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In a Different Light
Capítulo 11: Insulto e Injúria
Autora: TheMaven
Tradução: Shampoo-chan
Sesshoumaru sentiu o irmão se aproximar por causa do cheiro antes de vê-lo.
-Sesshoumaru. – InuYasha pôs um pé na clareira, atrás de Rin – Trouxe a menina na mesma condição que a levei.
O lorde inalou de leve o ar, depois deu a aprovação dele.
-Bem, meu trabalho ‘tá feito. – ele enfiou as mãos nas mangas – Vou levar em conta que todos aparecerão amanhã à noite.
Jaken foi o primeiro a falar:
-Nosso lorde tem coisas mais importantes a fazer que ficar à toa num vilarejo de humanos, escutando aquelas conversas ensurdecedoras e a música barulhenta deles.
-E tenho certeza de que não é muito fã da comida também, né, Sesshoumaru? – InuYasha sorriu com cinismo.
-O que humanos escolhem para ingerir não é de interesse meu.
-Mas não pode aturar o cheiro dela, pode? – InuYasha perguntou.
-Eu vou aonde eu quiser e quando eu quiser.
-Então eu acho que isso significa que nos veremos amanhã à noite no festival.
Sesshoumaru estreitou os olhos. Rin escondeu o sorriso.
-Veremos. – o lorde do Oeste finalmente falou.
-Então eu vou indo.
Todos viram quando InuYasha saiu da clareira, e escutaram os passos dele diminuírem na noite.
Rin tomou um assento ao lado de Sesshoumaru.
-Você se divertiu? – ele perguntou.
A garota balançou a cabeça.
-Não? Não se divertiu?
-Não. – ela respondeu – Não vou contar se me divertir ou não. Lembra o que eu disse? Não espere que eu conte cada detalhe do que aconteceu quando eu voltar.
-Entendo. Eu me recordo de você dizendo alguma coisa dessa natureza.
Rin sorriu com satisfação.
-Mas eu presumo que InuYasha desempenhou as tarefas de acompanhante de forma admirável.
-“Acompanhante”? – ela repetiu – Ele disse que só estava lá para ficar de olho em mim, assim você não atacaria o vilarejo.
-Não vejo diferença na definição.
-Um acompanhante estaria lá para dançar e conversar comigo, vendo se eu me divertia. – ela revirou os olhos - InuYasha foi um pouco mais que um guarda-costas. Ele me fez segui-lo por todos os cantos, assim os aldeões não me aborreceriam.
-Oh? Os aldeões a estavam aborrecendo?
-Nem uma palavra minha. – ela balançou a cabeça – Eu disse que não iria lhe contar, e você disse que InuYasha lhe contaria se houvesse algum problema, então...
As sobrancelhas dele ficaram unidas, lembrando-se do comentário que o irmão fez um pouco antes. Ele não havia dito coisa alguma a respeito de um problema... Mas falou que esperava que todos fizessem uma aparição na noite seguinte. Seria algo necessário se Rin não tivesse se deparado com algum tipo de problema? E falara também em tê-la devolvido na mesma condição que a recebeu... Havia alguma dúvida disso?
Verdade. Ele ameaçara o vilarejo com uma vingança sangrenta e amarga se alguma coisa acontecesse à Rin dele... Mas era território do irmão. Ninguém poderia passar por ele sem uma boa causa. Ele protegia a vila e eles permitiam que ele e a mulher vivessem ali.
E, se eles eram tão tolerantes com o meio-demônio e aquela ninhada dele, poderiam ser menos tolerantes com relação a pretendente dele?
Tinha sido uma ameaça de nada... e desnecessária, pensava ele. O irmão sempre tivera uma queda por humanas, talvez por causa da mãe dele, Sesshoumaru acreditava. InuYasha preferiria que arrancassem o olho direito dele a deixar que as ferissem.
Olhou Rin, que alimentava o fogo com mais lenha. Ela encontrou o olhar dele e sorriu-lhe. E... Ele encontrou-se sorrindo também.
Rin era tão carinhosa, tão franca, tão confiável. Mesmo depois de expressar que odiava o irmão dele, ela ainda confiou neste o suficiente para segui-lo pela vila e a guiar de volta ao acampamento. Claro, dissera antes que InuYasha cuidaria dela. Mas ele pensou que ela seria um pouco mais resistente à idéia, preferindo lutar com o mestiço com unhas e dentes em lugar de seguir em silêncio os passos dele... E ela estava calma quando retornou, não estava?
