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EmptySpaces11
Author of 146 Stories

Rated: T - Portuguese - Crime/Suspense - Reviews: 214 - Updated: 10-05-09 - Published: 01-30-09 - Complete - id:4829397

SMUT”

AUTOR: EMPTYSPACES11

DATA: JANEIRO DE 2009

FANDOM: J2, Padackles

PARES: JARED/JENSEN, JEFFREY/JARED (possivelmente), JEFFREY/JENSEN (possivelmente)

NOTA1: Os atores de Sobrenatural, ou quaisquer outros atores de quaisquer outros seriados, não me pertencem. Sou apenas uma fã que gosta de brincar com as inúmeras possibilidades que se apresentam na relação dos mesmos. Meus textos não têm fins lucrativos.

ADVERTÊNCIA: O conteúdo dessas histórias é adulto. Estão advertidos, portanto, os leitores.

RESUMO: O detetive Jared Padalecki é novato, mas inteligente. O jornalista Jensen Ackles é indiscreto e intrometido. O detetive Jeffrey D. Morgan é um veterano sem objetivos. Quando se juntam para desvendar um assassinato, tudo pode acontecer. Suspense, Drama, Romance, Aventura, Violência... De tudo um pouco, acho.

SMUT”

Capítulo 1

Há dez anos atrás...

A fábrica abandonada no lado sul da cidade, na beira do rio, impunha respeito pelo tamanho. Era uma construção que se via de longe e, apesar de seus tijolos avermelhados não terem mais o mesmo brilho, assim mesmo, todos que a avistavam consideravam aquele prédio um enorme fantasma na beira do rio, especialmente nos finais de tarde ensolarados quando o brilho dos tijolos fazia doer os olhos de quem passasse por perto ou avistasse a imagem. Era um enorme espectro, silencioso e paciente, esperando todos desaparecerem. Ali, antes de ser desativada, dezenas de trabalhadores retiravam, com o suor de seu trabalho, o dinheiro para sustentarem suas famílias. Mas vieram os negócios mal feitos. E os operários sofreram duras perdas.

O sujeito parado do lado de fora do carro observava com cuidado os aspectos do prédio enquanto aguardava a chegada do outro. Era seu dia de folga, mas carregava sua arma e seu distintivo, por pura precaução. Não gostava de sair sem eles. Aquilo parecia lhe dar segurança. Era só “um pedaço de latão”, conforme o outro havia denominado seu distintivo, mas aquele pedaço de latão lhe dava uma posição de destaque e o intitulava detetive. A arma, uma .45, era tudo o que precisava. Sentia-se poderoso com ela.

O outro estava atrasado, o que o estava deixando extremamente desconfiado. Tinha executado bem o serviço. E deveria receber sua recompensa. Estava tudo limpo. Nada mais atrapalharia os planos do outro.

Deu a volta no carro para tentar conter seu ímpeto de sair dali quando notou ao longe, pelo portão dos fundos do prédio, o carro luxuoso que se aproximava.

Seus olhos estreitaram-se. Identificava apenas duas pessoas dentro do veículo. Estava limpo. Tudo estaria terminado. Seu vínculo com o outro se desfaria para sempre. Ninguém mais falaria em Tim Harllet.

— Finalmente – resmungou, entre os dentes, retornando para sua antiga posição.

O carro emparelhou com o seu. O motorista desceu, colocando o quepe e dirigiu-se para a porta de trás, abrindo-a.

“Exibido,” pensou, logo que a imagem se formou diante de si.

John Antony Langley estava vestido como sempre. Um blazer de cor sóbria. Calça de tom mais escuro. Blusa impecavelmente branca por sob o blazer. Tudo estava combinando. Seus sapatos eram tão lustros que ofuscavam a luz do dia.

“Efeminado,” sorriu para o sujeito que ajeitava sua roupa. “Odeio essa gente,” ainda sorrindo, ergueu a mão acenando.

Mas efeminado ou não, aquele homem de menos de meia idade movia milhões. Era dono de um império construído em cima da venda ilegal de armas e lavagem de dinheiro. Tinha feito sua fama. Sua carreira política estava encaminhando-se para o sucesso. Seu dinheiro comprava pensamentos. Exceto os de quem estava morto por discordar dele em primeiro plano.

