|
Author of 17 Stories |
By Degrees
Lembranças
Minato subiu as escadas lentamente enquanto soltava um suspiro cansado. Equilibrando em seu antebraço preso ao tórax, carregava um pote de balas e na mão um prato de sobremesa com um pedaço de torta de morangos enquanto, com sua outra mão, carregava um pote compacto de sorvete sabor chocolate.
Virando à direita, o homem encarou a porta branca onde havia uma plaquinha com os dizeres ‘não incomode, pai!’ no fim do corredor e sorriu, continuando a caminhar calmamente enquanto algumas balas ameaçavam cair – e caíam –, formando uma trilha de doces pelo chão de mármore branco.
Naruto costumava ficar mais na república que em sua própria casa, Namikaze se recordou antes de, com o pé, empurrar a porta do quarto de seu filho, adentrando-o logo após. Em feriados, cujos quais não estivesse atolado de afazeres e nas férias o menino ia para sua própria casa por alguns dias. Completamente normal exceto pela parte do garoto chegar molhado, de sunga, sem nenhuma trouxa de roupa e sem fome.
Atravessando o quarto escuro, Minato depositou os dois potes e a torta no criado mudo e arrastou uma cadeira para perto da cama de Naruto que se encontrava deitado de bruços. – “Naru-chan?” – chamou enquanto se sentava, acariciando as madeixas loiras como as suas.
Naruto apenas moveu a cabeça a fim de encarar o pai. – “Quê?” – perguntou; sua voz soando grogue até para seus próprios ouvidos.
“Trouxe doces.” – disse sorrindo antes de pegar o prato com o pedaço de torta e mostrar ao garoto que virou-se para o outro lado, encarando a parede e murmurou: – “não quero.”
Minato suspirou. – “Kingyo-ch...”
“Não me chame assim!” – Naruto exclamou irritado, levantando-se de um impulso só, surpreendendo seu pai.
“Tem razão...” – comentou seriamente, pondo novamente o prato em cima do criado mudo e pegando uma bala para si. – “É mais legal quando Kakashi chama...” – pôs a bala na boca, parecendo distante.
O garoto corou, olhando emburrado para o pai tentando identificar se ele falara por falar ou se desconfiava de algo. – “Não!” – respondeu, atraindo a atenção de seu pai que olhava sonhadoramente pela janela fechada, talvez se recordando de algo. – “Não é legal e não quero que me chamem disso!” – exigiu, cruzando os braços e olhando para porta lembrando-se de ter posto uma aviso para não incomodá-lo.
“O que houve, Naruto?” – perguntou sério, sentando-se na cama ao lado do filho, trazendo consigo o pote de sorvete. – “Se disser ‘nada’ fica de castigo.” – comentou, deslocando as duas colheres de plástico que vinham junto do produto e entregando uma ao filho.
Naruto suspirou, – “pai,” – chamou, pensando em como começar a sentença enquanto arrastava a colher pela superfície gelada e macia do sorvete. – “é normal sentir ciúmes dos amigos?” – perguntou, pondo a colher na boca e recolhendo o doce sabor do chocolate, logo retirando e raspando mais um pouco.
“Outra briga com Sasuke?” – Minato perguntou com um sorriso divertido ao roubar o sorvete da colher que o filho pegara para si.
“Não...” – sussurrou, enchendo novamente sua colher e a levando para a boca.
O homem esperou que seu filho continuasse, mas quando algum tempo se passou em silêncio e sem uma resposta, Namikaze voltou a falar: – “é normal sentir ciúmes de quem quer que tenha laços consigo.” – esclareceu, lembrando-se da época que lecionava para Kakashi enquanto pegava uma outra bala e punha na boca. –“Quando somos muito amigos de alguém, queremos a atenção dessa pessoa e ficamos receosos dela encontrar outro amigo e nos esquecer.” – explicou, agora olhando para o menino que parecia beber as palavras do pai pela tamanha atenção que dava ao que lhe era dito. – “Nunca pensamos que nós mesmos fazemos outras amizades e que por mais que estas sejam incríveis e legais, elas nunca superam as antigas.” – concluiu, afagando os cabelos do garoto.
“Por quê?” – Naruto perguntou; sua mão repousando no ar a meio caminho da boca.
“Porque elas são as antigas.” – explicou, abrindo um sorriso singular.
Uzumaki baixou a cabeça, observando sua colcha branca contrastando com sua pele dourada, seu short laranja caindo desleixadamente por entre suas coxas. – “Mas, pai...” – repousou sua cabeça no ombro do mais velho. – “e se, por acaso, essa pessoa se esquecer de mim?”
“Ela não vai.” – respondeu calmamente, pegando a torta e entregando para Naruto que a recusou, buscando por balas.
“Por que tem tanta certeza?” – indagou hesitantemente enquanto despejava alguns doces em seu colo, descartando a embalagem de um pirulito.