Alguma coisa deve ter acontecido. Ela precisou depender de InuYasha por algum motivo, e ele estava agora determinado a descobrir o porquê.
-Então... Você deseja ir ao festival de novo amanhã à noite?
-InuYasha já disse que você já fez planos para ele ficar de olho em mim. – Rin deu de ombros – Eu supostamente preciso me “familiarizar mais com meus futuros parentes.”
O lorde não orientara InuYasha a discutir tais assuntos com ela. Mas, conhecendo a natureza do irmão, simplesmente presumira que ele faria isso. Também presumira que Rin teria um interesse em tais coisas:
-Não deseja ir, então?
-Eles parecem ser boas pessoas. – ela falou – InuYasha e os amigos dele.
O rosto dele continuava impassível, mas o cérebro trabalhava rápido:
-Só InuYasha e os amigos dele? Não gostou dos outros moradores?
-Bem... – ela deu de ombros de novo – Não é como eles tivessem se apresentado a mim individualmente...
-Eu acho difícil de acreditar que eles completamente ignoraram você. – ele prestava cuidadosa atenção a qualquer mudança na expressão dela.
-Quem disse que eles me ignoraram? – ela questionou.
-Eles não a ignoraram, mas também não se apresentaram... Muito interessante.
-Interessante de que jeito?
-Se eles não a estavam ignorando, e não se apresentaram, então deveriam estar olhando.
Rin não replicou, mas ele adivinhou pela expressão dela que a dedução estava correta.
-Quando se está bem vestido, é bem educado e fala bem, como nós, você deve esperar chamar algum tipo de atenção. (1)
De novo, ela não replicou.
-Rin.
-O que é?
O demônio notou o tom de irritação da voz dela:
-Vai me dizer o que está aborrecendo você?
-Não é nada. – ela balançou a cabeça.
-InuYasha sabe o que é?
Rin deu de ombros.
Então só havia um único jeito de conseguir respostas.
-Aonde você vai? – ela perguntou ao vê-lo levantar-se.
-Eu desejo saber o que a aborrece. Se não vai me contar, e meu irmão sabe, eu vou fazer com que ele me conte.
-Não. –ela falou categoricamente. Se ele descobrisse o que eles disseram, talvez ele realmente atacasse o vilarejo... E se ele tentasse, InuYasha tentaria pará-lo – Não é nada, Sesshoumaru. Eu posso esquecer e ignorar... De fato – ela forçou um sorriso –, eu já fiz isso.
O lorde analisou o rosto meio suplicante dela.
-Esta mentindo.
Rin suspirou pesadamente e cruzou os braços:
-Ótimo, eu estou mentindo. Mas eu não me importo de repetir as coisas que aquelas pessoas disseram. E eu queria parar de pensar a respeito das coisas que InuYasha falou: tropeços, cuspidas... liberdades.
-Oh? – ele arqueou uma sobrancelha.
-Eles não fizeram nada. Foi só um monte de sussurros, olhares e gente apontando, e InuYasha falou que é algo que eu deverei me acostumar.
-Ele disse isso?
Rin assentiu com a cabeça.
-Jaken.
O sapo alvoroçou-se na base do carvalho no qual descansava:
-Sim, meu lorde?
-Dê uma volta. – ele ordenou.
-Sim, meu lorde. Agora mesmo, meu lorde.
-Uma longa volta.
O sapo concordou, saindo correndo e desaparecendo em direção da floresta.
Rin engoliu em seco. O que ia acontecer agora?
Sesshoumaru retomou o lugar ao lado dela, virando a cabeça para encontrar o olhar questionador de Rin:
-Agora... Exatamente o que esses moradores falaram que InuYasha disse que você deveria se acostumar?
-Bem... – ela mordeu o lábio inferior – Primeiro quero que prometa não atacar o vilarejo.
-Não posso fazer uma promessa até que me conte o que eles falaram.
Rin balançou a cabeça:
-Promessa primeiro, conversa depois.
Sesshoumaru se preparou para levantar:
-Se não vai me dar respostas logo...
A garota agarrou a manga dele:
-Por favor, sente-se.
-Eu sentarei quando você começar a falar.
-Eu não quero que lute com seu irmão por causa disso.
-Oh?
-Se eu contar o que eles disseram, você vai se enfurecer e vai atacar o vilarejo e InuYasha vai protegê-lo... E, além disso, atacando a vila só provará que eles estão certos.
-Oh?
Rin suspirou, afundando ainda mais no lugar:
-Eles acham que você é um assassino de sangue frio e um monstro.