— Adiantado como sempre – o homem sorriu, aproximando-se – Ansiedade é um defeito.

— Pontualidade é uma virtude – o outro retrucou com o mesmo sorriso nos lábios – Mantenho minhas qualidades.

Os dois ficaram frente a frente. O mais velho olhou para o policial como se o quisesse analisar. O mais novo não era muito de falar. Mantinha-se sempre reservado. Era de poucos sorrisos. E de poucos amigos. Mas tinha ambições que o mais velho conhecia. Sabia qual era o ponto fraco do mais novo. Sabia o que almejava para si.

— Fez um excelente trabalho! – juntou suas mãos nas costas e caminhou para perto da cerca que dividia o terreno da fábrica e a margem do rio.

— Como o prometi. Tim Harllet não vai atrapalhar seus planos – explicou pausadamente – A menos que ele ressuscite.

— E quanto aos arquivos? – o mais velho perguntou.

A questão que ele não desejava responder tinha sido curta e clara. “Os arquivos,” pensou. “Os malditos arquivos”...

— Não encontrei nada no apartamento dele, senhor – respondeu – Se ele tinha alguma prova, se tinha recolhido qualquer documento que fosse, não está no apartamento. Não há nada lá que possa ser relacionado ao senhor.

— Tem certeza? – o homem voltou-se para encará-lo.

— Sim, senhor – respondeu prontamente, porque John Antony Langley abominava incertezas.

— E no jornal? – fez uma pausa – Verificou no jornal?

— Verifiquei – respirou profundamente – Ficou uma caixa com algumas fotos antigas. O senhor Beaver disse que vai deixá-la guardada. Não quer jogar as memórias do amigo no lixo – respirou mais uma vez profundamente – Sentimental, acho...

— E quanto àquele rapaz... Aquele garoto... – fez menção, mas sua memória não o ajudava.

— Ackles – completou, auxiliando-o.

— Verificou se os documentos estão com ele? Harllet pode tê-los deixado com o garoto.

— Não. Não deixou. Seus pertences pessoais, os poucos que tem, são apenas papéis dele mesmo. Como já disse, verifiquei com cuidado cada centímetro daquele lugar.

— Soube que teve problemas – era sutil quando queria saber das falhas.

— Pensei que ele não voltasse cedo naquela noite. Foi uma surpresa. Mais para ele do que para mim – sorriu com a lembrança – O garoto tremia tanto que pensei que fosse enfartar. Ele não viu meu rosto. Eu estava com o gorro. E bati tanto nele que...

— Ele era protegido de Harllet – apenas confirmou o que o outro já sabia e aquilo o deixava irritado.

— Ele é um vagabundo que Harllet recolheu – retrucou.

— Harllet o fez voltar a estudar. Ele é a única pessoa próxima de Harllet. Deve saber algo – julgava aquela relação, aquele apreço que o velho jornalista tinha para com o garoto, aquela proximidade, um ponto a ser desvendado – Harllet sempre foi sozinho até encontrar esse garoto. O garoto era importante para ele. Então, presume-se que deva saber algo.

— Quer que eu dê sumiço nele? – seu sangue frio era o motivo pelo qual carregava a fama de poucos amigos – Isso me faria feliz... Muito feliz.

— Não. Não vamos levantar suspeitas. Quero que continue a procurar os arquivos – completou o candidato a político, cortando-o de forma seca – E fique de olho nesse Ackles.

— Sim, senhor – não tinha saída senão obedecer.

John Antony Langley puxou um envelope do bolso interno de seu blazer e entregou-o para o mais jovem. Sorriu cinicamente enquanto o outro recebia o envelope.

— Mantenha-me informado – saiu de perto, dirigindo-se para o carro.

Quando o carro desapareceu por completo, o jovem policial abriu o envelope. A quantia era assustadoramente generosa. O dobro da primeira. E sabia que teria mais.

***** continua *****

Nota: A todos os que acompanham as minhas fics, meu muito obrigado. É sempre muito agradável saber que se faz algo e é apreciado. Se puderem comentar, muito bem. Vou saber detalhadamente o que se passa. Se não quiserem vou ficar tristinha, mas vou compreender. Um grande e carinhoso abraço a todos.



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