“Por que é simplesmente idiota pensar que alguém pode te esquecer, Naru-chan.” – explicou, sentindo o peso em seu ombro se aliviar, percebendo o olhar que lhe era dado. – “Quantas pessoas já se esqueceram de você?” – perguntou sorrindo, sabendo muito bem qual seria a resposta. – “Quantas pessoas você conhece que não são seus amigos ou amigas?” – insistiu.
A primeira coisa que veio em mente foi o nome ‘Sai’, porém mesmo Sai sendo sincero demais, insensível de mais e falar que ele tinha ‘pinto pequeno’, não podia negar que ele se tornara seu amigo. E então o garoto sorriu. Talvez isso fosse verdade.
“Não disse?” – Minato falou sorrindo para o filho enquanto se levantava. – “A propósito,” – pronunciou-se, pegando o prato com a torta e o pote de sorvete. – “quem é?” – indagou, caminhando até a porta esperando por sua resposta.
Naruto encarou ambas as mãos, repentinamente corando. – “Kakashi-senpai” – sussurrou, cerrando os olhos enquanto suspirava.
Namikaze estancou a passada, sua mão parada no ar apenas esperando o comando para abrir a porta. – “Kakashi, huh?” – perguntou, respirando fundo ruidosamente. – “Me surpreende que não seja Sasuke a pessoa...” – comentou, abrindo a porta, deixando a luz do corredor invadir o quarto.
“Porque você...?” – perguntou, mas antes de concluir a frase, a porta foi fechada, separando-o da sua possível resposta.
Bufando, Naruto deitou-se de costas na cama, encarando o teto branco. Ele fora idiota com Itachi. Com Itachi e com Kakashi. Era a única coisa que podia pensar no momento. Por mais idiota que fosse sua atitude, ele realmente ficara com raiva de Itachi. Sentiu-se culpado e idiota por pensar isso logo de um rapaz que nunca lhe dera motivos para odiá-lo.
Desdobrando a embalagem de outra bala jogada em sua cama, o menino a pôs na boca enquanto se levantava. O cansaço do dia pesava em suas pálpebras, tornando-o sonolento. Caminhou até a janela, querendo abri-la na esperança de uma brisa refrescar sua mente e seu corpo. A lua, reparou, estava cheia, deixando a rua outrora escura banhada por uma luz prateada.
Encostando a palma da mão no vidro transparente da janela, Naruto empurrou-o, ouvindo o deslizar de metal contra metal. Uma nuvem tampou a lua temporariamente, escurecendo o ambiente, fazendo o menino se lembrar de quando estava no carro vendo seu próprio reflexo. O olhar do Uzumaki pareceu se perder em algum lugar distante antes de sua mente ser tomada pela imagem do reflexo de Kakashi, e em todas às vezes na qual ele o encarava de esguelha, fazendo Naruto desviar o olhar para qualquer que fosse coisa lá fora.
Fazendo alguns desenhos assimétricos no espelho, o menino se lamuriou mais uma vez por ter sido idiota.
“Kakashi...” – murmurou, caminhando até sua cama novamente, sentindo os olhos lacrimejarem por causa do vento gélido. Desde que conseguia se lembrar, Kakashi sempre estivera ao seu lado, sempre assumira o papel de ‘pupilo de Namikaze Minato que conviveu todos os anos com Uzumaki Naruto’, ele era como um protetor. – “me desculpe.” – pediu, deitando-se na sua cama, ficando em posição fetal enquanto mergulhava no escuro agradável onde sua consciência se esvanecia.
Kakashi enfiou a mão no bolso de sua calça em busca do molho de chaves para abrir o pequeno portão negro, contudo, antes de achá-lo, Sakura, uma garota de cabelos tingidos de rosa, abriu a porta, mostrando-se estar com uma mini-saia vermelha e blusa tomara-que-caia preta, enquanto falava algo com alguém que parecia estar atrás dela.
Desistindo de procurar a chave, Hatake se pronunciou, esperando que a garota abrisse o portão para si. – “Sakura” – chamou, alguns nano-segundos antes da garota se virar em sua direção.
“Senpai!” – Haruno exclamou, descendo a escada de cascalho enquanto Kakashi reparava que a garota trazia em suas mãos uma sandália preta de salto alto. – “Venha com a gente, senpai!” – a garota convidou entusiasmada, enquanto abria o portão negro.
“Para onde?” – perguntou antes de subir os degraus e alcançar a porta.
“Estamos indo para uma discoteca que abriu aqui por perto...” – explicou, acompanhando o mais velho e entrando na casa antes do outro exclamar ‘tadaima’. – “Venha também.” – chamou, arrastando os pés no tapete de entrada enquanto Kakashi retirava o par de tênis, ficando apenas de meia.
“Hm, não obrigado.” – sussurrou, entrando na cozinha e encontrando Gaara sentado em uma cadeira, encarando a figura de Kankurou que procurava algo na geladeira, ao passo que Sasuke se retirava da cozinha acenando um ‘oi’ para Kakashi. – “Não estou com ânimo...”
