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: B s . A A A    : full 3/4 1/2   : E E   : Light Dark Anime/Manga » Naruto » Absinto

Lia K. Lecter
Author of 24 Stories

Rated: T - Portuguese - Romance - Deidara & Sasori - Reviews: 9 - Updated: 11-16-09 - Published: 05-31-09 - Complete - id:5102753

Resposta ao: Concurso Ao no Aka.
Tema: Três- Beijos, doce e afável.
Casal: Deidara x Sasori.
Aviso: Inicialmente ela seria betada, mas tendo em visto que ela ficou um pouco[?] longa, decidi arriscar. Então podem me culpar de tiver algum erro.


Absinto


Dedicada à:

Cainan

KelL-chan

-
(não sei como vocês agüentam as barbaridades que escrevo ô_o)

-

-

-x-x-x-x-x-x-x-x

-
Só que este ano
O verão acabou
Cedo demais.
(Love in the Afternoon – Legião Urbana)

-

-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-

-

O caixão se mantém aberto, exalando uma doce fragrância de lírios brancos; eram as favoritas dele. Agora face dele se mostra serena, como se estivesse em um singelo sono; mas está morto. Em suas mãos repousa um retrato; aquele que ele tanto reclamou para posar. Acima, recostado à parede está uma escultura; aquela que ele fez chorar.

Pouco a pouco as pessoas vão se afastando, todas menos uma. Que mantém seus olhos, antes azuis vívidos e hoje azuis vazios, sobre o ser que ali repousa. Uma tentativa de sorrir é em vão, a dor lhe consome por inteiro. Dor, angústia e raiva. Porque ainda não entende por quais motivos ele o abandonou.

Deidara ainda segura firme o pequeno embrulho contendo o lanche que ele tanto se esforçara para preparar; a comida favorita de Sasori. Perdeu a noite toda lendo e relendo os ingredientes. Tudo em vão.

Aproxima-se ainda mais do caixão e toca a face fria do outro. Delicadamente deposita o embrulho sobre o peito de Sasori, pega uma ultima vez as mãos finas e delicadas e as envolve no pacote; mantendo a foto entre as mãos ainda. Acaricia uma ultima vez os cabelos vermelhos, e termina com um pequeno beijo nos lábios frios e brancos.

Fecha-se o caixão.


- Você de ser o cara que todos estão falando, não é?... Sasori, certo?

Nenhuma resposta, o ruivo permanecia apoiado na bancada do bar, bebericando um uísque, ou era o que parecia.

- Ei... Eu estou falando com você, un!

- Se não percebeu, estou ocupado.

- Que eu saiba beber não te deixa totalmente ocupado.

- Talvez você não tenha pensado na possibilidade de que não quero conversar.

- Está bem então... Até mais tarde... – e sai.

O ruivo permanece bebendo, sem se importar quem o havia perturbado naquele fim de tarde, a irritação não permitia.


Suas obras, antes tendo destaque e exclusividade, agora dividiam espaço com várias esculturas sem uma forma fixa e todas, sem exceção, brancas. Aquilo o deixou ainda mais nervoso, antes não tinha visto com seus próprios olhos, apenas disseram que ele iria dividir o seu espaço ou um artista recém descoberto; Uma imagem vale mais do que mil palavras.

- Você deve ser a pessoa da qual me falaram...

Nesta hora, o róseo-opaco e sem vida chocou-se com o azul-elétrico e vívido. Sasori sentiu-se absorto naquela imensidão azul.

- Ah, então é você mesmo... Sasori, certo?

- Sou eu mesmo.

- Pelo o que me disseram, você aparentava ser bem mais velho.

- Infelizmente, não posso dizer o mesmo de você.

- Un? O que andaram falando sobre mim?

- Os donos disseram que eu iria dividir meu espaço com um artista, e não com um pirralho.

- Pirralho? Olha só quem fala, até parece que você é bem mais velho do que eu.

- Não preciso provar a você minha idade, isto é irrelevante. O que eu preciso provar aqui é minha arte. Nada mais.

- Pelo menos temos algo em comum: a arte.

- Errado. Minha arte difere da sua.

- Minha arte é superior.

Sasori não respondeu, apenas o encarou friamente e, em seguida, voltou para o bar.