-E deveria eu ficar zangado a respeito de tal coisa? – ele perguntou – É a minha reputação e me serve muito bem.
-E como minha nova reputação me servirá? – ela quis saber – Prostituta humana do lorde demônio das Terras do Oeste?
Os olhos dele se estreitaram e sentou-se ao lado dela:
-Quem ousou dizer tal coisa?
-Não importa. – ela balançou a cabeça.
-Importa, e eu exijo saber.
-Por quê? Para arrancar a língua deles?
-Seria algo bom para começar, eu acredito.
-Não. – ela falou – Se tentar a língua deles, InuYasha vai tentar parar você. Depois vocês vão se envolver numa grande briga... Embora estejam do mesmo lado do problema.
-Eu não a quero insultada. Eu sou responsável por todo seu bem-estar, e isso inclui a sua honra.
-Deixe pra lá.
-Não posso deixar. Você está zangada. Diga-me quem a aborreceu e eu farei que paguem.
-Eu não vou incitá-lo a atacar o vilarejo. – ela zombou – Não escutou o que eu disse?
-Eu a escutei responder aos insultos deles. Eu vejo a dor nos seus olhos e escuto a raiva na sua voz. Eu posso pôr um ponto final em tudo se me disser quem...
-O chefe do vilarejo. – ela revelou.
-Muito bem.
Rin agarrou a manga dele para, de novo, interromper o avanço dele:
-O que é?
-Não há nada que eu possa dizer ou fazer para mudar sua resolução?
-Não.
-Não há nada que eu possa dizer ou fazer para impedi-lo de lutar com seu irmão?
-Se ele escolher ficar entre o chefe do vilarejo e eu, então não.
-Pelos deuses, Sesshoumaru. – ela respirou fundo e soltou o ar – Eu não me importo de ele ter me chamado de prostituta.
Sesshoumaru arqueou uma sobrancelha.
-Certo, eu me importo. Mas ele não me chamou de uma, só insinuou. E isso me irritou e eu quis bater nele, mas InuYasha ficou no caminho.
-Ele não ficará no meu. Já que este “senhor” parece ter um pouco de status, eu simplesmente o desafiarei a um duelo. Se ele aceitar, então ninguém irá interferir enquanto eu desmembrá-lo pelas “insinuações” dele.
-E se ele recusar?
-Então eu matá-lo na frente de todos é o mais correto. De um jeito ou de outro, você será ressarcida.
-Sabe – ela começou -, eu realmente não me importo que ele pense que eu sou uma prostituta.
-Não?
-Não. Não foi por causa disso que me irritei... Bem, era parte também. Eles pensam que você me maltrata.
-Maltratar você?
-Eles têm a impressão que você me bate e me tortura até eu me render aos seus desejos sexuais “ardilosos”.
Sesshoumaru escondeu o divertimento através da fachada inexpressiva:
-Então é isso?
Rin fez “sim” com a cabeça.
-E isso a aborrece?
-Quando foi que você já me maltratou? Já levantou a mão para mim, me bateu ou me chutou? Quando foi que se comportou como o monstro que eles disseram que é?
-Eu não tenho conhecimento das específicas ocasiões que descreveu.
Rin ficou em pé e o encarou:
-Porque eles nunca aconteceram e tenho certeza de que nunca acontecerão. – ela sorriu para ele – Meu lorde tem mais honra no dedinho do pé do que aquele homem tem em todo corpo dele.
Sesshoumaru assentiu em reconhecimento:
-Mais razão para ele morrer, então.
-Sesshoumaru...
-Você não reclamou que eu tivesse um pouco de consideração pela sua honra? Que eu pude insultá-la quando quis, mas, quando fez o mesmo, eu me aborreci e exigi que imediatamente pedisse desculpas?
-Eu fiz uma reclamação, e depois me desculpei porque você já tinha se desculpado.
-Mas este “senhor” não pediu desculpas, pediu?
-Não. – ela balançou a cabeça.
-Então vou exigir que ele peça desculpas a você. Se ele o fizer, e você aceitar, eu irei perdoá-lo Se ele não o fizer, o sangue dele vai manchar minhas garras e a sua honra será restituída.
Rin ficou pensativa nisso. Parecia longe demais, e era certamente melhor que destruir cegamente o vilarejo... especialmente se InuYasha se envolvesse.
Um pequeno sorriu apareceu nos lábios dela.