“Você vai ficar sozinho aqui,” – Itachi perguntou enquanto entrava na cozinha e assumia o controle da geladeira quando Kankurou puxou uma Sprite para si. – “Kakashi-san?” – indagou, trazendo um recipiente de vidro com mousse de chocolate.
“Sim...” – murmurou cansado, apenas queria deitar em sua confortável cama e dormir o máximo que pudesse.
“Vai ficar aqui fazendo o quê? melhor sair conosco...” – comentou, sentando-se de frente para o rapaz de cabelos cinza enquanto que com o próprio dedo perpassava a camada gelatinosa do mousse e levava à boca. – “Ao menos se divertirá.”
“Concordo com Itachi-senpai.” – Kankurou comentou, pondo a bebida em dois copos e dando um para seu irmão.
“Preciso descansar.” – respondeu, deitando sua cabeça sobre seus braços cruzados em cima da mesa.
“Que seja...” – Kankurou deu de ombros guardando a Sprite na geladeira, fechando a em seguida com um baque suave antes de sair da cozinha sendo seguido por Gaara enquanto Sasuke entrava pela porta de miçangas enfileiradas.
“O que houve?” – perguntou, fitando os cabelos com corte singular esparramados pelos braços do rapaz.
“Desconfio que seja algo a ver com Naruto-kun...” – Itachi pronunciou, novamente passando o dedo pelo mousse gelado enquanto o outro não se importava em levantar a cabeça e dizer um falso ‘não tem nada a ver com Naruto!’.
“Ainda nisso, Kakashi?” – Sasuke perguntou impaciente enquanto inconscientemente, alisava o topo da cabeça do irmão, afagando as madeixas longas e negras.
Kakashi se endireitou, fitando a janela que havia à sua direita de um modo emburrado. Não queria discutir sobre aquilo logo ali. Palavras como “Minato nunca o odiaria”, “vai em frente, conquiste-o”, “eu acho que ele gosta de você” e “tente conversar com Naruto” só o fazia piorar. Não gostava de ser consolado quando não via uma sequer solução para seus problemas.
Novamente arrastando o indicador por entre a superfície gelada do mousse, Itachi levou o dedo à boca, sendo interceptado pela mão pálida de Sasuke que segurou a sua. – “Acho que” – opinou, levando o indicador do irmão mais velho aos lábios e sugando o sabor doce do mousse, cerrando os olhos em degustação. – “você, me desculpe, mas” – pediu, pegando o doce, agora com seu próprio dedo e levando aos lábios de Itachi que aceitou de bom grado enquanto segurava carinhosamente a mão do irmão. – “é um idiota.” – finalizou, abraçando Itachi pelas costas.
“Sasuke,” – Kakashi chamou antes de se levantar lentamente, apoiando ambas as mãos na superfície da mesa. – “lembre-se que você já foi um idiota...” – murmurou, atravessando a cortina de miçangas, mas estancando o passo, segurando algumas das fileiras de miçangas entre os dedos. – “Aliás,” – disse enquanto se virava em direção aos irmãos. – “Nem Gaara e Kankurou se tratam assim, sejam diligentes.” – pediu ao passo que voltava a caminhar, subindo a escada e seguindo direto para seu quarto.
Kakashi fitava quase hipnoticamente a cortina transparente esvoaçar por causa do vento que entrava pela janela aberta, mostrando uma suntuosa Lua Cheia. Buscando uma almofada jogada no chão iluminado pelos reflexos lunares, Hatake a abraçou, remexendo-se para encontrar uma posição agradável. Um cheiro singular, algo que lembrava coisas novas em folhas, acontecimentos reconfortantes e afetivos e, principalmente, Naruto o fez se lembrar deste último, em uma tarde na qual fora buscá-lo na natação e o encontrara com sua habitual sunga listrada, sentado na borda da piscina.
Ambas as pernas remexiam a água ao redor, enquanto suas mãos vagavam pelo piso bege, formando caminhos com o dedo indicador pelas pequenas poças que cresciam ao seu redor.
“Kingyo-chin” – Kakashi chamara, prostrando-se atrás do garoto pensativo, formando uma sombra assimétrica por cima dele.
Naruto olhou para cima, tencionando seu pescoço para trás, olhando de um jeito emburrado para o rapaz. – “Não me chame assim.” – reclamou, fazendo bico enquanto prendia o ar em sua boca, deixando suas bochechas mais arredondadas, em uma ação tipicamente infantil.
Kakashi sorriu docilmente, curvando a cabeça para o lado, enquanto observava o menino que mantinha tal expressão que só poderia ser chamada de fofa.
Soltando uma risadinha, Uzumaki sorriu; daquele jeito aberto que só ele sabia sorrir, da maneira que fazia qualquer um até o mais mal-humorado querer sorrir.
