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Branca Takarai
Author of 53 Stories

Rated: T - Portuguese - Romance/Drama - Lily Evans P. & James P. - Reviews: 33 - Updated: 07-03-09 - Published: 05-15-09 - id:5064469

Resumo: Lily parecia viver um conto de fadas... Só havia um ‘porém’, o seu ‘príncipe encantado’ era o ladrão mais procurado de Londres.

Nota da autora 1: Essa é uma fic que eu tenho vontade de escrever há muito tempo, mas é baseada em uma penca de coisas que eu assisti e não estava saindo muito como eu queria. Até que eu consegui! Não vou determinar a época exata em que o fic se passam, mas imagino algo meio idade média. E digamos que terão algumas cenas de ação e eu me esforçarei para escrevê-las direito xD.

Minha fic n° 50! Estou tão feliz!!! xDD

P.S: Tive que arrumar algumas coisas que estavam erradas . Estava acostumada a narrar One in a million em primeira pessoa e ficou algumas coisas perdidas pelo meio do capítulo.

Angel’s tale

Prólogo

Os olhos verdes pareciam brilhar ainda mais no breu da noite.

Estava frio, mas mesmo assim a jovem continuava na varanda da casa observando a lua que agora se escondia entre as nuvens. Um suspiro escapou de seus lábios sem que pudesse impedir. Estava cansada daquela hipocrisia. Amigas falsas. Sorrisos sem vida.

Mas não havia nada que pudesse fazer. Nada para escapar daquela vazia que haviam escolhido para ela.

– Srta. Evans! Eu lhe procurei pela casa inteira!!!

Lílian não respondeu.

– Srta. Evans? Estou falando com a senhorita...

– Quantas vezes eu já pedi para não me chamar assim, Alice? – Lily retrucou demonstrando irritação.

– Assim como? – Alice inclinou a cabeça para o lado, fingindo-se de desentendida.

– De senhorita! – Lily exclamou aborrecida. – Você sabe que eu detesto!

– Eu não posso ter esse tipo de liberdade, senhorita... – Alice disse em um tom quase inaudível. – Sou apenas uma criada desta casa.

– Você sabe que eu sempre a considerei como uma irmã. Crescemos juntas! – Lily falou em um tom mais paciente. – Muito mais do que considero Petúnia como irmã ou Lucius como primo – fez uma careta ao mencioná-los.

– Eu sei bem qual é o meu lugar – Alice respondeu em um tom submisso, e Lily girou os olhos, desistindo de insistir naquele assunto no momento.

Alice era como uma dama de companhia. Estava sempre com Lily para ajudá-la no que precisasse.

A família Evans era uma das mais influentes e ricas do Reino Unido. Charles Evans fazia parte do conselho do imperador, e era o dono da maior rede bancária do país, além de ter outros inúmeros negócios.

Um desses negócios era um futuro hotel de luxo, e Lily estava encarregada de supervisionar. E ela estava adorando, ficar em casa tendo que aturar sua tia receber as amigas dela o dia inteiro era extremamente irritante. Seu pai ficara muito relutante, a principio, em lhe confiar tal cargo, mas Lily estava mostrando que sabia administrar bem o dinheiro que era destinado para a obra.

– Seu pai disse que é para a senhorita voltar para festa – Alice disse, de repente, fazendo com que Lily voltasse sua atenção para ela.

– Mas nem sob tortura! – foi a resposta da ruiva.

Sabia muito bem o que seu pai queria: Exibi-la. Agora que Petúnia já estava casada com o ‘gordo idiota’ como Lily gostava de chamá-lo (quando seu pai, obviamente, não estava por perto), o Sr. Evans decidira que era hora de arrumar um marido para a filha mais nova. Mas ela já estava decidida que não iria se casar. Podiam falar o que fosse, mas ela iria continuar sozinha.

– Ele disse que vai vir aqui em cima caso a senhorita se recuse a descer – Alice disse preocupada.

– Como se eu tivesse medo dele – Lily retrucou balançando os ombros displicentemente.

– Senhorita! – Alice exclamou horrorizada.