Passavam das dez horas da noite e Sasori ainda permanecia naquele bar, agora fechado. Sua intenção era ficar ali, pensando no que seria de si, agora que o outro apareceu do nada. Mas tudo o que conseguia ver eram as cores: azul, amarelo e branco, respectivamente. Azul dos olhos, amarelo dos longos cabelos e branco... Daquilo que o outro denominava de arte, mas o ruivo sabia das excentricidades, que mesmo sendo apenas boatos... O incomodava.

- O que ainda faz aqui?

- Deidara? O que você faz aqui?

- Eu? Ahn... Eu só estava...

Os lábios de Deidara tremeram levemente ao tentar explicar-se, fazendo da incerteza de Sasori, se tornar uma certeza absoluta.

- Então os boatos são verdadeiros...

- Un?

- Me mostre. – ordenou o ruivo.

Foi a vez de Deidara não responder. Balançou levemente a cabeça na direção que dava para as galerias e pôs-se a andar. Em alguns segundos, Sasori o acompanhou.

Por mais que soubesse dos boatos que rondavam Deidara, Sasori não pôde evitar se surpreender com a cena que presenciava.

- Deidara... O que diabos...?

- Esta sim... É minha verdadeira arte, un.

- Você chama isto... De arte? Como ousa?

- Eu ouso do mesmo jeito que você ousa a chamar esses bonecos de arte.

- Você destruiu sua arte.

- Errado, eu transformei minhas esculturas em arte, isso sim.

- Você tem algum problema na cabeça? Estas... Esculturas deveriam permanecer aqui por pelo menos seis meses.

- Não quero ir contra meus princípios.

- Que princípios? De destruir algo que nem teve tempo de ser apreciado?

- Minha arte deve agradar somente a mim. Ninguém mais.

Sasori suspirou, massageando a nuca, para em seguida caminhar em direção à porta.

- Limpe essa bagunça antes de sair. – alertou antes de sair e ir para sua casa.

O loiro murmurou algo inaudível para Sasori, mas ele teve a certeza de que fora algo como um xingamento.


No mês seguinte, Deidara, após sair da galeria, decidiu espairecer. E nenhum lugar melhor para ele do que sua sorveteria favorita.

- Quer dizer que você tomou xingo do dono? Só você mesmo, Deidara.

- Você me conhece. Nunca que eu iria deixar minhas obras lá por vários meses.

- Mas e agora, como você vai pagar a mensalidade do apartamento? Não se esqueça de que você está com dois meses de atraso...

- Eu estava pensando em você para me ajudar...

- Qual é Deidara! Olha bem pra mim e diz se eu tenho cara de quem empresta dinheiro.

- Você tem andado muito tempo com aquele cara lá...

- Que cara... Ah, o Kakuzu? Ele e eu estamos somente tratando de negócios.

- Negócios? Sei...

- É sério. Aquele cara é estranho... E digamos que com ele... O terreno é perigoso.

- Olha lá com quem você anda se metendo, Hidan. Da última vez você ficou por quase quatro meses no hospital.

- Me poupe de sua preocupação, loiro. Não morri, morri?

- Ainda não, mas se continuar com suas diversões... Não ficaria surpreso se você morresse...

- Vai se foder, Deidara!

- Eu já estou, un.

Hidan deu um longo suspiro, coçando nervosamente a nuca. Deidara conseguira desarmá-lo.

- Olha, porque você não pede ajuda àquele seu novo amigo?

- Se refere ao ruivo com cara azeda lá da galeria?

- Quem mais seria?

- Nunca que ele vai ser meu amigo, ele é metido, ignorante... Sem falar que aquela cara dele... Me dá nos nervos, un.

- Ah, quer dizer que ele mexe com você?

- O que você está insinuando?

- Que você... – o celular toca, interrompendo. – Uma mensagem... Hum, eu preciso ir agora.

- Sim, o Kakuzu chama... Entendi. – sorriu maliciosamente.

- Idiota.

E Hidan sai, deixando Deidara sozinho com o sorvete e... Sem dinheiro.


O lugar encontrava-se relativamente mal iluminado e silencioso, mas Sasori, não ligava, pelo contrário, adorava o ficar naquele lugar.

- Sasori-san, até quando você pretende ficar enfurnado neste bar?