Hatake se agachou, abraçando hesitantemente o menino por trás de um modo carinhoso, em um abraço que rodeava ambos os braços de Naruto, mantendo-os colado ao corpo, sentindo algo mudar dentro de si um certo aperto em algum lugar perto de seu peito.
“Eh?” – o garoto fez confuso, enrijecendo-se no enlaço, conseguindo ver o reflexo pouco nítido de Kakashi o abraçando.
“Só” – pediu, apertando mais o abraço, absorvendo o escasso calor que emanava do corpo pequeno e dourado. – “me deixe” – sussurrou; seu nariz colado à nuca do menino, aspirando o cheiro que agora quase não conseguia sentir. – “ficar” – expirou; uma gotícula escorreu nuca a baixo com a expiração do mais velho. – “mais um tempo...” – pediu, o aperto em seu coração parecendo sufocá-lo.
Ele estava.
Kakashi sacudiu a cabeça, saindo do transe antes de piscar os olhos, virando-se para o outro lado do quarto enquanto se agarrava mais à almofada. Naruto tinha apenas quinze anos quando se julgou começar olhá-lo de outra forma. E ele tinha vinte e dois. Sete anos de diferença, e desde então, quatros anos se passara e mesmo assim nada havia mudado. Apertando com mais força a almofada, de uma forma raivosa, Hatake cerrou os olhos na esperança de dormir.
Entretanto um barulho no primeiro andar o fez ficar em alerta, olhando fixamente para a parede branco-gelo, em profunda concentração, até que outro ruído inundou o silêncio no qual a casa estava emersa.
Sentando-se rapidamente, ainda segurando a almofada, Kakashi se levantou e caminhou silenciosamente até a porta, desviando-se de almofadas e sapatos, procurando pisar sobre o tapete de pelúcia negra que cobria metade de seu quarto. Cuidadosamente tocou na maçaneta, continuando a ouvir ruídos lá em baixo e, agora, acompanhados de murmúrios enquanto abria a porta e pisava temeroso pelo corredor, andando até a sutil grade que cercava a escada, observando as sombras se moverem que se estendiam até a escada.
“Gaara,” – a voz de Kankurou chegou aos ouvidos de Kakashi que suspirou profundamente, agora aliviado. – “vai acordar o senpai.”
“Kankurou...” – um som parecido com um ronronar, na voz de Gaara, chamou a atenção de Hatake que ergueu uma sobrancelha fina ao que o rapaz terminou a sentença. – “Kakashi com certeza já está dormindo.” – o dito cujo ergueu a sobrancelha , enquanto caminhava na direção da escada.
“Gaara,” – Kankurou gemeu, fazendo inconscientemente Kakashi parar de súbito, seus olhos se alargando. – “não faç...” – novamente soltou um gemido; Hatake franziu as sobrancelhas. Não. Não podia ser.
Sacudindo a cabeça, o rapaz caminhou sem fazer ruídos, chegando ao topo da escada enquanto a descia lentamente. Pé ante pé, Kakashi foi descendo os degraus, agradecendo a Deus pela escada ser de boa qualidade e nova a ponto de não ranger a cada passo.
A atmosfera escura fez Kakashi franzir as sobrancelhas, semicerrando os olhos, tentando aguçar seus sentidos. O som de passos o fez recuar, parando repentinamente. Um ruído abafado como se algo tivesse caído em alguma coisa fofa, chegou aos ouvidos do Hatake. Se agachando, tendo o cuidado de não perder o equilíbrio e rolar escada a baixo, o rapaz tentou enxergar algo que não fosse as hastes do corrimão, seu olhar recaiu sobre uma pequena claridade que acabara de nascer vinda da sala de estar.
Varrendo o hall com os olhos, Kakashi continuou a descer, tendo o cuidado de não tropeçar nos pequenos vasos de plantas que havia nas beiras de cada degrau. Quando chegou ao pé da escadaria, Hatake seguiu na direção do feixe de luz que vagueava pelo chão, formando algumas sombras estranhas. Algo roçou na perna de Kakashi, parecendo entrar por dentro de seu short branco e largo; pulando de susto e sentindo seu coração acelerar, o homem olhou a sua volta, notando que era apenas o ramo de uma planta com botões rosa.
“Maldita obsessão da Ino por plantas...” – Kakashi sussurrou, tendo notável certeza de que só ele poderia ouvir sua voz de tão baixa que estava.
Um gemido alto e lamuriante chamou a atenção do rapaz de cabelos cinza, que parou a passada, inseguro se devia continuar ou não. Lembranças do dia em que Itachi lhe confessara que gostava de Sasuke mais do que deveria, lhe veio em mente.
Achara estranho no começo, mas não dera a ele conselhos como ‘esqueça-o’ ou ‘isso é errado, esqueça!’. Ambos dividiam segredos um com o outro, Kakashi dissera ao Uchiha que achava gostar de Naruto logo depois da confissão do amigo. E, mesmo sabendo que o melhor era esquecer e partir para outra, nenhum dos dois dera este tipo de conselho para o outro.
