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Mimsy Porpington
Author of 9 Stories

Rated: T - Portuguese - Romance/Drama - Draco M. & Astoria G. - Reviews: 4 - Published: 04-09-09 - id:4980501

Ela está triste com um Martini,


You've got a good heart; you should give it to someone who cares.


Marc e Yves. Da cabeça aos pés. Duas, três taças de Martini, para consertar o coração partido por ela mesma.

O poder, e a paixão e a sede que ele traz.

E o amor traz fome. Fome de traição.


Os beijos tinham gosto de Orgasm e Trident, e por baixo das etiquetas caras, segredos facilmente desvendados.

Ela vendava os olhos (dos outros) e atava os braços, com atenção e atuação, e faixas escuras.

Agora ela se sentia culpada, mas ela sabia, se conhecia (o suficiente) para saber que ela já esqueceria, já superaria. E o próximo?

Ela não ganhava pelos seus prazeres, nunca pretendera. Não havia luxo em seu hedonismo.

Tinha olhos de topázio-imperial, cigarros na bolsa e os telefones influentes no Blackberry; não tinha pudor, tampouco juízo, mas tinha medo. E gostava de ter.


Desde pequena, olhos topázio, roupas de ametista, coração… de prata, sempre teve pelo menos uma das coisas que sempre quisera. Por sempre estar reduzida ao ímpar solitário, ela não se acostumou a diferenciar o material do emocional. Eu quero tudo. O ímpar solitário, e ela tinha.


Eu nunca me apaixonei, mentiria ela. Quero dizer, interpretaria o papel de alguém que nunca se apaixonou.

Mas se você nunca reparou que estava apaixonada, você está?


Ela teve um affair, minto, ela ainda o tem. (Tem vários, mas esse é especial.)

Outsider, cabelos loiros, olhos azuis, o primeiro a expertimentar os lábios de Trident e Orgasm dela. Em Orgasm, ele foi o primeiro duas vezes. Sotaque inglês, Armani, amigo da família.

Todo mundo nesse mundo tem um pequeno caso eterno.

E o que ela fazia com todo esse amor?

- Mais uma taça de Martini, por favor.


Os dedos finos com anéis de diamantes poderiam estilhaçar taças de cristal delicado, uma por minuto, se ela descontasse sua raiva nelas. Mas ela descontava sua raiva nas garrafas; maiores, o som do vidro espatifando era melhor, e ela fazia questão de sempre beber o que estivesse dentro, fosse felicidade, fosse antipatia, fosse coração quebrado.


Teve problemas com drogas na adolescência. Problemas que não considerava problemas; festas, e cocaína, e alguém que ela não suportasse, e arrependimentos, e as garrafas vazias espatifadas pelo chão, com líquidos vazios. E rotina. Pura curiosidade, of course.

Ele, inglês com Martini lhe deu algum Trident e conselhos quando foi visitá-la na reabilitação. Ele lhe deu um beijo também.

E ela desistiu das drogas.

Em breve descobriria que os arrependimentos vêm de qualquer forma, as festas seriam inevitáveis, e ele a viciara novamente em Trident e beijos.

E cigarros. Ele levara cigarros também.

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Só teve um coração. Era daquelas que sentia gosto em se sentir amada, e sentia gosto em quebrar o coração dos outros.

O dela só foi quebrado uma vez. Por aquele maldito inglês.

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O coração quebrado, colado com Martini, gostava de entristecer, emudecer outros corações.

Ela tinha um namorado (ela tinha vários, na verdade) e a família dela gostava dele; ele era um bom… todas aquelas coisas que se diz. A sociedade gostava dele. Ela gostava dele. Gostava de traí-lo também, levava isso como um hobbie, ou um troco.

Ele a traía com pernas roçando sob a mesa em jantares importantes, banheiros de restaurante e em armários com camareiras de algum hotel e ela o traía em aviões particulares, em banheiras de hidromassagem, com o dono daqueles mesmos hotéis…

Ela colava com Martini. E não acabava com as suas manias; de enrolar o cabelo com os dedos, de comprimir os lábios ou de fazer pose para todos os espelhos.

Ela era especial, tinha algum dom que cegava, e tinha algo de bom dentro dela. Uma pena que ninguém conseguia enxergar além da atuação. O lado bom é que ninguém percebia que ela era uma atriz.

- Malfoy também é admirado na sociedade, e sua família se dá muito bem com ele.

- Eu não sei porque, mas prefiro taças de Martiní do que um novo sobrenome. Astoria Greengrass é alguém que sempre pode renascer sob a mesma identidade. Se eu mudar de nome, tudo muda.

- Mas você vai acabar casando com Zabini e, de qualquer forma, mudando seu nome.

- Mas eu ainda vou ser essa Astoria Greengrass.

-. Malfoy ou Zabini não mudariam sua essência.

- Zabini com certeza não, mas Malfoy… bem, essência. E… você usou a palavra certa, de qualquer forma… Mais uma taça de Martini, por favor.

Orgasm e Trident para um cara três anos mais novo que ela, em uma mesa no canto do bar do hotel, e ele bebia Whiskey.

Ela foi pra casa meia hora antes de Zabini.

E jogou todas as garrafas de Martini fora, como fazia quase toda noite que voltava bêbada.

Ela não precisava daquilo pra esquecer o que já estava esquecido.

- O quê, mesmo? – Ela se perguntou vendo o líquido cair da segunda garrafa direto para o ralo da pia. Seu celular vibrou em cima do balcão de mármore.

Draco Malfoy, apareceu no visor.

Ah, é mesmo. Parou de virar a garrafa e tomou um gole longo antes de atender o telefone. Às vezes era melhor previnir do que remediar, e no final das contas…



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