- Até a hora em que eu quiser, agora vá embora, aqui não é lugar para criança.

- Fiquei sabendo que você agora está dividindo sua parte na galeria com o novato.

- Prefiro não comentar.

- Parece que ele mexeu com você... É raro te ver irritado assim. Ou bebendo essa coisa.

- O que eu faço ou deixo de fazer não é da sua conta, Sai.

- Tudo bem que seja... Ele realmente está perturbado.

- A que horas preciso estar na galeria?

- À noite, você tem a tarde toda livre.

- Ótimo... Vou dar uma volta. Se vou esperar, que seja fazendo algo.


Pequenas gotas começaram a cair, logo se tornando uma forte chuva. Que pegara tanto Deidara quanto Sasori de surpresa. Ambos andam em passos largos, sem prestar muita atenção por quem passavam, um esbarrão inevitável.

- Que diabo...? Sasori? – resmungou Deidara, tentando recobrar a noção do lugar.

- Não olha por onde anda?

- Pergunto o mesmo para você.

Novamente os olhares se cruzaram, novamente o mar de sensações. Sasori só não se afogou, pois fora desperto por um forte trovão.

- Vamos... – murmurou, estendendo a mão à Deidara, que ainda permanecia no chão.

- O quê...?

- Você quer pegar um resfriado? Anda, meu apartamento não é longe daqui.

Deidara sorriu levemente, aceitando o convite. E pela primeira vez, suas mãos tocaram com a de Sasori. Eram muito quentes para alguém como ele.


O apartamento era amplo e limpo, com algumas esculturas e quadros enfeitando. Alguns dos quadros foram reconhecidos pelo loiro.

- Ei, esse quadro não é daquele cara esquisito?

- Não é do seu interesse, agora vá logo tomar banho, vou ver se tenho algo que sirva em você.

- Por que está sendo gentil comigo? Você nem gosta de mim, un.

- Apenas faça o que pedi.

Um longo silêncio pairou no recinto. Deidara ficou encarando Sasori, que estava procurando por algumas roupas, sem encará-lo. Minutos depois, seguiu para o banheiro.

Meia hora se passou e, Deidara saíra do banheiro tendo apenas, uma toalha enrolada na cintura.

- Já era hora... – resmungou o ruivo, analisando Deidara dos pés a cabeça.

O maior não respondeu, apenas encarou Sasori com um pequeno sorriso constrangido.

- Bom, as roupas estão ali na cama, agora... Se me der licença, tomarei meu banho.

- Sasori... – murmurou segurando o ruivo pelo braço. Este por sua vez tentou se soltar, em vão. E em um brusco movimento, Deidara cairia por cima de Sasori, tendo os rostos bem próximos.

Inevitavelmente, um beijo ocorre.

O doce sabor do sorvete misturara-se com o forte sabor do absinto, tornando aquilo, algo que os viciaria.


As janelas mantinham-se fechadas, a cama antes arrumada encontrava-se totalmente desfeita, jazendo dois corpos ali. Um acariciado o outro no mais inocente desejo.

Um desejo que despertara junto à curiosidade. Deidara se sentia tentando a provar daquele amargo e embriagante sabor, já Sasori jamais provara de algo tão saboroso quanto os doces lábios do loiro.

- Deidara... – murmurou mordiscando o ombro do maior. – Eu odeio esperar...

As carícias e a junção dos corpos foi a resposta do loiro. Logo, o quarto encheu-se de gemidos e do ranger compassado da cama.


Deidara parecia uma criança olhando todos os doces expostos na vitrine. A cada segundo ele escolhia um, para então encontrar outro que o fazia mudar de idéia. O ruivo por sua vez, apenas o observava.

- Quer escolher logo? – reclamou visivelmente irritado.

- Espera um pouco, escolher doces é difícil, un.

- Deidara, você sabe que eu odeio esperar. Pegue qualquer doce e vamos embora.

O loiro fez uma careta para o outro e em seguida indicou para o dono qual doce escolhera; um bolo de chocolate.

- Tem certeza de que é este? – indagou o ruivo enquanto via o dono embalando o doce. – Ele me parece muito...

- Doce. – completou o outro. – Você precisa aprender a gostar de doces, Sasori-no-danna.

- Pare com esse negócio de Danna... Me faz parecer... Velho.