Quando os irmãos ficaram juntos, Hatake sorriu. Genuinamente. Percebeu, então, que aquela relação não era tão estranha quanto pensara no início. Itachi falava continuamente de como era bom poder estar com Sasuke da maneira que queria estar. Lembrava-se do rapaz citar inúmeras vezes que ‘não sentir culpa’ era ótimo e que Kakashi deveria provar para saber como é.
“Kan-Kankurou!” – Gaara exclamou arfante, inconscientemente trazendo o senpai de volta à realidade. – “Vamos pro...” – tendo total certeza de que não conseguiria dormir depois do ‘não’ lascivo que Kankurou soltou, seguido de outro gemido vindo de Gaara, Kakashi se encaminhou a passos decididos – que iam tornando-se hesitantes a cada segundo – para a cozinha a fim de pôr um fim naquilo.
Não queria deixar os garotos constrangidos – mesmo sabendo que deixaria – ou qualquer outra coisa do gênero, apenas queria descansar. Sem ruídos. E gemidos. E imagens que não queria presenciar.
Em um sofá negro na vertical, onde Kakashi deitava para ler seus livros em paz, Kankurou situava-se sobre Gaara, criando movimentos ondulantes. Kankurou ainda estava totalmente vestido, diferente de Gaara que se encontrava sem a camisa – cuja qual encontrava-se jogada no chão –, Hatake notou, agradecendo a Deus. O abajur alaranjado, presente que Naruto lhe dera, dava uma luz falha à sala, visto que a lâmpada estava com mau contato, apagava por alguns segundos antes de acender novamente.
“Gaara,” – Kankurou chamou, fazendo Kakashi se espreitar nas sombras para não ser visto. – “eu te amo.” – murmurou enquanto segurava a cintura delgada do irmão o trazendo para cima, sentando-o em seu colo.
Aquela declaração fez o coração do mais velho dentre os três amolecer, sua expressão atenuando-se. Deixaria para descobri-los uma outra vez ou talvez nunca, quem sabe. Já estava refazendo seus passos silenciosamente para a escada, tentando bloquear os gemidos, até que a palavra ‘gozar’ flutuou até seus tímpanos.
Nem fodendo que alguém gozaria em seu sofá senão ele. Voltando até seu ponto de origem, Hatake acendeu a luz ao lado da porta sem dó nem piedade, assustando os dois garotos.
Kakashi poderia até rir – e fez força para não fazê-lo – da expressão de ambos. Gaara pulou do colo do irmão, prostrando-se atrás dele, olhando seu senpai entre assustado e horrorizado enquanto Kankurou cobria sua ereção com a camisa de Gaara, outrora no chão.
“Ka-kashi!” – o moreno exclamou, seus olhos se arregalando enquanto uma cora coloria suas bochechas.
“Antes de qualquer um de vocês falarem ‘não é isso o que você está pensando’,” – o rapaz de cabelos cinza pronunciou-se, olhando seriamente para Kankurou. Tinha que culpar alguém. E nada melhor que culpar o mais velho, já que quem queria ir para qualquer que fosse o lugar era o mais novo. – “eu quero explicar uma única coisa: nunca no meu sofá!” – exclamou, curvando-se para frente, olhando severamente para os dois.
O moreno franziu as sobrancelhas. Esperava qualquer sermão dos mais longos até os mais estranhos, exceto um, tecnicamente, ‘não transe no meu sofá’.
“Eu não me importo, sinceramente, de vê-los juntos...” – afirmou, mesmo, se fosse para ser sincero, se importando. – “Se vocês quiserem manter isso em segredo, tudo bem, eu não conto nada.” – garantiu, amenizando a expressão séria ao passo que os dois pareciam relaxar. – “Mas nunca mais cheguem perto desse sofá! Nunca neste sofá!” – exclamou, levando a mão à testa, retirando a franja de sobre os olhos. – “Caso eu pegue – e eu os pegarei, acreditem –, eu os chantagearei até que vocês morram.” – concluiu, olhando ameaçador de um para o outro.
“S-senpai” – Kankurou titubeou, levantando-se. – “Ahn...”
“Tudo bem, huh...” – Hatake assegurou calmamente, enquanto Gaara vestia a camisa de uma maneira tímida. – “Agora vão pra longe do meu sofá e, ah,” – Kakashi exclamou, virando-se na direção deles que, sem hesitar, saíram apressados em direção ao corredor, passando por ele ao cruzar o vão da porta. – “sejam...”
“Estamos sendo.” – Gaara o interrompeu ranzinzamente, não parando a passada.
Kakashi bufou, – “não nesta noite” – murmurou, caminhando até a outra extremidade do sofá apenas para apagar o abajur, logo depois refazendo o caminho, passando pelo hall e chegando às escadas, sendo de novo incomodado por um ramo furtivo cujo qual ignorou, continuando a subir as escadas.
