Jacob, ele fechou os olhos e logo os abriu. – Parece bem interessante. – Ele fez uma careta e disse – Mas não gostei do modo que aquele garoto falou com você...
- Ah, o Nick parece ser legal.
Nick? O garoto com quem almoçamos? Peraí, o que é que eu to perdendo?
- Hum- hum... – Pigarreei. – Alguém poderia me explicar o que está acontecendo?
- Ah, esqueci de dizer... – Nessie murmurou – Bom, lembra quando eu falei que meu pai tinha um talento incomum?
Eu assenti.
- Bom, eu também tenho... Posso mostrar minha lembranças aos outro.
- Oh...
- Garotas, não acho que o portão da escola seja o local mais adequado para falar sobre isso. – Jacob sussurrou, mas eu o ouvi perfeitamente e tenho certeza que Nessie também.
Então a porta de trás do rabbit abriu e de lá saiu um outro garoto — Tão alto e forte quanto Jacob, mas, com certeza, mais novo que ele. — Ele sorria alegremente e seus olhos brilhavam, mesmo que não houvesse um motivo aparente. Ele parecia simplesmente... Feliz... E para minha infelicidade, o cheiro de cachorro molhado se duplicou, o que significava que ele também era um lobismomem.
- Vocês vão ficar aí, ou vão entrar logo nesse carro? – O garoto perguntou.
- Cala a boca, Seth. – Jacob disse – Eu ainda nem contei as garotas...
- Oh... – Seth se surpreendeu – Okay... Hum... Desculpa... Oi, Renesmee!
- Oi, Seth. – Nessie cumprimentou. – Do que vocês estão falando?
- Vamos levá-las à La Push! – Jacob disse. Nessie abraçou Jacob e logo entrou no carro no banco do passageiro...
Eu estava me perguntando uma série de coisas... Primeiro: Por que, afinal de contas, Jacob resolveu aparecer aqui? Segunda: Por que a Nessie não me falou sobre a habilidade dela? Terceiro e completamente sem importância: Por que aquele garoto tinha vindo com Jacob e estava no banco de trás? Hum... Suspeito...
- Vamos, Gabrielle. – Jacob me chamou. Ele entrou no lado do motorista e eu me sentei atrás e então descobri a resposta para minha terceira pergunta.
Seth era muito grande. Muito grande mesmo, assim como Jacob. De modo que os dois não poderiam ir na frente e eu tinha que ir espremida ao lado do Seth.
- Oi, você é a Gabrielle, não é? – Ele disse alegremente.
- Sou. E você é o Seth. – Ele assentiu feliz. Droga, toda aquela alegria dele estava me deixando nervosa. Afinal, quem podia sorrir tanto num lugar como Forks?!
- Sim! Muito prazer. – Ele estendeu a manopla para mim e eu a apertei... Felizmente a pele dele era mais quente que a minha e ele já devia saber o que eu sou de qualquer maneira, então não tinha porque me conter.
- Então, onde fica La Push? – perguntei me sentindo deslocada. Nessie se virou para me encarar.
- La Push fica a poucos quilômetros de Forks, é uma reserva indígena.
Uma reserva indígena? Ergui uma sobrancelha. O que iríamos fazer numa reserva indígena?
- Mas nós estamos indo dar uma volta pela praia, não é, Jake? – Nessie perguntou e Jake logo respondeu que sim. Nossa, eu ia demorar me acostumar com isso... Mas voltando ao assunto. Senti meu corpo de aquecer ao ouvir a palavra ‘praia’, nossa, eu estava com tanta saudade do Brasil, pelo menos tem uma praia por aqui por perto, eu posso ir pra lá de vez em quando...
- Praia, uau! – eu disse animada.
- Hum... Achei que vocês fossem gostar. – Jacob disse.
- É, isso vai ser ótimo, cachorrinho...
Jacob riu e esperei ansiosamente para que chegássemos à La Push.
N/A²: Bom, as coisas andam muito lentas com essa fic (para não dizer q elas estão completamente paradas, o q não é tão verdade), eu estou com pouco tempo para escrever todas as minhas fics e esta aqui está inclusa. Como eu acho q a história vai ser muito grande ela está me dando um pouquinho de trabalho para continuar. Vou tentar terminar as mais curtas primeiro e depois continuo as mais longa
Então, nesse capítulo apareceram alguns personagens novos: Shane, Malena, Ana Paula, Nick, etc. etc. Malena é uma amiga minha daqui do (Maah-chan/full destiny) e como ela sempre arranja um espacinho para me colocar nas fics dela, resolvi colocar ela em minha fic. Ela será muito importante na história, acreditem. ^^
E a Ana Paula (ou na maioria das vezes, só Ana mesmo) também é uma grande amiga do (ana masen cullen). Eu também devo atribuir a ela uma tarefa importante na fic *-*
Mas enfim, só queria pedir para aqueles qadd a fic aos favoritos/story alert/author alert para deixar reviews, ok? Reviews sempre me deixam animada a escrever mais. Eu sei q parece repetitivo isso, mas simplesmente é verdade. Quando eu vejo q alguém está realmente aproveitando a história eu fico com vontade de escrever mais.
O próximo capítulo sai de acordo com a aprovação. Como meu estoque de capítulos dessa fic está acabando, vou dificultar um pouco as coisas, ou seja, dependendo dos reviews, o capítulo sai.
That's all.
Bjiim
Liligi-chantagista-e-sem-inspiração-nem-tempo.