E depois do modo malicioso que Takeda a olhou, tão satisfeito e seguro de si... Seria ótimo vê-lo rebaixar-se e implorar desculpas aos pés de um demônio. E ela tinha certeza de que InuYasha e Kagome adorariam isso também.
-Rin?
-Parece uma ótima idéia... Mas podemos fazer isso amanhã?
-Amanhã? – ele repetiu.
-Bem, eu acredito que algumas pessoas retornarão pela noite, e imagino que queira que ele se desculpe a mim na frente da vila inteira, onde todos poderão ver a fraqueza e desgraça dele.
-Isso é muito conveniente. – ele concordou – Quando Jaken retornar, mandarei por ele um convite para um duelo ao chefe do vilarejo.
-Isso é certo?
Sesshoumaru a encarou.
-Não quero questionar sua estratégia, meu lorde. Mas parece que ele é um homem muito covarde. Penso que ele fugiria se lhe desse a oportunidade, e que satisfação pode ser obtida com isso?
-Nenhuma. – ele admitiu – Isso só aumentaria a miséria dele, mas em nada tentaria reaver a sua honra.
-Então... – ela assentiu com um movimento de cabeça – Nada de convite. Apareceremos amanhã, exigiremos uma desculpa e iremos embora.
-De acordo.
Rin suspirou. Não acreditava que aquele espírito-de-porco do chefe do vilarejo fugiria de um convite para um duelo. Conseguiria envolver outros aldeões, e depois InuYasha seria envolvido... Simplesmente não seria justo pedir a ele para escolher um lado da situação. Sim, Takeda o odiava e não queria nada além do que se livrar dele e da família. E, sim, o meio-homem, meio-demônio pareceu ter simpatizado com Rin, apesar de ela ter proferido que não gostava dele. E ele também se dispôs a cuidar dela para que Sesshoumaru não pisoteasse a vila... Mas ele ainda era obrigado a proteger o vilarejo – incluindo as pessoas que não gostava e que não gostavam dele.
Se Takeda tivesse um tempo e o aviso, definitivamente envolveria outras pessoas. Então, em lugar de Takeda lutar contra Sesshoumaru, seriam os dois irmãos lutando um contra o outro.
-Rin?
-Eu estava só pensando que é uma maravilhosa idéia. Já esqueci completamente pelo quê estava tão irritada.
-Muito bom. – ele sentou-se perto da fogueira; as chamas dançando pela face dele; as brasas esquentando o fundo dos olhos dourados – Quer se juntar a mim perto do fogo?
Rin aceitou o convite e sentou-se ao lado dele.
-Posso servir-lhe um pouco de chá?
-Claro. – ela segurou a xícara e deixou que a enchesse. Depois tomou um gole – Hmm... Foi Jaken quem fez isso?
-Não. – ele serviu-se de chá, depois pôs a chaleira no fogo – Eu fiz.
-Você fez chá?
Sesshoumaru concordou com a cabeça.
-Um monstro que faz chá e o bebe em fina xícara de porcelana. – ela sorriu para ele.
Concordou ele novamente com a cabeça.
Rin continuou a sorrir. Isso mexeu com ela. Ele fez chá para ela... Era definitivamente o Estágio Dois em atividade.
-Alguma coisa errada? – ele perguntou.
Rin balançou a cabeça, sentindo um leve rubor se formando no rosto. Ele fez o chá dela, e ela o estava bebendo.
-O chá não é do seu agrado?
-Não, não. É o melhor que eu já bebi. Está muito... muito bom mesmo... muito melhor que qualquer outro que Jaken tenha feito.
Sesshoumaru sorriu discretamente.
Rin deu uma risada para si mesma. Ele está feliz porque eu gostei do chá dele. O lorde demônio das Terras do Oeste, que quer desmembrar um homem por manchar minha honra, está feliz porque eu gostei do chá que ele fez para mim.
Virou o rosto para encontrá-lo observando-a. Um rubor mais forte se formou nas bochechas dela.
-Você é muito atraente quando sorri.
-Obrigada. – ela riu – Eu gostaria de dizer o mesmo, mas você sorri tão raramente...
-Eu penso que você sorri por nós dois.
-Eu notei a mesma coisa entre Kagome e InuYasha. – ela concordou com ele.
-Oh?
-Ela sorri o tempo todo, e ele está sempre mal-humorado. E... Ah! Eu conheci seus sobrinhos Kin e Tomi.
-Verdade? – ele perguntou.
Rin fez “sim” com a cabeça.
-Eles são tão bonitinhos... Quase parecidos com você, mas sem as orelhas pontudas e as marcas.