– Alice! Pare de me chamar assim! – Lily suplicou. – É fácil. Repita comigo: – falou como se falasse com uma menina de três anos. – Lily.

– A senhorita não pode ficar falando esse tipo de coisa sobre o seu pai – Alice disse como se não tivesse escutado o pedido da ruiva, o que a fez girar os olhos. – Se seu pai a escuta... Nem quero pensar no que aconteceria.

– Você sabe perfeitamente que na frente de todos eu sou a mais perfeita lady – Lily sorriu docemente. – Mas não tenho que fingir ser perfeita quando não tem ninguém por perto. Claro que você é alguém, mas sabe como eu sou então eu não tenho que controlar a língua.

Alice balançou a cabeça negativamente, desaprovando o discurso.

– De qualquer forma, ele disse que virá buscá-la, pois os convidados estão perguntando pela senhorita.

– Ah! Eu não vou descer! Ele que invente uma desculpa! Diga que eu estou de cama... Sei lá. Já não me basta ter que aturar o Lucius o tempo quase todo, também vou ter que aguentar a minha irmã, a família Black e mais sei lá quem está lá embaixo.

Lucius Malfoy era primo de Lily por parte de pai, mas praticamente crescera com ela e a irmã Petúnia. E Lílian realmente não sabia qual dois ela detestava mais. Se o primo com seu ego que mal cabia dentro de casa ou a irmã que só conseguia enxergar a si mesma.

Londres e a Inglaterra passavam por um período turbulento. As pessoas estavam sofrendo por causa de doenças e fome, mas ninguém naquela casa (exceto Lily) parecia se importar com isso. A sociedade rica e poderosa não se importava em nada com os problemas dos menos afortunados, e isso realmente irritava a Evans mais nova, e muito.

– Amanhã eu quero ir àquela casa – Lily comentou em um tom mais triste.

– Por que insiste em ficar lembrando-se do passado? – Alice perguntou intrigada.

Lily sorriu tristemente, mas ainda assim, com aquele sorriso triste, era uma bela jovem.

Tinha pouco mais de dezenove anos. Era um pouco mais alta que as outras garotas da sua idade. Os cabelos, longos, brilhantes e ruivos chamavam a atenção de qualquer um. Mas o que Lily mais gostava em si, era de seus olhos: Verdes vivos.

– Ele foi o meu primeiro amor – Lily murmurou lentamente. – E será o único.

– Mas já faz tanto tempo e vocês eram... Bem, eram apenas crianças – Alice disse um pouco hesitante.

– O que torna meu amor por ele apenas mais puro, não acha? – Lily sorriu mais uma vez.

– Lílian! – a garota quase pulou quando seu pai irrompeu pelo quarto sem sequer bater antes.

– Que susto, papai! – ela disse levando uma das mãos ao peito.

– Você precisa voltar para a festa imediatamente! Os convidados não param de perguntar por você – Sr. Evans exclamou exasperado.

– Sabe o que é, papai... Eu não me sinto muito bem – Lily bem que tentou fugir.

– Passando bem ou mau, irá descer agora mesmo! – foi a ordem que o Sr. Evans deu e saiu do quarto sem nem olhar para a filha.

Lily trincou os dentes e largou-se na cama, com raiva. Ela conhecia o pai. Quando ele a chamava pelo nome e não pelo apelido era porque ele estava realmente aborrecido.

– Parece que eu terei que respirar fundo e descer – Lily comentou em um tom de infelicidade.

– Faça sala um pouco e depois volte para o quarto – Alice aconselhou. – É melhor, senhorita Lílian.

Lílian olhou com a cara amarrada para a criada mais uma vez.

– Me dê uma alegria hoje pelo menos – Lily pediu quase em uma suplica. – Você é minha amiga, não é, Alice?

– Claro que sou... Lily – Alice disse timidamente, e fez com que Lily risse um pouco.

– Agora eu posso descer – Lily falou mais contente.

A jovem desceu as escadas em passos lentos. Alice ficara no quarto com a desculpa de arrumá-lo, mas Lily bem sabia que ela também não gostava dos convidados que estavam lá.