Um sorriso seguido de um riso incontido ecoou pela loja, irritando ainda mais Sasori, mas no fundo, ele realmente gostava da companhia do outro.

Nenhum dos dois proferiu uma palavra sequer até chegarem ao apartamento do Akasuna. Deidara estava hipnotizado pelo doce e Sasori... Pelos orbes turquesa do maior.


- Espera, Danna! – berrou Deidara, impedindo que o outro desse uma garfada no bolo.

- O que foi agora?

- Olha! – sorria largamente, balançando levemente uma câmera fotográfica.

- Jamais...

- Por que não, Danna?

- Não gosto de fotos.

- Só uma, Danna.

- Não quero.

- Mas... Quero ter esse nosso momento guardado para sempre.

“Para sempre.” Era algo que Sasori jamais pensaria que Deidara falara.

- Esta bem... – murmurou em tom pesaroso.

Deidara sorriu em resposta e abraçou o ruivo, enlaçando seus braços no pescoço do outro e estendeu a câmera.

A única foto que conseguiram tirar juntos.

- Pronto. – Deidara sorria enquanto fitava o resultado da foto. Sasori apenas o observava, cada detalhe, cada movimento. Sorriu discretamente.

- Deidara... Vem. – falou por fim, aproximando o rosto no do outro, beijando-o.

Estava ficando viciado naqueles doces beijos.


- O que diabos você está comendo, Danna?

- Harumaki¹...

- Você que os fez?

- Não... Por mais que sejam meus preferidos... Não fui eu que fiz.

- Então está decidido, da próxima vez eu vou cozinhar para você! – sorriu triunfante.

- Deidara...

- Sim?

- Você não sabe nem cozinhar um ovo.

Deidara não se incomodou com a provocação, já que ele teria todo o tempo para aprender o prato favorito de seu amado.


Sentia o suor escorrer pelo corpo seminu, estava extremamente cansado, mas feliz. Finalmente ele conseguira criar uma obra diferente de todas que ele já criara. A imagem perfeita de Sasori.

- Olha, Danna, eu finalmente terminei.

- Deidara o que é isso...? – murmurou observando a sua versão ‘incolor’.

- Fiz especialmente para você Danna...

Uma estranha sensação tomou conta do ruivo, algo que ele jamais sentira.

- Sabe... – Deidara desviou o olhar para o outro lado, ficando de costas. – Eu... Realmente gosto de você, Sasori.

Não obteve respostas, por um instante o ruivo pareceu ter sua alma atacada por milhares de agulhas que o fizeram cair silenciosamente no chão, deixando algumas marcas nos olhos na escultura que Deidara fizera.

A escultura pareceu chorar lágrimas de sangue perante a cena de Sasori desacordado no chão e Deidara correndo até ele e o erguendo, na tentativa de fazê-lo acordar.

Alguns minutos depois, uma estridente sirene é escutada.

A roda da vida estava com seus dias contados.


Os minutos pareciam horas. Estava visivelmente preocupado pelo acontecido. Neste tempo em que passou com ele, Sasori jamais havia demonstrado sequer um sintoma de que estivesse doente ou coisa parecida.

- Como ele está?

- Não sei os médicos ainda não vieram falar, un... – murmurou inexpressivo. – E você, o que está fazendo aqui, não deveria estar nos seus “negócios”?

- Ah, não esquenta com isso. Estarei livre por um bom tempo agora.

- Quer dizer que...?

- Lembra de quando eu disse sobre o terreno?

- Sim... Mas o que isso tem a ver?

- Foi muito perigoso... Para ele.

- Hidan não vai me dizer que você...?

Hidan apenas sorriu maliciosamente em resposta, confirmando o que Deidara não pode concluir. E antes que este dissesse algo, o médico responsável foi até os dois.

- Como ele está?

- Não há com o que se preocupar. O que seu amigo teve foi apenas estresse, mas creio que será melhor com que ele passe a noite aqui, só por precaução, sim?

O loiro não conseguiu conter uma lágrima de alivio diante da noticia. Agradeceu, sorriu.

- E, eu posso vê-lo?

- É melhor não, ele já está dormindo... Volte amanhã.

Mesmo não podendo ver Sasori, Deidara sentia-se aliviado, poderia ver Sasori no dia seguinte de manhã cedo, e também, declarar-se abertamente para o ruivo.