Nos primeiros minutos, Naruto pensou que a coisa mais idiota que fizera em toda sua vida fora, sem dúvida, rejeitar o convite de Lee. Nesse curto período de tempo, o menino teve certeza que em seus quatorze anos, ele não aprendera nada sobre ‘previsões de tempo’ e ‘gripes’. Afinal, quatorze é uma idade na qual você ainda não aprendeu nada sobre a vida, basicamente falando.
Quando a primeira gota de chuva caiu sobre a ponte de seu nariz, deslizando até a ponta dele, Naruto praguejou, olhando a sua volta em busca de algum abrigo. Encontrando apenas areia, coqueiros, areia, mar e mais areia. Os quiosques já tinham sido fechados há horas, na esperança dos donos não pegarem a chuva torrencial que estava por vir.
O garoto se encolheu, estava frio. O mar soprava fortemente, causando um vento gélido no qual batia com força contra o corpo magricela do garoto o inclinando para direções contrárias.
Apenas conseguia pensar em uma coisa: queria seu pai. Seu pai ou Kakashi. Queria sair dali e, se fosse agora, agradeceria. Mas sabia ser impossível, seu pai avisara que só o buscaria meia hora mais tarde. Ótimo, não? Meia hora na chuva. Meia hora que poderia acarretá-lo uma hipotermia, um resfriado, uma gripe ou uma pneumonia.
Todavia, depois que o céu pareceu desabar em forma de chuva sobre a cabeça loira de Naruto, enquanto ficava mais e mais cinzento, o menino pareceu esquecer-se da sua preocupação. As pesadas, geladas e grossas gotas caíam sobre Uzumaki, encharcando-o. A cada minuto que se passava a chuva parecia aumentar mais a sua freqüência. Quando o menino abriu os braços, deixando maior a área de seu corpo para as gotas chocarem-se contra ele, Naruto se esqueceu do que o incomodava.
Tinha a praia toda para si, estava tomando banho de chuva e, mesmo estando com frio e a água estando extremamente gelada, era relaxante. A atmosfera já estava cinzenta e os riscos esbranquiçados, causados pelas gotas que caíam cortando o ar tampavam parcialmente a sua visão, mas não ligava. Poderia fazer, em um curto espaço de tempo, o que quisesse, o que sempre quisera fazer de baixo de chuva e nunca pudera por causa de ordens, mas agora ele teria uma desculpa: simplesmente estava sem guarda-chuva.
Naruto riu, riu de sua própria sorte enquanto corria de um jeito desajeitado pela praia, beirando o mar, sentindo as ondas gélidas engolfarem suas canelas, seus pés afundando na areia até a altura dos tornozelos, fazendo-o perder, vez ou outra, o equilíbrio.
Deixou-se cair no chão enquanto uma onda particularmente grande e forte o empurrava, e depois puxava, levando consigo os grãos de areia. Deitando as costas na superfície macia e úmida, Naruto apoiou a cabeça sobre os braços cruzados, apenas sentindo as gotas chocar-se contra ele, sentindo, em um tempo ritmado, as ondas virem e irem. O frio já não o incomodava mais, apenas sentia a sensação relaxante de encontro a si.
“Naruto,” – Minato chamou e abriu a porta do quarto, retirando o filho de seus devaneios. – “o almoço está pronto.” – comunicou, observando o garoto sentar-se na cama e o encarar de um jeito sonolento.
“’Tô sem fome...” – murmurou, expirando uma golfada de ar, cansadamente – “Mas tarde eu como.” – concluiu antes de se jogar de costas na cama, voltando a fitar o teto, suas duas mãos cruzadas por cima do peito.
Não gostava nada daquilo e aborrecidamente se perguntava quando aquilo iria acabar. Com passos calmos e precisos, Minato caminhou até a cama do filho, fitando-o ternamente.
“Promete que não vai se alimentar só de doces?” – perguntou, pondo sua própria mão sobre as do filho que estavam cruzadas na altura do peito. Naruto meramente sorriu, mesmo sendo um sorriso fraco. – “Prometo.” – garantiu enquanto o mais velho descruzava suas mãos, depositando-as gentilmente de ambos os lados do corpo do garoto. Depositando um beijo na testa do filho, Namikaze sussurrou um ‘cuide-se’ e se retirou, caminhando até a porta e a abrindo, dando uma última olhada enquanto a fechava, deixando Naruto novamente sozinho e em silêncio.
Encarando o quarto já iluminado pelo sol, o menino reparou nos raios solares que intensificavam as cores, tornando-as mais bonitas. A cortina alaranjada receptora da luz solar transformava a atmosfera do quarto alaranjada como em uma tarde de outono na qual se olha para uma árvore frondosa e com folhas amareladas então, com uma brisa particularmente forte, as derruba formando um pequeno redemoinho amarelo-alaranjado no qual repousa-se tranquilamente no chão.