– Até que fim resolveu descer, priminha – Lucius disse com um ar de deboche.

Lily girou os olhos. A casa era tão grande! Por que tinha que topar justamente com o primo primeiro? Com ele e a antipática da noiva. Narcisa Black.

– Estava querendo deixar os seus pretendentes mais ansiosos, não é? – Lucius continuou, quando não obteve nenhuma resposta. – Devo dizer que conseguiu.

– Eu não estou me sentindo bem, Lucius – Lily respondeu, tendo que se controlar para não deixar escapar nenhuma mal criação. – Só vim cumprimentar os convidados e vou logo voltar para o meu quarto.

– Nenhuma dança? – Lucius balançou levemente a cabeça. – Vai matá-los de desgosto.

– Como vai, Narcisa? – Lily achou melhor ignorar o primo antes que perdesse a cabeça e falasse alguma coisa que não devia.

– Muito bem – ela respondeu, em um tom educado.

Mas Lily bem sabia que ela não a aguentava e o sentimento era recíproco. Porém, tinham que se aturar já que suas famílias eram sócias.

– Com licença – pediu educadamente. – Tenho que cumprimentar os outros convidados.

Recebeu um sorriso de Narcisa que interpretou como sendo um ‘Já vai tarde’ e se afastou dos dois.

O salão estava muito bem decorado. O pai de Lily havia contratado algumas pessoas para organizar a festa já que ele não tinha a menor paciência para isso.

“Com certeza se a mamãe estivesse aqui as coisas seriam diferentes...”, Lily pensou sem conseguir conter um suspiro.

Lily se lembrava muito pouco da mãe uma vez que a senhora falecera quando ela tinha apenas três anos. Ela nem ao menos sabia direito o que havia acontecido. E era um assunto proibido na casa. E a única recordação que Lily tinha era um cordão de ouro que havia pertencido a ela. O pingente era em forma de uma delicada flor.

Entretanto, Lily quase nunca podia usar aquele cordão porque seu pai o mantinha trancafiado em um cofre, com os demais objetos de valor.

A música e os risos altos estavam começando a deixá-la com dor de cabeça.

– Como está, irmãzinha? – Petúnia perguntou animadamente, aproximando-se da ruiva.

– Ah, não enche – Lily resmungou entre os dentes.

– Que boca mais suja! – Petúnia exclamou horrorizada. – Está precisando ser lavada com sabão!

– O que você quer, Petúnia? – Lily perguntou impaciente. – Já não vê que estou aborrecida demais?

– Papai quer te apresentar alguém! – Petúnia estava praticamente dando pulinhos de alegria.

Claro, ela sabia o quanto Lily ‘adorava’ conhecer possíveis pretendentes.

– Ah, por isso que ele fez tanta questão que eu descesse – Lily trincou os dentes, com raiva.

– Com muita sorte você encontra um marido como o meu! – Petúnia exclamou em um tom sonhador.

Lily fez uma careta, e esgueirou-se para longe da irmã, sem que esta percebesse. Depois subiu as escadas, e se trancou no quarto. Alice, que ainda estava por lá, olhou assustada para a jovem.

– O que aconteceu? – perguntou confusa.

– Meu pai quer me apresentar outro pretendente! – Lily respondeu emburrada. – Por isso queria tanto que eu descesse. Não volto pra lá nem amarrada!!!

E saiu pisando duro até a varanda do quarto, onde podia ter uma bela visão da cidade.

Foi quando ela viu.

Uma pessoa, trajada toda de preto, parada perto do portão de entrada da casa. Apertou os olhos tentando ver quem era. Talvez fosse algum convidado, mas estava tão escuro que se tornou uma missão impossível reconhecer a pessoa. Percebeu que ele olhou para onde ela estava.

– Senhorita... Preparo sua cama? – Alice perguntou de repente, fazendo com que Lily desviasse sua atenção do estranho.

– Claro – respondeu vagamente.

Quando tornou a olhar para a rua, viu que o estranho havia desaparecido.

Nota da autora 2: Eu sei que foi curtinho, mas é só o começo. Guardo surpresas para esse fic e estou muito animada. Espero que me acompanhem xD



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