- Hidan...

- Que foi?

- Você me ajudaria a fazer Harumaki¹?

- Por que caralho você quer fazer isso?

- É a comida favorita do Sasori-no-danna.

- Que seja, contanto que eu não tenha que me sujar.


Para uma pessoa que jamais cozinhara Deidara até que estava se saindo bem, tirando algumas sujeiras e receitas na metade, devido ter errado o ponto ou ingrediente.

- Deidara! Se eu soubesse que você está fazendo essa bagunça eu nunca teria deixado que você viesse preparar esse treco aqui.

- Relaxa que eu limpo depois... Un.

- Sei...

- E o que está comendo? – perguntou Deidara, vendo que o albino segurava um pequeno pacote e levando a boca algo que parecia uma trufa.

- Ah, eu ganhei essas trufas... – e jogou uma ao loiro. – Experimenta.

Ao morder, Deidara pode sentir a discrepância do doce com o amargo, e imediatamente lembrou-se de Sasori. Sorriu.

- Ei, você pode guardar alguns? Quero levar para o Danna.


O estridente e agudo som ecoava por todo o recinto e, imediatamente uma aglomeração de homens trajados de branco adentrava.

- Desfibrilador! – berrou um dos homens, para em seguida outro trazer as pressas o aparelho.

Cada minuto tornou-se preciso, mas tudo em vão...

- Marquem a hora da morte... Seis horas e quarenta minutos.


- Finalmente! – exclamou Deidara limpando a testa. – Custei a fazer, mas finalmente eles estão com um gosto agradável. Un!

- Por que você se deu ao trabalho de preparar isto?

- Eu sei que comida de hospital não é boa, então resolvi preparar o prato favorito de Sasori.

- Hum... Pelo visto você realmente gosta dele, não?

- É claro! Sasori-no-danna, além de ótimo artista é uma pessoa maravilhosa.

- Não foi o que me pareceu quando eu o vi outro dia na galeria...

- O Danna não gosta de ficar demonstrando seus sentimentos aos quarto ventos. Mas eu sei o quanto ele pode ser carinhoso, un.

- E ele já disse que te ama?

- Não, mas não precisa, embora eu quisesse ouvi-lo dizer... Mas é só olhá-lo nos olhos quando estamos sozinhos, que eu me sinto amado.

- Por favor, me poupe de certo detalhes, tá legal?

O loiro sorriu em resposta, enquanto terminava de arrumar o pacote com o precioso conteúdo.

- Sabe, acho que Sasori realmente me fez mudar...

- O que quer dizer?

- No... Nosso apartamento há uma escultura que fiz e, por alguma razão... Não senti vontade de destruí-la, pelo contrário.

- Você é estranho.

- Olha só quem fala. – falou em tom de deboche, olhando para o relógio. – São seis e quarenta, já está quase na hora do horário de visitas – e bocejou.

- Para você ter ficado a noite inteira fazendo isso... Acho que valerá a pena...

- Vale sim... Concerteza o Danna vai adorar, un.

Deidara sorriu novamente, estava extremamente cansado, mas sentia-se realizado, depois de horas e horas ele conseguira fazer o Harumaki¹ que Sasori tanto gostava. E ainda conseguira alguns bombons com o mesmo gosto dos beijos que eles tanto deram. E ainda iriam dar.

Sorriu mais uma vez ao contemplar o embrulho e foi em direção ao banheiro para tomar um banho antes de partir para o hospital.

O telefone toca minutos depois, trazendo a notícia do fim do prelúdio do sonho de Deidara.


N/A: NOFFA! COMOFIS/
Esta fanfic ficou tão... Tão. OMFG.
Apesar de não gostar do Sasori, gostei desta fanfic e ao contrário de muitas, ela não teve um final feliz. [odeio final feliz]
Eu ter gostado desta fanfic concerteza é por causa dos remédios [?]

Esta foi minha ‘resposta’ ao Concurso Ao no Aka.
Espero que ela esteja nos conformes do tema.
[Sinto que fugi um pouco do tema. ;_;]

¹- É o famoso rolinho primavera. 8D

Não quero favoritagens, e sim reviews, porra!

Favoritem sem review que eu irei mandar uma PM, não será trabalho algum, pelo contrário.



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