Naquele dia a atmosfera não era como a de um Outono. Mas sim como de um Inverno. Era escuro, frio, cinzento e chuvoso. Todavia, a única coisa que Naruto podia dizer, era que para ele aquela noite era como uma noite da Primavera. Ele estava feliz e sorridente, como quando via as primeiras pétalas de Sakura surgirem. O garoto se sentiu quente e tranqüilo quando mais tarde voltou para casa.
Naruto fitou o mar, achando-o atraente enquanto pensava quão seria legal poder nadar na praia à noite. Mesmo o fato de a maré estar revoltada, Uzumaki não podia deixar de notar quão fascinante poderia ser experimentar nadar por entre as ondas agitadas, as gotas de chuva misturando-se às salgadas do mar enquanto os trovões coloriam de branco por nana-segundos a paisagem já escura.
Naruto queria. Ele realmente queria experimentar como era mergulhar no mar numa noite revolta.
“Naruto!” – o menino se virou em direção à voz, logo avistando o pupilo de seu pai com um guarda-chuva preto vindo na sua direção.
“Senpai!” – Uzumaki exclamou, abrindo um sorriso largo enquanto Kakashi corria até ele.
“Naruto seu descerebrado!” – Kakashi xingou, alcançando o menino que o olhou de volta com olhos largos e confusos enquanto seu sorriso esvanecia.
“Eu não sou descere... des-ce... Eu não sou isso aí que você me chamou!” – gritou, apontando um dedo indicador e enrugado para o homem de cabelos cinza.
“Não importa, vamos voltar, Minato está nos...” – falou, alcançando o menino, já preparando-se para dar meia-volta.
“Kakashi-senpai?” – Naruto chamou, puxando a manga do casaco azul-marinho que o mais alto vestia. – “É possível eu nadar até o fundo?” – perguntou, olhando inocentemente para o mais velho que cobriu com o guarda-chuva, dividindo-o entre eles.
“Quê?” – Kakashi olhou confusamente para o menino, encolhendo o braço para não molhá-lo com a água gelada que caía sobre eles.
“É, tipo...” – Naruto murmurou, olhando para um lugar distante. – “bem fundo, lá no fim e... no fundo.” – explicou, parecendo ter certeza que sua explicação não fizera sentido nem para ele próprio.
“Ahn...” – Hatake titubeou, escolhendo bem as palavras para a pergunta repentina. – “Bem, não nessas condições... Precisa-se de equipamentos e, bem, vamos logo?” – Chamou, pegando no pulso do menino que o puxou de volta.
“Então sem eles eu não consigo?” – insistiu ao passo que uma brisa perpassava por entre eles, estremecendo-o. – “Quem pode tê-los? Eu quero tê-los!” – exclamou; uma expressão decidida em seu rosto.
“Nadadores profissionais, do tipo que mapeiam e estudam as criaturas marinhas...” – explicou, ouvindo o menor murmurar um ‘ah’. – “Bem, vamos, então.” – novamente chamou, puxando o menino pelo pulso apenas para ter o garoto atraindo o braço para si em um puxão.
“Se eu nadar até o fundo eu morro?” – indagou, olhando para Kakashi que só poderia dizer uma coisa sobre a expressão que lhe era enviada: fofa.
“Sim, Naruto, a correnteza o afogaria...” – respondeu, observando as gotículas deslizarem pelas pontas dos cabelos loiros. – “mesmo você sendo um bom...”
“Então você não acredita que eu sou um bom nadador?” – Naruto persistiu, olhando para o mais velho com uma feição emburrada.
“Não é isso... O fato é:” – Kakashi começou, lembrando-se dos dias nos quais era ensinado por Minato. – “você é um kingyo... E até mesmo estes quando jovens devem tomar cuidado ao se aventurar pelo seu próprio habitat, entende?” – explicou, afagando as madeixas molhadas do menino, enquanto este repetia a palavra ‘kingyo’.
“Então eu posso ir sem morrer?” – perguntou, não dando fim à conversa. A chuva parecia diminuir um pouco e Hatake pensou sobre qual resposta seria melhor para levar logo o garoto para o carro. – “Eu não sou ruim, né?” – olhou para o chão arenoso, vendo a espuma esbranquiçada que a onda deixara ao passar, molhando as canelas de ambos. Kakashi negou com um aceno de cabeça. – “Ah, então eu vou nadar!” – exclamou, pisando firme na areia úmida, espirrando água enquanto corria. Contudo antes de correr o suficiente para se jogar na água gélida – que, na opinião de Naruto, não fazia tanta diferença agora –, dois braços o prenderam pelo tórax, fazendo-o perder o equilíbrio enquanto tombava para o lado espirrando água para cima do senpai.