-Você não gosta das minhas marcas?
-Não, não! Por que a pergunta?
-Estou simplesmente tentando descobrir suas preferências.
-Preferências?
-Sim. Eu, por exemplo, prefiro seu cabelo solto em oposição às tranças ou qualquer outro penteado.
Subconscientemente ela correu os dedos pelo cabelo. Lembrava-se de ouvi-lo falar alguma coisa do tipo, mas honestamente estava zangada demais para prestar muita atenção.
-Tem alguma preferência com relação a mim?
-Não. – ela negou com a cabeça – Você é praticamente o mesmo dia após outro... Na verdade, eu já me acostumei com sua aparência. Acho que uma mulher ficaria deprimida por encontrar um homem mais perfeito. (2) – imediatamente tomou um gole do chá para esconder o embaraço.
-Vejo que está se tornando mais atrevida com seus comentários.
-Eu não... Quer dizer... – ela rapidamente falou – Você perguntou e eu... – as palavras escapavam quando encontrou-se sob o olhar dele.
-Não estava reprimindo, Rin. É um progresso muito bem-vindo, e serão muito úteis durante o Estágio Três.
Se ela não ficou vermelha antes, certamente ficava agora.
-Você parece um pouco frustrada, embora tenha sido você quem iniciou o Estágio Três.
-Claro que não. – ela riu, nervosa – Eu nem sabia o que estava fazendo.
-Estou inclinado a discordar. – ele falou – Você parecia saber exatamente o que estava fazendo.
-Pelos deuses, Sesshoumaru... – ela riu tanto que quase derramou o chá.
O lorde permaneceu tão impassível quanto antes:
-Mas eu suponho que não deveria esperar menos da prostituta de um demônio.
-Pelos deuses... – ela colocou o copo no chão e abraçou a cintura num acesso de risadas – I-Isto deve ser... – gargalhava forte –... a tortura... que os a-aldeões falavam a respeito.
-Se continuar assim, você vai se molhar.
Rin respirou fundo várias vezes numa tentativa de se acalmar, com lágrimas das risadas escorregando pelas faces:
-Isso... Não... É... Engraçado...
-Concordo. Resíduo humano é repugnante.
A garota teve que respirar mais algumas vezes e soltar o ar suavemente, abafando uma risada aqui e ali.
-E-Eu acho que não fico rindo assim há anos. – falou.
-Então parece que eu sou capaz de fazer uma piada.
Rin balançou cabeça para os lados, continuando a sorrir:
-Seu bastardo.
O humor do momento rapidamente foi perdido; os olhos dele passaram de suaves a inflamados:
-Eu não sou um bastardo; você não é uma prostituta, e eu matarei qualquer um que diga o contrário.
Rin pegou o copo do chá e tomou um gole.
-Desculpe. – ela disse.
-Bom. Agora termine seu chá.
Rin sorriu-lhe e concordou.
-Quando você acha que Jaken irá voltar?
-Por quê? – foi a pergunta dele – Não sou eu uma companhia agradável o bastante?
-Sua companhia é muito agradável. – ela sorriu – Só me pergunto aonde ele foi.
~Atrás da casa do chefe do vilarejo ~
Algumas vezes ser pequeno, verde e insignificante tem as suas vantagens.
Jaken levantou o Bastão de Duas Cabeças e apontou-o para dentro de uma cabana por uma janela aberta, pondo fogo nela. Depois fugiu, rindo maquiavelicamente quando os aldeões correram para abater as chamas.
Vai insultar meu lorde e minha senhora, é?
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Notas de Tradução:
[1] “When you are as well-attired, well-mannered, and well-spoken as we (...)”: Eu tentei fazer o mesmo jogo de palavras de Sesshoumaru aqui em português e o único resultado que consegui foi esse. ._. Desculpas desde já se não ficou legal.
[2] “I think a woman would be hard-pressed to find a more perfect man”: Não é exatamente “deprimida”, como coloquei na tradução, mas acredito que ficaria mais compreensível para nós se for “deprimida”. ^_^
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Nota da Tradutora: Só tenho que agradecer aos comentários de vocês, pessoal! ^_^ Eu estou me dedicando ao máximo para acabar este fic e traduzir outros de Maven-sama, apenas tenham um pouco de paciência comigo por causa da minha mudança. Carregar caixas dá trabalho...
Aos que se desesperaram com a nota do capítulo passado... Apenas fiquem tranqüilos. That’s all.
E comentem se gostarem deste capítulo. ^_^
~Shampoo