“Naruto,” – Hatake chamou aborrecido, – “deixe de besteiras e vamos logo, Minato está nos esperando lá no carro.” – disse, puxando o menino para cima, levando-o até onde as ondas já não alcançavam, antes de retirar o casaco com gola felpuda, arrependendo-se quando o vento causado por uma onda os afetou. – “Toma,” – murmurou, jogando o casaco por cima das costas do Uzumaki e o puxando de encontro a si. – “fique com isso.” – disse tremulamente, mordendo seus lábios para impedir seus dentes de chocarem-se uns contra os outros.
“Não ‘tô com frio!” – Naruto reclamou, fazendo um movimento para retirar o casaco. – “Você que...”
“Você quer pegar uma pneumonia e morrer antes mesmo de ter ido ao campeonato de natação?” – Kakashi perguntou, sabendo que o garoto não objetaria mais, sorrindo satisfeito ao constatar que ele não reclamara.
“Ok!” – exclamou, abraçando seu senpai mais fortemente. – “Então eu posso te aquecer!” – comentou, soltando uma leve risada enquanto via a pequena escada de pedra tornar-se mais nítida ao chegarem perto.
O rapaz de cabelos cinza sorriu. Não havia um jeito de não amar o loiro, Naruto era amável demais para isso. Hatake enlaçou Uzumaki pelos ombros, apertando-o mais de encontro a si, começando a subir a escadinha que os levava a um nível superior, logo em frente ao carro de Minato.
Kakashi encaminhou o menino até o carro, abrindo a porta de trás e dando passagem para Naruto, que entrou no calor reconfortante de dentro do carro. Se encaminhando para a porta da frente, o rapaz abriu a porta da frente ao mesmo tempo em que Uzumaki abria a de trás e punha a cabeça para fora.
“Ahn... Kakashi-senpai,” – chamou, sentindo as gotas respingarem em sua cabeça. – “Er...” – o menino titubeou, recolhendo-se para dentro do carro, agora que tinha a atenção do senpai
“Hn?” – fez, vendo Naruto estalar os dedos nervosamente, todos de uma vez só, olhando para o calção de banho laranja.
“É que...” – o outro murmurou, seu olhar recaindo sobre seu pai que o fitava pelo espelho retrovisor. – “Ahn...” – hesitou, voltando a olhar para ambas as mãos.
Kakashi suspirou enquanto batia a porta da frente, um sorriso brincando em seus lábios. – “Afasta pra lá, Kingyo-chan.” – pediu, abrindo a porta e fechando o guarda-chuva.
“Tá!” – Uzumaki exclamou, sorrindo brilhantemente para o rapaz ao passo que chegava mais para o lado, deixando um rastro molhado pelo banco.
Hatake entrou no carro, logo percebendo a mudança brusca da temperatura antes de fechar a porta, o silêncio reinando dentro dele, apenas um vago ruído das gotas caindo era possível de ser ouvido.
“Bem, então vamos embora.” – Minato sorriu, girando a ignição e ligando o limpador de pára-brisas que perpassava o vidro de um canto ao outro, retirando a água que caía por sobre o teto, escorrendo para aquele local.
Naruto se encolheu no banco, puxando suas pernas para cima, flexionando-as enquanto chegava mais para perto de Kakashi, deitando sua cabeça no ombro dele com um sorriso bobo ondulando seus lábios.
Hatake se inclinou um pouco na direção do menino, tentando deixá-lo mais confortável, Uzumaki se endireitou, repousando sua cabeça no peito do mais velho agora. Kakashi afagou as madeixas loiras dele, sentindo, apesar de molhadas, uma maciez inigualável a seu ver, não resistindo a depositar um beijo no topo da cabeça do menino.
Seu sorriso aumentou enquanto se afundava no calor reconfortante que o corpo de seu senpai lhe proporcionava. Timidamente sua mão repousou na barriga de Kakashi, agarrando o tecido negro e morno enquanto fechava os olhos, pensando em quão quente e tranqüilo se sentia e, acima de tudo, como o cheiro de seu senpai o acalmava.
... OK! PAREM DE APONTAR SUAS FACAS PARA MIM, MIMIMIM Ç___Ç [como diria a gi, oiq]
eu não tenho culpa, T_T! foi tudo culpa da potty, mimim ;_; ela fica me tapeando q e ee e *atora jogar a culpa nos outros hihi* enfim ò_ó! É foda vida de estudante em tempo integral, ta? ;-; Eu até tive tempo, '-' mas como eu sou pobre fodida, eu escrevi uma fic pra minha mamis *3* aí fodeu-se q
whatever, u_u' Eu tenho até o quarto ou o quinto capítulo escrito, e uma idéia sobre o sexto (ou o quinto, a_a), mas ainda assim vai demorar, i_i' em todo caso, essa fic não vai ser longa [demais]. Prometo que, se passar de 10, eu cancelo HAHA.
-not.
Enfim O:
Espero que, quem tenha lido, tenha gostado, ;_; prq eu to ashando essa fic um cu e D: ta, calay.